HOMENAGEM A CECÍLIA MEIRELES - 10 de Novembro

Realizado pelo Grupo Editorial Scortecci, evento marca os 120 anos de nascimento da “inúmera” Cecília. O evento, que será realizado no dia 10 de novembro de 2021, por meio virtual, com acesso público e gratuito, tem como objetivo homenagear a poeta, cronista, dramaturga, tradutora, pintora, educadora e tradutora, Cecília Meireles (Rio de Janeiro, 7.11.1901 – 9.11.1964).

Autora de vasta e intensa obra, em vários gêneros - poesia, crônica, teatro, literatura infantil -, integrante de movimentos de renovação educacional, fundadora da primeira biblioteca pública infantil do País, com livros e poemas traduzidos para vários idiomas e importantes prêmios recebidos no Brasil e no exterior, a “inúmera” Cecília é a primeira voz feminina de destacada expressão e uma das mais importantes poetas brasileiras. Seu imortal legado, reconhecido e admirado por gerações de leitores crianças e adultos, escritores e educadores, integra o patrimônio literário e cultural do País. 

A vida e a obra de Cecília Meireles serão rememoradas e celebradas em evento com participação de Fernanda Meireles, estudiosos e escritores convidados, que lerão/declamarão textos da poeta. Ao final do evento, será sorteada caneca comemorativa dos 40 anos da Scortecci Editora. 

PROGRAMAÇÃO

Abertura: Maria Mortatti

Apresentação e depoimento sobre vida e obra de Cecília Meireles: Ana M. Domingues de Oliveira e Fernanda Meireles

Leitura de textos:

Ana M. Domingues de Oliveira;
Adriana Silva Santiago;
Ana M. Lisboa de Mello;
Beatriz H. Ramos Amaral;
Jacicarla Souza da Silva;
João Scortecci;
Jussara Pimenta;
Luís Camargo;
Maria Mortatti.

Encerramento: Sorteio da caneca da Scortecci Editora 40 anos.

Sobre a SCORTECCI - A Scortecci é uma editora laureada, com mais de 39 anos no mercado editorial brasileiro. Edita, imprime e comercializa livros em pequenas tiragens desde 1982. Possui gráfica própria com tecnologia digital, acabamento de qualidade, sofisticado controle de vendas e central de logística. São mais de 10 mil títulos publicados em primeira edição. Já recebeu os prêmios: Jabuti, APCA, FBN, ABL e PEN Clube. Em sua história, conserva os mesmos objetivos e propósitos desde a sua fundação: publicar livros, organizar e apoiar concursos e prêmios literários, realizar recitais e eventos culturais, editar e coordenar antologias de novos talentos, desenvolver o mercado literário através de cursos, palestras e oficinas, trabalhar pela formação de bibliotecas e fomentar o hábito da leitura. 

SERVIÇO

Assunto: Homenagem a Cecília Meireles

Data: 10 de novembro de 2021, quarta-feira

Horário: 19h30 às 21h

Local: Plataforma ZOOM – ID de acesso: 725 467 53 53

Evento aberto e gratuito 

Organizador do evento: Grupo Editorial Scortecci

Mais informações:
João Scortecci
E-mail: gruposcortecci@scortecci.com.br
Telefones: (11) 3032-1179 ou (11) 3032-8848
WhatsApp: (11) 97548-1515

 

 


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OS PRIMÓRDIOS DA BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO /JOÃO SCORTECCI

A primeira feira do livro em São Paulo, realizada pela CBL - Câmara Brasileira do Livro, data de 1951. O objetivo da entidade - além de promover o livro e fomentar o mercado editorial e gráfico brasileiro - era introduzir, no país, a tradição europeia das feiras de livros, realizadas na França, na Alemanha e na Itália. Com o nome de “Feira Popular do Livro”, foi realizada em agosto de 1951, na Praça da República, região central da cidade de São Paulo. A experiência repetiu-se no ano de 1956, dessa vez no Viaduto do Chá, ponto ainda mais central da capital paulista e com maior fluxo de pedestres.

Em 1961, em parceria com o Museu de Arte de São Paulo – que até 1968 funcionou na Rua Sete de Abril, centro da cidade - foi promovida a primeira “Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas”, evento que se repetiu em 1963 e 1965, com apoio de editoras, livrarias e gráficas.

Em 1970 – de 15 a 30 de agosto - a CBL promoveu e realizou, de forma oficial e independente, no Pavilhão da Bienal no Parque do Ibirapuera, a 1ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, marco na história da entidade e do mercado editorial brasileiro.

Pesquisando sobre a participação da indústria gráfica nas bienais do livro entre 1963 e 1965, o que descobri – se necessário, corrijam-me, por favor - remete à informação que parte das grandes editoras brasileiras dos anos 1970 eram também empresas gráficas. Em 2022, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo completará 52 anos. Uma data a ser comemorada! Em 2020, data do seu cinquentenário, por causa da pandemia de Covid-19, não pôde ser realizada, infelizmente.

João Scortecci

24.10.2021

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A “RODA DE LIVROS” DO CAPITÃO RAMELLI / JOÃO SCORTECCI

O engenheiro e capitão italiano, Agostino Ramelli (1531-1610), nasceu na comuna de Ponte Tresa, hoje um Cantão da Suíça. Foi o inventor da “roda de livros”, uma estante rotativa que possibilita ler, consultar e pesquisar vários livros num mesmo local. Os livros giram numa roda como se fossem movimentos de um moinho movido a água.
Ramelli ficou conhecido por escrever e ilustrar o livro de projetos de engenharia “As várias e engenhosas máquinas do capitão Agostino Ramelli”, que, além de seu projeto da “roda de livros”, contém 195 designs, mais de 100 dos quais são máquinas de levantamento de água, como bombas d'água, pontes, moinhos e um possível precursor do motor Wankel.
Durante o "Cerco de La Rochelle”, entre 1572 e 1573, ordenado por Luís XIII, rei da França, e comandado pelo Cardeal de Richelieu, que acabou com a capitulação da cidade, em 28 de outubro de 1628, Ramelli construiu com sucesso uma mina sob um bastião - posto avançado para a defesa de um território - e conseguiu violar a fortificação, até então inviolável.
Capitão Ramelli - como era chamado o inventor da “roda de livros” - morreu em Paris, aos 79 anos de idade. Ficou na história do conhecimento como o mais criativo inventor de “engenhocas” movidas pelas forças da água e da natureza de deus.

23.10.2021


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Associação Viva e Deixe Viver recebe certificação Brasil que Lê

 Associação Viva e Deixe Viver recebe certificação Brasil que Lê - OSC é uma das instituições que contribui para o mapeamento das iniciativas de promoção de leitura no Brasil.

A Associação Viva e Deixe Viver (Viva), organização da sociedade civil (OSC) que congrega 1,3 mil voluntários responsáveis por contar histórias em 85 hospitais do País, acaba de receber certificado outorgado pelos organizadores da pesquisa O Brasil que Lê, realizada desde 2002 e voltada a mapear iniciativas de promoção de leitura e formação de leitores no Brasil. Desta forma, os organizadores reconhecem a participação da Associação no levantamento, valorizando o trabalho realizado. A Viva tem como um de seus objetivos a formação de contadores de histórias e a disseminação da leitura entre as crianças e seus familiares e, por conta desse foco, foi uma das entidades convidadas a participar do estudo. 

A pesquisa O Brasil que Lê é um projeto em conjunto do Instituto Itaú Cultural, Instituto Interdisciplinar de Leitura da PUC-Rio, da Cátedra UNESCO de Leitura PUC-Rio e JCastilho Consultoria. A iniciativa mapeia e analisa projetos de formação de leitores e mediadores em todos os estados brasileiros. O objetivo é dar visibilidade a ações que estão (re)construindo o tecido social brasileiro por meio da leitura e da cultura, resgatando histórias e vidas, compartilhando conhecimento e apoiando decisivamente o estabelecimento de novos patamares para a formação continuada de leitores no País. 

"Nos últimos três anos, a Associação Viva e Deixe Viver (Viva) conseguiu atingir um total de quase 100 mil livros lidos em todo o Brasil. Isso é ainda mais importante se levarmos em conta a pandemia, que impossibilitou a atuação presencial dos nossos voluntários nos hospitais. Nesse sentido, foi fundamental se adaptar rapidamente para a continuidade das atividades no ambiente digital. Esse movimento ampliou nosso alcance e também nos aproximou ainda mais da vertente educacional", diz Valdir Cimino, fundador da Viva. 

"A Viva e Deixe Viver é uma proposta memorável na promoção da leitura, porque une saber (literatura), sabor (ter e dar prazer) e humanismo (a crença no valor do bem)", acrescenta Eliana Yunes, supervisora-geral do projeto O Brasil que Lê. 

Sobre a Associação Viva e Deixe Viver 

Fundada em 1997 pelo paulistano Valdir Cimino, a Associação Viva e Deixe Viver é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) pioneira em diversas frentes e políticas públicas. Por meio da arte de contar histórias, forma cidadãos conscientes da importância do acolhimento e de elevar o bem-estar coletivo, a partir de valores humanos como empatia, ética e afeto. A entidade também é referência em educação e cultura, por meio da promoção de atividades de ensino continuado. Nesse sentido, conta com o canal Viva Eduque, espaço criado para a difusão cultural, educacional e gestão do bem-estar para toda a sociedade. Hoje, além dos 1.357 fazedores e contadores de histórias voluntários, que visitam regularmente 85 hospitais em todo o Brasil, a Associação conta com o apoio das empresas Pfizer, Volvo, Cremer, UOL, Safran, Santa Massa e Instituto Helena Florisbal. 

Endereço: https://www.vivaedeixeviver.org.br

Mais informações à imprensa:
LF & Cia Comunicação Integrada
Marco Barone - atendimento2@lfciacomunicacao.com.br
Telefone: (11) 98655-5258
https://www.lfciacomunicacao.com.br

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O EROTISMO NA CRIAÇÃO POÉTICA DE MARIA MORTATTI / Por Edmílson Caminha

O erotismo na literatura é um perigo: poetas e prosadores menores que a ele se disponham estarão sempre a um passo do chulo, do grosseiro, do vulgar. Se grandes escritores, farão poemas e contarão histórias para o deleite de quem aprecia o gênero, pela força com que despertam a imaginação e alimentam a fantasia. A esse grupo seleto pertence Maria Mortatti, autora do Breviário amoroso de Sóror Beatriz (São Paulo : Patuá, 2019) e Mulher umedecida (São Paulo : Scortecci, 2020). Poesia de primeira, em que se percebe a essência da criação erótica: insinuar mais do que dizer, sugerir mais do que mostrar, seja na literatura, nas artes plásticas ou no cinema.

Em “O importuno” (1898), óleo sobre tela de Almeida Júnior, um pintor afasta a cortina do ateliê quando, presume-se, alguém bate à porta. A bela modelo, surpreendida, esconde-se, o vestido arrepanhado na altura das coxas, como se em inconsciente defesa do sexo. Não há peças íntimas à mostra, não há nudez, mas sente-se erotismo no ar: podemos supô-los amantes, flagrados talvez por um ciumento marido...

O pecado mora ao lado (1955), título em português do filme The seven year itch, do diretor Billy Wilder, é célebre por uma cena de explosiva octanagem erótica, capaz de mandar pelos ares o prédio de apartamentos em que se passa a história: convidada pelo vizinho de baixo para descer e tomar um drinque, ninguém menos do que Marilyn Monroe lhe pede, na varanda, que espere um pouco: é que costuma, em dias quentes como aquele, deixar a calcinha na geladeira... Nada mais do que isso, o bastante, porém, para sonhá-la pondo a lingerie, chega-se a imaginar o prazer do frescor na intimidade feminina...

Essa, a natureza da expressão poética de Maria Mortatti: delicada, sugestiva, permeada por referências literárias como a que evoca Daniel Defoe em “Marquise”, no Breviário amoroso:

 

Pouco a pouco, línguas exercitando-se em túmida solidariedade,

cada um de nós, crusoés torturados pela solidão,

apodera-se do outro, sextas-feiras prenhes de submissa gratidão.

 

Ou à luz de ressonâncias bíblicas que dão solenidade ao profano em “Mistérios gozosos”:

 

Nem mal, nem bem,

apenas dito

(que é do verbo que se faz a carne),

fruto que sou

de anúncio de anjo

despencado do céu

com a fúria de lança

que se vinga no ventre da terra

depois da briga com deus.

 

Mulher umedecida mantém a voltagem poética, a exemplo de “Com a seiva nas veias”:

 

Os olhos negros dele

esparramam sobre mim

seus anseios subterrâneos,

vasculhando os meus na escuridão.

 

No “Poema da espera”, a invenção do verbo brisar refresca a boca feito bala de hortelã:

 

Admirarei seu corpo,

suspirarei de paixão.

Quando se aproximar,

pele roçando pele,

lábios brisando lábios,

hesitarei e fingirei fugir,

só para ouvir ameaças de abandono.

 

“Orgia almiscarada” encanta pela primorosa cadência dos versos, a expressar em ritmo o desejo com que homem e mulher um ao outro se dão para fazer-se um: 

 

Adentrando o portal

da alameda rubra

a alma cai em tentação

derretendo-se com calma

na ponta da língua

nas bordas do corpo

e vibra, atrevida,

na orgia almiscarada

de cores e notas

da despalavreada canção.

 

Essa, a criação poética de Maria Mortatti, plena de força e de vida, pelo saber e pela competência com que transforma o erotismo em literatura da melhor qualidade.

Edmílson Caminha



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ANTOLOGIA SCORTECCI 40 ANOS - PARTICIPE!

ANTOLOGIA SCORTECCI 40 ANOS - Poesias, Contos e Crônicas - Edição especial de aniversário de 40 anos da Scortecci Editora, Edição de participação na 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2022, Edição comemorativa dos 100 anos da Semana de Arte Moderna 2022.

Estão abertas as inscrições de participação na  ANTOLOGIA SCORTECCI 40 ANOS.

O tema é livre. Dela poderão participar escritores brasileiros, residentes no Brasil ou não, maiores de 16 anos. Serão aproximadamente 150 autores, volumes I e II, organizados por nome de autor, em ordem alfabética. Inscrições até 10 de maio de 2022 ou até o preenchimento das 150 vagas, o que acontecer primeiro. Cada Autor poderá participar com um ou mais trabalhos de sua autoria, nos gêneros poesias, contos ou crônicas, em duas, três, quatro, cinco ou seis páginas (número máximo de páginas). No cabeçalho de identificação de cada participante constará a biografia do autor, com até 500 caracteres.

A antologia não é concurso e todos os inscritos terão seus trabalhos publicados, desde que em conformidade com as regras de participação. Não há obrigatoriedade de o material enviado para publicação ser inédito. Os trabalhos deverão ser em língua portuguesa, o que não impede o uso de termos estrangeiros no texto. Não serão aceitos trabalhos coletivos. Cada inscrição deverá ter obrigatoriamente apenas um autor.

Regulamento completo, Ficha de Inscrição e Valores de Participação: AQUI

Grupo Editorial Scortecci
www.scortecci.com.br
WhatsApp (11) 97548-1515

Edição, impressão e comercialização de livros desde 1982.


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HOMENAGEM A CECÍLIA MEIRELES - 10 de Novembro de 2021

Realizado pelo Grupo Editorial Scortecci, evento marca os 120 anos de nascimento e 57 anos de falecimento da “inúmera” Cecília. O evento, que será realizado no dia 10 de novembro de 2021, por meio virtual, com acesso público e gratuito, tem como objetivo homenagear a poeta, cronista, dramaturga, tradutora, pintora, educadora e tradutora, Cecília Meireles (Rio de Janeiro, 7.11.1901 – 9.11.1964).
Autora de vasta e intensa obra, em vários gêneros - poesia, crônica, teatro, literatura infantil -, integrante de movimentos de renovação educacional, fundadora da primeira biblioteca pública infantil do País, com livros e poemas traduzidos para vários idiomas e importantes prêmios recebidos no Brasil e no exterior, a “inúmera” Cecília é a primeira voz feminina de destacada expressão e uma das mais importantes poetas brasileiras. Seu imortal legado , reconhecido e admirado por gerações de leitores crianças e adultos, escritores e educadores, integra o patrimônio literário e cultural do País.
A vida e a obra de Cecília Meireles serão rememoradas e celebradas em evento com participação de Fernanda Meireles e estudiosos e escritores convidados, que lerão/declamarão textos da poeta. Ao final do evento, será sorteada caneca comemorativa dos 40 anos da Scortecci Editora.

PROGRAMAÇÃO

Abertura: Maria Mortatti

Apresentação e depoimento sobre vida e obra de Cecilia Meireles: Ana M. Domingues de Oliveira e Fernanda Meireles.

Leitura de textos: Ana M. Domingues de Oliveira; Adriana Silva Santiago; Ana M. Lisboa de Mello; Beatriz H. Ramos Amaral; Jacicarla Souza da Silva; João Scortecci; Jussara Pimenta; Luís Camargo; Maria Mortatti.

Encerramento: Sorteio da caneca da Scortecci Editora 40 anos.

Sobre a SCORTECCI - A Scortecci é uma editora laureada, com mais de 39 anos no mercado editorial brasileiro. Edita, imprime e comercializa livros em pequenas tiragens desde 1982. Possui gráfica própria com tecnologia digital, acabamento de qualidade, sofisticado controle de vendas e central de logística. São mais de 10 mil títulos publicados em primeira edição. Já recebeu os prêmios: Jabuti, APCA, FBN, ABL e PEN Clube. Em sua história, conserva os mesmos objetivos e propósitos desde a sua fundação: publicar livros, organizar e apoiar concursos e prêmios literários, realizar recitais e eventos culturais, editar e coordenar antologias de novos talentos, desenvolver o mercado literário através de cursos, palestras e oficinas, trabalhar pela formação de bibliotecas e fomentar o hábito da leitura. 

SERVIÇO

Assunto: Homenagem a Cecília Meireles
Data: 10 de novembro de 2021, quarta-feira
Horário: 19h30 às 21h
Local: Plataforma ZOOM – ID de acesso: 725 467 53 53
Evento aberto e gratuito
Organizador do evento: Grupo Editorial Scortecci

 Mais informações: 

João Scortecci
E-mail: gruposcortecci@scortecci.com.br
Telefones: (11) 3032-1179 ou (11) 3032-8848.
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FLIPENHA: Festa Literária da Penha - 19 a 23 de outubro 2021

A Festa Literária da Penha - FLIPENHA - chega à quarta edição com uma programação totalmente gratuita para amantes dos livros e mescla atividades presenciais com online. Como é tradição, o evento homenageia uma personalidade literária e, neste ano, é a vez da escritora e compositora Carolina Maria de Jesus. Seu livro "Casa de Alvenaria" e o disco de sambas e marchinhas que recebe o mesmo título de seu primeiro e mais conhecido romance, "Quarto de Despejo", completam 60 anos de lançamento em 2021.
A abertura do evento acontece no dia 19 de outubro de 2021, no Centro Cultural Penha, a partir das 19h30, com a participação de autoridades como a Secretária Municipal de Cultura, Aline Torres, e a professora Vera Eunice, filha de Carolina Maria de Jesus.
A Festa segue até o dia 23 com mesas de debate sobre temas como preconceito linguístico e o protagonismo feminino na literatura, além de peças teatrais, contação de histórias, bate-papo com escritores, saraus, uma oficina de escrita criativa e, é claro, uma feira de livros, que será montada no Largo do Rosário no dia do encerramento.
Desde sua criação, a FLIPENHA tem buscado articular vários setores da cadeia do livro no bairro, o que fomenta a bibliodiversidade e estimula a formação de novos leitores. A região, como fica claro pela riqueza da programação, vive uma efervescência nesse campo, visível nos trabalhos de escritores e escritoras, coletivos de SLAM, formadores e mediadores de leitura, livrarias, sebos e muitos outros personagens e cenários locais. Além disso, o território é marcado pela diversidade de origens, tradições e referências culturais, o que traz uma potencialidade ainda maior. A escolha de Carolina Maria de Jesus vem para reforçar essa identidade plural e traz ao evento, ainda, discussões importantes sobre o contexto de crise social e sanitária da atualidade.
A programação presencial acontece de 19 a 23 de outubro no Centro Cultural da Penha (CCP), CEU Tiquatira, SENAC Penha e Largo do Rosário. As exposições no CCP, no entanto, ficarão disponíveis para visitação em período estendido, do dia 19 até o dia 30. Os visitantes podem acessá-las de terça a domingo, das 10h às 18h.
Já a programação online será veiculada pelo canal do YouTube - FLIPENHA. A Festa também conta com perfis no Facebook - facebook.com/flipenha - e Instagram - @flipenha2021 - nos quais a programação será disponibilizada diariamente.
Este evento atende a todos os protocolos de segurança contra a Covid-19. As atividades presenciais, principalmente em espaços fechados, terão controle de público, verificação de temperatura e acesso a álcool em gel. São obrigatórios o uso de máscara e o distanciamento social. 

Confira a programação completa: 

Dia 19/10 (terça-feira) 

19h30 - Abertura da FLIPENHA - 2021 

Mesa de abertura com as autoridades: Aline Torres, Secretaria Municipal de Cultura e Andrea Sousa, Secretária-Adjunta da SMC; Danilo Gomes Leonel, coordenador de Centros Culturais e Teatros; Raquel de Oliveira, da Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas; Mariana Moi Bonfim Jongbloets, diretora da SME / COCEU / Divisão de Cultura; Júnior Suci, assistente da SME / COCEU / Divisão de Cultura; e Ana Paula Xavier Correa dos Anjos, da DICEU. 

Performance "Carolina", com Edi Cardoso 

Atividade solene com participação de Vera Eunice professora e filha de Carolina Maria de Jesus; Camila Queiroz, do Coletivo Papo de Comadre e Angelica Albertini, da Biblioteca José Paulo Paes. 

Local: Centro Cultural Penha 

Presencial 

Intérprete de libras 

Dia 20/10 (quarta-feira) 

10h - Conversa com as escritoras Cidinha da Silva e Thais Matarazzo 

Local: Biblioteca Dirceu de Paula Brasil - CEU Tiquatira 

Presencial, público acima de 14 anos 

10h - Teatro: Os Rastros das Marias, com Cyda Baú 

Local: Centro Cultural Penha 

Presencial, público a partir dos 10 anos 

15h - Contação de história com Danuza Novaes 

Online pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

16h - Oficina de Costura de Caderno, com Fernanda de Paula 

Local: Biblioteca José Paulo Paes - CCP 

Presencial com vagas limitadas, inscrições pelo WhatsApp 11 97681-4566 

16h - Bate-papo com a pesquisadora Raquel Alves dos Santos Nascimento do Núcleo Educativo do Instituto Moreira Salles. 

Online pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

19h30 - Roda de leitura do livro "Casa de Alvenaria", com coletivo Papo de Comadre 

Online com transmissão ao vivo pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

Dia 21/10 (quinta-feira) 

10h - Teatro: Quarto de Despejo, com Evoé Cia. Teatral 

Local: CEU Tiquatira 

Presencial, público acima de 14 anos 

14h - Contação de história com Sandra Guzmán e André Gonçalves 

Local: Biblioteca Dirceu de Paula Brasil - CEU Tiquatira 

Presencial, público acima de 14 anos 

14h - Conversa com os escritores Renan Wangler e Rafael Marcelino 

Local: Biblioteca José Paulo Paes - CCP

Presencial 

16h - Mesa de debate: contexto social e protagonismo feminino na obra de Carolina Maria de Jesus, com os pesquisadores Claudia Adão e Michael Dias de Jesus. 

Online com transmissão ao vivo pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

18h - Vídeo palestra sobre preconceito linguístico, com Thiago Mattos 

Online pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

19h30 - Oficina: O prazer da leitura e da escrita, com Elvis Campêllo 

Local: SENAC Penha 

Presencial e transmissão ao vivo pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

Dia 22/10 (sexta-feira) 

10h - Contação de história, com Mafuane Oliveira 

Local: Biblioteca José Paulo Paes - CCP 

Presencial, público infantil 

14h - Contação de história, com Danuza Novaes 

Local: Biblioteca José Paulo Paes - CCP 

Presencial 

16h - Oficina: Alimentação Saudável e alimentação popular, com Isabel Bonfim 

Local: SENAC Penha 

Online com transmissão ao vivo pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

18h - Reflexão sobre a poética de Carolina na obra "Quarto de despejo", com Luciana Campos 

Online com transmissão ao vivo pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

19h30 - Sarau na Favela 

Online com transmissão ao vivo pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

Dia 23/10 (sábado) 

10h - Contação de história, com Mafuane Oliveira 

Online pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

Das 11h às 18h - Feira de livros, escambo literário e Feira Afro com Coletivo Meninas Mahin. 

Local: Largo do Rosário da Penha 

Presencial 

10h - Conversa com os escritores Lucas Almeida e Maria dos Santos da Silva 

Biblioteca José Paulo Paes - CCP 

Presencial 

12h - Ativação da Biblioteca Livre 

Local: Largo do Rosário da Penha 

Presencial 

13h - Lançamento do livro "Poesias Contemporâneas XIII", antologia organizada pela Editora Matarazzo, que reúne a produção poética de Ana Meira, Claudevalda Souza, Coradi, Hamilton dos Santos, Luiz Negrão, Nilza Freire, Sheyla Cruz do Valle e Thais Matarazzo. 

Local: Biblioteca José Paulo Paes - CCP 

Presencial 

13h - Benedito no Pilão, teatro de mamulengo com grupo Sobrevento 

Local: Largo do Rosário da Penha 

Presencial 

14h - SLAM Perplexo 

Local: Largo do Rosário da Penha 

Presencial 

16h - Encerramento: Roda de samba com as Pastoras do Rosário e Esmeralda Ortiz 

Local: Largo do Rosário da Penha 

Presencial 

Curso 

Oficina de Escrita Criativa - Seja um Almanaque, com Almir Rosa 

Dias 21 e 22 de outubro | das 10h às 12h 

Local: Biblioteca José Paulo Paes - CCP 

Presencial com vagas limitadas, inscrições pelo WhatsApp 11 97681-4566 

Mostra online audiovisual 

Vídeos produzidos pelos educadores do Programa de Iniciação Artística - PIÁ do CEU Tiquatira 

Dia 21/10 - Contação de história 

Dia 22/10 - Texto poema mudo, baseado em poemas de Carolina Maria de Jesus 

Estreia às 10h pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

Vídeo Poesia baseado na obra de Carolina Maria de Jesus, com Coletivo Crisântemo 

De 20 a 23 de outubro 

Estreia às 14h pelo canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

Intervenções artísticas 

Quarto de Despejo 

"(...) Estou no quarto de despejo, e o que está no quarto de despejo ou queima-se ou joga-se no lixo". 

(trecho do livro "Quarto de despejo", de Carolina Maria de Jesus) 

A cenografia é inspirada em imagens do espaço no qual Carolina deu vida à obra que a destacou como uma das maiores escritoras do Brasil. O quarto era seu local de reflexão, alimento para saciar a fome e espaço de diversão. 

Organização: Luciana Campos, mediadora de leitura da Biblioteca José Paulo Paes 

Fragmentos Carolina Maria de Jesus 

A instalação faz analogia com a copa da árvore, representando os sonhos nutridos com frases e pensamentos de Carolina. 

Organização: artistas educadores Peroba Capoeira e Rosana Serra, do Programa de Iniciação Artística - PIÁ 

Ocupação SALVE ELA! 

As instalações refletem sobre o universo das obras de Carolina Maria de Jesus, a produção dos alunos da Escola Dom Miguel Kruse e a arte mural do artista gráfico Alcides Rodrigues. 

Organização: Patrícia Freire e Maurício Dias Duarte, do Movimento Cultural Penha 

As intervenções no Centro Cultural Penha podem ser visitadas do dia 19 ao dia 30 de outubro, de terça a domingo, das 10h às 18h. 

Endereços: 

Centro Cultural Penha e Biblioteca José Paulo Paes 

Largo do Rosário, 20, Penha de França 

SENAC Penha 

Rua Francisco Coimbra, 403, Penha de França 

Biblioteca Dirceu de Paula Brasil - CEU Tiquatira 

Av. Condessa Elizabeth de Robiano, S/N - Vila Moreira 

Material gráfico 

Arte Carolina Maria de Jesus - Alcides Rodrigues 

Design gráfico - Andréia Freire 

REALIZAÇÃO 

Biblioteca Doutor Dirceu de Paula Brasil 

Biblioteca José Paulo Paes 

Centro Cultural Penha 

CEU Tiquatira 

Coletivo Papo de Comadre 

Movimento Cultural Penha 

SENAC PENHA 


Contato: flipenhafestaliteraria@gmail.com 

Canais de transmissão e redes sociais: 

Facebook: @Flipenha 

Instagram: @flipenha2021 

Canal: youtube.com/c/FLIPENHA 

#Flipenha2021 

Informações à imprensa 

Secretaria Municipal de Cultura
Gabriel Fabri | Juliana Varella
smcimprensa@prefeitura.sp.gov.br 

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O “LIVRO DE KELLS” E SÃO COLUMBA: POMBA DA IGREJA / JOÃO SCORTECCI

O “Livro de Kells”, também conhecido como “Grande Evangeliário de São Columba”, é um manuscrito ilustrado, com motivos ornamentais, com 680 páginas, feito por monges celtas por volta de 800/806 d.C, no estilo conhecido por “arte insular” ou “arte hiberno-saxónica” produzida após o Império Romano nas Ilhas Britânicas. O termo é usado também para designar a escrita produzida naquela época. Em razão da sua grande beleza e da excelente técnica do seu acabamento, esse manuscrito é considerado por muitos especialistas como um dos mais importantes vestígios da arte religiosa medieval.
O monge São Columba (521-597), nascido em Donegal, Irlanda, também conhecido como “Columba de Iona”, foi grande figura missionária da Escócia. Reintroduziu o cristianismo entre os Pictos - grupo de povos de língua celta - que viveram naquele país. O “Livro de Kells”, escrito em latim, contém os quatro Evangelhos do Novo Testamento, com notas preliminares e explicativas e com numerosas ilustrações e iluminuras coloridas.
A “Abadia de Iona” está localizada na Ilha de Iona, próxima da Ilha de Mull, na costa ocidental da Escócia. É um dos mais antigos e mais importantes centros religiosos da Europa Ocidental. Foi o ponto focal da expansão do cristianismo por toda a Escócia e marcou a fundação de uma comunidade monástica por “São Columba”.
Em 563, partindo da Irlanda com doze companheiros, esse monge chegou a Iona e fundou ali um mosteiro que cresceu até se tornar um influente centro para a expansão do cristianismo. Acredita-se que o “Livro de Kells” tenha sido produzido pelos monges em Iona nos anos finais do século VIII e que se destinava principalmente à exibição e não à leitura. As imagens são elaboradas e detalhadas, enquanto o texto é descuidado, com palavras em falta e passagens repetidas. O manuscrito encontra-se exposto permanentemente na biblioteca do Trinity College de Dublin, República da Irlanda.


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Elisa Tawil lança livro sobre a ascensão da liderança feminina no setor imobiliário


Elisa Tawil lança livro sobre a ascensão da liderança feminina no setor imobiliário. Obra aborda a importância da mulher para um mercado mais original, diversificado e lucrativo. A ideia de ter um patrimônio ainda está fortemente vinculada ao legado de uma figura masculina – afinal, a própria palavra deriva de pater, ou pai em latim.

Em Proprietárias - A ascensão da liderança feminina no setor imobiliário (Maquinaria Editorial, 192 páginas), Elisa Tawil chama a atenção para um assunto crucial quando se fala em equidade de gênero: a conquista da independência da mulher através do setor imobiliário. “Quando a mulher constrói seu patrimônio, vislumbra não só a independência financeira, como também a independência de vida”, defende a autora.

Com uma linguagem acessível, o livro, que é a estreia de Elisa no mercado editorial, apresenta argumentos e dados que comprovam que criar e gerir o próprio patrimônio proporciona autonomia para a mulher e oferece um caminho para que ela se liberte de situações de violência e opressão doméstica. O livro também tem a intenção de abrir as portas para um mercado mais original, diversificado e lucrativo, que contempla e impacta o futuro das mulheres e a prosperidade do setor no Brasil.

"Proprietárias - A ascensão da liderança feminina no setor imobiliário" tem lançamento previsto para 22 de outubro de 2021. 

Elisa Tawil
é a idealizadora, co-fundadora e líder do movimento Mulheres do Imobiliário. Mentora e consultora estratégica de negócios, foi a primeira certificada Shakti Leader em São Paulo. Também é membro da Tiara Resource Circle, conselheira da ONG Gaia + e voluntária pela FISESP e Na’amat Pioneiras SP. Em 2019, foi eleita LinkedIn Top Voices. Atualmente, é executiva na eXp Brasil. Além disso, é colunista da Revista HSM Management, do Imobi Report e Exame Invest e produz e apresenta o podcast Vieses Femininos. 

Quem recomenda o livro? 

Em Proprietárias, a ascensão da liderança feminina no setor imobiliário, nos confrontamos novamente com a presença feminina em um reconhecido território masculinizado pelas crenças culturais. E como em muitos outros territórios, a dura e necessária luta da mulher para construir seu próprio destino.

Ana Fontes, empreendedora social, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME.

 Ler o livro da Elisa ressoou a sua voz firme, entusiasmada. Como em nossas conversas, terminei a leitura com uma sensação de unidade. Somos individualmente parte de um movimento só: de humanidade. Que os leitores experimentem esse sentimento de bondade e benevolência em relação aos semelhantes e compaixão aos menos favorecidos, que a presença da autora nos traz.

Carolina Rafaella Ferreira, sócia no CRF Advogados.

 Ter cruzado com Elisa na minha jornada profissional me trouxe uma consciência mais ampliada sobre todas as questões da presença feminina no mercado imobiliário. Um mercado constituído de tanta energia masculina finalmente ganha um livro para as lideranças desenvolverem habilidades femininas.

Romeo Busarello, professor da ESPM, INSPER, FIA e StartSe, advisor, investidor e mentor

De forma objetiva, com importantes exemplos e métricas que validam o universo feminino no setor imobiliário, a obra de Elisa Tawil consegue ampliar nosso conhecimento sobre os temas liderança e investimento, tendo a mulher como ponto focal nesta conversa.

Gustavo Zanotto, executivo do mercado imobiliário, startup mentor e advisor

A Elisa é daquelas mulheres que possuem uma força imensa na sua voz e na sua fala. Ela é um símbolo para nós, mulheres que trabalham no mercado imobiliário, pois foi a pioneira ao levantar nossa bandeira nesse mercado tão masculinizado. O livro é essa força materializada em números e fatos que mostram o quanto ainda temos para avançar.

Raquel Trevisan, youtuber, gestora há duas décadas no mercado imobiliário e integrante do Mulheres do Imobiliário

 SERVIÇO 

Título: Proprietárias
Subtítulo: A ascensão da liderança feminina no setor imobiliário
Autora: Elisa Tawil
Selo editorial: Maquinaria Editorial
Páginas: 192 páginas
ISBN: 978-6588370308
Formato: 19 x 1 x 13.5 cm

Informações à imprensa:
Temma Agência
Stefani Pereira - stefani@agenciatemma.com  - 011 9 8077 0105
Daniella Pimenta -  dani@agenciatemma.com  - 011 9 7037 1591
Cris Lins - cris@agenciatemma.com  011 9 7494 6198

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ALMANAQUE “LUNÁRIO PERPÉTUO”, DE JERÔNIMO CORTÉS E JORGE SECKLER - O ALEMÃO - DA TYPOGRAPHIA LIVRO VERDE / JOÃO SCORTECCI

Coleciono de tudo! Sou um acumulador de memórias. Já colecionei “almanaques” e busquei, desesperadamente, ter na coleção um exemplar de “Lunário Perpétuo”, o mais famoso e cobiçado almanaque já publicado no mundo. Não consegui, Infelizmente. A vontade passou e o desejo ficou. O que isso significa? Não desisti, ainda! “Lunário Perpétuo”, ilustrado com xilogravuras e composto pelo matemático, astrônomo, naturalista e compilador espanhol, Jerônimo Cortés (1560-1610), foi publicado em 1594, em Valência - cidade portuária na costa sudeste da Espanha -, e reeditado inúmeras vezes ao longo de séculos, com variações em seu título e conteúdo.
Foi publicado em língua portuguesa pela primeira vez em 1703, com tradução de Antônio da Silva de Brito e se tornou muito popular no Brasil, principalmente na região Nordeste. Segundo o historiador, sociólogo, folclorista e jornalista brasileiro, Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), que mantinha um exemplar de “Lunário Perpétuo” na sua mesa de cabeceira, foi o livro mais lido no Nordeste brasileiro durante dois séculos.
O almanaque oferecia conselhos e orientações sobre os mais variados aspectos da vida, incluindo tabelas das fases da Lua, dos eclipses do Sol e das festas móveis, previsões do tempo, horóscopos, elementos de Direito, navegação, teologia, saúde, agricultura, maneiras de interpretar o comportamento dos animais, biografias de santos e papas e outros dados de interesse geral.
O alemão Jorge Seckler (Georg Johann Seckler, 1840-1909), com 15 anos de idade, no ano de 1855, transferiu-se para o Brasil, tornando-se aprendiz de gráfico na Typographia Allemã, de Henrique Schroeder. Posteriormente, tornou-se proprietário da Sociedade Artística Beneficente - na Rua São Bento, 58 - uma das mais importantes oficinas tipográficas paulistanas, responsável pela mais longeva série de almanaques comerciais do estado de São Paulo. Em 1862, adquiriu uma oficina de encadernação - que pertencia a Hermann Knoesel - e, em 1865, iniciou o serviço de impressão com tipos móveis. Entre 1872 e 1878, fundou a Typographia Livro Verde – na Rua Direita, 14/15 - estabelecimento que, além de serviços de impressão, oferecia livros, material de escritório, encadernação e pautação de papel para escrita. É desse período a “febre” dos almanaques, não só no Brasil, mas no mundo todo. Em 1891, Jorge Seckler, adoentado, afastou-se do serviço de gráfico, e a empresa mudou de proprietário, passando a se chamar “Companhia Industrial de S. Paulo”. Nos dois anos seguintes, o “Almanach de Seckler”, como era conhecido, publicado pela Companhia Industrial de S. Paulo, carregou impressa na sua capa a marca: “successora de Jorge Seckler & Companhia”. Jorge Seckler faleceu em 23 de fevereiro de 1909, aos 69 anos de idade.

Foto: Almanaque “Lunário Perpétuo” - Edição de Lisboa, ano 1768 – impresso nas Oficinas Francisco Borges de Sousa.


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JORGE ESTRELA, JORGE MARINHO E A SCORTECCI DA LOJA 13 / JOÃO SCORTECCI

A Scortecci Editora nasceu no mês de agosto de 1982, na loja 13, da Galeria Pinheiros, localizada na Rua Teodoro Sampaio, 1704, na cidade de São Paulo. Eu mesmo cuidei da pintura da loja e da arrumação e fixação das estantes brancas de aço para colocação dos livros publicados e, então, comercializados. Iniciei o negócio com perto de 40 títulos, na maioria livros de poesia. Na loja, de 30 metros quadrados, além das estantes que cobriam as paredes, do chão até o teto, havia uma mesa, uma poltrona, duas cadeiras “interlocutoras”, uma máquina de escrever IBM elétrica e com esfera, um arquivo de aço de duas gavetas e pastas suspensas, um fichário de aço da Kardex, uma linha telefônica e duas vitrinas com livros, pendurados em um varal com pregadores de roupa. “Olá. O que vai ser aqui?” Não havia ainda fixado o letreiro: “João Scortecci Editor”. Parei o que estava fazendo e fui até a porta da loja atender o que viria a ser, na história da editora, o primeiro “chamado”. “Vai ser uma editora de livros”, respondi. “Que legal. Eu sou escritor! Quando vai ser a inauguração?”, perguntou. “No próximo dia 13, sexta-feira, das 19h às 22h. Você está convidado”. E o papo continuou. “Mora em Pinheiros?” “Sim. Aqui no prédio da Galeria.” “E o seu nome?” “Jorge Miguel Marinho”, respondeu. Ficamos amigos. Jorge foi o primeiro escritor a visitar a Scortecci e durante dez anos - até o ano de 1992 - nos visitava quase diariamente. Visitas rápidas, tempo para um cigarro e uma espiada na vitrina, em um ou outro livro novidade. Carioca, nascido em 8 de julho de 1947, de família de poucos recursos, teve contato com a literatura tardiamente, aos 15 anos de idade. Escritor, roteirista, ator e professor, com graduação em Letras e mestrado em Literatura pela Universidade de São Paulo e licenciatura em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Ciência e Letras Nove de Julho, era autor novo, quando nos conhecemos. O seu primeiro livro - coletânea de versos - “O talho” havia sido lançado no ano anterior, em 1981, pela Loyola. Jorge construiu uma carreira literária brilhante. Publicou dezenas de livros e conquistou vários prêmios. “Na curva das emoções” (1989) foi premiado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e pela Associação Paulista de Críticos de Arte. “Te dou a lua amanhã” (1994) e “Lis no peito - um livro que pede perdão” (2006) receberam prêmios “Jabuti”, da Câmara Brasileira do Livro. “Lis no peito” foi também premiado pela FNLIJ e integrou o Catálogo de Bologna e o Catálogo White Ravens da Biblioteca de Munique. Jorge Miguel Marinho faleceu em 18 de junho de 2019, aos 72 anos. Talvez tenha sido o amuleto da Scortecci de “olhar e validar com o coração” o meu letrado sonho.

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VERDÃO: 100 ANOS DE PAIXÃO / Flávio Gomide

 

Ex-presidente do Uberlândia, Flávio Gomide lança livro em homenagem ao centenário do clube. Obra do empresário tem registros históricos do UEC, que completará 100 anos de fundação no próximo ano.

"Futebol, paixão, jogadas, gols. Sofrimento, glórias, taças erguidas! O sorriso da vitória de uns é o choro da derrota de outros que olham amargamente o troféu descendo para o vestiário do oponente. Uma bola tirada em cima da linha que valeu mais que mil gols, um silêncio até a bola entrar chacoalhando a rede quando as luzes já pensavam em se apagar e um estádio tremendo com pulos simultâneos e gritos de alívio, alegria, amor e emoção em tantas finais, em tantas batalhas épicas. Cem anos, cem atletas selecionados que vestiram a armadura alviverde e com ela suaram, lutaram, sangraram, sorriram, choraram. Cem personalidades marcantes que deram a vida pelo Verdão. Nesta obra o autor Flávio Gomide mostra o quão rico é o Uberlândia Esporte Clube através de histórias, estórias, depoimentos, declarações bombásticas, fotos, conversas de bastidores, palavras faladas no vestiário minutos antes dos jogos, entrevistas e muitíssimo mais, numa viagem formidável ao túnel do tempo do Furacão Verde da Mogiana!"

Matéria do ge.globo


SERVIÇO


VERDÃO: 100 ANOS DE PAIXÃO
Flávio Gomide
Scortecci Editora
Código: 978-65-5529-309-8
História - Formato 14 x 21 cm - 1ª edição - 2021 - 184 páginas.

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As dores do mundo – em tempos sombrios” de Adriana Silva Santiago / Por Marli Walker

"Vivemos tempos sombrios. Aos poucos, voltamos a olhar para dentro. A poesia de Adriana Silva Santiago é auxílio nesse exercício. “O homem nu” ainda não se vê e tampouco vê a casa em que vive: “O planeta insiste/para que o homem nu o veja”. Mas não há sinal que convença a humanidade de que é preciso parar e recuperar o que ainda é possível. O cenário pandêmico é pano de fundo da poética de Adriana. Também a destruição do meio ambiente, numa simbiose que entrelaça as circunstâncias, a devastação das florestas relacionada ao surgimento do vírus. Há um esforço da poeta em tentar alinhavar alguma esperança em meio as dores do mundo. Mas “em luto se fecham as horas/o tempo/.../ passa arrastado/ a contar os mortos. Mesmo no caos, entretanto, é possível tecer alguma esperança, pois é preciso “Florescer/amadurecer os frutos/o tempo se encarrega/das dores, das flores, dos lutos”. Assim, embora estes tempos sejam sombrios, há também a projeção de um novo tempo, aquele que, acreditamos, cura as mazelas e afaga nossas cicatrizes. Enquanto vivemos o luto, a poesia trata as aflições e nos cura de nós mesmos. Parabéns, Adriana Silva Santiago!"

Marli Walker
Professora universitária no Instituto Federal do Mato Grosso, escritora, poeta e membro da Academia Mato-grossense de Letras – AML, cadeira de número 02. 


SOBRE As Dores do Mundo - Em Tempos Sombrios

Desde que o mundo é mundo, ele carrega suas dores. Muitas delas estão registradas: papéis, documentos, memória. A História é cíclica. Gira, roda e corre em uma estrada cheia de altos e baixos, curvas, precipícios e belas paisagens também. Dizendo assim, parece que a História é uma entidade com vida própria. Na verdade não é. A História é construída por mulheres e homens com seus pensamentos e ações. Nós construímos a História. As dores do mundo – Em tempos sombrios nasce com o intuito de registrar o momento histórico das dores da pandemia do coronavírus, provocador da Covid-19, que matou meio milhão de pessoas, até agora, em nosso país (meio milhão não é um bloco, é meio milhão de uns: pais, mães, irmãos, namorados, filhos, netos, cunhados, amigos. Meio milhão de personalidades distintas e com histórias únicas. Pessoas necessárias e inesquecíveis para milhares de pessoas). Não apenas isso. A obra questiona: precisou aparecer uma pandemia arrasadora para se ver tantas coisas que estavam encobertas. Tanto descaso, fome, falta de dignidade humana, preconceitos, extermínio de indígenas e outros povos marginalizados, agressões ao planeta Terra. De tudo isso trata As dores do mundo – Em tempos sombrios. Trata também do amor à natureza, da confiança em dias melhores. Esses hão de vir, mas não a voar em um tapete mágico ou através de fadas com varinhas de condão. Esses dias só virão através do trabalho de mulheres e de homens conscientes na construção desse mundo. Um mundo melhor para se viver, um mundo de harmonia, entendimento, diálogo, amor, justiça social, educação, de mais livros do que armas. Só assim a paz. Porque a paz também se constrói. Nesse sentido, As dores do mundo – Em tempos sombrios vem para provocar. As perguntas são: que mundo queremos para viver e como estamos contribuindo para isso? Quais as ações? Estamos contribuindo para a construção ou a destruição de nosso planeta Terra? Não nos esqueçamos: a História é cíclica. Dias melhores virão. Mas eles não vêm sozinhos, a pé. Depende de nós. Da nossa vontade. Da nossa construção. Dos nossos encaminhamentos.

SERVIÇO

AS DORES DO MUNDO - EM TEMPOS SOMBRIOS
Adriana Silva Santiago
Código: 978-65-5529-470-5
Scortecci Editora - Poesia
Formato 14 x 21 cm - 1ª edição - 2021 - 65 páginas

LIVRARIA ASBEÇA

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ENCONTRO COM DRUMMOND - 27 de Outubro de 2021

Realizado pelo Grupo Editorial Scortecci, recital literário marca os 119 anos de nascimento de Carlos Drummond de Andrade. O evento, que será realizado no dia 27 de outubro de 2021, por meio virtual, com acesso público e gratuito, tem como objetivo homenagear o poeta, cronista, contista e tradutor, Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31.10.1902 – Rio de Janeiro, 17.8.1987).
Autor de vasta obra em verso e prosa, abrangendo diversidade de temas e formas de composição, com livros traduzidos para vários idiomas, Drummond é um dos mais influentes poetas brasileiros do século XX. Seu imortal legado literário, reconhecido e admirado por gerações de leitores e escritores, integra o patrimônio literário e cultural do País. Em sua homenagem, o dia 31 de outubro foi instituído pela Lei federal 13.131/2015, como o Dia Nacional da Poesia.
A obra de Drummond será rememorada e celebrada em recital com participação de escritores convidados, que lerão/declamarão textos do poeta. Ao final do evento, será sorteada caneca comemorativa dos 40 anos da Scortecci Editora.  

PROGRAMAÇÃO

Abertura: Maria Mortatti

Leitura de textos de Drummond: Alcidéa Miguel, Antonio Manoel dos Santos Silva, Carmem Teresa Elias, Cris Rezende, Eliaquim Batista, Ieda Lebensztayn, João Scortecci, Luciano Mendes Faria Filho, Márcia Etelli Coelho, Maria Mortatti, Marina Marino, Paulo Mauá, Raquel Naveira e Régis Bonvicino.

Encerramento: Sorteio da caneca da Scortecci Editora 40 anos.

Sobre a SCORTECCI - A Scortecci é uma editora laureada, com mais de 39 anos no mercado editorial brasileiro. Edita, imprime e comercializa livros em pequenas tiragens desde 1982. Possui gráfica própria com tecnologia digital, acabamento de qualidade, sofisticado controle de vendas e central de logística. São mais de 10 mil títulos publicados em primeira edição. Já recebeu os prêmios: Jabuti, APCA, FBN, ABL e PEN Clube. Em sua história, conserva os mesmos objetivos e propósitos desde a sua fundação: publicar livros, organizar e apoiar concursos e prêmios literários, realizar recitais e eventos culturais, editar e coordenar antologias de novos talentos, desenvolver o mercado literário através de cursos, palestras e oficinas, trabalhar pela formação de bibliotecas e fomentar o hábito da leitura. 

SERVIÇO

Assunto: Encontro com Drummond

Data: 27 de outubro de 2021, quarta-feira

Horário: 19h30 às 21h

Local: Plataforma ZOOM – ID de acesso: 725 467 53 53

Evento aberto e gratuito 

Organizador do evento: Grupo Editorial Scortecci

Mais informações: 

Eliaquim Batista
E-mail: gruposcortecci@scortecci.com.br
Telefones: (11) 3032-1179 ou (11) 3032-8848
WhatsApp: (11) 97548-1515

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RESULTADO DO PRÊMIO LITERÁRIO AFEIGRAF 2021

O 3° Prêmio Literário AFEIGRAF 2021 tem por objetivo prestigiar a literatura brasileira e descobrir novos talentos com a publicação em antologia de POESIAS de 60 (sessenta) autores brasileiros, inéditos ou não, maiores de 16 anos, residentes ou não no Brasil. É da expertise da AFEIGRAF - Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica - entidade patrocinadora, fornecedora de tecnologia para o mercado gráfico, promover através da comunicação gráfica, o conhecimento sustentável da cultura impressa.

Relação dos 60 autores vencedores do 3° Prêmio Literário AFEIGRAF 2021, divididos por região de nascimento:

Centro-Oeste: Adriane Ribeiro Guimarães, Ariana Nunes Lobo, Cecília Mercês Vaz Leandro, Gilda Portella Rocha, Gilson Cavalcante, João Elias Antunes de Oliveira, José Divino da Costa, Karla Chaves de Sousa, Rodrigo Almeida Bastos e Rossidê Rodrigues Machado.

Nordeste: Darlyton Thales Brito Santos, Eduardo Aleixo Monteiro, Francisco Sinval Farias de Sousa, Kamilla Santos da Silveira, Marcos Nunes Loiola, Maria do Socorro Correia Lima, Maria dos Navegantes Queiroz, Rogério Lopes Medrado, Walneane de Moraes Pires e Willame Rafael Belfort Pinho.

Norte: Aldair Ribeiro dos Santos, Antonio Jorge de Castro, Carlos Augusto Gouvêa de Oliveira, Elias Henrique Araújo do Nascimento, José Cláudio Mota Porfiro, José Efraim Ferreira Amazonas, Paulo Cezar Alves Monteiro, Robson Henrique Nascimento Nunes, Samia Maria Awada Elarrat Canto e Saulo Carneiro Ribeiro.

Sudeste: André Nóbrega Novis de Oliveira, Bruno Oggione Bernal Cunha, Carolina Rieger Massetti Schiavon, Eduardo Damasceno Costa, Elieni Cristina da Silva Amorelli Caputo, Elizandra Sabino Marques Tavares, Gleidston Alis Mendes de Campos, Gustavo Henrique Alves dos Santos Araújo, Jonatan Magella da Silva, José Antonio Martino, Lucio Roberto Panza da Silva, Maria Emanuelle Guedes Cardoso, Osvaldo Copertino Duarte, Paulo Cezar de Oliveira Tórtora, Paulo Roberto Vianna Junior, Rafael Geraldo Vianney Peres, Raquel Kishimoto Passarelli, Renê Wellington Pereira Fernandes, Tatiana de Araujo Mendonça e Ursula Machado O'Neill.

Sul: Ana Claudia de Almeida, Antonio Lucena Guadalupe Júnior, Ariel Martins Pereira, Francisco Robledo de Lira, Jose Atanasio Borges Pinto, Lara Guedes Klinger da Silva, Luiza de Britto Dorneles, Márcia Letícia Gomes, Márcio Dison da Silva e Vinicius André.

Sobre o Concurso: A comissão organizadora do prêmio, recebeu 1038 inscrições de todos os estados brasileiros. Os vencedores foram selecionados pela região de nascimento, sendo 10 (dez) de cada uma, com exceção do Sudeste que devido o grande número de inscritos, foram selecionados 20 (vinte) trabalhos. Fizeram parte da comissão Julgadora os escritores Celso de Alencar, João Scortecci e Maria Mortatti. 

Evento de Lançamento: Os autores vencedores serão publicados em antologia, com data de lançamento oficial para 24 de novembro de 2021, quarta-feira, no horário das 19h30 às 21h, através da Plataforma ZOOM - ID: 725 467 5353.
Cada autor vencedor receberá convite virtual personalizado do evento, 5 (cinco) exemplares da obra e diploma de Honra ao Mérito Literário. A antologia 3° Prêmio Literário AFEIGRAF 2021 será veiculada na mídia, em blogs literários e entre as empresas sócias da associação promotora do evento.

Sobre a AFEIGRAF: Com o objetivo de atender com ainda mais seriedade e competência as demandas do segmento gráfico nacional, nasceu em março de 2004, em São Paulo, a Associação de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para Indústria Gráfica (Afeigraf). A entidade nasceu sobre sólidas bases e estruturada para ter longevidade e, acima de tudo, atender de maneira plena todos os objetivos estabelecidos pelos seus idealizadores. Tendo entre seus associados renomadas empresas mundiais do setor, é possível estudar, analisar, trocar experiências e conhecimentos que levam para a indústria gráfica nacional um mundo de tendências e avanços tecnológicos. Nesse aspecto está o sucesso alcançado pela feira ExpoPrint Latin America, criada pela Afeigraf. A ExpoPrint é hoje reconhecida como um dos cinco grandes eventos do setor gráfico mundial, colocando-a no calendário dos eventos técnicos mais aguardados no mundo gráfico. Ainda nesse conceito, objetivando o aprimoramento e o desenvolvimento do segmento, a Afeigraf tem grupos específicos de trabalho, cuja missão é estudar e coordenar pautas relacionadas não apenas à associação como também ao mercado. Já em sua sétima edição, o Boletim Econômico da Afeigraf se tornou uma referência, trazendo ao mercado um estudo aprofundado do segmento de impressão com o objetivo de traçar um perfil claro do setor, envolvendo as gráficas e os fornecedores de insumos, sistemas e equipamentos. Ainda trata de assuntos tarifários e apoia entidades no que tange a temas ligados à disseminação tecnológica e conhecimento no segmento gráfico. Essa é a Afeigraf. Há 17 anos contribuindo para uma indústria forte, unida e moderna.

Sobre a SCORTECCI: A Scortecci é uma editora laureada, com mais de 38 anos no mercado editorial brasileiro. Edita, imprime e comercializa livros em pequenas tiragens desde 1982. Possui gráfica própria com tecnologia Digital, acabamento de qualidade, sofisticado controle de vendas e central de logística. São mais de 10 mil títulos publicados em primeira edição. Já recebeu os prêmios: Jabuti, APCA, FBN, ABL e PEN Clube. Em sua história conserva os mesmos objetivos e propósitos desde a sua fundação: publicar livros, organizar e apoiar concursos e prêmios literários, realizar recitais e eventos culturais, editar e coordenar antologias de novos talentos, desenvolver o mercado literário através de cursos, palestras e oficinas, trabalhar pela formação de bibliotecas e fomentar o hábito da leitura.

Mais informações:
Eliaquim Batista / gruposcortecci@scortecci.com.br / WhatsApp: (11) 97548-1515.
www.scortecci.com.br

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O incômodo: nova tradução de texto clássico de Freud é lançada pela editora Blucher


Obra inclui ainda dois textos inéditos em português: “Psicologia do incômodo”, de Ernst Jentsch e “Das zonas do incômodo”, de Peter-André Alt.
A editora Blucher acaba de lançar O incômodo, a nova tradução do psicanalista e tradutor Paulo Sérgio de Souza Jr. para o texto clássico de Sigmund Freud Das Unheimliche, de 1919. Além do ensaio de Freud, o volume é composto por dois outros textos, até então inéditos em português: “Psicologia do incômodo” [Zur Psychologie des Unheimlichen, 1906], de Ernst Jentsch e “Das zonas do incômodo” [Aus den Zonen des Unheimlichen, 2016], de Peter-André Alt.
“Os três textos são importantes para a compreensão do termo e da sensação que traduzimos como incômodo. Psicologia do incômodo é o primeiro a tratar desse afeto, e é com Jentsch que Freud dialoga em seu ensaio – às vezes concordando, outras divergindo, em relação ao que é por ele apresentado”, diz Souza Jr.
Já Alt, que é biógrafo de Freud, contextualiza o que estava se passando no movimento psicanalítico quando O incômodo foi escrito. “Nesse período, em que aconteceu o suicídio de um de seus discípulos, pode-se perceber a complexa relação de Freud com os seguidores que ele não conseguia ‘acomodar’, como queria, em sua doutrina. Além disso, foi nessa época que ocorreu a reformulação dos estados europeus após a Primeira Guerra, e, ao menos para Freud, esse sentimento ligado à perturbação da orientação e à estrangeiridade estava presente, como se pode ler em sua correspondência”, conta o tradutor.
Obra de peso – Curiosamente, embora Freud tenha considerado O incômodo um texto menor em sua obra, a história mostrou o contrário, fazendo com que o ensaio se tornasse importante para muitas áreas além da psicanálise: filosofia, artes plásticas, literatura, cinema...  O incômodo já havia sido traduzido para o português em outras oportunidades, o que reforça a relevância da obra: primeiro com o título O estranho – traduzido do inglês –, depois O inquietante e O infamiliar, ambos vertidos do original em alemão, como é o caso de O incômodo.
Significado dúbio – Souza Jr. explica que nas traduções anteriores de Das Unheimliche foram utilizadas palavras distintas para se referir ao afeto que é tema do texto, a partir de diferentes perspectivas. O desafio dessa tradução, segundo ele, foi justamente contemplar a sutileza linguística que está em jogo não só no título, mas no texto todo: um meio-termo entre o familiar e o desconhecido, que traz inquietação e interesse, podendo ser sinistro ou carregado de suspense. 
Outro ponto importante nessa tradução do ensaio, em que há um diálogo com a língua, foi a necessidade do uso de uma palavra coloquial, que funcionasse bem como adjetivo e como substantivo, como é o caso de incômodo. “Isso porque, embora o texto de Freud seja sobre questões complexas que demandam reflexão, ele se utilizava da clínica para desenvolver a sua teoria – e, assim, fazia uso de palavras cotidianas. É um termo comum, que não atrai grandes suspeitas; e por isso, ao ser desdobrado, é capaz de provocar a sensação que o texto procura descrever”, diz.
O termo em alemão tem muitos sentidos e Freud usou exemplos de diferentes naturezas, como a sensação incômoda de visualizar o mesmo número repetidas vezes ao longo do dia”, explica. “Pode-se pensar o incômodo como um afeto relacionado com o sentimento de desorientação, de não se sentir em casa ou bem acomodado [Heim significa “lar” em alemão], e à situação de suspense – interlúdio entre uma ação e outra, quando ainda se desconhece o que vai acontecer”, explica Souza Jr.
Ele ressalta que incômodo está ligado geograficamente a um não cômodo – ou um lugar fora de casa –, mas também ao que já foi cômodo e cuja lembrança nos atrai na mesma medida em que é perturbadora. “É este o giro freudiano no argumento de Jentsch, ao pensar o in-cômodo como aquilo que está não só fora ou contra, mais no interior do cômodo – Freud falará do útero como a primeira morada, o cômodo primordial, por exemplo.”
Etimologia e clínica – A opção por traduzir Unheimliche como incômodo se amparou numa ampla pesquisa em dicionários da época, sobretudo os mencionados por Freud, e do trabalho clínico do tradutor, que tem formação em linguística. “Freud começa o texto mencionando um verbete inteiro de dicionário. Na tradução, fiz o mesmo a partir de uma série de dicionários portugueses e brasileiros, desde o século XVIII até hoje. A hipótese é que, se Freud precisou usar o verbete de um dicionário, é sinal de que, por se tratar de uma palavra comum, da qual se sabe o significado corrente, interessava listar os seus sentidos mais surpreendentes e pouco convencionais”, diz.
Mas o lampejo da tradução veio da clínica. Freud usava muito de sua clínica para compor seus artigos; da mesma forma, a tradução do título de O incômodo também se deu a partir dela. “Um analisante estava relatando um sonho ruim, mas que não era exatamente um pesadelo, em sua casa de infância. E então descreveu a cena como algo esquisito, sombrio e de difícil compreensão etc. Ele foi usando todos os termos tradicionalmente relacionados ao sentimento de Unheimliche para, no final da descrição, dizer que, resumindo, tinha sido algo incômodo. Estava lá a tradução de unheimlich para o português brasileiro que eu estava buscando, em meio aos cômodos incômodos de uma casa de infância”, diz Souza Jr. 
 O incômodo inaugura a série intitulada pequena biblioteca invulgar. De acordo com Souza Jr., que também coordena as novas publicações, a coletânea contará com a tradução de textos inusitados e pouco conhecidos da psicanálise. Entre eles estão os escritos de Bertha Pappenheim – paciente documentada pelo médico e fisiologista Josef Breuer, e que ganhou o pseudônimo de “Anna O.”, no livro que ele escreveu com Freud, Estudos sobre a histeria. Embora Pappenheim tenha ficado conhecida como “a paciente de Breuer”, ela foi uma importante líder feminista, atuando fortemente no campo da assistência social e publicando textos de naturezas diversas.

Sobre o autor:

Médico neurologista e psiquiatra, Sigmund Freud foi criador da psicanálise. Ele iniciou os estudos na área a partir da utilização de técnicas de hipnose para o tratamento de pacientes com histeria. Com a técnica, concluiu que a causa da histeria era psicológica, e não orgânica.  Mais tarde desenvolveu conceitos como o inconsciente e uma série de teorias da psicanálise. 

Ficha técnica:

Título: O incômodo
Autor: Sigmund Freud
Número de páginas: 160
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 40,00
ISBN: 978-65-5506-257-1

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Acadêmica Agência de Comunicação
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Cerimônia do 63º Prêmio Jabuti

A Câmara Brasileira do Livro confirma para o dia 25 de novembro de 2021 a cerimônia do 63º Prêmio Jabuti. O número de obras inscritas na maior premiação do livro brasileiro cresceu 31% em 2021; as datas de divulgação das listas de finalistas estão definidas.

A cerimônia da grande referência entre as  premiações do mercado editorial do Brasil está confirmada para 2021: o 63º Prêmio Jabuti acontece no dia 25 de novembro e, pelo segundo ano consecutivo, será totalmente online. Nesta edição, a premiação - realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) desde 1958 - recebeu 3.422 inscrições. O total é 31% maior do que o número de obras inscritas em 2020.

"Ficamos muito contentes em notar que o Prêmio Jabuti, mesmo acontecendo de maneira virtual, só cresce em relevância. É o resultado de um trabalho que reconhece a potência da produção nacional, valoriza todos os elos da cadeia do livro e dá espaço para as vozes plurais que pensam o Brasil", comenta Vitor Tavares, presidente da CBL.

De acordo com Vitor, o novo formato da cerimônia de premiação trouxe ao Jabuti mais público, agilidade e um diálogo, a cada edição, mais amplo. Além de ter definido a data da cerimônia de entrega das estatuetas, a CBL também destaca outros momentos determinantes: a divulgação dos dez finalistas de cada categoria acontece no dia 9 de novembro, a partir das 12h, no site Já a lista dos cinco finalistas de suas respectivas categorias será revelada no dia 16 do mesmo mês. 

Mais sobre o 63º Prêmio Jabuti 

Nesta edição, o editor e tradutor Marcos Marcionilo assume a curadoria da premiação. No conselho curador, juntam-se a ele especialistas e profissionais de múltiplas áreas do conhecimento: Ana Elisa Ribeiro, Bel Santos Mayer, Camile Mendrot e Luiz Gonzaga Godoi Trigo. Clique aqui para conhecer o perfil de cada um deles. Em sua 63ª edição, o Prêmio Jabuti homenageia um dos mais célebres autores brasileiros: Ignacio de Loyola Brandão. Autor de 47 livros, além de inúmeras reportagens escritas no Brasil e em países como Itália e Alemanha, ele também coleciona prêmios, entre eles, cinco estatuetas do Jabuti. Para Marcos Marcionilo, "termos eleito Ignacio de Loyola Brandão como Personalidade Literária lança luz sobre uma forma de criação muito própria, que não perde de vista o cotidiano em todos os seus impasses e marca a literatura ao se deixar atravessar pela história brasileira em seu anseio de se cumprir como destino, jamais como simulacro". 

Novos Eixos  

Em 2021, o Prêmio reordenou o modo de organização de suas categorias. O Eixo Ensaios passa a se chamar Não Ficção. Já o Eixo Livro torna-se Produção Editorial. As categorias seguem organizadas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. Os(as) autores(as) vencedores(as) em cada uma das vinte categorias recebem a estatueta e o prêmio de R$5.000,00. O(a) vencedor(a) da categoria Livro no Ano será premiado(a) ainda com a estatueta e o valor de R$100.000,00. Caso a obra premiada seja uma coautoria, o prêmio em dinheiro é dividido, após a dedução dos impostos legais. Os editores das publicações premiadas são contemplados com a estatueta do Prêmio Jabuti.

Na categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior - uma parceria da CBL com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) -, há novidades da premiação para a editora nacional da obra vencedora. Além da estatueta, caso já seja filiada ao Projeto Brazilian Publishers, a editora será contemplada com uma Bolsa de Apoio à Tradução, no valor de R$5.000,00. Este montante poderá ser utilizado para traduzir uma nova obra de seu catálogo do português para qualquer outro idioma. Porém, se a editora brasileira vencedora não for associada ao projeto Brazilian Publishers, receberá a filiação completa por 12 meses. 

Acesse o site https://www.premiojabuti.com.br/



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Carta aberta para sustentabilidade no mercado editorial e resiliência da indústria


IPA - International Publishers Association - InSPIRE (International Sustainable Publishing and Industry Resilience) - Com a pandemia COVID-19 se espalhando globalmente, a indústria do livro se uniu, a fim de apoiar suas comunidades. Os editores ajudaram milhões de crianças na mudança para o estudo em casa, publicaram pesquisas críticas para acelerar o desenvolvimento de vacinas e articularam com seus governos por medidas de ajuda ao setor, para continuar atendendo à demanda dos leitores durante o confinamento.
Com isso, ajudaram na manutenção do sustento de milhões de autores, ilustradores, impressores, distribuidores, editores, tradutores e livreiros. Apesar da resiliência inerente da indústria, a pandemia expôs vulnerabilidades que, se não enfrentadas, impactarão negativamente o mercado global por muito tempo. A aceleração da transformação digital, em particular, levou a uma recuperação desigual.
A adoção de novas tecnologias, a mudança para a aprendizagem online e o aumento da demanda por formatos digitais apresentam desafios específicos para a publicação em mercados emergentes, com economias digitais menos desenvolvidas ou forte dependência de vendas institucionais, bem como mercados mais desenvolvidos com acesso desigual à aprendizagem online.
A evolução da competitividade também revelou lacunas nas habilidades digitais em alguns mercados e colocou a sustentabilidade operacional e a resiliência no topo da agenda do setor.
A solidariedade uniu as indústrias do livro em seus países durante a pandemia. Para reforçar essas alianças após a pandemia por uma indústria editorial global mais sustentável e resiliente, afirmamos que:

A indústria do livro é uma indústria essencial e crucial para o desenvolvimento socioeconômico global e nacional e a compreensão intercultural;

O mercado editorial contribui significativamente para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas; ajuda a fornecer educação de alta qualidade para todos, cria empregos, estimula o empreendedorismo e promove a inclusão de comunidades sub-representadas;

Educação e alfabetização são bases para a aprendizagem ao longo da vida e são essenciais para empoderar as pessoas;

Direitos autorais permitem a expressão, desenvolvimento e difusão global de diversos conhecimentos e ideias; 

A liberdade de publicação é um pré-requisito para a diversidade, criatividade, prosperidade, tolerância e progresso;

Direitos autorais e liberdade de publicação reforçam mutuamente direitos fundamentais essenciais para a prática e preservação da cultura política, educação, bolsa de estudos e desenvolvimento socioeconômico reconhecendo a necessidade de solidariedade contínua para aumentar a sustentabilidade e resiliência do mercado editorial global, nós concordamos colaborar em:

1) Afirmar a importância do mercado editorial para os legisladores como um setor essencial. A publicação deve ser reconhecida por seu papel vital na educação e aprimoramento das gerações futuras, difundindo pesquisas científicas transformadoras, promovendo o pensamento crítico e abrindo novos mundos para todos;

2) Advogar por apoios governamentais específicos para o mercado editorial, a fim de construir uma indústria editorial global mais sustentável e resiliente que se adapte continuamente às mudanças nas dinâmicas competitivas e de consumo;

3) Estimular o diálogo entre os diferentes integrantes da cadeia produtiva do livro, a fim de gerar resiliência, expandir parcerias, mitigar riscos de interrupções de abastecimento na cadeia global;

4) Expôr os efeitos prejudiciais da pirataria e defender a proteção, o desenvolvimento e a aplicação de dispositivos de direitos autorais adequados, que garantam a concorrência justa e protejam os direitos dos editores e criadores de conteúdo;

5) Identificar objetivos em comum entre a indústria do livro, organizações de direitos humanos e governos para combater a censura e promover a liberdade de publicação;

6) Eliminar lacunas de habilidades da força de trabalho por meio de capacitação, orientação e parcerias;

7) Explorar parcerias e programas que enfatizem o papel do mercado na promoção do acesso ao conhecimento, continuidade da educação e aprendizagem ao longo da vida para todas as crianças e jovens, com igualdade de oportunidades para meninas e meninos;

8) Dar voz às minorias, a fim de assegurar a diversidade e inclusão no ecossistema editorial;

9) Apoiar a publicação em línguas nativas por meio de iniciativas e parcerias direcionadas;

10) Destacar o papel das pequenas e médias editoras, das editoras independentes e dos livreiros, que constituem a grande maioria da indústria editorial global, para garantir a bibliodiversidade e apoiar as medidas necessárias para preparar seus negócios para o futuro.

https://www.internationalpublishers.org/

23, avenue de France
1202 Geneva, Switzerland
+41 22 704 18 20
info@internationalpublishers.org
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Câmara Brasileira do Livro: há 75 anos promovendo o livro e a transformação do mercado editorial

Hoje, dia 20 de setembro de 2021, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) comemora 75 anos. São mais de sete décadas de trabalho árduo, realizado com esmero e paixão em prol do livro. Durante todos esses anos, os resultados revelaram que este setor é responsável não só pela valorização da leitura e pelo compartilhamento de saberes, mas por um país mais justo e desenvolvido.
E essa é a principal missão da CBL: defender o livro, ferramenta com o poder de transformação social sem precedentes. Isto implica em buscar melhores condições e fomentar inovação para a cadeia criativa e produtiva, trabalhando para que direitos autorais, liberdade de expressão, imunidade fiscal e um mercado economicamente saudável sejam garantidos. Além de, principalmente, defender o direito à leitura, atuando para que políticas públicas e iniciativas que facilitem o acesso ao livro em todo país sejam efetivamente implementadas.
É notável o avanço desde a criação da Câmara Brasileira do Livro, quando um grupo de editores e livreiros começou a se reunir para discutir os problemas do setor e buscar formas de atuação conjunta e organizada. Desde então, muito aconteceu, como a criação da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 1970, que resultou no maior evento literário da América Latina. O Prêmio Jabuti é outra fonte de orgulho: neste ano, a premiação chega à sua 63ª edição. Ao todo, mais de duas mil obras foram contempladas pelo mais desejado reconhecimento literário do Brasil.
Não podemos deixar de mencionar o trabalho do Brazilian Publishers, o Programa de internacionalização realizado por meio de uma parceria entre a CBL e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Desde 2008, a iniciativa promove o setor editorial brasileiro no mercado global de maneira orientada e articulada, contribuindo para a profissionalização das editoras e para a venda de direitos autorais.
Com o passar dos anos, o mundo precisou se reinventar, e com a Câmara Brasileira do Livro não foi diferente. A comunicação com os associados foi aprimorada, agora imersa no virtual. Desde o início da pandemia, a CBL realiza transmissões semanais com debates relevantes. O objetivo foi manter as ideias circulando durante o período de distanciamento social, no qual os eventos físicos foram todos adiados e abriram espaço para uma abordagem 100% online.
Entre tantos fatos importantes, em 2020, a CBL se tornou a agência oficial do ISBN no Brasil, e criou um portal de serviços exclusivo. Por lá, associados e não associados conseguem emitir ISBN e código de barras, solicitar ficha catalográfica e registro de direitos autorais em blockchain: uma verdadeira revolução digital, responsável pela agilização de processos e pela disseminação de importantes informações do setor editorial e livreiro.
E mesmo entre tanto progresso, nos deparamos com contratempos, como o projeto que cria a Contribuição Social sobre Operações e Bens de Serviços (CBS), e está em tramitação no Congresso Nacional. Em 2004, o setor conseguiu a desoneração de PIS/Cofins, porém, agora, há a ameaça de taxar o livro em 12%. Este é livre de impostos desde 1946, graças à constituição democrática da época. Inspirada na luta de intelectuais, editores e escritores, a emenda que tornou imune o papel utilizado na impressão de livros, jornais e revistas foi apresentada pelo autor brasileiro de maior prestígio internacional à época, Jorge Amado.
O impacto no mercado será o aumento do preço do livro, a redução da bibliodiversidade, o crescimento do desemprego e a quebra de editoras e livrarias. Consequentemente, os índices de leitura e de educação serão afetados. Para combater a taxação, a CBL articulou uma ação com entidades representativas do setor. Com isso, foi lançado, em agosto de 2020, o manifesto "Em defesa do livro".
A comunicação amplamente divulgada na grande imprensa, teve inserções nos jornais Folha de S.Paulo e O Globo. A proteção dos interesses dos associados resultou na apresentação do abaixo-assinado "Defenda o Livro" em audiência virtual com o saudoso Senador Major Olímpio, que apresentou o tema no Senado. O abaixo-assinado contou com quase 1,5 milhão de adesões e foi uma iniciativa das estudantes Julia Bortolani, 17 anos, Dinah Adélia, 20 anos e Letícia Passinho, 21 anos. Este continua o tema prioritário na pauta de atuações da CBL. Ações junto ao Congresso Nacional e à sociedade civil fazem parte da nossa agenda diária e seremos incansáveis no combate à taxação do livro.
Outra iniciativa em destaque no ano de 2020 foi a "Retomada das Livrarias". O projeto reuniu forças para ajudar financeiramente micro, pequenas e médias livrarias durante a pandemia. Mais de 300 pessoas e empresas contribuíram para uma arrecadação, que totalizou R$ 530 mil, distribuídos para uma seleção de 53 contempladas.
O próximo desafio está traçado: o retorno aos eventos presenciais. Com a vacinação, feiras e festas literárias já programam edições físicas. A Bienal Internacional do Livro de São Paulo está com data marcada. A 26ª edição do evento acontecerá entre os dias 2 e 10 de julho de 2022. O país homenageado também foi escolhido: nossa nação irmã, Portugal.
Transcorridos 75 anos, continuamos trabalhando para quebrar novos paradigmas, desenvolver o setor e fortalecer o livro e a leitura. Agradecemos aos nossos associados e a todos que partilham dessa missão e estiveram conosco nessas décadas. 

Vitor Tavares
Presidente da CBL - Câmara Brasileira do Livro

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