CENTENÁRIO DE CLARICE LISPECTOR

Scortecci, Rocco e UBE/SP promovem no próximo dia 10 de dezembro de 2020, quinta-feira, das 16h às 18h com acesso pela plataforma ZOOM –ID 725 467 53 53, evento comemorativo em homenagem ao centenário da escritora Clarice Lispector e aos oitenta anos da publicação de sua obra de estreia, o conto “Triunfo”, na Revista PAN (maio de 1940), do editor e gráfico José Scortecci. 

RECITAL E LEITURA DE TEXTOS DE CLARICE LISPECTOR

Abertura: Maria Mortatti – escritora, pesquisadora e professora universitária.
Coordenação: Rogério Duarte - escritor, professor e doutor em literatura.
Participação especial: Nádia Battella Gotlib – pesquisadora e professora universitária.
Encerramento: João Scortecci – escritor, editor, gráfico e livreiro.

Participantes: Ana Cristina Campos Rodrigues, Beatriz H. Ramos Amaral, Cris Rezende, Eliaquim Batista, Ieda Lebensztayn, João Scortecci, Luciana Araújo Marques, Maria Fernanda Elias Maglio, Maria Mortatti, Mariana Mendes, Mariângela Alonso, Marlise Vaz Bridi, Nádia Battella Gotlib, Renata Soares Junqueira, Ricardo Ramos Filho e Rogério Duarte.

Sobre a UBE - A União Brasileira dos Escritores (UBE) é uma sociedade fundada em 17 de janeiro de 1958 com a fusão da seção paulista da Associação Brasileira de Escritores e da Sociedade Paulista de Escritores Brasileiros. Sucedeu à Sociedade dos Escritores Brasileiros, primeira associação profissional de escritores, fundada em 14 de março de 1942 por Mário de Andrade e Sérgio Milliet. É uma sociedade civil representativa em âmbito nacional. Luta pela defesa da liberdade de expressão, direitos autorais, difusão da cultura e democratização do acesso à informação.

Sobre a SCORTECCI - A Scortecci é uma editora laureada, com mais de 38 anos no mercado editorial brasileiro. Edita, imprime e comercializa livros em pequenas tiragens desde 1982. Possui gráfica própria com tecnologia digital, acabamento de qualidade, sofisticado controle de vendas e central de logística. São mais de 10 mil títulos publicados em primeira edição. Já recebeu os prêmios: Jabuti, APCA, FBN, ABL e PEN Clube. Em sua história, conserva os mesmos objetivos e propósitos desde a sua fundação: publicar livros, organizar e apoiar concursos e prêmios literários, realizar recitais e eventos culturais, editar e coordenar antologias de novos talentos, desenvolver o mercado literário através de cursos, palestras e oficinas, trabalhar pela formação de bibliotecas e fomentar o hábito da leitura. 

Sobre a ROCCO - A Rocco tem como compromisso publicar as melhores obras de autores nacionais e estrangeiros. Criada em 1975 por Paulo Roberto Rocco, a editora sempre se mostrou atenta às manifestações da sociedade, antecipando tendências e difundindo novas ideias em diferentes segmentos que abordam temas importantes e trazem encantamento, diversão e reflexão. Atualmente, a Rocco se mantém como uma das editoras brasileiras que mais se dedicam à divulgação de obras de ficção e não ficção contemporâneas. Nas letras nacionais, é a casa de autores como Clarice Lispector, Anne Rice, Thalita Rebouças, Margaret Atwood e tantos outros.

SERVIÇO

Assunto: Clarice Lispector

Data: 10 de dezembro de 2020

Horário: Das 16h às 18h.

Local: Plataforma ZOOM – ID de acesso: 725 467 53 53

Evento aberto e gratuito. 

No encerramento haverá sorteio de livros da autora e de brindes.

Organizadores do evento: Scortecci, Rocco e UBE.

Mais informações: 

Eliaquim Batista

E-mail: feirasdolivro@scortecci.com.br

WhatsApp: (11) 97548-1515

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CBL realiza a 1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) vai realizar a 1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo, de 7 a 13 de dezembro de 2020. Com o tema Conectando Pessoas e Livros, o evento acontecerá pelo portal www.bienalvirtualsp.org.br que dará acesso gratuito a toda programação e novidades do mercado editorial. Com mais de 100 expositores e 330 autores confirmados, o evento contará com uma grade intensa de programação, venda de livros, além de rodadas de negócios.
O primeiro grande evento virtual do segmento possibilitará o encontro de leitores, escritores e profissionais do mercado editorial de qualquer lugar do mundo. Segundo Vitor Tavares, presidente da CBL, o evento virtual está mais do que nunca democrático, diverso e multicultural.
"Pela primeira vez, pessoas de todos os lugares do Brasil e do mundo poderão participar dessa grande festa, conhecendo as novidades, fazendo bons negócios e aproveitando as palestras que jamais estariam disponíveis de outra forma. Nossa expectativa é receber mais de 1 milhão de visitantes on-line", destaca Vitor Tavares. Na edição passada, o evento presencial contou com um público de 663 mil pessoas.
O ambiente virtual também vai possibilitar que o público assista a todas as palestras por mais tempo. O portal fica no ar até 13 de janeiro e para ter acesso aos debates, basta fazer o cadastro no site www.bienalvirtualsp.org.br. As inscrições já estão abertas.
A Bienal Virtual levará para o ambiente digital seus espaços culturais, como o Salão de Ideias, Papo de Mercado e Arena Virtual. Ambos os espaços irão reunir autores e profissionais do mercado editorial em discussões com temas variados como racismo, empoderamento feminino, comportamento e espiritualidade. Nomes como Verônica Oliveira, Mauricio de Sousa, Raphael Montes, Nara Bueno, Claudia Raia, Isabela Freitas, Leandro Karnal, Monja Cohen e Mário Sergio Cortella compõem os mais de 70 bate-papos previstos na programação do espaço Arena Virtual. No Salão de Ideias, haverá discussões de amplo interesse com escritores, pensadores e profissionais do mercado. Entre os autores estrangeiros, estão confirmados Sarah MacLean, Scarlett Peckham, Nic Stone e Gavin Roy.
A Bienal também trará lives dedicadas aos centenários de Clarice Lispector e da obra de Agatha Christie. Quatro mesas abordarão obra e vida de Clarice e a percepção de sua literatura hoje em dia. Já o estilo romance policial de Agatha Christie será discutido como ainda hoje influencia a literatura do gênero, mesmo 100 anos após a publicação de seu primeiro livro, "O Misterioso Caso de Styles".
Para coordenar a programação cultural do espaço Arena Virtual, a CBL convidou Diana Passy, criadora da FLIPOP, primeiro festival literário voltado para o público jovem do Brasil.
Os profissionais do mundo editorial também terão espaço garantido nas discussões que farão parte do Papo de Mercado. Tendências, perspectivas e novidades do mercado e da indústria cultural poderão ser acompanhadas por editores e autores.
O público infanto-juvenil não ficará de fora da 1ª Bienal Virtual. O Espaço Mauricio de Sousa contará com palestras sobre livros e temas específicos para o público.
Durante o evento, acontecerá também a 2ª edição da Jornada Profissional, com rodadas de negócios entre players nacionais e internacionais. Esses encontros também promovem discussões sobre os panoramas atuais do setor e as perspectivas para o mercado editorial mundial.
As rodadas de negócios serão exclusivas para empresas apoiadas pelo Brazilian Publishers, projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado por meio de uma parceria entre a CBL e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A Jornada Profissional contará com 30 compradores internacionais previamente selecionados. As mesas e discussões serão abertas e poderão ser acompanhadas por todos os interessados.
A Bienal Virtual do Livro de SP tem o Pólen®, um produto Suzano, como patrocinador do evento. "Estamos muito felizes com mais essa parceria que apoiou a Bienal do Livro física por três edições e, neste ano, está patrocinando a 1ª Bienal Virtual do Livro de SP.", afirma Vitor Tavares. 

Loja virtual 

Além das lives e palestras, o público terá acesso às lojas virtuais de cada editora participante, como Rocco, Novo Século, Livraria e Distribuidora Loyola, Grupo Autêntica, Madras, Scortecci, Trilha Educacional, Edições Loyola, Aleph, Papirus, FTD, Panini, Ave Maria, Cia das Letras, Editora Globo. Pelo site, os visitantes podem conferir os lançamentos de seus autores favoritos e possíveis promoções. Serão 84 expositores entre editoras, livrarias e distribuidores e 22 autores independentes que também estarão com estandes virtuais. 

Serviço 

1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo
07 a 13 de dezembro de 2020

Informações e inscrições: https://www.bienalvirtualsp.org.br 

Em breve, mais informações sobre a programação pelo www.bienalvirtualsp.org.br 

ou por nossas redes sociais. 

Instagram: https://www.instagram.com/bienaldolivrosp/ 

Facebook: https://www.facebook.com/Bienaldolivrosp 

Twitter: https://twitter.com/bienaldolivrosp, 

Informações para imprensa 

Danthi Comunicações 

Fernanda Romano - fernanda.romano@danthi.com.br /21 - 9916-86552 

Paula Autran - paula.autran@danthi.com.br/ 21- 99692-8542 


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Prêmio Sesc de Literatura lança os livros vencedores de 2020 em evento virtual

Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2020 - Os dois livros vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2020 serão lançados no próximo dia 24, às 20h, em evento virtual. Na live promovida pelo Sesc, Caê Guimarães, autor do romance ‘Encontro você no oitavo round’, e Tônio Caetano, escritor da coletânea de contos ‘Terra nos cabelos’, apresentam suas obras ao público e falam sobre as expectativas em relação ao ingresso no mercado editorial. A live será transmitida pela página do Prêmio Sesc no Facebook e pelo YouTube Sesc Brasil.
"Os últimos resultados nos mostram que o país vem produzindo muito bem no quesito literatura, com grande diversidade cultural. Mais uma vez, duas grandes obras foram as vencedoras do Prêmio Sesc de Literatura de 2020", comemora o analista de Literatura do Departamento Nacional do Sesc, Henrique Rodrigues.
O bate-papo com os vencedores do Prêmio Sesc versará sobre seus livros, a trajetória de cada um deles na literatura e como conduzem o processo criativo. Na live, serão exibidos vídeos com os próprios autores lendo trechos dos seus livros.
Neste lançamento virtual, o público também poderá rever os vencedores da edição de 2019, Felipe Holloway e João Gabriel Paulsen, que participam do debate com os novos autores e contam suas experiências neste primeiro ano de ingresso oficial na carreira literária.
Há 17 anos, o Prêmio Sesc de Literatura revela anualmente dois escritores, sempre nas categorias Romance e Conto. Nesse período, se tornou uma das mais importantes premiações do país, ao oferecer oportunidades a novos autores e impulsionar a renovação no panorama literário brasileiro, sendo hoje considerado referência por críticos literários, escritores brasileiros e visto como porta de entrada para o mercado editorial no Brasil.
Neste ano foram inscritos 1358 livros, sendo 692 romances e 666 coletâneas de contos. O cronograma, por ser executado por trabalho remoto, não foi afetado pela pandemia, de modo que o resultado pôde ser divulgado no prazo previsto.

Vencedores

Caê Guimarães nasceu em 1970, no Rio de Janeiro e foi criado no Espírito Santo, onde vive atualmente. É poeta, escritor, jornalista, redator e roteirista. Com "Encontro você no oitavo round", apresenta uma narrativa que trata de redenção: um pugilista se debate entre um incômodo zumbido e a memória de outra ocupação antes de se dedicar ao boxe. Dias antes da sua última luta, ele conhece uma jornalista disposta a desvendar o que o fez tomar o caminho dos ringues. "Eu recebi com muita alegria a notícia que o meu primeiro romance foi o vencedor do Prêmio Sesc de Literatura. É uma oportunidade muito potente de levar meu trabalho pra outras praças, conhecer autores, públicos e outras formas de fazer literatura e estar no mundo", afirma Caê.

Tônio Caetano nasceu em Porto Alegre, em 1982. Trabalha como servidor público municipal e é especialista em Literatura Brasileira pela PUC-RS. Já participou de várias antologias literárias. No volume de contos "Terra nos cabelos", são trilhados diferentes percursos da mulher na nossa sociedade, envolvendo questões que abordam o mundo do trabalho: o primeiro beijo, ritos de iniciação, violências externas e internas submetidas ao sexo feminino. "A literatura faz parte da minha vida desde a infância. Ganhar o Prêmio Sesc me faz a pessoa mais feliz e também me dá um baita frio na barriga. Eu ainda estou assimilando tudo o que representa este momento. A minha única certeza é que vai me tornar um escritor melhor", comenta Tônio.

O Prêmio Sesc de Literatura hoje figura ao lado das maiores premiações nacionais. Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, parceira do Sesc no projeto.

Mais informações em https://www.sesc.com.br/premiosesc


Serviço:

Lançamento dos livros vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2020
Data: 24 de novembro
Horário: 20h
Link acesso: https://www.facebook.com/PremioSessdeLiteratura
e https://www.youtube.com/SescBrasil

Mais informações:

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Karina Gaudereto - 11 -4048-4810
Renata Fraga - 21 -3626-3700
Renata Piñeiro - 21-3626-3752
Jaqueline Paiva - 21- 3626-3731
sesc@cdn.com.br

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Com recital online, 2º Prêmio Literário Afeigraf 2020 conhece seus vencedores

Projeto, realizado em parceria com a tradicional Scortecci Editora, serve como incentivo a talentos da literatura nacional.

São Paulo – Criatividade e sensibilidade levadas ao papel e impressas como legado que ilustra a importância da leitura e do livro em uma sociedade. Com esse foco, e cumprindo seu papel social de incentivo à literatura nacional e à leitura, o 2º Prêmio Literário Afeigraf está anunciando os 70 vencedores da edição 2020. 

Organizado pela Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afeigraf), com apoio da Scortecci Editora, uma das mais tradicionais editoras do Brasil no que tange ao lançamento e divulgação de novos autores, o 2º Prêmio Literário Afeigraf terá encerramento especial, com um recital feito pelos autores vencedores, que declamarão suas poesias. O evento será realizado totalmente online, via plataforma Zoom (ID ZOOM: 725 467 53 53), no próximo dia 26 de novembro, quinta-feira, das 19h30 às 21h30. 

Foram cerca de 1800 obras poéticas inscritas, selecionadas em 70 vencedores que darão origem a uma compilação publicada pela Scortecci Editora em forma de antologia (coletânea de trabalhos literários). Os trabalhos foram analisados por três jurados: Celso de Alencar, João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti. 

Para Ludwig Allgoewer, atual Presidente da Afeigraf e Presidente da Heidelberg do Brasil, a segunda edição da premiação cumpriu seu papel, que versa tanto em valorizar a mídia impressa como meio de levar sonhos e boa literatura às pessoas, como também incentivar a leitura como forma de adquirir conhecimento e educação. “A leitura muda o senhor humano”, salientou Allgoewer. “E, como profissionais da indústria gráfica, valorizamos o livro impresso como principal meio de distribuir e democratizar o conhecimento. A Scortecci Editora, com todo seu know how no ramo editorial, também teve um papel inestimável nesse processo. A todos os 70 vencedores, parabéns.”

“Temos mais de 38 anos de mercado editorial, editando, imprimindo e comercializando livros. Até hoje, foram mais de 10 mil obras impressas, dando oportunidade para que talentos da literatura fossem descobertos e apresentassem suas obras ao público leitor”, destaca João Scortecci, fundador da Scortecci Editora. “Ser parceiro do Literário Prêmio Afeigraf é, portanto, parte dessa missão, de investir e incentivar o crescimento do mercado literário brasileiro e de estimular a leitura.”

A lista completa dos vencedores pode ser conferida no link https://cutt.ly/ngD9XhU

Sobre a Afeigraf

 Fundada em 2004, a Afeigraf (Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica) tem como objetivo trabalhar em prol do desenvolvimento do mercado gráfico nacional, reunindo empresas fabricantes e distribuidoras de equipamentos de impressão e insumos para efetivamente criar meios de fazer a diferença e gerar oportunidades dentro desse segmento através de eventos, espaços para capacitação e pleito junto a órgãos públicos, outras entidades e à sociedade, de medidas que auxiliem o crescimento da indústria gráfica. 

Entre suas principais realizações está a ExpoPrint Latin America, evento que acontece a cada quatro anos reunindo as principais e maiores marcas atuantes no segmento gráfico latino-americano e mundial. 

Saiba mais em www.afeigraf.org.br 

Sobre a Scortecci Editora

A Scortecci Editora é uma editora laureada, com mais de 38 anos no mercado editorial brasileiro. Edita, imprime e comercializa livros em pequenas tiragens desde 1982. São mais de 10 mil títulos publicados em primeira edição. Já recebeu os prêmios: Jabuti (Câmara Brasileira do Livro), APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), FBN (Fundação Biblioteca Nacional), ABL (Academia Brasileira de Letras) e PEN Clube. Faz parte do seu DNA publicar livros, promover concursos literários, realizar recitais e leitura de textos, participar de feiras e bienais do livro, organizar antologias literárias de novos autores, promover palestras e oficinas sobre o livro e a arte de escrever, trabalhar pela formação de bibliotecas e fomentar o hábito da leitura.

Saiba mais em www.scortecci.com.br 

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Livreiros lançam campanha nacional pela valorização das livrarias físicas

Os livreiros brasileiros se reúnem para fazer história: inspirados em um movimento internacional para atrair visitantes às livrarias e espaços culturais, após quatro meses de estabelecimentos fechados por causa da pandemia de Covid-19, um grupo de representantes de mais de 120 pontos de venda do país lança nesta quinta-feira (12) a campanha #tudocomeçanalivraria. Com apoio da Câmara Brasileira do Livro (CBL), da Associação Nacional de Livrarias (ANL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a campanha tem como objetivo reforçar o protagonismo das livrarias como ponto de conexão entre livreiros, autores, editores, distribuidores e leitores. 

O grupo de livreiros foi formado no início da pandemia, quando as livrarias foram fechadas, para que todos pudessem pensar juntos em como enfrentar os novos desafios. De lá para cá, eles viram nascer pelo mundo campanhas de incentivo ao livro e às livrarias. Espanha, Portugal, Argentina, Chile, México, Inglaterra... Faltava o Brasil. Foi quando decidiram escrever este capítulo. 

"A livraria é o lugar de encontro entre o leitor e o livro, onde se fortalece essa conexão. Também é o espaço de prazer e de conhecimento, de troca de experiências, de lazer. É onde se vivem sonhos. A livraria física é fundamental na formação dos leitores e onde surgem muitas histórias de livros e livreiros", resume o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Vitor Tavares. 

Não por acaso, as livrarias respondem por quase metade das vendas de livros, segundo a pesquisa "Produção e vendas do setor editorial brasileiro", de 2019. Mas o país, como todo o mundo, sofreu os impactos da pandemia, que provocou queda média de 40% nas vendas desses estabelecimentos, em relação ao ano passado. 

"Mesmo compensando vendas pela internet, as editoras sentiram o baque principalmente nos resultados dos lançamentos de 2020, bem abaixo do esperado. Sem as livrarias, não houve a arte do encontro com os novos livros", ressalta o diretor executivo da Editora WMF Martins Fontes, Alexandre Martins Fontes. 

#tudocomeçanalivraria é uma porta aberta a esse reencontro. Ao longo da campanha, que começa com um convite para que as pessoas postem suas experiências nas livrarias com essa hashtag em suas redes sociais, serão divulgadas iniciativas para fomentar hábitos como visitar livrarias e presentear com livros. 

Assessoria de imprensa - Danthi Comunicações: 

Ana Paula Fonseca
+55 (11) 3812-7393 / 7329 | (11) 98696-7212 - anapaula@danthi.com.br
Paula Autran
+55 (21) 3114-0779 | (21) 99692-8542 - paula.autran@danthi.com.br 




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Itaú Cultural e PUC-Rio iniciam um mapeamento de projetos de formação de leitores e mediadores de leitura em todo o Brasil

A instituição cultural trabalha em conjunto com o Instituto Interdisciplinar de Leitura da PUC-Rio, a Cátedra UNESCO de Leitura PUC-Rio e a consultoria JCastilho para realizar a pesquisa O Brasil que Lê. Trata-se de uma ação para identificar iniciativas da sociedade brasileira, que promovem a leitura em todos os estados do país, a fim de mapear e refletir como esses projetos promovem suas sustentabilidades, qual o perfil do mediador de leitura, quais as tecnologias utilizadas (ou não), entre outros aspectos.

Em 9 de novembro, o Itaú Cultural, a PUC-Rio e a consultora JCastilho lançam o site O Brasil que Lê em http://obrasilquele.catedra.puc-rio.br/. De fácil manuseio e interação, esta plataforma abre o campo para que brasileiros de todo o país inscrevam seus projetos que promovem e incentivam a leitura. O objetivo é mapear e refletir sobre aspectos sociais, educacionais, econômicos e tecnológicos dessas iniciativas da sociedade brasileira em favor da leitura e do conhecimento.

No mesmo dia, das 11h às 12h, é realizada uma apresentação online do projeto, com a participação de Gilda Carvalho, diretora do iiLer/PUC-Rio, José Castilho, diretor da JC Castilho, e Denise Ramalho, coordenadora do grupo de pesquisa. A mediação é do gerente do Núcleo de Audiovisual e Literatura, Claudiney Ferreira.

O link de acesso é https://www.youtube.com/c/TVCatedraUnesco.

O levantamento parte do princípio de que estas ações de incentivo à leitura se multiplicam, de forma anônima, em escolas, bibliotecas, associações de moradores, praças, igrejas e espaços variados. Elas incentivam a formação e mediação da leitura, fomentando a sustentabilidade cultural e crítica dos cidadãos. Assim, o levantamento busca mapear, sistematizar e analisar as metodologias, tecnologias e práticas de incentivo à leitura empregadas em projetos desenvolvidos por estes agentes, captadas em bases de dados de diversas instituições, de modo a explorar e reconhecer as melhores experiências do gênero nos últimos anos no Brasil. Esta ação se soma a iniciativas como a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o maior e mais completo estudo sobre os hábitos de leitura no país, cuja quinta edição foi realizado em conjunto pelo Instituto Pró Livro e o Itaú Cultural, lançada em setembro.

A pesquisa

A captação de projetos no site do Brasil que Lê será realizada até 15 de janeiro de 2021. A partir daí, os pesquisadores da PUC-Rio utilizarão questionários e entrevistas virtuais, avaliando, ainda, a possibilidade de realização de visitas locais aos projetos de acordo com as condições sanitárias e de saúde decorrentes da pandemia da COVID-19.

Estima-se analisar pelo menos mil projetos de leitura, no decorrer de um ano, permitindo um mapeamento histórico, geográfico e social dessas ações. Por fim, a pesquisa apresentará um levantamento completo de práticas, perfis e uso de tecnologias de informação e comunicação em promoção de leitura. 

O mapeamento tem caráter híbrido gerando um descritivo-analítico para apresentar este panorama sob diferentes categorias de análise, respeitando estratos regionais e com o diferencial de procurar explicar os fenômenos destacados por meio de referenciais teóricos nesse campo: metodologias de mediação da leitura, análise de iniciativas de leitura no Brasil, perfil dos mediadores e aplicação das novas tecnologias nestes projetos. 

Essa abordagem diferenciada permitirá uma análise do comportamento leitor a partir de iniciativas proativas, isto é, projetos de leitura cujos responsáveis indicam uma visão de capilaridade, visibilidade e sustentabilidade, sobretudo em ações que, em alguma oportunidade, foram submetidas a editais de premiação.

A exploração de categorias de análise poderá, ainda, possibilitar a verificação de aspectos regionais por meio de dados específicos para estados e regiões brasileiras, inclusive com indicativos de fomento e ampliação das iniciativas estudadas.

Os diferentes nichos de informação apurados pelo levantamento serão fundamentais para a compreensão do que é feito para promover a leitura no país e podem apontar possibilidades e demandas que orientem futuras ações e investimentos. Os resultados dessa pesquisa serão publicados e divulgados conjuntamente pelas instituições parcerias. 

SERVIÇO

Lançamento do site O Brasil que Lê
Pesquisa para mapear projetos de formação de leitores e mediadores em todo o Brasil

http://obrasilquele.catedra.puc-rio.br/.

Dia 9 de novembro

Das 11h às 12h, live de apresentação

Com Gilda Carvalho, diretora do iiLer/PUC-Rio

José Castilho, diretor da JC Castilho,

Denise Ramalho, coordenadora do grupo de pesquisa.

Mediação é do gerente do Núcleo de Audiovisual e Literatura, Claudiney Ferreira.  

Link de acesso: https://www.youtube.com/c/TVCatedraUnesco

Itaú Cultural 

www.itaucultural.org.br 

www.twitter.com/itaucultural 

www.facebook.com/itaucultural 

www.youtube.com/itaucultural  

ASSESSORIAS DE IMPRENSA: 

Pelo Itaú Cultural

Conteúdo Comunicação  

Cristina R. Durán: (11) 9 8860 9188  

cristina.duran@conteudonet.com    

Larissa Corrêa: (11) 9 8139 9786 / 9 9722 1137 

larissa.correa@terceiros.itaucultural.org.br   

Mariana Zoboli: (11) 9 8971 0773 

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Roberta Montanari: (11) 9 9967 3292 

roberta.montanari@conteudonet.com    

Vinicius Magalhães: (11) 9 9295 7997 

vinicius.magalhaes@conteudonet.com   

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Pela PUC-Rio/Instituto Interdisciplinar de Leitura da PUC-Rio

Direção

Gilda Carvalho: (21) 9 9766 3298

gilda@puc-rio.br

Gestão de Conteúdo

Viviane Moreira: (21) 971744468

Viviane-moreira@puc-rio.br

Pela JCastilho Consultoria

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José Castilho: (11) 99452-7272

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Willian Saragoça

saragoca@jcastilhoconsultoria.com.br

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CAMPANHA DA ANL PROMOVE UM NOVO REENCONTRO ENTRE LEITORES E LIVRARIAS

Com o objetivo de engajar o público no retorno às atividades das lojas físicas, bem como demonstrar o apoio coletivo entre livrarias, distribuidoras, editoras e livreiros, os quais estão prontos para receber novamente os leitores, seguindo os protocolos de segurança e saúde, a Associação Nacional das Livrarias (ANL) lança a campanha digital “Estamos prontos para novas histórias”.
A ação configura-se como um movimento social aberto a todos que apoiam a educação e a leitura no País. A temática reforça, ainda, o convite à escrita conjunta de um novo capítulo na sociedade. A ANL, enquanto instituição de classe, busca ser canal de integração de toda a cadeia produtiva editorial até o leitor.
Com atividades realizadas através do Instagram da ANL (@livrariasanl) e demais mídias sociais, a campanha reunirá todos os canais e pessoas envolvidas com o mercado editorial, por meio de encontros, divulgação de novidades, agendas de lives e ações online, em que os livreiros poderão integrar o espaço cultural virtual junto à Associação. Além disso, os envolvidos na cadeia produtiva editorial, através da mudança das capas e perfis nas redes sociais, apoiarão a retomada das atividades e do mercado em geral.
O leitor também poderá fazer parte desse movimento, conhecendo e participando de eventos diversos do mercado editorial, bem como tornando-se protagonista e apoiador da causa por meio do uso da #eunalivraria, a qual poderá ser postada, por exemplo, no registro de uma visita à livraria física ou na compra virtual de um livro. O uso da hashtag em todas as publicações dos diversos participantes do movimento fortalecerá ainda mais o apoio a campanha.

TENDÊNCIA DO SETOR

A pandemia, embora terrivelmente negativa para a saúde mundial e ao comércio em geral, abriu e intensificou novas conexões online. A ANL busca com a campanha promover um novo ponto de encontro para as novas conexões que estão surgindo entre leitores e livreiros, possibilitando maior engajamento entre eles.
Através da divulgação destes diversos espaços dedicados ao livro e à leitura, com suas diferentes formas de trabalho, a ação pode trazer ao público, uma grande diversidade de nossa cultura literária, em toda a sua pluralidade, presente em nosso país.
A Associação quer unir um maior número possível de livrarias, divulgando ao público em geral, o relevante trabalho que o livreiro desenvolve, na promoção do acesso ao livro e a leitura. A internet é um espaço extremamente amplo para divulgação, um terreno fértil e quase ilimitado, para que o livro chegue ao conhecimento dos leitores e, uma importante ferramenta para promover o encontro entre o leitor e as livrarias físicas espalhadas pelas cidades. Espaços tão ricos de conhecimento, que estão prontos para vivenciarem novas histórias.
Segundo o presidente da ANL, Bernardo Gurbanov, a pandemia acelerou alguns processos que já estavam em curso, um deles é o do comércio eletrônico e o uso das mídias digitais. “As livrarias estão se conscientizando, cada vez mais, da necessidade de aproveitamento desses recursos para minimizar o impacto na queda de vendas e até para impulsioná-las novamente. Estamos caminhando para um modelo híbrido, em que as livrarias precisam trabalhar entre o mundo físico e o mundo virtual, comunicando-se das mais variadas formas com seu cliente e nesse novo cenário, a ANL quer ser um facilitador”, acrescenta Gurbanov.
Esse novo espaço tem de propor desafios à comunidade e, a partir dessas propostas, começar a atrair o público; e as mídias sociais podem ser um forte aliado ao retorno das atividades físicas. Hoje, o leitor espera que o livreiro desempenhe também um papel de curador, na medida em que seleciona livros e propõe atividades. Os livreiros devem estar atentos às mudanças culturais e tecnológicas, devem tornar-se um mediador da leitura.

Acesse aqui Guia Informativo em PDF


SOBRE A ANL

Associação Nacional das Livrarias (ANL) foi fundada em 1978 e atua na união da categoria de livreiros e na defesa de seus interesses comerciais e institucionais. Tem como missão fortalecer o mercado de toda a cadeia de produção do livro-editorial, gráfico, distributivo e livreiro; incentivar a abertura de livrarias no País; fomentar e apoiar junto às entidades governamentais e de classe, diversos projetos em prol do livro e da leitura, e em especial o varejo livreiro.
A campanha digital “Estamos prontos para novas histórias” foi desenvolvida com o apoio da SESI-SP Editora.

Dúvidas e Sugestões para lives e eventos: comunicacao@anl.org.br

Imprensa:

Marilu Garcia do Amaral – MGA Comunicações
Associação Nacional de Livrarias-ANL
Whatts: 11 9 9127 5268
e-mail: imprensa@anl.org.br
Fanpage: facebook.com/livrarias.anl/
Instagram: @livrariasanl
Site: www.anl.org.br
Twitter: @anllivros

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EU SOU UM LIVRO / João Scortecci

Eu sou um livro. Um exemplar raro do romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do escritor Machado (Joaquim Maria Machado de Assis) que nasceu no dia 21 de junho de 1839 e morreu em 29 de setembro de 1908, considerado o maior nome da literatura brasileira. Fui impresso no ano de 1881, nas Oficinas da Tipografia Nacional, na Cidade do Rio de Janeiro. Tenho pouco mais de 139 anos, muitas páginas e uma belíssima encadernação de luxo. Uma unanimidade em primeira edição com autógrafo e dedicatória em bico de pena. Estou catalogado e em destaque no acervo da biblioteca de um importante bibliófilo apaixonado por livros. Tive sorte, muita sorte na sua escolha dele por mim. Não sei se vocês sabem, somos nós “livros” que escolhemos leitores. Antes de ganhar notoriedade e referência de obra passei um longo tempo em um sebo ruim, jogado literalmente às traças. Já escapei de incêndio, de vazamento de água e de uma ameaça de reciclagem. Minha morte seria um crime! Felizmente escapei com a sorte de poucos. Um livro precisa de zelo! Sofremos com destruição por fanatismo religioso e político, roubo, falsificação, reciclagem e contaminação por fungos e bactérias. Minhas páginas estão amareladas. É o desgaste natural causado pelos excessos de exposição à luz, umidade, temperatura inadequada e inimigos predadores como cupins, traças e roedores. Gostamos de ficar em prateleiras em local afastado das paredes, ordenados verticalmente, sem acúmulo excessivo. Ventilação e limpeza são indispensáveis para nossa sobrevivência. Não gostamos de muito calor e aperto. 22° C está perfeito. Não precisa também exagerar! Temperatura excessiva faz com que as fibras de celulose percam as suas propriedades de elasticidade, flexibilidade e resistência. A umidade relativa do ar não deve ultrapassar 60%. Iluminação ambiental de 50 watts é a correta. A luz artificial mais utilizada é a fluorescente. Nunca utilizar luz ultravioleta. Os segredos e mistérios de um livro estão no seu conteúdo. Quem lê viaja! Dia 29 de outubro é o meu Dia Nacional. Foi escolhido por ser a data de aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil. Um dia de todos os dias e de todos nós. Não se ama um livro vez por outra e muito menos com lapsos de memória. Eu sou um livro. E você?

João Scortecci - Escritor, editor, gráfico e livreiro

16.08.2020

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A Poesia de Edith Elek / Rodrigo Petronio

Durante muito tempo a filosofia buscou o elo perdido entre os sentidos e a razão. Esta padece por causa daqueles. Aqueles não subsistem sem esta. Esse hiato tensionado ao longo do tempo produziu um abismo. Tornou-nos incapazes de apreender algo mais imediato, precário e flutuante: a experiência do corpo. Por isso, de Montaigne a Virginia Woolf coube à literatura se incumbir dessa tarefa esquecida: dar voz à voz sibilina e escamoteada do corpo.
Essa experiência do corpo não consiste em refletir sobre os nossos limites. Não se baseia em cultivar ou em cultuar os instintos. Não se concentra na fatalidade e na finitude. Tampouco é uma meditação sobre a morte ou uma ars moriendi, pois isso seria demasiado transcendental. O corpo também não nos ensina os limites do pensamento ou da percepção. A linguagem do corpo nos revela algo mais simples: o que há de mais prosaico em nossa condição de animais e de anfíbios. Habitantes da Terra e oriundos da água, cercados de seres, coisas, humanos e objetos, passamos. Corpo entre corpos, corpo dentro de corpos, corpos e anticorpos, em uma batalha e em uma dança, rumo ao fim.
A poesia de Edith Elek se baseia nesse compromisso com um mundo de seres tangíveis. Nesse sentido, Pedaço de Mim não se escreve nem como metonímia nem como metáfora. Inscreve-se como mereografia: a escrita das partes. Essa escrita ao fim e ao cabo não ambiciona revelar a eventual totalidade da vida da poeta. No caso, Edith. Pretende, sim, mostrar a coextensão entre o corpo, o poema e a vida. Em cada poema se preserva e se armazena o que foi e o que se foi — para sempre. Em sua linguagem-molusco transparente, fluida e viva, estes poemas simultaneamente dissecam a poeta e o leitor. Assim, Edith incorpora uma miríade de sensações, lembranças, afetos, desejos. Grandes prazeres e pequenas tristezas. Tudo cabe neste baú de sublimações, decadências e renascimentos.
A travessia pelo túnel da tomografia, o câncer e a doença, a morte e o orgasmo, o gozo, o sexo e o êxtase se encontram em paridade com os dias de chuva, o domingo de sol e a tarde de sábado, a observação das árvores, os buracos do queijo, o dedão e o útero, retalhos, fragmentos e signos — epifanias. Diferente do que se imagina, essa equipolência entre dimensões existenciais distintas não minimiza o valor de cada circunstância vital. Tampouco anula o sentido de cada afeto, cena ou personagem.
Isso ocorre porque uma das chaves centrais dessa poesia é a ironia. Em sua dicção ambivalente, o sublime e o trivial se tocam, embora não se fundam e não se confundam. A ironia não surge de um perfeito distanciamento. Nasce de uma perfeita proximidade. O olhar vasculha rostos, esmiúça a vida destes buracos suspensos no ar, dobra e desdobra origamis e busca estrelas cadentes. Esse olhar-Miguilim põe e retira todos os tipos de lentes. E essa microscopia é o segredo para a sensação constante de intimização que o leitor experimenta nestes poemas.
Ao mesmo tempo, esse trabalho de miniaturista revela a grandeza do pormenor e a insignificância de toda abstração. Por isso, o poema Passagem é um definidor da poesia de Edith. Arco e lira distendidos entre vida e morte, a experiência do corpo-ausência e do corpo-carcaça não é menos sublime ou singular do que a experiência de sermos uma poeira estelar ou a sombra de um deus. Por meio desta poesia-corpo, observamos o mundo e aderimos às coisas. Observação e aderência tornam-se sinônimos. E em cada um destes espelhos quebrados conseguimos reconstruir uma face que por ventura pode vir a ser a nossa.

Rodrigo Petronio
é escritor e filósofo, autor e organizador de diversos livros. Professor titular da FAAP e pesquisador de pós-doutorado no TIDD|PUC-SP.

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A SCORTECCI E AS FEIRAS DO LIVRO

A SCORTECCI é uma editora laureada, com mais de 38 anos no mercado editorial brasileiro. Edita, imprime e comercializa livros em pequenas tiragens desde 1982. Possui gráfica própria com tecnologia digital, acabamento de qualidade, sofisticado controle de vendas e central de logística. São mais de 10 mil títulos publicados em primeira edição. Já recebeu os prêmios: Jabuti (Câmara Brasileira do Livro), APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), FBN (Fundação Biblioteca Nacional), ABL (Academia Brasileira de Letras) e PEN Clube.

Faz parte do seu DNA publicar livros, promover concursos literários, realizar recitais e leitura de textos, participar de feiras e bienais do livro, organizar antologias literárias de novos autores, promover palestras e oficinas sobre o livro e a arte de escrever, trabalhar pela formação de bibliotecas e fomentar o hábito da leitura.

Com a Covid-19, o trabalho de contato físico, corpo-a-corpo, presencial, ponto forte de sua alma empresarial ficou prejudicado. A casa editorial teve que “reinventar-se” no universo virtual da nova ordem mundial.

Os desafios - passageiros ou não - têm sido imensos - parecem não ter fim - e estão exigindo do time da Scortecci: coragem, eficiência, profissionalismo e muito trabalho.

PROJETO FEIRAS DO LIVRO

O projeto Feiras do Livro é o maior de sua história. Contempla todos os seus objetivos desde a sua fundação em 1982: “Mais que livros, imprimimos emoções!” Além do desafio ímpar de “reinventar-se”, a casa editorial investiu em novas tecnologias e no chamado “hand-to-hand” virtual, criando lojas modernas e responsivas, e no serviço de “conferência remota” para recitais e textos literários, contação de histórias, entrevistas, cursos e palestras, mesas de debates, lançamentos de livro e e-commerce.

Para o Projeto Feiras do Livro foram criados a Página do Livro (espaço virtual para declamação, contação de histórias e leitura de textos), o Zoom Literário (espaço virtual para lançamento de livros), as livrarias Do Mercado (Market Place aberto a editoras brasileiras), a Galeria do Livro (loja “flutuante” que prioriza feiras e bienais do livro), central de logística com controle online de vendas e ampliação dos serviços da TV LIVRO (canal no YouTube) como ponto de convergência e registro de todas as atividades virtuais da Scortecci.

Para os eventos Feiras do Livro de Poços de Caldas 2020 e Bienal Virtual do Livro de São Paulo 2020, que acontecem de 11 a 15 de novembro e de 07 a 13 de dezembro, respectivamente, o Projeto Feiras do Livro, com a coordenação da escritora e professora Maria Mortatti, programou, para o período de 11 de novembro de 2020,  12 Mesas de Debates: “O hábito de leitura e o autor de livros para crianças”; “A Importância da literatura infantil para inclusão”; “Políticas públicas para o livro e a leitura no Brasil”; “Diversidade na literatura”; “Literatura periférica”; “Políticas públicas para a educação no Brasil”; “Comunicação no negócio do livro”; “A arte de escrever e publicar um Livro”; “Poesia hoje e sempre”; “O livro impresso e a educação à distância”; “Educação e exclusão na literatura de autoria feminina”. Programação completa das Mesas, datas, mediadores e debatedores se encontram no endereço: feirasdolivro.com.br.  

O evento será realizado sempre no horário das 19h30 às 21h, com acesso gratuito pela plataforma ZOOM (ID 725 467 53 53), para até 500 pessoas.

Além de intensa programação (lançamento de livros, mesas de debates, recitais e leitura de textos) serão lançadas as antologias Minuto de Tudo (poesias, contos e crônicas) e Prêmio Afeigraf 2020 (poesias). 

Acesso pelo endereço: feirasdolivro.com.br / sala de eventos ou nas Páginas da Scortecci nas plataformas Feira Virtual do Livro de Poços de Caldas e Bienal Virtual do Livro de São Paulo.

FEIRAS DO LIVRO

E-mail: feirasdolivro@scortecci.com.br
Endereço: https://www.feirasdolivro.com.br
Telefones: (11) 3032.1179 ou (11) 3032.8848
WhatsApp: (11) 97548-1515


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Fundação Dorina Nowill para Cegos produz 2 mil coleções com livros acessíveis para o Programa Leia para uma Criança

Sede da maior gráfica braile da América Latina, a Fundação Dorina Nowill para Cegos contribui com a acessibilidade de 2 mil coleções com livros acessíveis da décima edição do "Leia para uma Criança". Com mais de 70 anos de atuação em prol da inclusão das pessoas com deficiência, a entidade contribui para que a iniciativa do Itaú Unibanco e Itaú Social seja acessível também para crianças e pais cegos ou com baixa visão através das versões impressas em braile e fonte ampliada em cor.
Em 2020, o "Leia para uma Criança" traz para as pessoas com deficiência visual os títulos "Com que roupa irei para a festa do rei?", do autor Tino Freitas e da ilustradora Ionit Zilberman, e "A visita", de Antje Damm. No total, foram produzidas 2 mil coleções acessíveis, contendo exemplares destes dois títulos, folheto com dicas de leitura e folheto explicativo sobre como higienizar os livros após serem entregues em casa como medida protetora contra a Covid-19.
"É de extrema importância que projetos de democratização da educação e da literatura como o ‘Leia para uma criança’ incluam pessoas com deficiência visual. Esse é o legado que defendemos desde Dorina de Gouvêa Nowill que, em 1946, ao perceber o quão falha era a produção brasileira em braille criou a Fundação para o Livro do Cego - hoje, Fundação Dorina Nowill para Cegos - para mudar esse cenário", diz Alexandre Munck, superintendente executivo da Fundação Dorina.
Munck acrescenta: "estamos felizes de participar da décima edição do programa ao lado do Itaú Social e esperamos colaborar com mais iniciativas como essa no futuro, que esperamos sejam seguidas por mais empresas e instituições de todo o país". Vale ressaltar que a Fundação Dorina oferece serviços de adaptação para braile, impressão de livros acessíveis e produção de audiolivros e livros digitais. Para saber mais sobre as soluções em acessibilidade, acesse o site. Quem tiver interesse em receber o kit da campanha deve se cadastrar através do site do projeto para receber os livros em casa.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos

Há mais de 70 anos, A Fundação Dorina Nowill para Cegos trabalha para que crianças, jovens, adultos e idosos cegos e com baixa visão sejam incluídos em diferentes cenários sociais. A instituição oferece serviços gratuitos e especializados de habilitação e reabilitação, dentre eles orientação e mobilidade e clínica de visão subnormal, além de programas de inclusão educacional e profissional. Responsável por um dos maiores parques gráficos de braille no mundo com capacidade de impressão de até 450 mil páginas no sistema por dia, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é referência na produção e distribuição de materiais nos formatos acessíveis braille, áudio, impressão em fonte ampliada e digital acessível, incluindo o envio gratuito de livros para milhares de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil. A instituição também oferece uma gama de serviços em acessibilidade, como cursos, capacitações customizadas, sites acessíveis, audiodescrição e consultorias especializadas. Contando com o apoio fundamental de colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é reconhecida e respeitada pela seriedade de um trabalho que atravessa décadas e busca conferir independência, autonomia e dignidade às pessoas com deficiência visual. Mais detalhes: http://www.fundacaodorina.org.br .

Mais informações sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos:

Advice Comunicação Corporativa

Alexandre Moreno - alexandre.moreno@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5251 | (11) 98374 4664

Luana Rodriguez - luana.rodriguez@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5252

Beatriz Biasoto - beatriz.biasoto@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5251 | (11) 5102 5252

Fernanda Dabori - fernanda.dabori@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5255 | (11) 5102 5252

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DIA DO POETA / Ricardo Viveiros

As crises econômicas brasileiras, por diferentes motivos, sempre foram meio desacreditadas pela população que, em cada uma delas, trabalhou duro, criou oportunidades e continuou vivendo o dia a dia. Entretanto, a atual crise sanitária da Covid-19 desta vez está preocupando e fazendo muita gente ficar em casa. E o correto planejamento do dia, gera tempo para leituras, músicas e filmes. Dentre os livros que já reli, Rei Lear, de William Shakespeare novamente me perturbou.
Tanto que perdi o sono em responsáveis conjecturas sobre a vida. Seria a crise assombrando além do limite? Ainda não. O que provocou novas reflexões está no direito de viver a vida e, ao perceber que o seu final está chegando, realmente deixar de trabalhar e curtir, ao máximo, o que ainda pode restar de tempo útil.
Para que entendam minha inquietude, a trama da peça do maior poeta de língua inglesa gira em torno de suposta sábia decisão de um rei em se aposentar para ser feliz. Pois é, ele acreditou ser possível. E abdicou ao trono, passando às três filhas e aos genros tudo o que possuía.
Estabeleceu, no entanto, uma condição. Viveria o resto de seus anos, aproveitando os prazeres possíveis com um séquito de 100 homens armados para proteger-lhe e residindo parte do tempo, proporcionalmente, na casa de cada uma das filhas. Receberia, assim, sua justa "pensão".
De cara, o rei se indispôs com a filha caçula, até então a preferida, que foi sincera ao ouvir a decisão da aposentadoria real. Ele não percebeu o alerta... Revoltado, tirou-a da partilha dividindo o reino em apenas duas partes. Tudo resolvido, dias depois partiu com seu séquito (que incluía um sábio "bobo da corte") para a casa da primeira filha. E aí, como acontece com qualquer um de nós, seus problemas com a previdência começaram...
Mesmo animados pelos programas de motivação criados para a Terceira Idade, essa que alguns ironicamente chamam de "Melhor Idade", todos sabemos que ficar velho não é fácil. Muito mais em um País, como o nosso, que não respeita quase nada. Ainda menos os idosos que causam trabalho e despesa aos que, esquecendo o passado, acham que eles em nada contribuíram para ter um tratamento digno na velhice.
Nas minhas inquietantes constatações geradas pelo texto de Shakespeare, atual aos 415 anos em desafiadora tradução e adaptação para monólogo do poeta brasileiro Geraldo Carneiro, também está a discussão entre Congresso e Governo Federal quanto à sobrevivência de um já moribundo INSS. Quem, como muitos de nós, pagou durante 30 anos suas contribuições mensais sobre até 20 salários mínimos, agora não recebe sequer cinco deles. E o futuro se desenha ainda pior.
Embora começo de tudo, por fim vem o amor. Um sentimento tão nobre, que nos envolve e motiva. Mas, a cada dia, é menos praticado do que aparece no falso discurso de algumas famílias e políticos. Os asilos públicos para a velhice, como as cadeias e penitenciárias, estão superlotados. Os privados se tornaram grandes negócios sob o sarcástico letreiro: "Casa de Repouso". Na verdade, são cemitérios de sonhos, tristes depósitos de frustrações, ansiedades e medos.
Velhos, idosos, "tiozinhos", seja lá o nome que lhes derem, assim como pretendeu o rei Lear bem interpretado por Juca de Oliveira (então com 80 anos) no teatro há cinco anos, não querem um forçado melancólico "repouso". Querem merecer respeito e amor para finalmente, sem tanta responsabilidade com a felicidade dos outros — o que foi a razão de ser de suas longas existências —, ainda alcançar mais algumas alegrias se aposentando do trabalho, não da vida.
Hoje é o Dia do Poeta. Shakespeare foi um dos maiores, aqui no Brasil temos muitos igualmente talentosos: Castro Alves, Olavo Bilac, Gonçalves Dias, Solano Trindade, Conceição Evaristo, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Clarice Lispector, Manoel de Barros, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, Adélia Prado, Mario Quintana, Hilda Hilst, Paulo Leminski, Elisa Lucinda, Thiago de Mello, Ariano Suassuna, Jorge de Lima, Raul Bopp, Miriam Alves e João Cabral de Melo Neto. Convivi com alguns deles, uma rara felicidade.
Clarice e João Cabral fariam 100 anos neste 2020. Em novembro próximo, convidado pela Universidade de Lisboa e pela Universidade Lusófona, respectivamente as maiores e mais respeitadas de Portugal no âmbito público e privado, estarei proferindo palestra de abertura do evento "Amores e Desamores", tema central do Seminário Internacional Religião, Arte e Literatura (SIRAL). Minha abordagem: "Arquitetura do tema, engenharia do poema: sonho e realidade na obra de João Cabral de Melo Neto".
Poetas têm o dom de olhar o mundo de modo especial, de nos fazer refletir e entender melhor a vida. Como nos provoca Shakespeare em seu brilhante Rei Lear. Que tenhamos sempre poetas, vida longa a eles e a todos nós!

Ricardo Viveiros é jornalista, escritor e poeta. Membro do Conselho da UBE. 


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Casa Guilherme de Almeida está com inscrições abertas para o Programa de Aprimoramento em Tradução Literária 2021

O museu Casa Guilherme de Almeida está com as inscrições abertas para o processo seletivo do Programa de Aprimoramento em Tradução Literária, a ser realizado entre março e dezembro de 2021 pelo Centro de Estudos de Tradução Literária da instituição. A Casa Guilherme de Almeida faz parte da Rede de Museus-Casas Literários da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis. 

Ciclo 2021 do Programa de Aprimoramento em Tradução Literária 

As inscrições seguem abertas até 15 de janeiro de 2021 para a 2ª edição do Programa de Aprimoramento em Tradução Literária. Essa especialização é voltada para profissionais que estão traduzindo uma obra literária em qualquer língua estrangeira para o português e com objetivo de publicação (não é necessário ter um contrato de edição), que tenham interesse em aperfeiçoar o senso crítico em relação às questões estéticas das obras trabalhadas.

As aulas serão realizadas de março a dezembro de 2021, com encontros quinzenais aos sábados, das 14h às 17h. A orientação dos participantes estará a cargo de Jiro Takahashi, atuante no mercado editorial há mais de 50 anos, atualmente editor executivo da Nova Aguilar e docente do curso de Letras da FAM, de Letras/Tradução da Anhanguera/Unibero e de Edição na Universidade do Livro. Tendo iniciado na Editora Ática, Takahashi participou da criação das séries Vaga-Lume, Para Gostar de Ler, Grandes Cientistas Sociais, Autores Brasileiros, Autores Africanos, entre outras, passou pela direção editorial de grupos como Rocco, fundou a Editora Estação Liberdade em 1990 e foi professor e diretor acadêmico do curso de MBA em Book Publishing da Casa Educação/Instituto Singularidade.

São oferecidas 15 vagas para o Programa, que prossegue de forma on-line até que a cidade esteja na fase azul relativa à pandemia, para, assim, resguardar a saúde dos funcionários e do público. Após esse período, a equipe do Centro de Estudos de Tradução Literária verificará a viabilidade do retorno às aulas presenciais no Anexo do museu (Rua Cardoso de Almeida, 1943-Perdizes, São Paulo).

Pelo link http://www.casaguilhermedealmeida.org.br/traducao-literaria/aprimoramento.php saiba quais são os documentos necessários para se inscrever, acesse a ficha de inscrição, o pré-requisito para candidatura, as etapas do processo seletivo e de matrícula, e o cronograma de aulas. O valor investido é de R﹩ 300,00, correspondente à taxa única durante a matrícula. 

SERVIÇO 

Programa de Aprimoramento em Tradução Literária 2021
Centro de Estudos de Tradução Literária da Casa Guilherme de Almeida
Orientação: Jiro Takahashi 

Inscrição aberta até o dia 15/01/2021
Acesse: http://www.casaguilhermedealmeida.org.br/traducao-literaria/aprimoramento.php 

15 vagas | R﹩ 300,00 - taxa única de matrícula 

Público-alvo: tradutores literários que estão traduzindo uma obra literária em qualquer língua estrangeira para o português e com objetivo de publicação (sem a necessidade de um contrato de edição). 

Aulas: março a dezembro de 2021. Encontros quinzenais aos sábados, entre 14h e 17h, pelo Google Meet. 

Os encontros só serão presenciais após a fase azul de reabertura e depois da avaliação de viabilidade do retorno presencial no Anexo do museu.
Documentos para avaliação e cadastro: enviar para o e-mail contato@casaguilhermedealmeida.org.br a ficha de inscrição preenchida, carta de intenção, currículo, 10 páginas da própria tradução acompanhadas do respectivo original e um texto de 4 a 5 mil caracteres (com espaços) com reflexão sobre as principais questões tradutórias suscitadas pelo original da tradução que está realizando. 

Obs: tradutores que cursaram e concluíram o Programa Formativo para Tradutores Literários da Casa Guilherme de Almeida têm prioridade no preenchimento das vagas, sob a condição de terem sido bem avaliados no processo seletivo do Programa de Aprimoramento. 

Processo de seleção: 

5/02/2021 - Divulgação do resultado. Candidatos (as) escolhidos (as) em primeira chamada serão informados por e-mail; 

8 a 14/02/2021 - Matrícula dos (as) selecionados (as) que deverão efetuar o pagamento da taxa única de matrícula, no valor de R﹩ 300,00. 

15/02/2021 - Chamada aos candidatos (as) da lista de espera com convocação feita por e-mail; 

16 a 20/02/2021 - Matrícula dos (as) selecionados (as) que precisarão efetuar o pagamento da taxa única de matrícula, no valor de R﹩ 300,00. 

13/03/2021 - Início das aulas. 

Casa Guilherme de Almeida 

Museu: Rua Macapá, 187 - Perdizes | CEP 01251-080 | São Paulo|
Anexo: Rua Cardoso de Almeida, 1943 - Sumaré, São Paulo/SP
Tel.: 11 3673-1883 | 3803-8525 | 3672-1391 | 3868-4128
E-mail: contato@casaguilhermedealmeida.org.br 

Horário de funcionamento: programação on-line de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. Atividades culturais e educativas on-line: de terça a sexta-feira, das 19h às 21h, e aos finais de semana, das 10h às 19h. http://poiesis.org.br/maiscultura/ 

Visitas ao acervo do museu apenas com agendamento prévio pelo site:
http://www.casaguilhermedealmeida.org.br/ 

Acessibilidade: rampa de acesso, elevador, piso podotátil e banheiro adaptado; videoguia em Libras e réplicas táteis. 

Programação gratuita 

SOBRE A CASA GUILHERME DE ALMEIDA 

Inaugurada em 1979, a Casa Guilherme de Almeida, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis, está instalada na residência onde viveu o poeta, tradutor, jornalista e advogado paulista Guilherme de Almeida (1890-1969), um dos mentores do movimento modernista brasileiro. Seu acervo é constituído por uma significativa coleção de obras, gravuras, desenhos, esculturas, pinturas, em grande parte oferecidas ao poeta pelos principais artistas do modernismo brasileiro, como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Emiliano Di Cavalcanti, Lasar Segall e Victor Brecheret. Hoje, o museu oferece uma série de atividades gratuitas relacionadas a todas as áreas de atuação de Guilherme de Almeida, da literatura traduzida ao cinema, passando pelo jornalismo e pelo teatro. Trata-se da primeira instituição não acadêmica a manter um Centro de Estudos de Tradução Literária no país. 

SOBRE A POIESIS 

A Poiesis - Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura. 

Poiesis - Coordenação de Comunicação
Carla Regina | (11) 4096-9827 | carlaregina@poiesis.org.br 

Assessoria de Imprensa 

Jariza Rugiano | (11) 4096-9810 | jarizarugiano@poiesis.org.br
Luiza Lorenzetti | (11) 4096-9852 | luizalorenzetti@poiesis.org.br
Assessoria de imprensa - Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado
Davi Franzon - (11) 3339-8243 / (11) 9-3411-6428
imprensaculturasp@sp.gov.br 

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A velhofobia se tornou uma realidade cruel ainda maior nesta pandemia / Mirian Goldenberg

O idoso ficou mais vulnerável psicológica e socialmente durante a pandemia. Por ser do grupo de risco, essa parte da população sofreu forte impacto na saúde mental ao se ver mais sozinha e sem interação social ou contato com parentes e amigos. Mas, segundo a antropóloga Mirian Goldenberg, uma parcela dessa população está buscando e encontrando formas criativas de se adaptar à nova realidade.
"Tenho acompanhado diariamente cerca de 20 nonagenários que tiveram muita dificuldade no início da pandemia. Agora, estão buscando formas criativas de se adaptar à nova realidade. Eles se sentem úteis, importantes e fazendo algo de significativo, mesmo dentro de suas casas", comenta.
Apesar desse cenário, a pesquisadora afirma que a grande maioria dos idosos está sofrendo violência física, verbal, psicológica, abuso financeiro e xingamentos durante a quarentena.

"A velhofobia se tornou uma realidade cruel ainda maior nesta pandemia", afirma.

Doutora em Antropologia Social, Mirian Goldenberg fará na próxima quinta, dia 22, a partir das 19h, a palestra online da Casa do Saber Rio "A invenção de uma bela velhice: projetos de vida e busca de significado". Aqui, ela analisa o tema. Confira:

Quando se fica velho?

Culturalmente, ficamos velhos muito cedo no Brasil, principalmente as mulheres. Com 30 anos, minhas pesquisadas já estão em pânico com as rugas, cabelos brancos, dificuldade para emagrecer. Começam a ter medo de não casarem e não terem filhos. Subjetivamente, envelhecemos muito cedo aqui porque existe uma velhofobia no Brasil: preconceitos e violências contra os mais velhos, dentro e fora de nossas casas. Ficamos velhos aqui porque o pânico de envelhecer é enorme. Em outras culturas não é assim.

É mais fácil envelhecer hoje que no tempo dos nossos avós? O que mudou?

É um paradoxo: é mais fácil e mais difícil. Mais fácil porque temos exemplos de muitos homens e mulheres que têm mais de 90 e são produtivos, ativos, independentes. Mais difícil porque a cultura da juventude, da beleza e do corpo perfeito, é cada vez mais disseminada no país.

É possível a eterna juventude, não na questão física, mas do ponto de vista emocional?

Não acredito que ser jovem é melhor do que ser velho, pois como digo em todos os meus cursos, palestras e textos: todos nós somos velhos, hoje ou amanhã. Falar de ser eternamente jovem é alimentar a ideia de que a juventude é melhor do que a velhice, mais bela, mais produtiva, mais rica. Acho exatamente o contrário: só acreditando que todos são velhos, inclusive os jovens, iremos mudar a nossa representação sobre a velhice. Então, em vez de eterna juventude, não seria melhor falar de eterna velhice?

Em tempos de pandemia, em que os idosos, por serem grupo de risco, precisam ficar em casa, com pouco contato com o mundo externo, envelhecer está mais difícil?

Tenho acompanhado diariamente cerca de 20 nonagenários, que tiveram muita dificuldade no início da pandemia. Agora, estão buscando formas criativas de se adaptar à nova realidade. Juntos, estamos fazendo uma série de atividades: grupo de estudos sobre "Os Lusíadas" de Camões, jogos de palavras, lives, tocando piano, leitura de autores como Clarice Lispector e Fernando Pessoa, por exemplo. Eles se sentem úteis, importantes e fazendo algo de significativo, mesmo dentro de suas casas. Mas a grande maioria dos velhos está sofrendo violência física, verbal, psicológica, abuso financeiro, xingamentos. A velhofobia se tornou uma realidade cruel ainda maior nesta pandemia.

Como cuidar da saúde mental dos mais velhos para não surtarem durante o isolamento social e continuarem se reinventando?

Escutando, conversando, estando junto deles - mesmo que não fisicamente -, compartilhando atividades, respeitando seus desejos e limites. É o que tenho feito 24 horas do meu dia, desde 15 de março. Nunca estive tão próxima deles, nunca senti e recebi tanto amor como agora.

Como as mulheres têm encarado o envelhecimento nos dias de hoje? A sociedade ainda impõe a elas uma cobrança maior que aos homens?

Em todos os países em que estive, são as mulheres as maiores responsáveis por cuidar de todos na família, da casa, no trabalho, dos amigos. As mulheres cuidam de todos, mas não têm tempo para cuidar delas mesmas. Elas se sentem exaustas, deprimidas, insatisfeitas, frustradas por não terem tempo para elas. O fato de cuidarem de todos e não terem tempo para elas faz com que se sintam invisíveis, transparentes, sem o reconhecimento que elas tanto desejam. Elas dedicam todo o tempo para cuidar dos outros e não recebem o menor reconhecimento ou agradecimento por isso. É como se fosse apenas uma obrigação que elas devem cumprir por serem mulheres. Elas não cuidam de si mesmas, não têm tempo para si, não têm liberdade para serem elas mesmas. Liberdade social e liberdade interior. As mulheres são cobradas para terem uma vida muito mais controlada sexualmente, amorosamente, profissionalmente e em todas as áreas da vida. Por isso elas invejam tanto a liberdade dos homens. Elas querem ser mais livres em todos os sentidos, inclusive livres para poderem realizar todo o seu potencial amoroso, sexual, criativo, produtivo. As mulheres não são livres para serem elas mesmas.

O que é velhofobia? Acha que ela aumentou em tempos de pandemia?

A calamidade que estamos enfrentando evidenciou a face mais perversa de alguns políticos e empresários: a velhofobia. Estamos assistindo horrorizados a discursos sórdidos, recheados de estigmas, preconceitos e violências contra os mais velhos. "Vamos todos nos contaminar para criar imunidade e esta epidemia acabar logo. Só irão morrer alguns velhinhos doentes". "Deixem os jovens trabalharem. Não vamos parar a economia para salvar a vida de velhinhos". "Só velhinhos irão morrer, eles iriam morrer mesmo, mais cedo ou mais tarde".
Esse tipo de discurso revela uma situação dramática que já existia antes da pandemia. Os velhos são considerados inúteis, desnecessários e invisíveis. Homens e mulheres mais velhos, que já experimentam uma espécie de morte simbólica, ficam desesperados ao constatar que são considerados um peso para a sociedade. No entanto, a forte reação contra esses sociopatas prova que os mais velhos são muito valiosos e importantes para os brasileiros. Faremos tudo o que for necessário para demonstrar que os nossos velhos não são um peso, muito pelo contrário. São eles que estão nos ajudando a encontrar força e coragem para sobreviver física e mentalmente. São eles que estão nos ensinando a ser pessoas mais amorosas e generosas. São eles que estão cuidando de nós, como fizeram durante toda a vida.
Muitos dos que disseminam o discurso de ódio e de extermínio dos mais velhos já passaram dos 60 anos. É urgente que eles aprendam uma lição importante: a única categoria social que une todo mundo é o ser velho. A criança e o jovem de hoje serão os velhos de amanhã. Os velhofóbicos estão construindo o seu próprio destino como velhos, e também o destino dos seus filhos e netos: os velhos de amanhã. Será que estes genocidas serão tão amados e protegidos como são os nossos velhos ou serão tratados como "velhinhos descartáveis"?

Mais informações:
Jéssica Leiras / Dona Comunicação
jessica.leiras@donacomunicacao.com.br

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4º Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica divulga programação

Uma programação de alto nível foi montada aos participantes do 4º Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica, o principal congresso técnico do segmento. Serão 3 dias (24, 25 e 26 de novembro de 2020) de palestras online, sempre no período da manhã, com especialistas em impressão do Brasil e do mundo tratando de conteúdos criados exclusivamente para o evento.
Com o tema “Tecnologia e Inovação para Sustentabilidade: a comunicação gráfica rumo aos novos desafios”, a programação confirmada terá em sua abertura o keynote de João Paulo Capobianco, biólogo, fotógrafo e ambientalista brasileiro, uma enorme referência quando o assunto é meio ambiente.
Em seguida, Luiz Serafim, Head de Marca, Comunicação, eCommerce da 3M, trata do tema “Inovando para superar a pior das crises”. Autor, professor e palestrante com foco em inovação, Serafim sempre oferece insights relevantes para os empresários entenderem como se posicionarem frente aos novos desafios globais.
O primeiro dia conta também com a palestra “Impressão industrial - panorama e oportunidades”, com Alexandre Keese, diretor da FESPA Digital Printing. Especialista na indústria de impressão, Keese tem grande conhecimento sobre o mercado e vai detalhar as capacidades desse novo mercado e como estar preparado para encontrar as oportunidades que certamente vão surgir.
Para finalizar o dia, o presidente mundial do Two Sides, Martyn Eustace, aborda “O papel do papel na sustentabilidade da Indústria Gráfica”. A entidade tem em seu DNA falar de meio ambiente e defender o uso consciente do papel. Será o momento de entender conceitos importantes da relação da indústria gráfica com o nosso planeta.

Dia 2

No dia 25 de novembro de 2020, a primeira palestra será “O que a história das drupas nos ensina sobre o futuro”. Será um momento de relembrar o que foi tendência nas últimas drupas e virou realidade nas companhias de impressão pelo mundo e o que a próxima edição reserva em termos de transformações tecnológicas.
A palestra será conduzida por Dr. Markus Heering (diretor da VDMA Additive Manufacturing Association e também da VDMA Printing and Paper Technology Association).
O segundo conteúdo do dia será um painel com o tópico “Sustentabilidade no futuro da indústria gráfica”. Com décadas de atuação em comunicação gráfica, a jornalista Tânia Galluzzi vai conversar com convidados do setor. Entre eles, está Wilson Paduan, Diretor de Manufatura, Engenharia e Manutenção da Antilhas Gráfica e Embalagens e um conhecedor dos novos conceitos de sustentabilidade, atuando na prática na implantação de projetos ambientais.
Para encerrar o segundo dia do Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica, mais um nome internacional de peso: o consultor Rainer Prosi fala de “Perspectivas de automação e IA fluxos de trabalho - produção gráfica inteligente” um conteúdo para o empresário que sabe que o novo mundo conta com processos cada vez mais automatizados. Prosi é um dos responsáveis por moldar o pensamento de pré-impressão como ele é hoje.

Dia 3

O terceiro dia terá início com mais insights transformadores com a palestra “Como preparar a empresa para uma cultura de inovação”, que será ministrada por Fábio Carucci Figliolino, diretor da Ekove e um especialista em inovação e sustentabilidade.
Em seguida, o alemão Ulrich Wolzenburg vai tratar do tema “Digitalização em pequenas e médias empresas”, mostrando que novos conceitos e tecnologias não estão restritos apenas aos grandes grupos e sim a todos os portes de empresas, bastando saber como adaptar cada conceito a diferentes realidades.
Para a última palestra da quarta edição do Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica, o tema será “Impressão funcional e sustentabilidade”, com a cientista, investigadora e professora catedrática portuguesa Elvira Fortunato e o também cientista e professor angolano Rodrigo Martins, mestre em Materiais Semicondutores. O casal é mundialmente conhecido por suas descobertas científicas, como no desenvolvimento do primeiro transístor com papel.

Carlos Suriani, atual presidente da ABTG, será responsável por concluir o congresso.

Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica

O Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica está em sua quarta edição e é uma parceria ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica) e APS Eventos Corporativos.
Pela primeira vez online, acontece nos dias 24, 25 e 26 de novembro de 2020.

Informações sobre inscrição e detalhes da programação estão disponíveis no site:

www.congressotecnologiagrafica.com.br.

Press Communications
Tiago Keese
press@presscomms.com.br
(11) 4013-7979

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Bibliotecas escolares - livros nas estantes, ou leituras que promovem aprendizagem? / Maria das Graças Monteiro Castro

Parte-se do pressuposto que todo trabalho pedagógico de qualidade a ser oferecido aos estudantes deve proporcionar o acesso aos bens culturais produzidos socialmente e garantir as condições concretas para a construção das estruturas que os capacitem a um processo de educação permanente. Para que isso ocorra entendemos que a biblioteca da escola é o elemento fundamental para que o indivíduo construa o primeiro elo com o capital do conhecimento acumulado ao longo da história, cujo registro tenha-se dado sob a forma do texto escrito.
É na escola que a maioria das crianças brasileiras têm contato com a formalização do texto escrito, por meio do livro didático e a literatura. Cabe à biblioteca garantir e ampliar esse acesso por meio de outros suportes informacionais necessários à formação leitora. É necessário que se valorizem as escolas e suas bibliotecas como espaços de leitura e formação contínua de uma comunidade leitora, mediante a observação de dois aspectos: o fluxo real de informação, ou seja, aquele que alimenta as ações; e as demandas da biblioteca, bem como as possibilidades pedagógicas que devem ser definidas por intermédio da construção de um planejamento conjunto entre a biblioteca e a escola.
As bibliotecas escolares devem ser constituídas considerando o segmento educacional em que estão inseridas: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. Assim, para que a biblioteca da escola passe a promover processos de aprendizagem valendo-se de seus acervos, muito há a ser revisto, uma vez que as condições concretas para que essa premissa se cumpra não estão postas.
A leitura e a análise inicial da 5ª. Edição da Retratos da Leitura no Brasil, pesquisa realizada em todo o Brasil e coordenada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, apontam-nos aspectos e indicadores que sustentam a percepção de que a biblioteca tem atuado pouco, para além das atividades obrigatórias do sistema de ensino.
A pesquisa Retratos da Leitura definiu como eixo estratégico os estudos sobre o comportamento leitor do brasileiro, especificamente em relação à literatura. E uma das categorias pesquisadas foi sobre o acesso aos livros, o consumo e a percepção e uso das bibliotecas, sejam elas públicas, escolares ou universitárias, como equipamento social que promove a disseminação desse suporte.
A pesquisa buscou traçar o comportamento do leitor mediante as seguintes categorias de análise: intensidade, forma, limitações, motivações, representações e as condições de leitura e acesso ao livro - impresso e digital - pela população brasileira com 5 anos ou mais, alfabetizada ou não.
A pesquisa considerou como leitor aquele sujeito que leu um livro inteiro ou em partes nos últimos três meses, bem como dois blocos de perguntas que abordaram a percepção que o entrevistado tem de biblioteca e do uso que faz desse equipamento social. Foram levantadas as seguintes questões: o que a biblioteca representa; a frequência e o tipo de biblioteca que frequenta; as motivações que o levam à biblioteca; o perfil do usuário: escolaridade, idade e motivações; a avaliação dos serviços da biblioteca que frequentam: atendimento, existência dos livros procurados e por que procuram esses livros.
Para que possamos avaliar os resultados da pesquisa, retomo à pesquisa realizada em 2019 - Retratos da Leitura - Bibliotecas Escolares -, que buscou identificar o impacto das bibliotecas na aprendizagem dos alunos. E os resultados que se aproximam são: 

• Existe uma relação direta entre escolaridade e uso da biblioteca; 

• Quanto maior a escolaridade e renda, maior é a relação com a leitura; 

• A participação do professor é determinante na busca e leitura de um livro; 

• A frequência e a motivação para usar a biblioteca são determinadas pelas necessidades escolares: tarefas; trabalhos e indicações de livros literários; 

• A predominância do usuário da biblioteca é de estudantes de todos os segmentos de ensino: Fundamental I e II, Ensino Médio e Ensino Superior; 

• O índice de pessoas que não frequentam a biblioteca é muito alto, em torno de 68%, determinado pela falta de tempo, gosto e proximidade; 

• A biblioteca escolar aparece como a terceira possibilidade de acesso ao livro e, quanto maior a estrutura, melhor a relação do usuário com a biblioteca; 

• Quanto ao acervo, os entrevistados manifestaram que gostariam de ler livros mais novos, atuais e mais interessantes; no entanto, como a biblioteca não era foco do estudo, não conseguimos dimensionar a natureza do acervo que possuem. 

• Mesmo com as diferenças regionais, esses resultados pouco se alteram. 

Para que possamos considerar a biblioteca da escola como um espaço vivo e em construção permanente, formando leitores e cidadãos críticos e autônomos, mediante a promoção de encontros, conhecimento, investigação e leituras sustentados pela natureza do nível de ensino e das suas propostas pedagógicas, teremos de passar a considerar: 

1. A necessidade de integrar biblioteca às ações pedagógicas do processo de educação formal; 

2. A orientação na formação do acervo, no planejamento de suas ações e serviços para que atenda às especificidades do contexto pedagógico em que está inserida; 

3. A compreensão das necessidades de cada segmento de ensino, para que possa atuar na formação do leitor de diferentes estruturas textuais. Nesse sentido, as pesquisas Retratos da Leitura no Brasil e Retratos da Leitura - Bibliotecas Escolares reúnem elementos e indicadores fundamentais, que precisam ser estudados, para que possamos constituir um sistema de bibliotecas escolares concebido considerando as necessidades específicas dos diferentes segmentos da educação formal. As bibliotecas da escola precisam ser concebidas como um equipamento social indispensável e responsável pela qualidade formativa do cidadão brasileiro, nos processos formais de ensino. 

Maria das Graças Monteiro Castro

Professora Adjunta do Curso de Biblioteconomia da FIC/UFG. Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Escolares - FEBAB. Votante/leitora do Prêmio FNLIJ. Contemplada com o prêmio Retratos da Leitura/2019, na categoria Bibliotecas, pelas ações de mediação e formação de leitura realizadas no Laboratório do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca - LIBRIS.

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Nos EUA, livrarias se vestem para a guerra contra a Amazon

PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 16/10/2020 - 

Campanha lançada pela Associação Americana de Livrarias quer alertar para o perigo que a gigante de Seattle representa para o setor. Nesta semana, quando a Amazon realizou o seu “Prime Day”, campanha de altos descontos para os clientes que pagam pelo serviço de fidelidade da gigante de Seattle, seis livrarias independentes nos EUA surgiram vestidas para a guerra como parte da campanha #BoxedOut, encabeçada pela American Booksellers Association (ABA).
As vitrines das livrarias foram adesivadas com dizeres como “Books curated by real people not a creepy algorithm” (“Livros curados por pessoas reais e não por algoritmos assustadores”); “Buy books from people who want to sell books, not colonize the moon” (“Compre livros de pessoas que querem vender livros, não colonizar a lua”) ou, indo mais direto ao ponto, “Amazon, please, leave the dystopia to Orwell” (Amazon, por favor, deixe a distopia para Orwell”).
Em comunicado, Allisson K Hill, CEO da ABA, disse que as pessoas podem não entender os custos e as consequências das conveniências da Amazon, mas “Mais de uma livraria independente foi fechada por semana desde o início da crise provocada pela pandemia do covid-19, ao mesmo tempo, um relatório prevê que a Amazon vai gerar US$ 10 bilhões em receitas durante o ‘Prime Day’”. “Ligando os pontos, está claro que essa ‘conveniência’ tem um custo e uma consequência. O fechamento de livrarias independentes representa perda de empregos, de impostos locais e de oportunidades para que leitores descubram livros e se conectem com outros leitores”, completou.
As seis livrarias que serviram de piloto da campanha estão localizadas em Washington, Nova York e Los Angeles, mas a ideia é que mais associados usem as peças publicitárias em suas lojas e redes sociais.

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Secretaria Estadual de Cultura reabre instituições culturais na capital paulista

Entrada na fase verde do Plano São Paulo garante a reabertura de 60% da capacidade máxima dos espaços da pasta. Equipamentos seguirão rígidos protocolos de segurança e saúde preconizados pela Organização Mundial da Saúde e Centro de Contingência.
Com a entrada da capital paulista na fase verde do Plano São Paulo, museus, teatros, salas de espetáculo e bibliotecas geridos pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo estão autorizados a funcionar. Um alívio para o setor artístico, um dos mais prejudicados pelo isolamento social imposto pelo novo coronavírus.
"As instituições culturais do Governo do Estado de São Paulo estão prontas para voltar desde o início de agosto. Agora, elas podem retornar as atividades com todos os protocolos exigidos, bem como, oferecer suas atrações presenciais a partir de terça-feira 13 de outubro" afirma Sérgio Sá Leitão, secretário estadual de Cultura e Economia Criativa.

Portas abertas
Entre as instituições que retomam o atendimento presencial ao público a partir dos próximos dias estão: SP Escola de Teatro, Memorial da América Latina, Casa das Rosas, Casa Guilherme de Andrade, Casa Mário de Andrade, Memorial da Resistência, Museu do Futebol, Pinacoteca de São Paulo, Sala São Paulo, Biblioteca São Paulo e Biblioteca Villa-Lobos, Museu da Casa Brasileira, MIS, Museu de Arte Sacra de São Paulo, Paço das Artes, EMESP Tom Jobim, Oficinas Culturais, Fábricas de Cultura, Museu Afro Brasil, Museu Catavento, Museu da Imigração e Theatro São Pedro. Dos equipamentos vinculados à pasta, os situados na cidade de São Paulo foram os últimos a terem as atividades liberadas.
O Museu do Café, em Santos, foi o primeiro a reabrir, em 20 de agosto. Em seguida, o Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão, e o Museu Casa de Portinari, em Brodowski, região de Ribeirão Preto, retomaram as atividades em 5 de setembro. No último 3 de outubro, foi a vez do Museu Índia Vanuíre, em Tupã.
Os espaços culturais reabrem seguindo os protocolos definidos pela Organização Mundial da Saúde, Centro de Contingência do Covid-19 e prefeituras locais. Entre as atrações que podem ser conferidas com a reabertura estão as exposições "Pelé 80 - O Rei do Futebol", no Museu do Futebol, e os "OSGEMEOS: Segredos", na Pinacoteca, ambas a partir do dia 15 de outubro.

Protocolos de segurança na capital
Em contrapartida, para os espaços receberem o público, devem ser adotadas medidas como: redução de 60% da capacidade máxima de público; eventos com mais de 600 (seiscentas) pessoas devem ter autorização especial da Secretaria Municipal de Licenciamento; distanciamento do público de 1,5 metro, com sinalizações no piso; corredores devem ter espaçamento de 2 metros para permitir a circulação de pessoas; criação de comunicados visíveis ao público sobre as medidas de segurança e higiene adotadas pelo estabelecimento e capacidade permitida do espaço; direcionar o uso de elevadores apenas para pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção; adoção de ingressos digitais, bem como conferência visual ou por meio de leitores óticos, sem contato manual do atendente; fraldarios devem permanecer fechados, assim como áreas de espera, para não exceder a permanência do público no local; garantir obrigatoriedade do uso de máscaras por todos, do público a equipe de atendimento; realizar desinfecção diária do local que receberá o público; além de disponibilização de álcool em gel 70% para higienização das mãos.
No caso dos teatros e casas de espetáculos, ficam proibidas sessões de fotos com artistas. Apresentações podem ser realizadas sem máscaras respeitando o distanciamento mínimo de 6 metros da plateia. Os teatros e casas de espetáculo deverão abrir 1 hora antes do início de cada sessão para evitar a formação de filas. Os espectadores não devem exceder grupo de seis pessoas com distância superior a 1 metro dos demais. Também deve ser evitada interação com público no palco pelos artistas. Já os museus, devem limitar as visitas em grupo a 10 pessoas respeitando as regras de distanciamento e optar por exposição que não exijam toques. As bibliotecas devem oferecer informações sobre o acervo de forma digital, para acesso via celulares e tablets, mas, em caso de obra física, deve ser folheada individualmente e encaminhada diretamente a área de quarentena pré-determinada por 48 horas após leitura.

Impacto na cultura
De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e encomendada pela Secretaria Estadual de Cultura, os setores cultural e de economia criativa estão entre os mais prejudicados pela pandemia da Covid-19. Com a necessidade de isolamento social, atividades culturais foram suspensas, o que impactou diretamente projetos em andamento, a manutenção de postos de trabalhos e a garantia da renda para profissionais que atuam em todo o país.

No Brasil, o setor de economia criativa corresponde a 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) e é responsável por 4,9 milhões de postos de trabalho.

Serviço

SP Escola de Teatro
Quando reabre: 13 de outubro
www.spescoladeteatro.org.br

Memorial da América Latina
Quando reabre: 13 de outubro
Horário de funcionamento: das 11h às 15h
www.memorial.org.br

Casa das Rosas
Quando reabre: 14 de outubro
Horário de funcionamento: das 12h às 16h
Exposições: Arteletra em Trânsito e Estrutura Explodida: vidobra de Haroldo de Campos
www.casadasrosas.org.br

Casa Guilherme de Almeida
Quando reabre: 14 de outubro
Horário de funcionamento: das 12h às 16h
Exposições: 100 anos de Sóror Dolorosa
www.casaguilhermedealmeida.org.br

Casa Mário de Andrade
Quando reabre: 14 de outubro
Horário de funcionamento: das 12h às 16h
Exposições: Mário & Alphonsus revisitados
http://www.casamariodeandrade.org.br/home

Museu do Futebol
Quando reabre: 15 de outubro
Horário de funcionamento: das 13h às 19h
Exposição: Pelé 80 - o Rei do Futebol
http://museudofutebol.org.br

Pinacoteca de São Paulo - Pina Luz
Quando reabre: 15 de outubro
Horário de funcionamento: das 14h às 20h
Exposição: OSGEMEOS: Segredos
www.pinacoteca.org.br

Memorial da Resistência de São Paulo
Quando reabre: 15 de outubro
Horário de funcionamento: das 12h às 18h
Exposição: Orgulho e Resistências: LGBTs na ditadura
www.memorialdaresistenciasp.org.br

Sala São Paulo
Quando reabre: 15 de outubro
Horário de funcionamento: das 19h às 21h15
Atividades: Concerto Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo)
www.salasaopaulo.art.br

Biblioteca Parque Villa-Lobos
Quando reabre: 16 de outubro
Horário de funcionamento: das 11h às 15h
www.http://bvl.org.br

Biblioteca de São Paulo
Quando reabre: 16 de outubro
Horário de funcionamento: das 11h às 15h
www.bsp.org.br

Museu da Casa Brasileira
Quando reabre: 16 e outubro
Horário de funcionamento: das 11h às 15h
Exposições: Casas do Brasil: Conexões Paulistanas e Urbanismo Ecológico 2020 www.mcb.org.br

MIS - Museu da Imagem e do Som
Quando reabre: 16 de outubro
Horário de Funcionamento: das 12h às 18h
Exposição: John Lennon em Nova York por Bob Gruen
www.mis-sp.org.br

Museu da Arte Sacra de São Paulo
Quando reabre: 16 de outubro
Horário de funcionamento: das 10h às 16h
Exposições: "Nós da Etiópia - Recortes de uma viagem" - Fotografias Daniel Taveira
www.museuartesacra.org.br

Paço das Artes
Quando reabre: 16 de outubro
Horário de funcionamento: das 12h às 18h
Exposição: Limiares, de Regina Silveira
www.pacodasartes.org.br

EMESP Tom Jobim
Quando reabre: 19 de outubro
www.emesp.org.br

Oficinas Culturais
Quando reabre: 19 de outubro
www.oficinasculturais.org.br

Fábricas de Cultura
Quando reabre: 20 de outubro
www.fabricasdecultura.sp.gov.br

Museu Afro Brasil
Quando reabre: 20 de outubro
Horário de funcionamento: das 11h às 17
Exposições: Heranças de um Brasil Profundo e 150 anos do poema Navio Negreiro, do poeta Castro Alves
www.museuafrobrasil.org.br

Museu Catavento
Quando reabre: 21 de outubro
Horário de funcionamento: das 10h às 16h
Exposições: Astronomia, Terra, Vida e Engenho
www.cataventocultural.org.br

Museu da Imigração
Quando reabre: 22 de outubro
Horário de funcionamento: das 11h às 17h
Exposição: Migrar: experiências, memórias e identidades
www.museudaimigracao.org.br


Theatro São Pedro
Quando Reabre: 1º de novembro
Horário de funcionamento: às 17h
Espetáculo: ópera O Telefone, de Gian Carlo Menotti)
www.theatrosaopedro.org.br


Museu do Café (Santos/ SP)
Aberto desde: 20 de agosto
Horários Funcionamento: das 11h às 17h
Atividade: Visita guiada
www.museudocafe.org.br

Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro (Campos do Jordão/ SP)
Aberto desde: 5 de setembro
Horário de funcionamento: das 10h às 16h
Exposição: Acervo de Felícia Leirner
www.museufelicialeirner.org.br


Museu Casa de Portinari (Brodowski/ SP)
Aberto desde: 5 de setembro
Horário de funcionamento: das 10h às 16h
Atividade: Visita guiada pela história e trajetória do renomado artista brasileiro Candido Portinari
www.museucasadeportinari.org.br


Museu Índia Vanuíre (Tupã/ SP)
Aberto desde: 3 de outubro
Horário de funcionamento: das 10h às 16h.
Exposição: Ató Jagí Burum Krenak - Tecendo Saberes do Povo Krenak
www.museuindiavanuire.org.br


Assessoria de imprensa - Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado
Cíntia Ruiz - 98080-9800
Davi Franzon - 93411-6428
Simone Blanes - 94003-1711
Viviane Ferreira - 95814-9598
imprensaculturasp@sp.gov.br
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Menino Maluquinho, de Ziraldo, completa 40 anos e ganha edição comemorativa

Um dos maiores clássicos da literatura infantil brasileira está completando 40 anos: O Menino Maluquinho, criado pelo escritor, desenhista, cartunista e jornalista Ziraldo, ganhou uma edição limitada e de luxo da Editora Melhoramentos para homenagear a data.
A obra está à altura da comemoração e do ilustre aniversariante. A edição, com 120 páginas, é marcante e mostra a história do personagem, que conquistou o público ao longo os anos, com hot stamping, acabamento cartonado, capa dura e miolo 4x4 cores. Os exemplares acompanham ainda um marcador de páginas tão maluquinho quanto o Menino e um paper art, para destacar e montar, que vira uma divertida lembrança.
O livro que marca o aniversário do menino mais maluquinho do Brasil pode ser considerado um item de colecionador. Um verdadeiro presente para quem cresceu lendo as aventuras do personagem, e as contou para filhos e netos. O Menino Maluquinho nasceu pelas mãos de Ziraldo e sempre vai existir no imaginário de fãs de várias gerações.
Desde seu lançamento, em 1980, o livro já teve 129 edições, espalhadas por mais de 10 países, vendeu 4 milhões de exemplares, teve duas adaptações para o cinema, versões para o teatro, ópera e histórias em quadrinhos.
O garoto que usava uma panela na cabeça, tinha o olho maior que a barriga, fogo no rabo e vento nos pés fez a felicidade daqueles que com ele conviveram ao longo das últimas décadas e certamente continuará a incendiar a imaginação dos mais jovens.
Verdade que tantas estrepolias, brincadeiras e invenções apontavam porque todos o chamavam de maluquinho, mas ele nada mais é do que uma criança alegre, amada e pronta para aprender, receber e partilhar. Como destaca o escritor e ilustrador Guto Lins, outro talento da literatura infantil nacional, esse personagem "brincalhão, bagunceiro, poeta e amigão era, acima de tudo, um menino feliz, especialmente comum". E o livro, afirma, abriu caminho para muitos outros, enriquecendo a literatura infantil.
O Menino Maluquinho fala, de maneira direta, poética e divertida, de relações familiares, de amizade, afeto, perdas. E por isso, porque os sentimentos humanos não mudam, os novos tempos e novas tecnologias não foram e nem são barreiras para novos leitores. É um livro que não envelhece.
Sobre o autor: Quando Ziraldo Alves Pinto lançou o livro, estava fazendo 48 anos. Está completando 88 anos, sempre envolvido em novas iniciativas, colaborando em diversas publicações. Mineiro de Caratinga, onde nasceu e passou a infância, fez carreira no Rio de Janeiro, nos anos 50, onde trabalhou em vários jornais e revistas. Nos anos 60, lançou a primeira revista em quadrinhos nacional, A Turma do Saci Pererê.
Com outros humoristas, foi um dos fundadores do jornal O Pasquim, tabloide que fez escola e mudou a linguagem jornalística brasileira. Seu primeiro livro infantil foi Flicts, de 1969. Outro clássico, mas O menino Maluquinho foi seu maior sucesso editorial.

Ficha Técnica
Obra: O Menino Maluquinho
Autor: Ziraldo
Formato: 15,5 x 23 cm
Número de páginas: 120
ISBN: 978-65-5539-007-0
Sugestão de Preço de Capa comum: R﹩ 28,99
Disponível também nas versões capa dura, e-book e audiolivro.

Sobre a Editora Melhoramentos

Há 130 anos a Editora Melhoramentos ocupa posição de destaque nas diversas áreas em que atua, sendo referência no mercado editorial por seus milhares de títulos publicados. À frente do tempo desde sua fundação, ela se distingue pelo pioneirismo de suas obras, por seus autores e pelos avanços editoriais aos quais se dedica.

http://www.editoramelhoramentos.com.br

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VIDA APÓS SUICÍDIO - Pósvenção também é prevenção! / Dra. Jennifer Ashton

Criado para divulgar a importância da prevenção do suicídio, o Setembro Amarelo é também oportunidade para destacar a pósvenção: os cuidados especiais com aqueles que foram impactados pela perda de um familiar ou amigo que decidiu tirar a própria vida. Você já pensou nisso?
Aos sentimentos de rejeição e culpa por não ter conseguido evitar o suicídio de um ente querido se soma a culpa que os outros costumam imputar às pessoas mais próximas de quem se matou. E assim aumentam o trauma e a vergonha relacionados ao suicídio na nossa sociedade. A pósvenção, portanto, não deixa de ser uma forma de prevenção, por minimizar o risco de comportamento suicida em quem vive esse tipo de luto tão complicado e estigmatizado.
A famosa Dra. Jennifer Ashton - figura frequente nos programas de TV norteamericanos Good Morning America, The Dr. Oz Show e The Doctors - viveu tudo isso na pele, quando o pai de seus filhos se suicidou em fevereiro de 2017, logo após assinarem o divórcio. O livro "Vida Após Suicídio", em que conta sua perda pessoal e as etapas da recuperação dela e dos filhos, chega este mês ao Brasil pela Editora nVersos.
O objetivo da Dra. Jennifer Ashton com a obra é estender a mão a tantos milhares de pessoas ao redor do mundo que vivem essa dor. Em 2016, foram 800 mil mortes por suicídio no mundo - em média, um suicídio a cada 40 segundos -, segundo o último levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para cada caso, calcula-se, seis a dez pessoas (amigos e familiares) são direta e significativamente impactadas.
O suicídio não tem preconceito, atinge todas as classes sociais, todas as culturas, todas as idades. E é hoje uma questão mundial de saúde pública. Em mais de 90% das vezes os suicídios estão associados a doenças mentais (principalmente depressão, bipolaridade, esquizofrenia, dependência química e alcoólica), que também costumam ser pouco compreendidas pela sociedade.
A Dra. Jennifer Ashton relata sua vivência e as histórias de vários outros "sobreviventes do suicídio" com quem conversou, com respeito e compaixão por aqueles que decidiram partir. Seu livro é um espaço seguro e acolhedor para quem precisa de coragem para seguir em frente com sua vida. Sua missão é romper tabus e fortalecer as redes de apoio que encontrou quando precisou para oferecer o mesmo conforto a qualquer um que, de repente, se encontre na mesma situação.

Mais informações: Renata Mesquita / (11) 976-222-952 

SOBRE A OBRA

https://www.nversos.com.br/product-page/vida-apos-suicidio

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SP anuncia obra de Clarice Lispector e outros títulos em formatos acessíveis

Iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência já disponibiliza mais de 10 obras literárias em libras, legenda, áudio, imagem e leitura simples.
Nesta terça, 22, a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão, irá anunciar quatro obras literárias acessíveis no seu mais variado formato (libras, legenda, áudio, imagem e leitura simples). São elas: "Come, menino", de Letícia Wierzchowski; "A Mulher que Matou os Peixes", de Clarice Lispector; "Um Sonho no Caroço de Abacate", de Moacyr Scliar e "A Aldeia Sagrada", de Francisco Marins.
Por meio de live transmitida nas redes sociais do GovernoSP, o evento online, que acontece às 10h, contará com a presença do Secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares, Secretário de Estado da Cultura, Sergio Sá Leitão, Coordenadora Geral da ONG Mais Diferenças, Carla Mauch e a intérprete de Libras Nara Oliveira.
Com o objetivo de proporcionar o acesso de pessoas com deficiência ao mundo da literatura, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) já disponibiliza em seu site 13 obras literárias acessíveis. Ação faz parte do programa Leitura Inclusiva.
As obras, que podem ser acessadas no site http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/livros-acessiveis/, contribuem com a equiparação de oportunidades e o fortalecimento das políticas, programas e projetos relativos aos direitos das pessoas com deficiência, com ênfase no acesso ao livro e à leitura, introduzindo a questão da acessibilidade e inclusão, de forma articulada e transversal. 

Leitura Inclusiva 

O programa da SEDPcD, em parceria com o Centro de Tecnologia e Inovação (CTI) e a ONG Mais Diferenças, por meio da Emenda Parlamentar nº 8246/2018 de autoria do ex-deputado Roberto Tripoli (PV), garante o acesso de todas as pessoas aos livros acessíveis, que possuem diversos recursos de acessibilidade, como narração e texto em português, audiodescrição e animação das imagens, tradução e interpretação em Libras e leitura fácil - que traz adequações em relação à linguagem, conteúdo e forma para ampliar a compreensão.
A iniciativa prevê ainda a realização de oficinas de formação e sensibilização de profissionais da educação, cultura, assistência social, bibliotecários, mediadores de leitura e outros profissionais interessados às práticas acessíveis e inclusivas voltadas à leitura. 

Serviço 
Anúncio de obras literárias acessíveis
Data e horário: terça-feira, 22 de setembro - às 10h
Transmissão online: http://www.facebook.com/governosp e http://www.youtube.com/user/governosp 

Assessoria de Imprensa 

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