O EDITOR E TIPÓGRAFO ALDO MANUZIO E O LIVRO DE BOLSO

"Encheiridion" (do grego "enkheiridion" / "em-mão") significa livro portátil, livro de bolso: aceito, interessante, mas incompreendido por muitos. Encontrei o termo "encheiridion" lendo a biografia do editor e tipógrafo italiano Aldo Manuzio (Aldo Pio Manucio, 1449 – 1515), a quem se atribui a “invenção” do livro de bolso, sendo, portanto, considerado o precursor do livro de bolso moderno. A definição de livro de bolso – nos dicionários e na Internet – é genérica, vaga, valendo-se, determinantemente, quanto ao formato e ponto. Formatos mais usados: 10,5x14,8cm, 11x18cm e 12x18cm. Na coleção Primeiros Passos, sucesso editorial da Editora Brasiliense, dos anos 1980, foi usado o formato 11,5x16cm. No Brasil, hoje, as editoras e gráficas usam, quase sempre, o formato 12x 18cm, com mancha de 9,8cm, o dobro das medidas de uma coluna padrão de jornal. Confesso: tenho visto de tudo. As características técnicas de um livro de bolso – capa flexível, papel comum, preço popular – deixaram, praticamente, de existir. Hoje, o mercado publica livros de bolso com encadernação de luxo, capa dura, papel de qualidade, reserva de verniz e relevo.

No século XIX, na Europa, já existiam edições baratas, como as da editora alemã Tauchnitz e a inglesa Routledge’s Railway Library, com publicações voltadas para viajantes, mas o "boom" veio depois, em 1931, com a editora alemã Albatross Books, em 1935, com a editora britânica Penguin Books, e, em 1939, com a americana Pocket Books. Durante a Segunda Guerra Mundial, estima-se que a Alemanha tenha queimado mais de cem milhões de livros. As forças aliadas, por sua vez, apostaram no poder de entretenimento dos livros, para que seus soldados suportassem melhor a guerra, e decidiram, então, enviar-lhes companheiros literários. Foi assim que o livro de bolso, na época batizado de “Edições para as Forças Armadas” ganhou escala, com tamanho e peso reduzidos, para que os soldados pudessem guardá-los nos bolsos dos uniformes ou em suas mochilas. Os livros de bolso – até hoje – sofrem preconceito por parte de muitos: autores, editores, livreiros e leitores. As razões? Muitas. Listá-las, algo impossível. Já escutei de tudo. Na minha opinião nada conclusivo, que justifique a aversão.

O tipógrafo Aldo Manuzio imprimiu cerca de 150 títulos. Inovou suas edições com o uso da letra cursiva, estilo de escrita manual. Desenvolveu o conceito de coleções temáticas, de identidade e coesão visual para livros. Contribuiu para a padronização do uso da pontuação, incluindo a vírgula e o ponto e vírgula e, criou, ainda, um Conselho Editorial, responsável pelas diretrizes básicas de suas publicações. Em 1494, em Veneza, junto com o tipógrafo e editor italiano Andrea Torresano (1451 – 1528), fundou a Aldina Press (Prensa Aldina), onde foram publicadas as célebres edições aldinas dos clássicos. A Prensa Aldina é famosa na história da tipografia, entre outras coisas, pela introdução do itálico. Aldo Manucio dedicou a parte final de sua vida à publicação e disseminação de textos raros e à preservação de manuscritos gregos. Acreditava que obras de autores como o filósofo Aristóteles e o dramaturgo Aristófanes, em sua forma original em grego, eram mais puras e fiéis, sem as interferências de traduções. Tudo isso lhe rendeu respeitabilidade como editor e tipógrafo e um lugar de destaque na história do livro.

João Scortecci
scortecci@gmail.com

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CBL lança estudo inédito que revela a dimensão e o impacto do setor editorial e livreiro no Brasil

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) lançou um estudo inédito que mapeia a estrutura do setor editorial e livreiro no país. Produzido em parceria com a AVRI (Analytics Valuation Reporting Insights), que consolida dados de emprego, territoriais e sociais da cadeia do livro, oferecendo um retrato sobre seu impacto no Brasil.

Segundo o estudo, o setor editorial e livreiro brasileiro gera 70 mil empregos diretos. Em 2025, o país registrou mais de 54 mil empresas e estabelecimentos ativos em todas as etapas da cadeia, do varejo e atacado às editoras, gráficas e empresas de edição integrada. O estudo contempla empresas como editoras de livros, livreiros, distribuidores e gráficas.

Em relação a 2024, que apontava a existência de 51 mil empresas e estabelecimentos ativos, houve uma expansão de 3 mil novas empresas. Os dados demonstram que, desse total, 59% de empresários individuais, 40% empresas privadas e 1% organizações sem fins lucrativos. Em relação ao porte, o setor é predominantemente formado por microempresas (83%), seguido por empresas médias e grandes (9%) e de pequeno porte (8%).

“Este é um estudo inédito e fundamental para compreendermos a real dimensão do setor do livro no Brasil. Pela primeira vez, reunimos dados que mostram o tamanho do nosso setor. Esse diagnóstico nos dá base para avançar em políticas públicas, fortalecer nossos profissionais e ampliar o acesso ao livro em todo o país. É um passo importante para o futuro que queremos construir para o setor e para a sociedade", destaca Sevani Matos, presidente da CBL.

O comércio varejista de livros é o segmento que mais gera empregos no setor livreiro, com forte concentração na região Sudeste, responsável por 56% dos postos de trabalho. Já o comércio atacadista apresenta uma distribuição mais equilibrada pelo país, com estabelecimentos localizados principalmente em centros de distribuição regionais, com destaque para as capitais das regiões Sudeste, Nordeste e Sul.

A edição de livros reúne o maior número de estabelecimentos do setor, marcada pela predominância de empresários individuais, que representam 77% do total. A edição integrada de livros, por sua vez, é mais concentrada em localidades específicas nas cinco regiões brasileiras, atuando de forma complementar aos demais segmentos, especialmente no Sudeste.

A impressão de livros é o segmento com maior média de empregos por empresa, alcançando nove postos de trabalho por estabelecimento, novamente com destaque para as regiões Sudeste e Sul.

Em 2025, o estudo aponta uma forte presença territorial: 2.495 municípios brasileiros contam com pelo menos uma empresa ligada ao livro, evidenciando sua capilaridade e relevância nacional.

A análise histórica mostra um setor em expansão. Entre 2023 e 2025, houve um crescimento de 13% no número total de empresas, com destaque para o avanço das editoras e do comércio varejista de livros. De 2024 para 2025, o aumento foi consistente em todos os segmentos mapeados.

Em relação ao emprego, os dados mostram estabilidade entre 2022 e 2024, com leve alta de 1%, impulsionado sobretudo pelo segmento de impressão, que apresenta a maior média de empregos por empresa. Quando consideradas apenas as empresas ativas em 2025, o estudo revela um crescimento ainda mais significativo: 12% de aumento no número de empregos, evidenciando um setor que se mantém estável mesmo em cenários desafiadores.

Livrarias e desenvolvimento sustentável

O estudo também analisou a relação entre a presença do comércio varejista de livros e os indicadores de desenvolvimento das cidades. Entre os 1.830 municípios que possuem livrarias, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC) é 3% superior à média nacional. Esse dado reforça que a existência de livrarias e pontos de circulação de livros está associada a melhores condições sociais, educacionais e culturais.

Metodologia

Avaliação da relevância e do impacto do setor editorial e livreiro no ano de 2024, a partir de fontes de dados oficiais e públicas, como Receita Federal (CNPJ), Ministério do Trabalho (RAIS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC). A análise considera informações sobre empresas, estabelecimentos, empregos, publicação de livros e desenvolvimento sustentável no Brasil.

O método adotado integra microdados em uma plataforma tecnológica que permite o cruzamento de bases, extração de informações e análise de indicadores em software estatístico.

Sobre a CBL

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) é uma associação sem fins lucrativos que representa editores, livreiros, distribuidores e demais profissionais do setor. Há 77 anos, atua em diversas frentes sempre com o propósito de promover o acesso ao livro e a democratização da leitura em todo o país, além de divulgar a literatura brasileira no mercado internacional. Desde março de 2020, a CBL é a Agência Nacional do ISBN e, no mesmo período, lançou uma plataforma digital que reúne seus serviços de maneira integrada e dinâmica. Outra atuação forte da entidade está ligada a uma agenda de relacionamento com as mais diversas esferas públicas e governamentais para debater pautas e políticas importantes para o setor. Todas as ações da entidade são pensadas com o olhar estratégico e sensível de quem acredita no poder transformador dos livros para a sociedade.

Informações para a imprensa

Ana Paula Fonseca – anapaula@danthi.com.br (11) 98696-7212

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SNEL - 84 ANOS E SITE NOVO

O Sindicato Nacional dos Editores de Livros completou 84 anos no dia 22 de novembro de 2025 e resolveu se dar um presente de aniversário: uma nova roupagem para o seu site. Após a reformulação da marca e de toda a identidade visual realizada em 2024, chegou a hora de mudar a nossa casa na internet.

O site é um dos mais importantes pontos de contato do SNEL com seus públicos. E não poderia deixar de estar alinhado com a sua nova linguagem visual que criamos para o SNEL, reforçando os valores de sua marca”, comentou o designer Ney Valle, da Dupla Design, que tem a conta do SNEL e foi o responsável por todas essas mudanças.

Se em 2024, mudamos de cores, ganhamos grafismos e elementos gráficos em geral e nossa logomarca foi modernizada, para estar de acordo com os desafios do setor na segunda metade do século XXI, em 2025, essas modificações foram aplicadas no site.

O menu ficou mais enxuto, demos prioridade para nossos projetos, destacamos nossas criações (a Bienal do Livro do Rio, a Bienal nas Escolas, a Academia Editorial Júnior, o Rio International Publishers Summit, o Incentivadores do Livro e da Leitura, entre outros), e priorizamos nossos serviços.

“Trabalhar nesse projeto foi legal porque tinha como pano de fundo os livros”, conta Eduardo Teixeira, da CTY Informática Ltda., que trabalhou com a equipe da CTY no projeto de reformulação. “O trabalho também foi um desafio em si por reestruturar um site de uma instituição tão tradicional. Tínhamos que inovar respeitando a história do SNEL”

Como já acontece no mundo offline, o portal do SNEL precisava ser a Casa dos Editores, na sua versão online. Por isso, além das melhorias internas que deram mais dinamismo e beleza para o site, também recriamos a Área do Associado, tornando alguns processos mais completos.

Além disso, também inovamos a forma de pedir nossos principais serviços, como o Atestado de Exclusividade e a Ficha Catalográfica, tornando o processo muito mais rápido: agora, ambos os serviços saem em, no máximo, 24 horas.

É o SNEL que, aos 84 anos, olha para o passado para saber o tamanho da sua História e dar coragem para enfrentar os desafios do futuro. Tudo, sempre, como diz nossa missão: Por uma nação leitora.

Visite o nosso site: https://snel.org.br/

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“Qual é o problema? 2”, de Marco Moriconi - Novo livro da Editora ICH revela o lado divertido da matemática

Matemática vai além de cálculos. Ela também pressupõe raciocínio lógico. E pode ser entretenimento e boa literatura, quando seus conceitos estão envolvidos em histórias convidativas. Essa é a proposta do físico Marco Moriconi, em “Qual é o problema? 2”, novo livro da Editora ICH, que pertence ao Instituto Ciência Hoje. 

Na obra, a matemática é o pano de fundo de textos leves, que vão da aritmética e da geometria a truques de mágica, da probabilidade e da estatística a divertidos contos natalinos. Com lançamento marcado para o dia 27/11/2025, na Janela Livraria, filial Laranjeiras, no Rio de Janeiro, a obra traz uma seleção de colunas publicadas mensalmente na revista Ciência Hoje.  

Em todos os textos procurei contar uma história bem-humorada, que surpreendesse os jovens leitores, valorizando o raciocínio e a criatividade”, garante o autor Marco Moriconi.  

“Qual é o problema? 2” está organizado em galerias separadas por temas, nas quais os textos agrupados dialogam entre si. É certo que os leitores irão se divertir com as surpresas do infinito em Aritmética ou os teoremas da amizade de Grafos, podendo passear livremente de uma galeria para a outra, indo, por exemplo, de Probabilidade e Estatística, para a desafiante galeria de Jogos.  

Também é possível ter um respiro visual em Provas Visuais, para depois passar à Geometria. E tem ainda a galeria de Lógica, com vários problemas de raciocínio... lógico! E tudo se fecha de forma mais brincalhona com o espaço de Noel, contendo uma série de “embates” matemáticos entre o autor e seu Papai Noel esperto. 

Se há um objetivo nessa obra, é que depois de ler um dos textos, seja possível abrir um sorriso e pensar: ‘que legal!’. Assim, deixo um convite: abra esse livro em qualquer página, leia e procure se divertir. Se em algum momento você pensar ‘que legal!’, todo meu esforço terá valido a pena”, ressalta Moriconi.

Marco Moriconi é professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), com graduação e mestrado em Física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- Rio). É doutor em Física pela Princeton University e pós-doutor pelo ICTP e Cornell University.

LANÇAMENTO

"Qual é o problema? 2"
Lançamento: dia 27/11/2025, às 19h, com sessão de autógrafos.
Local:  Janela Livraria - Rua Professor Ortiz Monteiro, 15 (loja A),
Laranjeiras - Rio de Janeiro/RJ.

FICHA TÉCNICA:

Número de páginas: 192
Editora ICH, 2025
Autor: Marco Moriconi
Coordenação editorial e edição de texto: Marília Pessoa
Revisão: Laura Chaloub
Projeto gráfico e diagramação: Ampersand comunicação gráfica
Ilustrações: Marcelo Badari
Direção editorial: Bianca Encarnação
Produção executiva: Guilherme Rocha

Mais informações

Danthi Comunicação

Kadygia Ferreira – kadygia@danthi.com.br ou 11-97967-6322

Lúcia Martins – lucia.martins@danthi.com.br ou 21- 21 98121-6742

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Pedro Bandeira lança nova edição de “A Droga da Obediência”

Obra que marcou gerações celebra 40 anos com texto atualizado, novo projeto gráfico e edição comemorativa. O escritor Pedro Bandeira, um dos maiores nomes da literatura infantojuvenil brasileira, lança a sexta edição de “A Droga da Obediência”, obra que inaugurou a série Os Karas e se tornou um clássico para diversas gerações de leitores. O evento, que contará com sessão de autógrafos, acontece no dia 29 de novembro de 2025, das 15h às 17h, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 - Vila Madalena, São Paulo – SP).  

Publicado pela Editora Moderna, o livro chega em uma edição revista e atualizada pelo próprio autor, celebrando os 40 anos de publicação da obra original. Nesta nova versão, Bandeira revisitou o texto integralmente, substituindo referências que ficaram no passado e ajustando detalhes de continuidade, mas sem abrir mão da essência que consagrou o grupo de amigos mais famoso da literatura juvenil brasileira. 

Atualizei o que o tempo transformou, mas sem mudar a alma da trama. Os Karas continuam sendo os mesmos: jovens inquietos, cheios de perguntas e coragem para enfrentar o mundo”, conta Bandeira.

O projeto gráfico foi reformulado, com o design moderno de Rafael Nobre e ilustrações de Olavo Costa. A nova edição conta, em tiragem limitada, com uma versão em capa dura e com selo comemorativo, que celebra quatro décadas de uma história que continua conquistando leitores ao longo de gerações. 

Mais do que uma narrativa policial juvenil, “A Droga da Obediência” é também um retrato simbólico do Brasil dos anos 1980. O próprio Bandeira já descreveu o livro como “uma metáfora que protestava contra a ditadura militar”, período em que viveu sua juventude e início da vida adulta. A crítica à obediência cega, à censura e à violência ecoa ainda hoje, mantendo a obra atual e necessária. 

Como explica a pesquisadora Marisa Lajolo, a força da série está na “articulação entre o individual e o coletivo, o pessoal e o social”, o que confere longevidade ao protagonismo juvenil dos personagens Miguel, Calu, Crânio, Magrí e Chumbinho - “o avesso dos coroas, o contrário dos caretas”.

Num clima de suspense e mistério, o livro acompanha cinco estudantes que enfrentam uma perigosa conspiração internacional: o sinistro Doutor Q.I. pretende dominar a juventude com uma droga que elimina a vontade própria - e as primeiras vítimas são alunos de colégios paulistanos de elite.

Em quadrinhos

O sucesso da obra também se estende a novas linguagens. A Editora Moderna lança, em dezembro, a adaptação inédita em quadrinhos de “A Droga da Obediência”, com roteiro de Felipe Pan, ilustrações de Olavo Costa e cores de Mariane Gusmão. A HQ será apresentada na CCXP25, maior festival de cultura pop do mundo, de 4 a 7 de dezembro, no São Paulo Expo, onde o autor participará de sessão de autógrafos no Artists’ Valley no dia 7 de dezembro (domingo). 

Com mais de 100 livros publicados e 20 milhões de exemplares vendidos, Pedro Bandeira é um dos autores mais lidos e premiados do país, reconhecido por obras que unem aventura, humor e sensibilidade. Desde 2009, é autor exclusivo da Editora Moderna.

Serviço

Lançamento do livro “A Droga da Obediência” – Nova Edição
Livraria da Vila – Pinheiros (SP)
29 de novembro de 2025 – das 15h às 17h
Com sessão de autógrafos com o autor
 

HQ “A Droga da Obediência” – CCXP25
São Paulo Expo – Artists’ Valley
7 de dezembro de 2025 (domingo)
Roteiro: Felipe Pan | Ilustrações: Olavo Costa | Cores: Mariane Gusmão

 Assessoria de imprensa Santillana

Danthi Comunicação Integrada
Ana Paula Fonseca (11) 98696-7212 ou anapaula@danthi.com.br
Fábio Farias (11) 99689-1527 ou fabio.farias@danthi.com.br 

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SOMMOS AMAZÔNIA relança “Letras que flutuam” de Fernanda Martins durante a COP30

Às vésperas da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30) na Amazônia, a SOMMOS AMAZÔNIA, primeira plataforma global de conteúdo cultural sobre a região,  surge como uma opção necessária para conhecer melhor as vozes do território. Publicada em português, inglês e espanhol, a plataforma promove uma imersão nas culturas da Amazônia ao proporcionar uma navegação transversal através de cinco verticais: filmes, músicas, livros, artes visuais e  alimentação. O catálogo, que é regularmente ampliado, conta com 400 filmes, 70.000 músicas, cerca de 27.000 artistas cadastrados, mais de 3.000 livros e 1.000 obras artísticas, além de um glossário de alimentos e ingredientes composto por 500 verbetes.  

A plataforma ainda vai marcar presença em eventos como a Mostra Pan Amazônica de Cinema, a 10° Mostra de Cinema da Amazônia, o Cine BNDES, o Grito pelo Planeta, além de fazer uma cobertura especial focada nas verticais da plataforma, em parceria com o influenciador Maickson Serrão. 

Durante a programação cultural paralela à conferência, a plataforma relança o livro “Letras que Flutuam”, escrito por Fernanda Martins com a proposta de resgatar a tradição ribeirinha de pintura dos nomes de barcos da Amazônia. A obra foi concebida a partir da fala dos abridores de letras, como são chamados esses profissionais que fazem da palavra e da cor uma forma de resistência poética.  Para a autora, os 20 anos de pesquisa, dois documentários, oficinas e palestras servem para consolidar e eternizar esse material. 

- É muito importante a oportunidade de ter todo o conteúdo e informações que aprendemos com os abridores de letras em um só lugar, para poder disseminar para outros territórios. Inclusive, o livro é bilíngue (português e inglês), o que ajuda na divulgação fora do Brasil. - explica Fernanda. 

Letras que Flutuam” será vendido on-line exclusivamente na plataforma até 20 de novembro, antes de chegar às lojas virtuais da Martins Fontes e da Amazon. E quem adquirir um exemplar ainda ganhará um cupom com direito a 30 dias grátis para navegar pelo catálogo musical e audiovisual da SOMMOS AMAZÔNIA! 

Uma ótima oportunidade de conferir o acervo literário da SOMMOS AMAZÔNIA, que é distribuído fisicamente pela Livraria Martins Fontes. Estão lá todos os livros publicados de Milton Hatoum, primeiro amazonense a fazer parte da Academia Brasileira de Letras, entre elas “Dois irmãos",  “Cinzas do Norte” e “Relato de um certo Oriente”.  O catálogo oferece também títulos como “Memórias do Cacique", de Raoni, “A vida não é útil", de Ailton Krenak e “O sentido das águas”, de Drauzio Varella; e “Mãe da mata”, de Maickson Serrão e muito mais.

No audiovisual, a plataforma oferece as coleções “SOMMOS COP 30” - com conteúdos digitais sobre clima, cultura, território e os modos de existir na Amazônia;  - e “Audiovisual Indígena: da Amazônia para o Mundo”, com até dois mil minutos de filmes legendados em inglês, ampliando o alcance global das narrativas indígenas internacionalmente. 

Também é possível conhecer mais sobre as raízes musicais da região na SOMMOS AMAZÔNIA através do trabalho de artistas como Jerry Santos, Nilson Chaves, Lia Sophia, Osea e todo o catálogo dos bois bumbás Garantido e Caprichoso. 

Desde a sua criação, em abril de 2025, a SOMMOS AMAZÔNIA vem conquistando parceiros como “Meu pé de árvore", “Chico Vive", “Instituto Catitu", “Vídeo nas Aldeias” e “Amazônia de pé", entre outros. 

Quem Somos

SOMMOS AMAZÔNIA é uma plataforma desenvolvida pela SOMMOS Arte e Cultura Brasileira S.A., empresa especializada em distribuição digital de conteúdos culturais com especial foco na cultura brasileira, fundada em 2013 por Alexandre Agra (Diretor Presidente). A equipe é integrada pelos sócios executivos Ricardo Ribenboim (Diretor de Planejamento), Mariana Dupas (Diretora Executiva) e Yeda Oliveira (Diretora de Relações Institucionais).

O acesso pode ser feito através de uma assinatura fixa, no valor de R$9,90 mensais, que dará direito a todos os conteúdos de forma ilimitada através do link www.sommosamazonia.art.br.   

Missão

A SOMMOS AMAZÔNIA se posiciona como uma iniciativa ECG (Environment, Culture & Governance) que reconhece a Cultura e os setores criativos como motores para o desenvolvimento de modelos de desenvolvimento econômico mais justos, mais inclusivos e mais verdes para o planeta e suas sociedades. Mais do que um streaming, a plataforma é uma construção coletiva, um movimento que já conta com a participação de centenas de artistas, produtores, empresas e instituições culturais e socioambientais. 

Assessoria de Imprensa /  Armazém Comunicação
Christina Martins / christinamartins1@gmail.com / (21) 98128-6104

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ANL lança nova identidade visual: A mudança marca um novo capítulo na história da Associação Nacional de Livrarias

São Paulo, novembro de 2025 – A Associação Nacional de Livrarias (ANL) apresenta sua nova identidade visual, marcando um novo capítulo em sua trajetória. O projeto, desenvolvido em parceria com a agência Binder, reflete o reposicionamento da entidade e sua conexão com o presente e o futuro do setor livreiro brasileiro. 

O símbolo, que antes trazia o ícone de uma rosa desenhada à mão, agora ressurge de forma mais conceitual e contemporânea. As hastes geométricas se abrem como as páginas de um livro e, ao mesmo tempo, remetem ao desabrochar de uma flor — metáfora do florescimento do conhecimento.

A letra “L” da sigla ANL forma o caule dessa flor-livro, estabelecendo uma relação orgânica entre tipografia e símbolo. A composição em caixa baixa reflete proximidade e abertura, reforçando o caráter acolhedor das livrarias.

A tipografia escolhida – moderna, de traços equilibrados e alta legibilidade — expressa a clareza e a confiabilidade que a instituição representa. Os contornos suaves e proporcionais equilibram tradição e contemporaneidade, permitindo que o novo logotipo comunique tanto o peso histórico da ANL quanto sua vocação para o futuro.

A nova identidade visual simboliza um momento de renovação e fortalecimento da ANL. Mais do que uma mudança estética, ela representa uma nova forma de expressar quem somos e o que defendemos: o papel essencial das livrarias e a relevância do livro para o desenvolvimento cultural e educacional do país”, afirma Alexandre Martins Fontes, presidente da Associação Nacional de Livrarias.

O resultado é uma marca essencial, simbólica e atemporal, que traduz o papel das livrarias como espaços onde ideias florescem e o saber se espalha.

SOBRE A ANL

A Associação Nacional de Livrarias (ANL) é uma associação de classe, sem fins lucrativos, que congrega livrarias, editoras e distribuidoras de livros associadas. Fundada em 5 de maio de 1978, a ANL busca incentivar o crescimento do mercado livreiro ao apoiar e incentivar a cultura e a leitura no país.

https://www.anl.org.br


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João Scortecci é reeleito Presidente da Abigraf Regional São Paulo

No último dia 31 de outubro de 2025, João Scortecci foi reeleito para a presidência da Abigraf Regional São Paulo. Juntamente com Scortecci, também foram conhecidos os novos membros da Diretoria Executiva, que será composta por Fabio Gabriel dos Santos (1º vice-presidente); Levi Ceregato (2º vice-presidente); Fernanda Casquel (diretora administrativa); Beatriz Duckur Bignardi (diretora administrativa adjunta); Ricardo Sutto (diretor financeiro); e Flavio Medeiros (diretor financeiro adjunto). 

Entre os suplementes estão Juliana Martins Maia dos Santos, Camila Ferreira Serrano Gomes, Jéssica Braga Nitoli, Jorge Luiz Fugazzotto Tadei, Giorgio Bertachini D’Angelo, Reginaldo Soares Damasceno, Wellington da Silva Rehder, Danilo Venicius Gonçalves Soares e Rodrigo Margonari Silvestre.                                            

O Conselho Fiscal será formado por Flavio Marques Ferreira, Carlos Roberto Jacomine da Silva, e Felipe Salles Ferreira, tendo, como suplentes, Juliana Sivieri Gonçalves, Sidney Anversa Victor e Valdomiro Luiz Paffaro. 

 Com 50 anos de trajetória no segmento literário, gráfico e editorial, João Scortecci é diretor-presidente do Grupo Scortecci. Foi Conselheiro de Humanidades da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) - Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, de 1997 a 2006. Também foi diretor da União Brasileira de Escritores em três gestões, da ANL - Associação Nacional de Livrarias e diretor adjunto e três vezes vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro. Atualmente, é membro do Conselho Eleito da CBL - Câmara Brasileira do Livro, do Conselho Técnico-Editorial do SNEL - Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Diretor da ABDR - Associação Brasileira de Direitos Reprográficos, Curador do Prêmio de Excelência Gráfica Luiz Metzler, Executivo do Projeto Livros para Todos e blogueiro nos endereços da Internet: Blitz Literária, Livros & Autores e Portal Amigos do Livro. 

Em parceria com a Abigraf, coordena o Projeto Livros para Todos, que atua na arrecadação de livros de literatura para bibliotecas públicas e comunitárias. Em sua primeira gestão na Abigraf/SP, Scortecci trabalhou em prol da expansão dos projetos socioeducacionais, bem como de uma maior proximidade com as entidades do mercado e as gráficas paulistas. Atualmente, São Paulo conta com o maior parque gráfico do Brasil, com mais de 7 mil empresas (27,4% do total nacional), gerando mais de 77 mil empregos diretos.

A Abigraf/SP também esteve ao lado da Abigraf Nacional e do Sindigraf-SP em pautas importantes junto à Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e na participação de feiras e eventos representativos para o setor realizados no estado, como a ExpoPrint Latin America, Fespa Brasil, Flexo & Labels, FuturePrint, Escolar Office Brasil e a Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

“Agradeço o apoio e a colaboração de todos que estiveram na nossa primeira gestão à frente da entidade, tanto internamente quanto por parte de empresários gráficos que caminharam conosco nestes três últimos anos. “O trabalho continua: fomentar e trabalhar pela indústria da impressão.”, destaca João Scortecci. “E, como alguém que construiu toda sua trajetória profissional em meio a livros, não poderia deixar de salientar a importância de todo o Sistema Abigraf no apoio a projetos que visem levar educação, formação e cidadania àqueles que não têm acesso por meio de projetos que incentivem a leitura e o conhecimento. Acredito no impresso como uma ferramenta preciosa e insubstituível”, declara. 

A posse da nova diretoria acontecerá no próximo dia 4 de dezembro, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com palestra do professor e escritor João Candido Portinari, fundador e diretor-geral do Projeto Portinari, que falará sobre “A importância do impresso na obra de Portinari”.


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Máquinas de escrever são atração de evento gratuito baseado no livro “As Fabulosas Histórias de Dona Remi”

Experiência literária acontece dia 2 de novembro de 2025 (domingo), na ZIV Gallery, e traz atividades para crianças, adultos e educadores. Já parou para conversar com uma máquina de escrever? Essa pergunta é, na verdade, um convite para crianças e adultos deixarem de lado as telas de celulares e mergulharem na experiência literária – e analógica – criada pela escritora e jornalista Priscila Dal Poggetto para a divulgação do livro “As Fabulosas Histórias de Dona Remi” (editora Vidaria). O evento é gratuito e ocorre no dia 2 de novembro de 2025 (domingo) na ZIV Gallery, localizada no Beco do Batman, ponto turístico de Pinheiros, na capital paulista. 

A ativação conta com rodas de conversa para pais e educadores, contação de história com retrato falado, pintura de marcadores de página e oficinas de máquinas de escrever. O evento terá ainda venda de livros e sessão de autógrafos com a autora e o ilustrador, Gusta Vicentini. Todas as atividades são gratuitas e abertas para o público geral.

Em “As Fabulosas Histórias de Dona Remi”, o garoto Pedro, que se torna amigo de uma máquina de escrever, a Dona Remi. Cheio de perguntas, alegrias e inseguranças, ele se conecta com as vidas das pessoas que um dia, assim como ele, apertaram aquelas teclas mágicas para contar fabulosas histórias. De maneira lúdica, a autora traça caminhos para as crianças buscarem respostas e aconchego para sentimentos e sonhos.

Com o mesmo propósito do livro, este evento é um convite para todas as pessoas desfrutarem do mundo analógico de maneira mágica, por meio de nossas inspirações e das boas lembranças. Afinal, quando ‘conversamos’ com uma máquina de escrever, as teclas @ e delete, simplesmente, não existem. É a nossa essência, sem filtro ou edição, grudando palavras no papel”, explica Poggetto.

A autora escolheu a ZIV Gallery para o evento por ser um espaço aberto às mais variadas manifestações artísticas. “Sem contar que o passeio de domingo já começa na pequena caminhada pelas ruas do Beco do Batman que levam até a porta da galeria”, observa. 

Assim como o próprio Beco, a ZIV Gallery é uma galeria de arte convidativa e democrática. “Nossa intenção sempre foi atrair um público eclético, que não necessariamente frequentasse esse tipo de ambiente. Essa combinação de literatura, máquinas de escrever e arte é uma oportunidade especial para estimular a criatividade e a curiosidade das crianças”, destaca o galerista Helder Kanamaru. 

Confira a programação completa:

Roda de Conversa: Equilíbrio na era das telas - 10h

A psicóloga e psicopedagoga Regiane Garcia e o renomado escritor de livros infantis Lalau Simões Neto batem papo com a autora e o público sobre saúde mental, criatividade e como a leitura e a escrita podem ajudar pais, mães, cuidadores e educadores a equilibrar o uso de telas. 

 Roda de Conversa: O poder da contação de histórias - 11h30 

Convidados:

Vivian Cristina Gusmão, coordenadora pedagógica do Colégio Oswald de Andrade, e Fellipe Fernandes, escritor e jornalista, conversam com a autora e o público sobre a importância da contação de histórias para o hábito de leitura e como cada livro se torna um lugar seguro para crianças e adultos desenvolverem a inteligência emocional e enfrentarem os desafios da vida. 

Contação de História com retrato falado - 12h30 

Na primeira parte da atividade, a contadora de histórias Daiane Bonfim lê trechos do livro “As Fabulosas Histórias de Dona Remi”. Na sequência, os participantes descrevem como imaginaram um elemento, personagem ou cenário da narrativa para o artista Galvani Galo, que desenha em uma folha de papel o retrato falado. A dinâmica tem como objetivo mostrar como toda história é única para cada um que a interpreta. 

Oficinas com máquinas de escrever - das 14h às 17h 

Quer conversar com uma máquina de escrever? Crianças e adultos poderão participar das oficinas sobre as fabulosas máquinas de escrever, ministrada por SergioType (Sergio Henrique de Oliveira), um redator com mais de 30 anos de experiência e apaixonado pelas máquinas de escrever desde a infância. As oficinas ocorrem em três horários: 14h, 15h e 16h. Algumas máquinas estarão à venda.

Pintura de marcadores de página - das 14h às 17h

O artista Gusta Vicentini, ilustrador do livro “As Fabulosas Histórias de Dona Remi”, é quem comanda a ação de pintura de marcadores de página, com desenhos feitos exclusivamente para os participantes do evento pintarem com canetas especiais. Obras assinadas por Gusta Vicentini também estarão à venda. 

Serviço

Experiência literária “As Fabulosas Histórias de Dona Remi”

Data: 02 de novembro de 2025 (Domingo) - Das 10h às 17h

Local: ZIV Gallery - Rua Gonçalo Afonso, 119 (Beco do Batman) - Pinheiros - São Paulo

Ficha técnica do livro

Título: As Fabulosas Histórias de Dona Remi
Autora: Priscila Dal Poggetto
Revisão e Preparação: Luna D'Alama
Diagramação: Cleber Machado
Capa: Cleber Machado e Gusta Vicentini
Ilustrações: Gusta Vicentini
Leitura crítica e prefácio: Flávia Pegorin
Consultoria psicológica e pedagógica: Regiane Garcia
Apoio: Gabriela Gasparin e Janaína Gimael
Editora: Vidaria
Gênero: infantojuvenil
Proporção do Livro: 21X28 cm
Valor: R$ 70,00

Breve sinopse: O garoto Pedro se torna amigo de uma máquina de escrever, a Dona Remi. Cheio de perguntas, alegrias e inseguranças, ele se conecta com as vidas das pessoas que um dia, assim como ele, apertaram aquelas teclas mágicas para contar fabulosas histórias.

Mais informações:

Camila Russi @carussi
(11) 98498-4639
camila@camilarussi.com

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PNLD distribuiu mais de 194 milhões de livros didáticos em 2024

A Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), que reúne as principais editoras de livros escolares do país, lança a quarta edição de seu Anuário, com o tema “Os Jovens e o Ensino Médio”. A publicação de 2025 traz como destaque a implementação da nova Política Nacional de Ensino Médio como tema principal e ressalta a importância do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), apresentando dados atualizados sobre a distribuição de obras pelo programa. 

Disponível também na versão digital e em braile, o volume evidencia o PNLD como uma política pública consolidada há mais de oito décadas, responsável pela entrega de mais de 1,5 bilhão de livros didáticos às escolas públicas do Brasil somente nos últimos onze anos. Em 2024, foram distribuídos 194,6 milhões de exemplares. As informações completas podem ser acessadas no site da Abrelivros. 

"O Brasil passa pela implementação da nova Política Nacional de Ensino Médio, a segunda grande reforma dessa etapa em menos de dez anos, em um cenário marcado por desafios e por transformações trazidas pela Inteligência Artificial, pelas redes sociais e pelas mudanças no mundo do trabalho. Nesse contexto, a nova edição do Anuário Abrelivros aborda os desafios e as oportunidades dessa fase fundamental, além de dedicar uma seção especial ao PNLD, que, a partir de 2026, distribuirá novos livros didáticos alinhados à Política, incluindo obras de Educação Digital, componentes curriculares e projetos integradores. É com alegria que lançamos mais uma edição e, ao olhar para nossa trajetória de mais de 30 anos, a Abrelivros reafirma sua convicção no poder transformador da Educação e na defesa do livro como instrumento de diálogo com a sociedade e de formulação de políticas públicas", afirma Ângelo Xavier, presidente da Abrelivros.

 Anuário Abrelivros 2025

Nesta edição, o Anuário explica o ciclo de atendimento do PNLD, organizado em quatro anos, e que contempla todas as etapas da Educação Básica: Educação Infantil, Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental, e Ensino Médio. Em 2024, a distribuição foi de 2,5 milhões de obras para a Educação Infantil, 105,7 milhões de livros para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), 73,7 milhões de exemplares para os Anos Finais (6º ao 9º ano) e 12,5 milhões de exemplares para o Ensino Médio.

Números por estado

O Anuário também apresenta ainda os números do PNLD em todas as 27 unidades federativas, permitindo uma visão abrangente do cenário estadual e a comparação com os números nacionais. São Paulo, o estado mais populoso do Brasil, recebeu 34,6 milhões de livros em 2024, beneficiando 5,8 milhões de alunos. Com 106 páginas, o volume inclui infográficos, entrevistas com educadores e pesquisadores, além dos indicadores mais recentes da educação.

 Metodologia

Todas as informações relativas ao PNLD foram geradas e fornecidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Para os números referentes à Educação, esta edição do Anuário Abrelivros utiliza dados de fontes primárias (MEC/Inep, FNDE/PNLD e IBGE), quase sempre com a elaboração estatística do QEdu/Iede e da Assessoria de Pesquisa e Avaliação da Fundação Roberto Marinho. O Anuário Abrelivros 2025 traz os dados disponíveis no processo de produção. Nesta edição, a maior parte dos números são de 2024. Os dados referentes à aprendizagem dos estudantes brasileiros são de 2024, referentes à aplicação mais recente das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Esta edição não traz dados do PNLD Literário, que oferece obras de literatura a estudantes e professores. Em 2024, não houve distribuição de exemplares relacionados a esta iniciativa. 

Sobre a Abrelivros 

A Abrelivros é uma entidade civil sem fins lucrativos que reúne as principais editoras de livros escolares. Para comemorar seus 30 anos, ganhou novo nome (Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais), lançou o Anuário 2022, nova logomarca, newsletter voltada a educadores, setor livreiro e gestores públicos e, ainda, reformulou o site oficial (abrelivros.org.br). A instituição tem como objetivos colaborar para aprimorar políticas no país nas áreas de educação, cultura, formação do educador, incentivo à leitura e à qualidade do livro. Por isso, defende a imunidade tributária do livro, prevista nas Constituições do Brasil desde 1946.

Informações para imprensa:

Danthi Comunicação Integrada
Ana Paula Fonseca – (11) 98696-7212
ou anapaula@danthi.com.br

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Biblioteca Castro Alves é reaberta ao público; mais 11 serão reformadas ainda em 2025

São Paulo, setembro de 2025 – A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa e da Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas, celebrou a reabertura da Biblioteca Pública Municipal Castro Alves no próprio espaço cultural nesta sexta-feira (26). Com isso, a Castro Alves se junta à Biblioteca Aureliano Leite à Biblioteca Roberto Santos e é a terceira biblioteca restaurada e requalificada entregue ao município, dentre as 21 bibliotecas que entrarão em reformas até ano que vem, com 11 delas iniciando as obras ainda este ano e mais duas começando suas melhorias em janeiro de 2026. 

Foram mais de 30 intervenções de reforma, entre elas mais acessibilidade e comodidade para Pessoas com Deficiência (PcD). Entre a lista de reformas feitas na Biblioteca Castro Alves, inclui:

Requalificação do piso ao redor da biblioteca;

Requalificação da escada que dá acesso ao estacionamento; 

Demolição do muro paliteiro na parte frontal da biblioteca e requalificação dos muros danificados; 

Limpeza da fachada; 

Requalificação elétrica; 

Substituição das luminárias e do forro;

Iluminação de emergência e implantação do Sistema SPDA;

Gradis para fechamento frontal da biblioteca;

Portões no estacionamento e acesso dos pedestres; 

Guarda corpo na lateral direita e fundos da biblioteca; 

Corrimão na escada que dá acesso ao estacionamento;

Caixa para coleta água de chuva no fundo da biblioteca;

Requalificação do piso interno, em concreto e acabado com bambolê; 

Piso podo tátil;

Substituição dos revestimentos das paredes da cozinha, das paredes da área de serviço e das paredes e piso dos banheiros; 

Adaptação de um sanitário PNE.

As próximas a entrar em reforma são as bibliotecas Cora Coralina (já fechada para obras desde o dia 15 de setembro), Menotti Del Picchia (com ordem de início de reformas no dia 29 de setembro) e a Affonso Taunay (fechando a biblioteca no dia 13 de outubro). O pacote visa modernizar as bibliotecas e inclui atualização de infraestrutura e adequação dos espaços para ampliar o conforto dos frequentadores.


Cerimônia de Reinauguração da Biblioteca Castro Alves  

A cerimônia de reinauguração da Biblioteca Castro Alves, no Jardim Patente, bairro Sacomã, teve a presença de autoridades e do público da região, incluindo a participação da EMEI Santo Dias, em frente à Castro Alves, e contou com a entrega da placa de reformas e melhorias e uma exploração pelas dependências do equipamento cultural. 

Existente desde o dia 6 de novembro de 1988, a Biblioteca Pública Municipal Castro Alves era especialmente voltada ao público infanto-juvenil. A criação desta biblioteca teve grande repercussão e significado cultural para o bairro, tendo em vista a inexistência de outra nas proximidades. Agora, com suas melhorias, visa promover maior inclusão, acolhimento e difusão de cultura, informação e lazer para a comunidade, como também para todo o público paulistano que assim se fizer presente, atravessando mais gerações. 

Com muita alegria celebramos a entrega das reformas da Biblioteca Castro Alves. O livro é indispensável para a formação social, intelectual e cultural de adultos e crianças, principalmente. Temos como proposta fazer uma campanha maior para promover a literatura, democratizando o acesso entre público, seja ele leitor ou não, e as nossas bibliotecas públicas municipais, conversando mais e se tornando mais atrativas e acolhedoras”, disse o Secretário de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente.

A Biblioteca Pública Municipal Castro Alves conta com salas de leitura, sala de primeira infância e telecentro, além de uma ampla área externa multiuso. Em outubro, a Castro Alves volta a receber programação cultural pelo Biblioteca Viva, revitalizando o seu espaço para trazer cultura e entretenimento a quem mais precisa. A biblioteca conta com aproximadamente 50 mil exemplares entre livros de literatura e informação, revistas, atlas, multimídia etc; e abre todas às segundas e sextas, das 09h às 18h, e aos sábados, das 10h às 14h. 

A programação completa das bibliotecas de bairro e dos bosques e pontos de leitura, além de outras novidades e avisos, você encontra no site da CSMB e em nossa redes social. Informações gerais estão disponíveis nas redes sociais e no site da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Consulte online os acervos da biblioteca da cidade aqui


Sobre a Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas (CSMB)

A Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas (CSMB) é um núcleo filiado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa da cidade de São Paulo, responsável direta pela administração de 84 equipamentos culturais ao redor da cidade, incluindo 51 bibliotecas de bairro - além da Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato e as bibliotecas Jayme Cortez, Paulo Setúbal, Paulo Duarte, Prefeito Prestes Maia e José Paulo Paes dentro dos Centros Culturais da Juventude e Penha, respectivamente - e 29 Serviços de Extensão estabelecidas em praças e parques por meio dos Pontos e Bosques de Leitura. Tendo origem desde a década de 30 como Divisão de Bibliotecas do Departamento de Cultura e reajustada como CSMB desde 2005, tem como objetivo integrar todas as bibliotecas públicas municipais e tornar mais eficiente o desenvolvimento de suas políticas, serviços e estrutura informacional. A fim de promover iniciativas que atendam às necessidades de prover amplo acesso à informação, cultura, leitura e produção de conhecimento, a Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas promove em seus espaços cursos, oficinas e atrações artísticas mensais e gratuitas para todos os públicos - por meio de programas como “Biblioteca Viva”, “Feira de Trocas de Livros”, “Pegue, Leve e Leia”, “Bibliotecas Temáticas” - e o primeiro serviço de streaming gratuito de leitura - o BiblioSP, que conta com mais de 17 mil livros para leitura online e download.

Sobre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, além da Casa de Cultura Cidade Ademar, que será inaugurada em 2025, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo - composto de 13 unidades - e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora - Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.

Informações à imprensa

Suzane Rodrigues | Enzo Sapio | Camila Quaresma | Gabriella Capuano | Marcelo Lustosa | Giovanna Leite
Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa
smcimprensa@prefeitura.sp.gov.br


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Livro: O CAIPIRA E O PRÍNCIPE, de Xico Graziano

No livro O Caipira e o Príncipe os leitores encontram uma história improvável de um agrônomo caipira e um intelectual, Fernando Henrique Cardoso, considerado o “príncipe da sociologia” na USP, que se tornou o 34º presidente da República Federativa do Brasil, exercendo dois mandatos, de janeiro de 1995 a dezembro de 2002. 

O autor, conhecido como Xico Graziano, que auxiliou FHC na vida pública, com fidalguia e respeito, por 40 anos, relata sua convivência e descreve, com singularidade e boa prosa, a trajetória recente da democracia brasileira. Sua história é marcante, nua e crua, curiosa e doída, repleta de causos e momentos inesquecíveis, típica da sinceridade que caracteriza o bom espírito caipira.

“Sinto necessidade de enxergar com novos olhos minha própria história”, escreve Xico Graziano. Ela se confunde com um pedaço crítico da história brasileira. Descrito na famosa pergunta de um romancista: “quando foi que a gente se lascou?” 

Xico sente “profunda decepção com o rumo dos acontecimentos, até chegarmos no ponto crítico em que nos encontramos, vendo nossa democracia à beira do precipício. Poderia não ter sido assim”. 

Teria sido na luta pela reeleição? Nesse “grande erro”, como admitiu o próprio FHC — o principal personagem do livro —, já estava embutido o que Xico constata em uma frase: “corruptos não tem ideologia”. Era como se a recém conquistada democracia “estivesse carcomida”. 

Xico prova nesta obra que escrever história é reconhecer que coincidências (existem?) decidem mais que planos. E pede: “não esqueçam o que escrevi”. Não se preocupe, Xico.

William Waack
Jornalista e escritor


SOBRE O AUTOR

Xico Graziano (Francisco Graziano Neto) é engenheiro-agrônomo, formado na ESALQ/USP, em Piracicaba (SP), e Doutor em Administração pela FGV/SP. Lecionou Economia Rural na UNESP, em Jaboticabal (SP), e Gestão de Agronegócios, no MBA da FGV. Ocupou vários cargos públicos, destacando-se os de Secretário Estadual do Meio Ambiente e Secretário Estadual de Agricultura, em São Paulo. Foi deputado federal pelo PSDB/SP entre 1999 e 2006. Consultor em sustentabilidade e conferencista, escreveu treze livros sobre a questão agrária, agricultura e política. É articulista do site Poder360.


LANÇAMENTO OFICIAL






DRUMMOND LIVRARIA

Data: Dia 21 de outubro de 2025 - Terça-feira
Horário: das 18 às 21h30
Local: Drummond Livraria - Conjunto Nacional, São Paulo/SP.

SERVIÇO

O Caipira e o Príncipe - História Sincera da Política Brasileira
Xico Graziano
Scortecci Editora
Política
ISBN 978-85-366-7190-1
Formato 16 x 23 cm - 352 páginas - 1ª edição - 2025
Preço de R$ 70,00

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79 anos da CBL: uma história em defesa do livro e da leitura / Por Sevani Matos

Amanhã (20.09.2025), a Câmara Brasileira do Livro (CBL) completa 79 anos de atuação. Uma trajetória marcada pela defesa do livro, da leitura e da cultura, construída em conjunto com editoras, livrarias, distribuidoras, autores, gráficas e todos os elos da cadeia produtiva e criativa. É um marco que nos enche de orgulho e, sobretudo, de responsabilidade. 

Desde 1946, quando foi fundada, a CBL tem como missão fortalecer o mercado editorial brasileiro e garantir que o livro seja reconhecido como instrumento essencial de transformação, conhecimento e cidadania. Ao longo de quase oito décadas, enfrentamos desafios econômicos, tecnológicos e sociais, mas mantivemos firme o compromisso de propor políticas públicas, ampliar o acesso à leitura e valorizar o trabalho de quem torna o livro possível.  

Hoje, em um cenário de profundas mudanças no comportamento do leitor e nas formas de acesso à informação, a CBL segue atenta e atuante. Trabalhamos para estimular a inovação, sem abrir mão de princípios fundamentais: democratização do acesso, desenvolvimento do mercado, fortalecimento das bibliotecas, diversidade literária e incentivo à leitura. 

Entre nossas frentes de ação, destaca-se a realização de grandes eventos, como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que há mais de 40 anos reúne milhares de leitores e se consolidou como o maior encontro literário do país. Também temos orgulho do Prêmio Jabuti, a mais importante premiação literária brasileira, que valoriza o livro em sua pluralidade. Mais recentemente, lançamos o Prêmio Jabuti Acadêmico, voltado à produção científica, técnica e profissional, reforçando o papel do livro no avanço da educação e da ciência no Brasil.  

No campo dos serviços, a CBL expandiu sua atuação de maneira decisiva. Desde 2020, exerce com profissionalismo a função de Agência Brasileira do ISBN, responsável pela padronização e visibilidade das obras publicadas no país. A partir dessa função, criamos a Plataforma de Serviços CBL, que reúne ferramentas essenciais para o setor editorial, como a emissão da ficha catalográfica, o registro de direitos autorais e contratos, além da carta de exclusividade. Mais recentemente, a CBL passou a responder também como Agência Brasileira do ISNI, encarregada da atribuição do número internacional que identifica autores e criadores, iniciativa em fase de implantação que em breve oferecerá ainda mais suporte e reconhecimento aos profissionais da criação no Brasil.  

Paralelamente, seguimos batalhando pela consolidação de políticas públicas estruturantes, com destaque para o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), essencial para garantir acesso, formar leitores e fortalecer a cadeia produtiva.  

Contamos ainda com comissões especializadas que atuam de forma estratégica em diferentes áreas. A Comissão de Valorização do Livro desenvolve campanhas e ações que fortalecem a presença do livro e da leitura na sociedade; a Comissão em Defesa da Atividade Livreira discute medidas para assegurar a vitalidade das livrarias; a Comissão de Vendas ao Governo acompanha programas e políticas de aquisição pública de livros; e a Comissão de Inovação e Tecnologia propõe soluções para os desafios atuais do setor. Complementam esse trabalho a Comissão de Integração de Mercado, que tem como objetivo discutir o ecossistema do livro e propor ações para o desenvolvimento do setor, e a Comissão de Pesquisas, responsável pelo acompanhamento e divulgação de dados estratégicos sobre produção, vendas e conteúdos digitais.  

Outro eixo estratégico é a atenção a temas contemporâneos, como ESG (ambiental, social e governança). Por meio da Comissão ESG, a CBL promove estudos, debates e ações voltados à sustentabilidade do setor editorial e livreiro. O recente lançamento do Guia ESG para o Mercado Editorial demonstra nossa busca por oferecer instrumentos práticos que ajudem editoras e livrarias a incorporar boas práticas em sua rotina. 

Ao completar 79 anos, a CBL não apenas celebra sua história, mas reafirma o compromisso de seguir adiante. Continuaremos trabalhando para o desenvolvimento do setor editorial e livreiro, defendendo políticas públicas consistentes e promovendo a leitura como direito de todos. O livro é patrimônio coletivo, e a CBL existe para garantir que ele chegue cada vez mais longe. Essa foi, é e continuará sendo a nossa missão. 

Sevani Matos
Presidente da CBL

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UM OLHAR MULTIDIMENSIONAL / obra de Raquel Naveira

Acompanho a produção literária de Raquel Naveira há cerca de três décadas, uma autora que vem de uma trajetória marcada por intensa e densa criatividade, não apenas como escritora que transita por diversos gêneros, mas como professora, crítica e ensaísta, com uma bibliografia bem referenciada e recebida pela crítica.

Em “Ursa maior” (Scotecci, 2025), seu novo livro condensa o olhar multifacético de uma rastreadora de mundos, cartografando, numa perspectiva de mundiviudências, o universo das Letras, aí compreendendo a plenitude da constelação que as diversas categorias da escrita simbolizam a partir do metafórico título.

Trabalho de prospecção na aluvião cósmica dos extratos literários, a partir da reflexão, diálogo e inflexão filosófica que a autora entabula com autores e obras, dos clássicos aos contemporâneos, da tradição à vanguarda, essa empreitada de fôlego consiste num pout-pourri não apenas temático, mas de vertentes literárias, sendo que enquadrá-lo simplesmente como romance ou texto autobiográfico seria uma redução que empobreceria um volume de natureza heterogênea, tal o hibridismo com que forja suas concepções críticas. Na verdade, “Ursa maior” é um mapeamento do que há de mais reluzente nas galáxias literárias, a partir de uma exegese muito singular de uma escrita que, operando entre a ficção e a memória, albergada por uma linguagem diáfana e cristalina, vai pontuando, no amálgama da prosa poética e em clave fragmentária, toda uma vida dedicada à leitura (e, primordialmente, ao seu ensino), calcada nas percepções de alguém que transcende o mero espaço de suas convicções estéticas para impor-se como testemunho-testamento de um tempo em que obras e autores que deixaram suas marcas no cânone pessoal, mas também na construção de uma vasta bibliografia, culminam  em baliza para os estudos presentes e de futuras gerações.

Segmentado em “Pontos luzentes”, “Astros cintilantes” e “Luminescências”, Raquel Naveira sinaliza para os leitores a amplitude desse vasto mundo da criação literária e de suas perspectivas pessoais, deduzindo os seus escritores eletivos e a deambulação afetiva por uma órbita onde gravita uma panóplia de emoções e sensações epifânicas, muito bem identificado no prefácio do escritor Krishnamurti Góes dos Anjos, para quem, além das dimensões oníricas e das expansões espirituais que o  prazer da leitura emula, a autora  “exercita uma veia literária onde aflora uma erudição notável e uma vasta bagagem de leitora e professora de literatura”.

Invocando suas raízes açorianas e indígenas, o apelo das várias influências culturais e históricas na sua formação, seja como mulher e ser pensante, e, sendo uma estrela entre eles, a autora enumera os astros que sempre a iluminaram nesse percurso profícuo, não apenas na literatura, mas na pintura e em outras linguagens artísticas, entre os quais Pablo Neruda, Drummond, Bandeira, Kafka, Saint-Exupéry, Yeats, Cassiano Ricardo, Blake, Jane Austen, Poe, Vermere, Champollion etc, pois o que sobressai de seu arcabouço literário e intelectual é a consciência de humanidade e civilização que esses ambientes nos proporcionam.

Com cerca de quatro dezenas de obras, participação em diversas entidades literárias e uma vida acadêmica de simbiótica interlocução com seus pares, com “Ursa maior! Raquel Naveira consolida-se como umas das vozes mais representativas e polifônicas da literatura contemporânea brasileira. 

Ronaldo Cagiano
Escritor, crítico literário, poeta e membro da Associação Nacional de Escritores.

E-mail: ronaldo.cagiano@hotmail.com


Texto original publicado no Jornal Linguagem Viva / página 7 - setembro de 2025.


SOBRE A AUTORA

Uma mulher sensível, escritora, pesquisadora de Literatura e Arte, numa noite estrelada e insone, olha para a imensidão do cosmos, vê a constelação da Ursa Maior, que passa a ser a sua interlocutora. Aos poucos, vai relatando suas angústias, suas descobertas, suas leituras, seus gostos e delírios, num processo poético e existencial de autoconhecimento.


SERVIÇO


Livro: URSA MAIOR
Autora: Raquel Naveira
Scortecci Editora / ISBN 978-85-366-7044-7
Ficção - Formato 14 x 21 cm - 2025 - 80 páginas

Preço de Capa: R$ 35,00

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"Gestão sem Medo - Como Ser Feliz no Mundo Corporativo" de Alfredo Assumpção

Gestão sem Medo - Como Ser Feliz no Mundo Corporativo de Alfredo Assumpção chega a 4ª edição: O livro mantém na sua integridade a forma como foi escrito originalmente e  atualizações feitas nas edições anteriores. Trata-se de um livro que defende uma teoria de administração de empresas, “Espiritualidade em Gestão de Empresas”, cuja comprovação na prática se deu com a aplicação da teoria na gestão da empresa FESA e suas coligadas. Então, as poucas alterações feitas no livro tratam de atualização do atual momento do Alfredo Assumpção, no capítulo Sobre o Autor, além de alguns dados estatísticos, que em nada alteram o conteúdo teórico do livro.  São dados como a população mundial, atualmente em 8 bilhões de habitantes, e outros nessa linha. As apresentações e comentários do livro estão mantidos integralmente. 

Como célula viva que é, a FESA, como empresa, se modifica e se ajusta em cada momento de sua vida, visando preservar sua perenidade. Esses ajustes não são narrados no livro, porque não é objetivo do livro narrar a continuidade da história da FESA, mas, sim, tê-la como pano de fundo para comprovar na prática a efetividade em se usar a teoria administrativa “Espiritualidade em Gestão de Empresas”, conseguindo sucesso, com lucratividade e longevidade num ambiente organizacional de felicidade com utilização na plenitude das pessoas que vivem esse ambiente organizacional, o que é lugar comum em ambientes geridos dessa forma. Então, o livro mantem-se inteiro em conteúdo e ideias que nasceram e foram aplicadas na prática para que a empresa atingisse o sucesso que atingiu até o momento em que o livro foi concebido. 

O fundador saiu da FESA em março de 2016 e seus sucessores continuam o trabalho de preservação da empresa, ajustando-a e mantendo-a em linha com as demandas do mercado por qualidade, agilidade na emprega dos serviços e praticando preços competitivos. Exatamente da forma como foi concebida em junho de 1995. Seu ambiente organizacional continua próximo ao modelo Contingencial. Estágio de desenvolvimento organizacional para onde havia sido levada sua cultura organizacional. Gestores de “mente aberta, onde não existe uma melhor maneira, tudo depende”. 

Alfredo Assumpção

Quando a diferença está em ser, saber e fazer, raramente a conhecida asserção de Buffon, segundo a qual o estilo é o próprio homem, terá encontrado tanta correspondência quanto em Gestão sem medo: muito se pode criar, tudo se pode mudar, de Alfredo Assumpção. Neste livro, obra e autor, em um progressivo mimetismo, refletem-se com nitidez. Por um lado, o tamanho do desafio abraçado na escolha da temática testemunha por si só o destemor intelectual do autor: busca entender e propor uma interpretação sobre o “homem complexo” em seu papel de gestor de empresas, nos diversos níveis e estágios de maturidade tanto dele quanto da empresa. O que não é tarefa trivial, sobretudo para quem não se contenta em simplesmente constatar e radiografar a realidade como ela é, mas tem a ambição de propor o que ela deveria ser, ou como conviria que ela fosse.

Por outro, o enfoque adotado surpreende os menos avisados. De um especialista em capital humano, esperar-se-ia naturalmente o aproveitamento, quando muito revigorado, dos ensinamentos de escolas clássicas ou consagra das, à imagem de certos comensais que mudam de restaurantes, mantêm os pratos solicitados, perpetuando a falta de imaginação e inteligência de Esaú e suas lentilhas. Antípoda desse conformismo vazio, Assumpção é um espírito irrequieto, obcecado pela construção de um embasamento, próximo de uma confirmação científica, para o aprendizado empírica e permanentemente atua lizado. Construção na qual adota, deliberadamente e sem preconceitos, fontes e caminhos não tradicionais de pesquisa, privilegiando, contudo, um substrato metodológico sartriano de aprendizado pela contestação, seja ela convicta ou simplesmente provocadora.

A abundância de reflexões e propostas, jorrando aos borbotões, por vezes aparenta responder a uma loquacidade incontida e emaranhar-se num ecletismo de preocupações. Mas, na verdade, segue um fio condutor, coerente com a determinação reiterada do autor, no intuito de legar a terceiros o que de melhor pôde amealhar em seu sucesso empresarial: a capacidade de lançar-se ao desafio de posicionar-se como pessoa e como gestor, perante os paradigmas de avaliação sugeridos. Afinal, uma Gestão sem medo pressupõe coragem para avaliar criticamente a própria gestão. Ao aceitar o desafio, o leitor passa então a ser também autor. Autor de seu próprio aperfeiçoamento. Decididamente, não é um livro para ser simplesmente lido, mas sobretudo praticado.

SERVIÇO


Gestão sem Medo - Como Ser Feliz No Mundo Corporativo
Autor: Alfredo Assumpção
ISBN 978-85-366-2144-9
Scortecci Editora - Administração
Formato 14 x 21 cm - 4ª edição - 2025 - 304 páginas

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