NA MORADA DO ENCANTAMENTO QUANDO PRIMAVERA HAVIDA / MARIZZIA CEZARE

Quebra-cabeça HQ adulto sobre infância e mãe num povoado o pai na Terra (1928, nome Ferrato, Monferrat, Alpes/Suiça de abóboda mágica à paleta encantada do arco-íris e a travessia sobre o abismo à luz das forças da Alma com a beleza da Pintura de Veneza o Renascimento se desvenda À CONSCIÊNCIA via exercícios dessa História de ARTETERAPIA no cenário mitológico próprio de Astrologia em Gália, de Cesar.

SOBRE A AUTORA
Arteterapia Vivências 1982 / Pinturas 2020, I. Poemas do Amor a Vida 1987, II. P do Amor a Paz 2012, Pesq. de campo Astrologia, Psico-Arquetípica, Psicol. Transpessoal 2008 ALUBRAT SP Pós-grad. TRANSDISCIPLINARIDA UNIPAZSP TRANS SÍNTESE 2013: III. Terra H de Amor 2014, IV – Terra Nav Cult de Paz 2016 V. Jornada Terra a busca Ling da Paz 2018 VI. Ópera Selvagem (Book Song /partituras, 2020 e VI. Na Morada do Encantamento quando Primavera havida 2020 Antologias Ed. Scortecci 2008 /2020.

SERVIÇO
NA MORADA DO ENCANTAMENTO QUANDO PRIMAVERA HAVIDA
Marizzia Cezare
ISBN 978-85-366-5862-9
Scortecci Editora
Arte
Formato 16 x 23 cm
2020
132 páginas

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Aumento de livros pirateados durante o mês de abril de 2020

Entidade que atua em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) constatou que houve um aumento no acesso e download de livros pirateados durante o mês de abril de 2020. Foram pesquisados 4.010 títulos com notificação de 13.528 links com conteúdos integrais de livros piratas. Isso representa um aumento de mais de 15% em relação ao mesmo mês de 2019, quando foram pesquisados 3.859 títulos e a notificação foi de 12.670 links.
De acordo com o advogado Dalton Morato, isso se deve ao fato de que com o isolamento social as pessoas recorreram, ainda mais, à internet, seja para estudos e ou lazer. “As editoras associadas aumentaram a procura pelos nossos serviços, indicando mais sites para pesquisa e notificação”, destaca Morato.
Dentre os conteúdos mais procurados pelo internauta, estão os livros da educação superior, do segmento CTP, que abrange as obras literárias científicas, técnicas e profissionais. O que pode indicar que há uma busca por ampliação do conhecimento, bem como continuidade nos estudos, nesse período de pandemia.
A ABDR atua desde 1992 com o objetivo de esclarecer e orientar a sociedade brasileira quanto ao correto cumprimento das leis e tratados de direitos autorais, especialmente quanto ao reconhecimento da importância do trabalho realizado pelos autores, gráficos e editores. Para essa tarefa é utilizado um software específico para essa ação, chamado Sistema de Direito Autoral (SDA).
As editoras associadas ao SNEL podem, através do Portal do SNEL (www.snel.org,br), solicitar à ABDR que seja feita uma pesquisa de algum livro específico ou enviar os links com conteúdos de livros piratas para que sejam tomadas as devidas providências.

Atenciosamente,
Lis Castelliano
Gerente Executiva do SNEL

SNEL - Sindicato Nacional dos Editores de Livros
Rua da Ajuda, 35/18º andar, Centro - RJ
CEP: 20040-000
Tel.: (21) 2533-0399
snel@snel.org.br

Delegacia Regional de São Paulo
Rua Paraíso, 529 - Paraíso
CEP: 04103-000
Tel.: (11) 5051-5424
snelsp@snel.org.br

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ARETÊ obra de Claudia Gonçalves

Empresas & Negócios - 06/05/2020 |

Claudia Gonçalves – Paloma Dalbon (Ilustr) Scortecci – Uma deliciosa história medieval numa região celta. Amor, rancor, inveja, luta, resignação, muita esperança, enfim, muitos ingredientes sociais povoam as determinadas ações dessa obra, que além de brilhante criatividade, livrando-se de clichês, recebeu tratamento gráfico editorial de primeiríssima qualidade. Pura magia. Um bom conteúdo para cinematografia. Na última página, há o mapa da região onde transcorre a fascinante história. Sugiro uma vista d’olhos ao iniciar a leitura. Fará o deleite de jovens e adultos!

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"Aretê", uma luta contra o preconceito às mulheres que começa na Idade Média

Segs - 16/04/2020 |

Escrita pela advogada Claudia Gonçalves, a obra apresenta sutilmente algumas verdades doloridas sobre a vida, da ambição à agressão

Manipulação, rancor, busca por poder e amor. Em meio a sentimentos ardilosos, uma feiticeira maligna busca por vingança e deseja destruir o reino Régis e, consequentemente, os herdeiros do rei Arágon. Determinada a corromper toda a paz que se instaurou nas terras Régis, a temível e misteriosa Feiticeira do Leste pretende devastar a alma e o coração dos príncipes Shur e Maia, tornando-os mais sórdidos do que já são.

Habituado na Idade Média, o romance Aretê, escrito pela advogada e Mestre em direito do trabalho, Claudia Gonçalves, narra a história da valente princesa Raquel, que com seu coração iluminado pelo Universo, luta com todas as forças para libertar o reino e seu povo das mãos do tirano Shur, seu irmão mais velho.

“Raquel era diferente dos irmãos, amava o povo de Régis, era querida por todos e odiada pelos irmãos, tinha em si a luz do Universo [...]

- Raquel será difícil, tem consigo a virtude e o temor às leis do Universo. Não lhe poderia dissuadir, pois o Grande Mestre a protege. Onde o amor habita, o ódio não pode reinar. Terei que matá-la. - disse a Feiticeira do Leste.” (P. 26 e 27)

Mais do que um livro de contos de fadas, Aretê traz ensinamentos reais sobre a vida. Com uma escrita dinâmica e surpreendente, a autora consegue transmitir lições importantes sobre criação de estereótipos, alteridade, laços afetivos, luta por poder e questões delicadas como a agressão às mulheres.

Repleto de personagens envolventes e bem construídos, o livro é marcado por arquétipos, pela guerra e pelo amor, Aretê é a magia de se cumprir o próprio destino. Além disso, a obra cativa todos os seus leitores e os transportam para um mundo mágico, em que tudo é possível, principalmente quebrar barreiras estereotipadas que envolvem moças de todas as idades.

Ficha Técnica
Título: Aretê
Autora: Claudia Gonçalves
Gênero: Ficção e Aventura
Editora: Scortecci Editora
ISBN: 978-85-366-5729-5
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 140
Link de compra: Amazon

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CARTA ABERTA DA ABIGRAF AO MERCADO E GOVERNOS

Nós, gráficos brasileiros, não estamos de quarentena. Nossas impressoras continuam rodando jornais, livros, folhetos, rótulos e embalagens para o agronegócio e para os produtos que todo brasileiro usa em seu cotidiano, para limpeza, higiene pessoal, alimentação e, claro, medicamentos. Nossos colaboradores vão e voltam de suas casas, onde as famílias seguem abrigadas buscando proteção contra a pandemia, todos os dias expondo-se ao risco que é comum a todos os brasileiros. Nós não podemos, não queremos e não vamos parar, pois sabemos de nossa responsabilidade com o consumidor brasileiro, com nossos clientes e com nossas famílias. E prestamos aqui nossa solidariedade e agradecimento àqueles profissionais cujo trabalho é essencial à vida e a segurança da nação, em especial aos da área de Saúde, valorosos desde sempre e mais necessários do que nunca.

Desde o início da pandemia de Covid-19 a principal preocupação de nossa entidade foi manter todos os nossos associados bem informados sobre recomendações de saúde pública e as decisões fiscais e tributárias do Governo que afetam, ajudam e tentam minimizar os impactos da crise para as empresas. Cumprimos nosso papel à risca. Mesmo em home-office desde o início da semana passada, nossos departamentos Jurídico, Administrativo e de Relações com o Mercado continuam a todo vapor. Foram mais de uma dezena de comunicados distribuídos aos nossos associados para que todos tenham segurança jurídica para literalmente salvar suas empresas e os empregos de seus colaboradores no momento mais delicado da nação desde a segunda-guerra mundial.

Muito embora estejamos respeitando as orientações governamentais de manter o maior número possível de colaboradores protegidos do Coronavírus em suas casas, e parte significativa dos empresários de nosso setor tenha adotado medidas extras de proteção, como providenciar transporte exclusivo para seus colaboradores indispensáveis nas linhas de produção, precisamos que o Brasil volte ao trabalho o quanto antes. Mas com responsabilidade e de maneira que o risco de contaminação seja reduzido ao máximo possível. Sabemos que teremos pela frente mais algumas semanas extremamente difíceis e temos garra, coragem e esperança para seguir em frente, com fé em Deus e confiança nas nossas autoridades.

Mas precisamos que os governos façam mais. As medidas anunciadas na última sexta-feira, que beneficiam pequenas e médias empresas, com faturamento entre 300 mil e 10 milhões de reais por ano, são um alento à parte significativa dos empresários e trabalhadores brasileiros. Porém, no ramo gráfico, 97% das quase 18 mil empresas instaladas no território nacional e que geram mais de 170 mil empregos diretos, são micro e pequenas empresas que não atingem o patamar de faturamento para se beneficiar das concessões governamentais.
Em face disso, enviamos ao BNDES no último dia 27 de março, ofício (segue abaixo) pedindo agilidade na liberação dos benefícios para que nossos associados possam vencer essa crise da melhor maneira possível e os trabalhadores de nosso setor continuem empregados.
Essa crise certamente vai passar. Reiteramos nossa confiança nas autoridades das três esferas de poder, nossa esperança na ciência e nossa vontade de continuar trabalhando duro, como sempre fizemos, pelo bem do Brasil.

Levi Ceregato
Presidente da ABIGRAF Nacional.

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FLIPOÇOS 2020 SERÁ REALIZADO EM AGOSTO

O Festival Literário Internacional de Poços de Caldas e a Feira do Livro vão acontecer entre os dias 15 e 23 de agosto deste ano.

O Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, o Flipoços e a Feira do Livro já têm nova data para acontecer: de 15 a 23 de agosto deste ano. O evento seria realizado entre os dias 25 de abril a 03 de maio, mas foi adiado por decisão da Curadoria do Flipoços em conjunto com as Secretarias de Cultura, Educação e de Saúde de Poços e determinação do Governo do Estado de Minas Gerais. A nova data foi definida em reunião realizada na tarde desta segunda-feira, 16, entre a equipe da GSC Eventos e o secretário municipal de cultura de Poços de Caldas, Ricardo Fonseca de Oliveira para realocar a Feira e o Festival em todo Espaço Cultural da Urca. "Apesar da agenda do Espaço Cultural da Urca e do Teatro Benigno Gaiga estar ocupada para todo o ano, houve um remanejamento feito em comum acordo com os agentes culturais e outras secretarias para a realização do Flipoços, um dos eventos mais importantes de nossa cidade. Precisamos todos desse espírito de união e colaboração nesse momento", afirmou Ricardo.

A medida está sendo tomada seguindo a recomendação do Governo do Estado de Minas Gerais, que na última sexta-feira, 13 de março, anunciou a suspensão de eventos públicos com aglomeração de mais de 100 pessoas por pelo menos os próximos 30 dias. O Governador do estado, Romeu Zema, recomenda que a mesma decisão seja tomada por eventos privados.

O Festival e a Feira do Livro reúnem milhares de pessoas todos os anos durante os nove dias de realização das palestras, mesas e oficinas literárias, grande parte da programação em ambientes fechados, especialmente no Teatro Benigno Gaiga. A diretora da GSC Eventos e Curadora do Flipoços, Gisele Ferreira, afirma que mudar a data de realização do evento é o melhor a ser feito diante da pandemia do coronavírus que assola o mundo. "O público, os escritores e expositores que prestigiam o Flipoços merecem esse cuidado. Vivemos um momento em que a prevenção a novos casos da COVID-19 é fator primordial para toda a humanidade e estamos cientes dessa missão, que é de todos nós", afirma. Gisele garante que os próximos quatro meses serão de ainda mais trabalho e dedicação para que o Flipoços, nesta edição comemorativa de 15 anos, seja um marco na história e  mostrando muito mais a força da temática "Mulher e Literatura: da poesia ao poder". "Acreditamos que os avanços da ciência e medidas de todos os governos farão com que a transmissão da doença seja controlada da forma mais breve possível e em agosto estaremos prontas para realizar o Flipoços e a Feira do Livro. A literatura e a cultura são os maiores instrumentos de conhecimento e união entre os povos e com eles, continuaremos sempre de mãos dadas para vencermos esse grande desafio".

Todas as informações sobre programação, convidados e detalhes das possíveis mudanças na grade, serão devidamente informadas no site www.flipocos.com e nas redes sociais do Festival.


ACESSE:
WWW.FLIPOCOS.COM
Fale com a gente por e-mail ou ligue (35) 3697-1551.
rua Prefeito Chagas, 305 - sala 308
Centro - Poços de Caldas (MG)
(35) 3697-1551 | falecom@gsceventos.com.br
www.gsceventos.com.br

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Presentão: Vizinha assume aluguel de livraria de Porto Alegre

Publishnews - 19/03-2020 |

É de se esperar que as recomendações de isolamento social afetem diretamente o comércio de produtos que não sejam álcool gel, comida congelada e papel higiênico. Livreiros estão, com muita razão, muito preocupados com os seus negócios. Quem pode, ainda os mantém abertos, oferecendo a clientes produtos sanitizantes, um atendimento menos caloroso, sem apertos de mão, abraços ou eventuais beijinhos na bochecha e ainda opções de venda por telefone e entrega em casa.
Em Porto Alegre, a Livraria Taverna é um desses comércios que externalizou a sua preocupação com a situação. Pelas suas redes sociais, fez um apelo: “Estamos vivendo um momento delicado que exige responsabilidade e colaboração de todos. (...) Nós, assim como tantas outras pequenas livrarias, estamos desamparados. O faturamento está menor a cada dia e as contas não param de chegar (...) Durante as semanas de contenção da pandemia, estamos estimulando a compra de livros por telefone, pelo what's e pelo nosso site. Entregamos de bicicleta e motoboy (para residentes de Porto Alegre/RS) e para todo o Brasil via Correios”.

Depois desse desabafo, Ederson Lopes, um dos sócios da livraria, recebeu uma ligação, no mínimo, insólita. “Recebi um telefonema hoje que me deixou estático, sem reação. Era uma vizinha e cliente aqui da livraria, ela queria saber o valor do nosso aluguel. Achei aquela pergunta meio estranha e invasiva, mas acabei falando o valor”, escreveu nas suas redes sociais.

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Posicionamento Abrelivros em relação à PEC 188/2019

A Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo e Tecnologia Educacional – Abrelivros submete suas considerações em relação à PEC 188/2019. Entendemos que se trata de proposta meritória, que visa aumentar a responsabilidade social e controles sobre os gestores locais. Todavia, manifestamos preocupação quanto aos efeitos que provocará no funcionamento de determinadas políticas públicas educacionais.

Referida PEC propõe um novo modelo fiscal para o país, sendo um de seus eixos a descentralização de recursos para Estados e Municípios, visando dar maior autonomia a esses entes para que possam atender aos anseios de suas populações. Nesse sentido, a PEC, na alteração proposta ao artigo 212, §6º da Constituição Federal, repassa integralmente o Salário Educação para os Estados e os Municípios, extinguindo a participação da União.

A atual cota da União, representando 40% do Salário-Educação, é utilizada para o financiamento de diversos programas educacionais, como transporte escolar, alimentação na escola e aquisição de materiais didáticos, sendo esse último o ponto que focaremos nossas considerações.
A compra de livros didáticos é concretizada hoje por meio do Programa Nacional do Livro Didático, política pública octogenária, que leva os livros que serão utilizados nas salas-de-aula em todas as escolas públicas brasileiras que aderem ao programa. No ano de 2018, foram quase 148 mil escolas e 35 milhões de alunos beneficiados com a distribuição de 126 milhões de livros.
Colocar o Programa todo ano funcionando, de forma a garantir que cada aluno e professor receba tempestivamente o seu livro antes do início das aulas, exige um enorme esforço de autores e de editoras, do parque gráfico, da indústria do papel e dos Correios. A necessidade de orquestrar todos esses agentes não é baixa, não devendo ser subestimado o trabalho efetuado pelas competentes equipes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE.
Atualmente, mais de 85% do orçamento do PNLD advém do Salário Educação, razão pela qual a Abrelivros vê com preocupação esse aspecto da PEC em apreço, que ameaça a continuidade dessa eficiente e eficaz política pública.

A responsabilidade pela continuidade dos programas de aquisição de materiais didáticos passaria a ser dos Estados e Municípios, conforme redação proposta ao artigo 212, §4º da Constituição Federal.
A justificativa da PEC aponta um objetivo primário de descentralizar recursos, e objetivo secundário de incentivar a melhoria de desempenho dos indicadores sociais do país. Isso porque seria dado maior autonomia para os gestores locais, mais bem posicionados para compreender os anseios de suas respectivas populações.

Todavia, o PNLD apresenta particularidades que não permitem que essas justificativas sejam a ele imputadas. E a razão é simples: o PNLD centraliza o que deve ser centralizado, e descentraliza o que deve ser descentralizado. Vejamos.

Diferente de outros programas educacionais, o PNLD não envolve repasse de recursos, mas engloba toda a execução do programa, até a garantia da efetiva entrega dos livros nas escolas. Uma descentralização de tais compras aumentaria os custos administrativos do país, algo que a PEC busca evitar. Cada entidade da federação precisaria ter sua própria equipe para gerir todo o programa, desde a elaboração de um edital, avaliação pedagógica das obras, negociação, organização logística e controle de qualidade do material produzido. Ou seja, haveria uma repetição, entre os estados e municípios, de estruturas administrativas para gerir seus diversos programas locais, aumentando o custo administrativo do estado brasileiro. Assim, mais recursos seriam gastos para manter a máquina pública, do que efetivamente empenhados na prestação de serviços públicos. Ao garantir a centralização dessas funções, o PNLD evita a duplicidade de organizações administrativas, se mostrando uma solução eficiente para atendimento do cidadão.

A centralização também traz uma importante eficiência orçamentária. A indústria do livro envolve grandes economias de escala. E o PNLD se aproveita disso, tornando as compras públicas federais extremamente eficientes. Conforme dados públicos, o preço unitário pago por materiais didáticos pelo Estado é de aproximadamente ¼ do preço de produtos similares no mercado privado.[1] Em 2019, por exemplo, pagou-se, em média, apenas R$8,66 por livro. Essa economia somente é possível devido à compra dos volumes gigantescos que o PNLD envolve. Qualquer fragmentação implicará custos de produção maiores, que serão refletidos em preços também maiores. Consequentemente, a soma dos investimentos de cada estado e município na compra de material seria muito superior ao atual orçamento do Programa.

Considerando as sérias restrições orçamentárias que o país vive, vislumbramos um cenário de impossibilidade de manutenção de um programa de qualidade de materiais didáticos. As consequências educacionais seriam gigantescas, especialmente para aqueles locais mais vulneráveis, aumentando as desigualdades do país. Se “a condição atual de fragilidade fiscal em todos os níveis de governo na federação e visando trazer os incentivos corretos para uma boa gestão pública” é um dos pilares da PEC, suas consequências, ao impedir a continuidade de um programa como o PNLD vai em sentido contrário.

A gestão centralizada do programa no MEC/FNDE garante, ainda, a continuidade de outro elemento essencial para o sucesso do programa: que é o processo de avaliação pelo qual as obras didáticas são submetidas. Referido exame, que conta com profissionais de diferentes redes de ensino, é responsável por garantir que apenas obras de excelência e em perfeita conformidade com as normas educacionais brasileiras estejam disponíveis para uso das escolas. Mais uma vez, ao centralizar esse processo, permite-se uma otimização dos trabalhos, sem necessidade de duplicação de estruturas, além de permitir maior coesão para a implementação de certas políticas educacionais, em nível nacional, garantindo-se que todas as escolas e todos os alunos recebam materiais de excelência. Essa centralização da avaliação pedagógica de forma alguma fere a individualidade local, uma vez que apenas se avalia se a obra atende os requisitos legais básicos, definidos pelo próprio Congresso Nacional. Nesse ponto, passamos a enfrentar a o perfil descentralizado já existente no PNLD.
Apesar de haver a centralização da compra e da avaliação do programa no FNDE, o Programa envolve um importante componente de descentralização: as escolhas quanto aos materiais que serão trabalhados no ano escolar cabe exclusivamente às escolas e secretarias de educação, estaduais e municipais.

Trata-se de um dos pilares do programa, e exemplo de gestão democrática. Inscritos os livros didáticos, e aprovados no processo de avaliação, cabe às escolas escolherem o material que mais condiz com a sua realidade local. Ou seja, o PNLD já envolve um importante pilar descentralizado, e justamente o mais relevante do ponto de vista educacional, que é aquele que garante a aderência pedagógica das obras à realidade escolar.

Por todo o exposto, entendemos que a realidade do PNLD é bem distinta daquela inicialmente apresentada na PEC. Trata-se de um programa que possui uma operação sofisticada e complexa, mas extremamente bem desenhada: centraliza-se a avaliação no MEC/FNDE, para garantir a observância de padrões mínimos de qualidade; descentraliza-se o processo de escolha, garantindo-se a liberdade pedagógica às próprias escolas; e volta-se a centralizar o processo de compra e distribuição, aproveitando-se de ganhos de escala, e permitindo preços módicos. Em síntese, possui uma arquitetura extremamente eficiente, garantindo-se as eficiências inerentes de um processo centralizado, e as vantagens de conceder autonomia local para as redes optarem pelos materiais que entendam mais apropriados.

Assim, a descentralização de um programa como um PNLD acarretaria maior pressão orçamentária nas já fragilizadas contas municipais e estaduais; sendo certo que os recursos extras eventualmente recebidos pela distribuição da antiga cota da União do Salário Educação não compensariam os investimentos a serem realizados para se manter um programa de qualidade em nível local. A situação é agravada pelo §7º do artigo 212 proposto na PEC, o qual permite que estados e municípios não façam o investimento mínimo em educação previsto no caput do referido artigo (25%), podendo tais recursos serem aplicados onde o gestor achar conveniente, entre saúde e educação. Ou seja, os próprios recursos adicionais recebidos pelos entes federativos poderão ser aplicados em serviços não relacionados à educação, aumentando-se a carência do país nessa área – algo na contramão do momento que se vive no país, de crescente conscientização da importância dos investimentos numa educação pública de qualidade.

Dessa forma, a Abrelivros, em sua missão de preservar e de aprimorar os programas do livro, solicita que haja uma reapreciação desse ponto específico da PEC, especialmente para manter ao menos parte da cota do Salário Educação destinado à União, de forma a permitir a sobrevivência dessa importante política educacional, que é o PNLD.


ABRELIVROS 
Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo Educacional
São Paulo, 10 de dezembro de 2019






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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Jabuti 2020

A partir de hoje, 17 de março, editores e autores brasileiros poderão inscrever suas obras no mais tradicional e prestigiado prêmio do livro brasileiro, o Jabuti.
Realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Prêmio Jabuti confere aos vencedores o reconhecimento da comunidade intelectual brasileira e do mercado editorial. Neste ano, serão 20 categorias e um vencedor do Livro do Ano.
"Estamos sempre renovando o Jabuti para que ele se torne cada vez mais relevante para os leitores e para o mercado do livro", afirma Vitor Tavares, presidente da CBL.
Nesta edição, os quatro eixos permanecem organizados em: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. Algumas atualizações foram realizadas para que o prêmio seja cada vez mais abrangente e alinhado ao espírito do nosso tempo:

Subdivisão da categoria humanidades 

A categoria Humanidades foi dividida em Ciências Humanas e Ciências Sociais. Essa reorganização foi realizada porque a categoria Humanidades reunia um grupo grande de temas distintos e também porque foi, nos últimos dois anos, a categoria em que houve o maior grupo de livros inscritos, o que tornava o trabalho do avaliador mais complexo que o das demais categorias.
"Adotamos a classificação básica das ciências seguida tanto pela Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] quanto pelo CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Divididas as Humanidades em Ciências Sociais e Ciências Humanas, editores e autores terão mais clareza de onde inscrever suas obras e os jurados poderão fazer uma avaliação mais adequada dentro das duas novas vertentes de classificação", explica o curador do prêmio, Pedro Almeida.

Criação da nova categoria: Romance de Entretenimento 

A categoria Romance de Entretenimento foi criada para premiar os autores nacionais de ficção que, normalmente, não são contemplados pelos prêmios de literatura.
"A nova categoria renova o prêmio e o atualiza com o que acontece e se produz na indústria editorial, diante dos olhos de um público leitor e, mais do que nunca, inova. É o Prêmio Jabuti atravessando as fronteiras da academia para chegar ainda próximo dos leitores. Buscamos com essa inclusão reconhecer os autores nacionais de ficção para que eles se tornem tão populares quanto Tolkien (fantasia), Shelley e Bram Stoker (terror), Julio Verne (aventura), Charlotte Brontë e José Mauro Vasconcelos (romances sentimentais) e Agatha Christie (Mistério)", destaca Almeida.
A tradicional Categoria Romance ganha novo nome a partir dessa edição, Romance Literário.
A Categoria Impressão é retirada do prêmio por considerarmos que há um prêmio muito importante da Indústria gráfica. A CBL vai apoiar diretamente o Prêmio Fernando Pini, realizado pela Abigraf.
Os primeiros colocados em cada categoria, como ocorre desde 2018, serão revelados somente no dia da cerimônia de premiação. Apenas a auditoria Ecovis Pemon terá acesso aos resultados.
O vencedor do Livro do Ano do Prêmio Jabuti 2020 será escolhido entre as obras vencedoras dos eixos Literatura e Ensaios.
O formato de envio para obras concorrentes nas categorias dos eixos Literatura e Ensaios permanece em arquivo PDF. Apenas para o eixo Livro, será necessário o envio de exemplares físicos, conforme instruções descritas no Regulamento.
Os finalistas de cada categoria serão anunciados pela CBL em duas fases. Na primeira, serão divulgados pela CBL os dez finalistas para cada uma das 20 categorias. Mais próximo da premiação, a CBL fará o anúncio dos cinco finalistas.

Outra novidade deste ano é a antecipação da cerimônia, que antes era feita em novembro. Neste ano, ela ocorrerá em setembro, em local e data que serão anunciados brevemente pela CBL.

Valor das inscrições foi mantido sem alteração pelo 4º ano consecutivo. Para obras individuais: 

R﹩ 285,00 para associados da CBL;
R﹩ 327,00 para autor independente, ou seja, autor (Pessoa Física) que se autopublica e não está abrigado por nenhum selo de editora ou quaisquer Pessoas Jurídicas;
R﹩ 370,00 para associados de entidades congêneres;
R﹩ 430,00 para não associados.

Valor das inscrições para coleções: 

R﹩ 440,00 para associados da CBL;
R﹩ 457,00 para autor independente;
R﹩ 475,00 para associados de entidades congêneres;
R﹩ 515,00 para não associados.

Premiações: 

Cada um dos autores e editoras vencedoras recebem a estatueta do Prêmio Jabuti.
Ao autor, caberá também uma premiação em dinheiro:
Vencedor de cada uma das 20 categorias: R﹩ 5.000 (Cinco Mil Reais)
Vencedor do Livro do Ano: R﹩ 100.000,00 (Cem Mil Reais).

Ao lado de Pedro Almeida, fazem parte do Conselho Curador do Prêmio Jabuti, pelo segundo ano: 

Camile Mendrot (AB Aeterno Produção Editorial)
Mariana Mendes (Canal Bondelê)
Cassius Medauar (Jornalista, Editor, Professor e Tradutor)
Marcos Marcionilo (Sócio e Publisher da Parábola Editorial)

Indicação de Jurados 

O corpo de jurados terá 60 integrantes, sendo três para cada categoria. Cada jurado deverá selecionar 13 obras e atribuir notas em três diferentes critérios a dez delas. Serão dois meses para análise e atribuição das notas.
O mercado editorial e os leitores podem fazer indicações ou se candidatar para integrar o júri de cada categoria da premiação. O Conselho Curador será responsável pela verificação, seleção e complementação do corpo de jurados. A Consulta Pública para indicação de jurados será de 17 de março a 17 de abril de 2020, por meio de um formulário disponível para preenchimento no site www.premiojabuti.org.br.

Como concorrer?

Poderão concorrer ao Prêmio Jabuti obras inéditas com ISBN e Ficha Catalográfica, impressas ou digitais, publicadas em língua portuguesa no Brasil, em primeira edição, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2019.
As inscrições vão de 17 de março a 30 de abril de 2020 e podem ser feitas por meio do site www.premiojabuti.org.br, onde está disposto o regulamento completo da premiação.

Personalidade Literária 2020 

Depois de homenagear a Conceição Evaristo na última edição, este ano a grande homenageada do Jabuti 2020 será a escritora Adélia Prado.
Em 1978, seu livro de poemas, "O Coração Disparado", recebeu o Prêmio Jabuti, e logo depois alçou voos para outros países. Desde então Adélia recebeu muitas outras condecorações nacionais e internacionais, entre elas, o maior Prêmio Canadense de poesia, o Griffin. Como reconhecimento de seu talento, sua obra é estudada em universidades de todos os continentes.
Por sua obra e seu compromisso intenso com as artes, e principalmente com nossa Literatura, temos a honra de anunciar que Adélia Prado foi escolhida pela Câmara Brasileira do Livro como a personalidade literária da 62ª edição do Prêmio Jabuti.

Para mais informações à imprensa:

Lis Ribeiro - lisribeiro@cbl.org.br
(11) 3069-1300 

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SNEL e ABDR vão a Brasília defender combate à pirataria em sites de livre comércio

Publishnews - 11/03/2020 |

Uma das principais missões do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) é fomentar a leitura e o mercado consumidor de livros, além da defesa do Direito Autoral, indispensável para garantir a justa proteção ao criador de obra intelectual. Dessa forma, as entidades participam, nesta quinta-feira (12), do Congresso de Defesa do Consumidor e Balanço da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), um evento que visa analisar as atividades da Senacon relativas ao planejamento, elaboração, coordenação e execução da Política Nacional das Relações de Consumo. O SNEL e a ABDR vão aproveitar a oportunidade para afirmar à Senacon os prejuízos que são causados aos consumidores que pesquisam na Internet os livros em formato digital do seu interesse e são direcionados para marketplaces que disponibilizam milhares de anúncios de livros piratas. As entidades serão representadas pelo advogado Dalton Morato. Para ele, é essencial discutir a adoção de regras de responsabilidade das empresas de marketplace para garantir que os consumidores não sejam enganados por esses anúncios de venda de livros piratas. “Se essa situação persistir, os consumidores continuarão a sofrer grandes prejuízos, e representará uma grave ameaça para a cultura do livro no Brasil”, argumenta.
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João Scortecci: editor, livreiro, gráfico, escritor, mas sobretudo um conciliador

Publishnews - Leonardo Nero e Talita Facchini  - 20/02/2020 |

Atuando em diversos dos elos da cadeia do livro, entrevistado da PublishNewsTV dessa semana fala da sua trajetória e de como tenta ponderar os interesses dos diversos elos da cadeia do livro

João Scortecci é um homem de muitos chapéus. Ele pode usar o de escritor (acaba de lançar Dos cheiros de tudo – memórias do olfato), o de editor, de gráfico ou de livreiro. Mais do que atuar nos diversos elos da cadeia do livro, ele briga pelos interesses de cada um deles, mesmo quando a briga é antagônica. Nesses momentos, entra a figura do conciliador, uma das marcas do profissional. Scortecci, prestes a comemorar 50 anos de história no livro, está no sofá do PublishNews Entrevista, programa da PublishNewsTV que quer formar um arquivo da memória do mercado editorial brasileiro.

Seu primeiro envolvimento com o mundo das letras se deu em 1973, na revista Poetação, editada pelo então estudante de arquitetura Milton Hatoum. Mas, foi no ano de 1978 que ele reconhece como um marco na sua carreira como editor. Foi nesse ano que se juntou com amigos que conheceu na universidade e fundou a primeira editora. “Meus amigos se separaram, cada um seguiu sua profissão, e eu continuei. Essa brincadeira tem 37 anos, com 10 mil títulos em primeira edição”, disse no papo que teve com Argolo.

Percebeu desde cedo que havia uma demanda a ser suprida no mercado: as baixas tiragens, ideia contrária ao modelo de offset, mais econômico na lógica de imprimir grandes quantidades de livros. Funda aí o braço gráfico da sua empresa. “Criamos uma fórmula que é o grande segredo da Scortecci: fazer apenas o necessário”, comenta. Ele defende que o custo um pouco mais elevado do modelo é compensado com as economias em estocagens e a compra adiantada de grandes quantidades de papel.

Sobre o seu perfil conciliador, Scortecci brinca: “não que eu não deixe de brigar, mas eu sou da paz”. E deixa claro que estudar e entender todos os lados da cadeia do livro é essencial. “Eu fico sempre tentando entender essa régua, que primeiro pela formação de leitores, que passa por encontrar novamente o preço justo de capa da obra, pelo entendimento do editor e gráficos e que passa por uma política de repensar a condição do leitor”, explica.

Na conversa que teve com André Argolo, o editor-livreiro-gráfico-autor falou ainda da sua atuação em entidades que representam cada um desses elos: está na União Brasileira de Escritores (UBE), na Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e na Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG).

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Ricardo Ramos Filho, neto de Graciliano Ramos, assumiu a presidência da organização buscando um novo relacionamento com o mundo dos livros: Abigraf e UBE/SP se unem em prol da cultura

Revista Abigraf - Tânia Galluzzi  - 20/02/2020 |

“A cultura está fragilizada, sofrendo muito nas mãos do atual governo. Precisamos nos unir.” Independente das questões intrínsecas ao mercado editorial, a necessidade de lutar contra o desmonte da cultura no Brasil é uma das principais alavancas para a aproximação da Abigraf com a União Brasileira dos Escritores, UBE, segundo João Scortecci, vice-presidente da Abigraf-SP.

Fundada em 1958, a UBE defende a liberdade de expressão, os direitos do autor, a cadeia produtiva do livro e a democratização do acesso à informação. Esvaziada e enfraquecida nos últimos anos, a entidade ganhou novo fôlego em outubro de 2019, quando o escritor Ricardo Ramos Filho, neto de Graciliano Ramos, assumiu a presidência da organização buscando um novo relacionamento com o mundo dos livros, seus sócios e colaboradores. Nesse movimento, Ricardo procurou a Abigraf, que vem auxiliando a organização a recuperar seu papel.

De acordo com Scortecci, que também ocupa a vice-presidência da UBE, as entidades trabalharão, num primeiro momento, em duas frentes: reposicionar a UBE junto aos escritores no sentido de fortalecê-los, e perante os editores. “Queremos incentivar os escritores a se reconectarem com os leitores por meio de ações como a presença deles nas livrarias, como acontecia no passado, sobretudo com a volta das livrarias independentes. O mesmo tem de acontecer em relação aos editores. Precisamos fazer com que as partes conversem, sem radicalismos”, afirma Scortecci. Frente importante é o acompanhamento da reforma da Lei de Direitos Autorais, que pretende flexibilizar a Lei 9.610, de 1998.

As entidades estão discutindo a ida da UBE para o prédio-sede da Abigraf. Já foi negociado junto à Câmara Brasileira do Livro, CBL, um estande da UBE na Bienal do Livro de São Paulo, que acontecerá entre 30 de outubro e 8 de novembro. A Abigraf também está articulando uma parceria com a Associação Brasileira para Proteção dos Direitos Editoriais, ABDR, no sentido de auxiliar os escritores associados a UBE.

Em entrevista ao jornal O Escritor, da própria UBE, Ricardo Ramos Filho afirmou que o maior desafio para sua gestão é viver no Brasil de hoje, “dirigir uma entidade voltada para os escritores e os livros, quando o status quo faz de tudo para acabar com o pensamento livre”. “A nova gestão precisará fazê-la crescer, ampliar o número de sócios, até porque quando mais vozes falam, o discurso é mais ouvido.”



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Talk Show Literário - UBE

Evandro Affonso Ferreira é um escritor raro, das vozes mais originais da atualidade. Criador nato com rara erudição. Não à toa é tão premiado. Não à toa, também, estará na Livraria Martins Fontes (Paulista), no dia 11/03, das 19h00 às 21h30, com o seu talk show literário, convidado pela UBE - União Brasileira de Escritores.
Com ousadia, imaginação e muita determinação em fazer a literatura chegar aos leitores renovada, Evandro apresentará monólogo que traz humor, poesia e reflexão, com histórias sobre grandes autores: Guimarães Rosa, Kafka, Hilda Hilst, Freud, Borges e outros. Entre uma historieta e outra, apresentará, ainda, textos de sua autoria.
Seu livro “Nunca houve tanto fim como agora”, foi ganhador do Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2018. O escritor também já foi agraciado com o Prêmio APCA 2010 por “Minha Mãe se Matou Sem Dizer Adeus” e o Prêmio Jabuti de 2013 pelo livro “O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam”. Em 2016, a revista Bravo! lhe conferiu o prêmio de melhor romance do ano por “Não tive nenhum prazer em conhecê-los”.

Talk Show Literário - com Evandro Affonso Ferreira
Data: 11 de Março de 2020
Horário: das 19h00 às 21h30
Local: Livraria Martins Fontes (Paulista)
Endereço: Av. Paulista, 509 - São Paulo/SP
Investimento:
Sócios da UBE/SP - R$ 25,00
Público em Geral - R$ 50,00

Mais informações: www.ube.org.br / ube@ube.org.br / Whatsapp (11) 93418-5858

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Vendas de livros cresceram, mas ainda estão longe do patamar do período de pré-crise

Publishnews - Leonardo Neto  -  17/02/2020 |

O Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e a Nielsen divulgaram na manhã desta quinta-feira (13), o primeiro Painel do Varejo de Livros no Brasil de 2020. Na comparação com igual período de 2019, houve aumento de 9,95% no número de exemplares vendidos e de 8% no faturamento apurado com a venda de livros nos estabelecimentos monitorados pela Nielsen. Em números absolutos, a Nielsen diz que foram vendidos 3,6 milhões de exemplares o que redundou em faturamento de R$ 180,8 milhões.

Em 2019, que serve como base de comparação, o mercado vivia o auge das incertezas que rondavam Saraiva e Cultura, que juntas detinham, segundo estimativas do mercado, cerca de 40% do varejo de livros no País. O fechamento de lojas também impactou os números negativos da época. Além disso, os livros didáticos sumiram das livrarias no período de volta às aulas: com o pedido de recuperação judicial, editoras de livros didáticos buscaram outros caminhos para chegar aos seus consumidores.

Em relação a 2019, o gênero Infantil, Juvenil e Educacional, no qual a Nielsen classifica os livros didáticos, apresentou crescimento de 0,26 pontos percentuais na sua importância dentro do faturamento geral dos estabelecimentos monitorados. O preço médio desses livros ficaram 3,74% menores na mesma base de comparação.

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