Estão abertas as inscrições para o Prêmio Jabuti 2019

A partir de hoje, 16 de maio, editores e autores brasileiros poderão inscrever suas obras no mais tradicional e prestigiado prêmio do livro literário do Brasil, o Prêmio Jabuti.

Realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Jabuti confere aos vencedores o reconhecimento da comunidade intelectual brasileira, do mercado editorial e, principamente, dos leitores. Serão 19 categorias e um vencedor do Livro do Ano.

“É missão da CBL elevar o livro e a leitura a novos patamares. É com orgulho e satisfação que lançamos a 61ª edição do Prêmio Jabuti, que prestigia os esforços e valoriza autores, editores, escritores, ilustradores, capistas, designers e tradutores nas diferentes categorias da criação e produção editorial do livro”, afirma Vitor Tavares, presidente da CBL.

Nesta edição, os quatro eixos permanecem organizados em: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. Algumas atualizações foram realizadas para que o Prêmio seja cada vez mais abrangente e alinhado ao leitor e ao mercado:

As categorias Infantil e Juvenil foram separadas.
Livros de documentário e reportagem passam a ser inscritos junto à categoria Biografia, e não mais na de Humanidades.

A categoria Tradução, alocada no eixo Literatura em 2018, a partir desta edição passa para o eixo Livro.

A categoria que foi lançada como Formação de Novos Leitores ganha novo nome, a partir desta edição, Fomento à Leitura, para abranger projetos que vão além formação, mas para todas as atividades de promoção da Leitura.

Coletâneas compostas por textos não inéditos só poderão ser inscritas nas categorias que compõem os eixos Livro - Capa, Ilustração, Impressão, Projeto Gráfico e Tradução - e Inovação – Fomento à Leitura e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

Outra novidade é que o Prêmio Jabuti passa a ter duas listas fases de finalistas. Na primeira, serão divulgados pela CBL os dez finalistas para cada uma das 19 categorias. Em um segundo momento, a CBL fará o anúncio dos cinco finalistas.

Os primeiros colocados em cada categoria, como ocorre desde o ano passado, serão revelados somente no dia da cerimônia de premiação. Apenas a auditoria Ecovis Pemon terá acesso aos resultados.

O vencedor do Livro do Ano do Prêmio Jabuti 2019 será escolhido entre  as obras vencedoras dos eixos Literatura e Ensaios.

O formato de envio para obras concorrentes nas categorias dos eixos Literatura e Ensaios permanece em arquivo PDF. Apenas para o eixo Livro, será necessário o envio de exemplares físicos, conforme instruções descritas no Regulamento.

Confira a estrutura de eixos e suas categorias no Prêmio Jabuti 2019:
Eixo Literatura (sete categorias): Conto; Crônica; HQ; Infantil; Juvenil; Poesia e Romance.

Eixo Ensaios (cinco categorias): Artes; Biografia, Documentário e Reportagem; Ciências; Economia Criativa e Humanidades;

Eixo Livro (cinco categorias): Capa; Ilustração; Impressão; Projeto Gráfico e Tradução;

Eixo Inovação (duas categorias): Fomento à Leitura e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

Valor das inscrições para obras individuais:
R$ 285,00 para associados da CBL;
R$ 327,00 para autor independente, ou seja, autor (Pessoa Física) que se autopublica e não está abrigado por nenhum selo de editora ou quaisquer Pessoas Jurídicas;
R$ 370,00 para associados de entidades congêneres;
R$ 430,00 para não associados.Valor das inscrições para coleções:
R$ 440,00 para associados da CBL;
R$ 457,00 para autor independente;
R$ 475,00 para associados de entidades congêneres;
R$ 515,00 para não associados.

Premiações:
Cada um dos autores e editoras vencedoras recebem a estatueta do Prêmio Jabuti.
Ao autor, caberá também uma premiação em dinheiro:

Vencedor de cada uma das 19 categorias: R$ 5.000 (Cinco Mil Reais)
Vencedor do Livro do Ano: R$ 100.000,00 (Cem Mil Reais).

“Entendemos que o prêmio pode ampliar o seu alcance sempre, como um farol sobre a melhor literatura produzida no país e ter reforçado seu caráter de mediador, de fomentador da leitura, nos mais diversos aspectos, gêneros e gostos. Quis formar um conselho de editores que se complementam nas múltiplas experiências: acadêmica, literária, infantil, juvenil, em tradução e edição dos gêneros que compõem o escopo editorial do Prêmio”, comenta Pedro Almeida, Curador do Prêmio Jabuti.

Ao lado de Almeida, fazem parte do Conselho Curador do Jabuti 2019:
Camile Mendrot (AB Aeterno Produção Editorial)
Mariana Mendes (Canal Bondelê)
Cassius Medauar (Editor -Editora JBC)
Marcos Marcionilo (Sócio e Publisher da Parábola Editorial)

Indicação de Jurados 

O mercado editorial e os leitores podem fazer indicações ou se candidatar para integrar o júri de cada categoria da premiação. O Conselho Curador será responsável pela verificação, seleção e complementação do corpo de jurados. O corpo de jurados terá 57 integrantes, sendo três para cada categoria. Cada jurado deverá escolher 13 obras e terá dois meses para análise e atribuição das notas. O período de Consulta Pública para indicação de jurados é de 16 de maio a 16 de junho.

Como concorrer?

Poderão concorrer ao Prêmio Jabuti obras inéditas com ISBN e Ficha Catalográfica, impressas ou digitais, publicadas em língua portuguesa no Brasil, em primeira edição, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2018.

Na categoria Fomento à Leitura, podem ser inscritas iniciativas realizadas por pessoa física ou jurídica. O período da ação a ser analisado pelos jurados será de 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2018.

A autoria da obra deverá ser de autor(es) brasileiro(s) nato(s), naturalizado(s), ou estrangeiro(s) com residência permanente no País.

Coletâneas compostas por textos não inéditos só poderão ser inscritas nas categorias que compõem os eixos Livro e Inovação.

As inscrições vão de 16 de maio a 28 de junho de 2019 e podem ser feitas por meio do site www.premiojabuti.org.br, onde está disposto o regulamento completo da premiação.

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Escritor de Adamantina lança novo livro para público infanto-juvenil

Sigamais - 14/5/2019 | 

O escritor Sérgio Paiollo, de 49 anos, que nasceu em Dracena e desde os dois meses de idade passou a morar em Adamantina – onde ficou até concluir sua formação superior em enfermagem – lança neste mês de maio, em Campinas, um novo livro de sua autoria, “Tomatinho Tom e o mundo além dos muros” (Scortecci Editora), dirigido ao público infanto-juvenil.

Segundo o autor, a publicação aborda temas como bondade e virtude, a exclusão social do deficiente físico, a preocupação com o próximo, o valor exagerado dado à beleza externa e a importância de valorizar a beleza interior.

Paiollo explica que os primeiros rascunhos de “Tomatinho Tom e o mundo além dos muros” são do primeiro semestre de 2017. “Ao acordar surgiu a ideia de escrever algum conto envolvendo legumes e hortaliças”, lembra. Surgem então os personagens chamados Tom (tomate) e Zito (chuchu). “A partir daí comecei a escrever, riscar e reescrever”, continua. Segundo o autor, foram dois meses de anotações, desafios à imaginação e a organização da história.

Serviço:

Tomatinho Tom e o Mundo Além dos Muros
Sérgio Paiollo
Evadro Luiz (Ilustra.)
Scortecci Editora
Literatura Infantil
ISBN 978-85-366-5861-2
Formato 14 x 21 cm
60 páginas
1ª edição - 2019

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A diferença entre criar demanda e aproveitar a existente/ PEDRO ALMEIDA

Sobre o início da operação de livros pelo Magazine Luiza, Pedro Almeida alerta: “Abrir mais um canal de vendas que tenha como diferencial o preço não incrementa tanto a leitura como desejamos"

A notícia do Magazine Luiza ter incluído a categoria livros em seu e-commerce animou muita gente. É ótimo ver uma grande rede de lojas abrir um braço para a seção “livros” em seu e-commerce, mas é preciso explicar: o site já vendia livros como marketplace: onde comercializava livros de outras livrarias.

O melhor aspecto desta novidade é que agora o Magazine irá aproveitar sua logística para custear o frete, sobretudo fora das grandes cidades. Um livro saindo de SP para Manaus ou Rio Branco custa uma ou duas vezes o valor pago por um cliente do Sudeste, por conta do seu frete. Agora a pessoa pode buscar na loja, sem ter de pagar pelo envio.

Mas os que acham que iniciativas assim podem salvar o mercado, vale uma explicação. É preciso diferenciar no comércio eletrônico as empresas que trabalham com livros, dos simples marketplaces e e-commerces mistos, ou qualquer outro nome que se queira dar.

As empresas que trabalham com livros no Brasil, que têm o livro como missão, são os sites das livrarias físicas, que complementam a ação física com a virtual, via e-commerce. Elas promovem os livros, fazem campanhas, indicam para sua base de clientes tanto os lançamentos quanto os livros de seu interesse. O que o marketplace faz é usar a ferramenta de e-commerce que qualquer empresa de qualquer setor de varejo já possui, para entregar ao consumidor o que ele já está procurando, pelo melhor preço.

Numa loja física, o leitor descobre livros e acaba comprando outros que ele não conhecia ou não tinha pensado em comprar. Ela vende livros para quem foi ao shopping comprar sorvete ou assistir a um filme. Um Marketplace comum não promove a divulgação de livros, não gera demandas, não cria uma necessidade de você adquirir um livro. Quem faz isso são as editoras, os blogueiros, a imprensa, as revistas de diversas redes de livrarias, clubes de leitura, professores, os autores e as livrarias físicas e suas campanhas virtuais. Há exceções? Sim, mas muito poucas.

A loja como ponto de retirada de livros economiza o frete, mas, de novo, utiliza o livro como isca para jogar o consumidor num mar de eletrônicos. Seria bom ver as empresas pensarem que o livro pode produzir o contrário: usar o interesse do público em outros produtos para vender livros...
Por que estou escrevendo isso? Porque muita gente não se dá conta de que abrir mais um canal de vendas, que tenha como diferencial o preço, seja do livro ou do frete, não incrementa tanto a leitura como desejamos. Cria uma competição baseada unicamente no preço.

Pensando em médio e longo prazos, se os marketplaces só servirem para vender o que as outras livrarias físicas e virtuais promovem, eles não ampliam a oferta de mais títulos aos leitores. Continuam concentrando esforços nos mesmos livros, aqueles que já foram promovidos por outros canais.

Se o Magazine criar seções para oferecer livros físicos em suas lojas será o pulo do gato. Imagine somar mais 950 livrarias ao número que temos hoje?

E igualmente seria muito interessante ver empresas que hoje funcionam apenas no e-commerce passivo possam incrementar também suas ações de promoção dos livros que vende em seus e-commerces, como? Realizando, ainda que no ambiente virtual e transmitido via online, debates e eventos; Produzindo revistas/entrevistas com livros e autores e disponibilizando online para seus clientes. Quem ganharia com isso serão as próprias livrarias, físicas e virtuais, com consequente valorização me mais livros e da leitura.

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Hábitos digitais estão 'atrofiando' nossa habilidade de leitura e compreensão?

G1 - BBC - 25/4/2019 |

A neurocientista cognitiva americana Maryanne Wolf costuma ser abordada, em suas palestras e aulas, por pessoas que se queixam de não conseguir mais se concentrar em textos longos ou "mergulhar" na leitura tão profundamente quanto conseguiam antes.

"As pessoas estão percebendo que algo está mudando em si mesmas, que é seu poder de leitura. E há um motivo para isso", diz Wolf.

A razão, segundo a pesquisadora da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), é que o excesso de tempo em telas - celulares e tablets, desde a infância até a vida adulta - e os hábitos digitais associados a isso estão mudando radicalmente a forma como muitos de nós processamos a informação que lemos.

Segundo um livro de Wolf prestes a ser lançado no Brasil (O Cérebro no Mundo Digital - Os desafios da leitura na nossa era; ed. Contexto) e algumas pesquisas sobre o tema, o fato de lermos cada vez mais em telas, em vez de papel, e a prática cada vez mais comum de apenas "passar os olhos" superficialmente em múltiplos textos e postagens online podem estar dilapidando nossa capacidade de entender argumentos complexos, de fazer uma análise crítica do que lemos e até mesmo de criar empatia por pontos de vista diferentes do nosso.

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Viana: estudantes terão biblioteca em casa com novo projeto

ESBrasil - 25/4/2019 | 

Projeto envolve desde estudantes do berçário ao do nono ano, passando pelos participantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA)

A Prefeitura de Viana, por meio da Secretaria de Educação, lança o projeto “Minha Biblioteca: Ler, Contar, Encantar…”. A solenidade de apresentação foi realizada no Teatro Municipal de Viana nesta terça-feira (23) e contou com apresentações culturais dos alunos.

No evento, foi apresentado os kits dos livros que serão trabalhados. O projeto tem como objetivo contribuir para a formação de leitores por intermédio da doação de 96 mil livros, sendo seis exemplares para cada um dos estudantes matriculados na rede municipal.

“Vamos atender todas as 37 unidades de ensino do município. A distribuição vai acontecer de acordo com o planejamento de cada série, em cada escola. Na medida em que o professor vai trabalhando as atividades inerentes a cada série e a cada conteúdo a ser trabalhado, ele vai inserindo os livros”, explicou a secretária de Educação, Luzian Belisário.

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Clubes de leitura resistem ao tempo e ajudam nos estudos

Jornal Fato - 25/4/2019 |

Um levantamento do Instituto Pró-Livro de março de 2016 constatou que 30% da população nunca comprou um livro e que o brasileiro lê em média apenas 2,43 livros por ano, o que faz do país um dos piores do mundo nesse quesito. Segundo o estudo, os motivos vão desde a má distribuição de renda até a falta de bibliotecas públicas. O resultado são cerca de 11 milhões de pessoas que não sabem ler e nem escrever, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disso, existem os analfabetos funcionais - pessoas incapazes de interpretar textos e realizar cálculos simples - que, segundo o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF), representam três de cada 10 brasileiros.

Diante disso, o Centro Universitário Internacional Uninter criou o clube de leitura Ipsis Letras para estimular a leitura e apresentar obras importantes da produção brasileira. A coordenadora do Curso de Letras da Escola Superior de Educação, Gisele Della Cruz, explica que o clube é a oportunidade de unir leitores de diferentes formações em um espaço de debate e troca de conhecimento. "As leituras são escolhidas democraticamente, via Facebook. Em seguida, são discutidas por especialistas da área, propondo técnicas de aproximação do texto literário, com a participação de alunos e da comunidade", esclarece.

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Biblioteca de Betim celebra 45 anos de história e estímulo à leitura

Terra - 24/4/2019 | 

Muito premiada, espaço atende os alunos matriculados no Ramacrisna, funcionários e toda a comunidade do entorno da Instituição

"Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de Biblioteca", a citação o célebre do escritor Jorge Luís Borges, reflete bem o que a comunidade da região de Vianópolis de Betim, encontra na Biblioteca Arlindo Correa da Silva. Com 194 m², possui acervo de literatura infantojuvenil e adulta com mais de 5.000 livros. Por lá a leitura é uma ferramenta de transformação e crescimento, e por isso entre seus diferenciais a Biblioteca do Ramacrisna tem como principal característica não se restringir a paredes, um vez que possui vários projetos de incentivo à leitura itinerante, além de usar todo espaço da Instituição, que possibilita exercer a prática da leitura de forma agradável, confortável e prazerosa, utilizando os jardins, os gramados debaixo das árvores e quiosques.

E para celebrar as mais de quatro de décadas de história completadas neste mês, durante toda esta semana, de 22 a 25 de abril, haverá uma programação especial para os alunos, comunidade e na quinta-feira com ações abertas ao público, como contação de histórias, bate-papo com escritores, piquenique literário, entre outros. ''Comemorar 45 anos de uma biblioteca comunitária é sempre muito importante, principalmente, no Ramacrisna, já que o espaço é em homenagem a seu fundador, que era o professor Arlindo, um jornalista que prezava muito pela leitura, que sempre fez questão de despertar nos atendidos o hábito de ler'', destaca Cleide Aparecida Moura, coordenadora da Biblioteca. Segundo ela tudo começou quando Solange Bottaro, hoje vice-presidente da Instituição, disponibilizou seu próprio acervo pessoal para criar um espaço de leitura para os atendidos.

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Magazine Luiza começa a operar venda de livros

Publishnews - 25/4/2019 |

Companhia lançou esta semana a categoria 'Livros' em seu e-commerce com um catálogo de 240 mil títulos. Magalu também quer aumentar sua presença em cidades que não têm livrarias.

O Magazine Luiza, dono de uma rede impressionante de 950 lojas espalhadas por 300 municípios de 16 estados brasileiros e de 12 centros de distribuição, percebeu que só 10% das cidades brasileiras têm ponto de venda físico para a compra de livros. E resolveu investir nisso usando a sua força e capilaridade. A plataforma inicial foi lançada na última terça-feira (23) com 240 mil títulos e vai estar limitada apenas, nesse momento pelo menos, aos canais digitais (e-commerce e app) da empresa, mas com a possibilidade de retirada em loja em 48 horas, com frete grátis.

“Apenas 50 milhões de brasileiros afirmaram ter comprado um livro nos últimos três meses. É um mercado em crescimento e vamos aproveitar esta oportunidade vendendo livros com entrega rápida e frete grátis”, declarou Eduardo Galanternick, diretor-executivo de e-commerce da empresa, em comunicado enviado à imprensa. “O objetivo é fazer com que o Magalu se torne referência neste segmento”, completou.

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DIA MUNDIAL DO LIVRO / Marilina Baccarat De Almeida Leão

Hoje, comemora-se, mundialmente, o Dia do Livro. Para mim, não poderia haver data mais santificada e simbólica do que esta.
Dia santo. Feriado, no meu coração.

Dia em que reverencio os meus santos de devoção: São Fernando Pessoa, São Carlos Drummond de Andrade, São Érico Veríssimo, São Eça de Queirós, São Machado de Assis, São Monteiro Lobato, Mia Couto, Balzac, Melville, Rachel de Queirós, todos os autores, que li, ao longo da minha vida, tantos que já nem me lembro da maior parte deles.

Mas, os tenho cá dentro de mim, que me marcaram a alma, a ferro, a lágrimas, a sentimentos.
Já esqueci inúmeros enredos, inúmeras tramas das milhares, que li, mas, todas deixaram pequenos traços na minha escrita, na minha personalidade, na minha maneira de ver a vida e o mundo.

Neste dia, dia do meu maior objeto de adoração, de devoção, o LIVRO, tenho pena de não poder ler tantos quantos eu gostaria, de ter tempo, ainda, para ler todos os que não tive o prazer de ler, de cercar-me, por eles, por todos os lados. Mas, não resta muito tempo agora, já não há tempo, para lê-los todos.

Se há algo, que me daria imenso prazer, neste momento de minha vida, seria poder ter os livros, que desejo. E são tantos!

Mas, neste dia santo, dia em que também fui agraciada com uma pequena conquista, ter meus próprios livro publicados, só posso ser grata aos meus amigos, aos meus leitores, ao meu editor João Scortecci. A tudo o que li, ao longo desses anos, vividos intensamente.

Não tenho pretensões de colocar-me ao lado de meus santos de devoção, meus amados escritores, as pessoas, que me abriram o mundo e o desvelaram para mim. Não quero isso. Quero, apenas, poder sentar-me com um livro nas mãos e, por toda a eternidade, saber o que há nas entrelinhas. Entender o que foi escrito e sentido pelo escritor, no momento em que o criou. Porque cada livro é um mundo.
Este é meu último desejo. É entender que a santidade, a verdadeira beleza do mundo está contida nas páginas de um bom livro...

Marilina Baccarat De Almeida Leão (escritora brasileira)

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MOSAÍCO DO TEMPO de Antônio Mourão Cavalcante / JOÃO SCORTECCI

É preciso pisar no mosaico do tempo!
Mourão – é assim que ele gosta de ser chamado – sentou-se inteiro na velha cadeira de balanço e nela, com a cumplicidade do “seu” tempo, escreveu os versos de Mosaico do tempo.
Ainda sentado na cadeira de balanço remoeu-se – corpo e memória – na prática do exercício ímpar pela vida.
Foi na experiência de “longas caminhadas” que teceu o mapa de navegante que compõe as lembranças deste pequeno livro de reminiscências.
Impossível determinar o quanto cada pedaço de vidro do seu mosaico ilustra e compõe o desenho poético.
Caleidoscópio? Ou a força das luzes – do lado de lá, do lado de cá – e tantas outras sombras da própria memória que se movimentam no arco das flechas.
Há quem diga que “da infância” o melhor é a grandeza de tudo.
Vejo distâncias – fragmentos de tempo algum – e percebo – no conjunto da sua obra – “proximidades” nas cercanias do coração valente.
Isso explica o quanto o laser do tempo é veloz em pontuar o seu alvo.
“A vida nos entrega e nos faz absolutamente iguais.”
No mosaico – agora também espelho – sol e reflexos, luz e imagens, bipolaridade que explica presente, passado e futuro.
Conjunto de suas frações, conjunto de sua melhor verdade.
Foi ainda, no período contínuo no qual os eventos se sucedem, que li e reli o seu livro.
Belíssimo!
Nós poetas somos metidos em escolher do nada o que nos chama, o que nos faz gostar e pronto.
Em “Presságio” encontrei o dito que nos fala parecendo até feito para os nossos ouvidos.
“Será que precisa pensar tão diferente? E dói!”
Não há despedida, não há inocentes no melhor das histórias sobre discos voadores, homem pisando na lua, Beatles e canibais do amor.
Em “Varal da vida” tudo exposto: emoções ao vento, intimidades reveladas, peças enfileiradas... Tudo espalhado aos que passam.
Mourão – foi Filho, Pai e Avô – na guarda das boas e derradeiras memórias.
Isso explica o quanto precisamos pisar no mosaico do tempo para que a vida continue acontecendo em nós e nos que seguem adiante.
Sempre alerta!

João Scortecci

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“Coruja da Leitura” estimula leitura e ilustração em escola da rede estadual

Secretaria da Educação

Na E.E. Professor Demosthenes Marques, em São Paulo, os livros nem sempre ficam na Sala de Leitura da unidade. Num projeto em conjunto com professores e pais da comunidade, a leitura é incentivada no horário escolar e no tempo livre em casa, fora das escolas.

Chamado de “Coruja da Leitura”, a ideia é que alunos escolham um livro dentre as centenas disponíveis na Sala de Leitura e levem para casa, numa sacola. Pais e responsáveis devem produzir, junto aos alunos, um desenho livre sobre a obra para ser apresentado na sala de aula.

São vários os títulos de preferência entre os alunos. A obra “Como nasceram as estrelas – doze lendas brasileiras”, de Clarice Lispector, apresenta um novo aspecto da escritora, normalmente voltada à temas adultos, sobre lendas e folclores do pais. Outro livro de preferência dos alunos é o clássico “Trava-trela”, da escritora Ciça, que faz brincadeira com diversas palavras difíceis da língua portuguesa

Ler mais: Secretaria da Educação
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