João Scortecci: editor, livreiro, gráfico, escritor, mas sobretudo um conciliador

Publishnews - Leonardo Nero e Talita Facchini  - 20/02/2020 |

Atuando em diversos dos elos da cadeia do livro, entrevistado da PublishNewsTV dessa semana fala da sua trajetória e de como tenta ponderar os interesses dos diversos elos da cadeia do livro

João Scortecci é um homem de muitos chapéus. Ele pode usar o de escritor (acaba de lançar Dos cheiros de tudo – memórias do olfato), o de editor, de gráfico ou de livreiro. Mais do que atuar nos diversos elos da cadeia do livro, ele briga pelos interesses de cada um deles, mesmo quando a briga é antagônica. Nesses momentos, entra a figura do conciliador, uma das marcas do profissional. Scortecci, prestes a comemorar 50 anos de história no livro, está no sofá do PublishNews Entrevista, programa da PublishNewsTV que quer formar um arquivo da memória do mercado editorial brasileiro.

Seu primeiro envolvimento com o mundo das letras se deu em 1973, na revista Poetação, editada pelo então estudante de arquitetura Milton Hatoum. Mas, foi no ano de 1978 que ele reconhece como um marco na sua carreira como editor. Foi nesse ano que se juntou com amigos que conheceu na universidade e fundou a primeira editora. “Meus amigos se separaram, cada um seguiu sua profissão, e eu continuei. Essa brincadeira tem 37 anos, com 10 mil títulos em primeira edição”, disse no papo que teve com Argolo.

Percebeu desde cedo que havia uma demanda a ser suprida no mercado: as baixas tiragens, ideia contrária ao modelo de offset, mais econômico na lógica de imprimir grandes quantidades de livros. Funda aí o braço gráfico da sua empresa. “Criamos uma fórmula que é o grande segredo da Scortecci: fazer apenas o necessário”, comenta. Ele defende que o custo um pouco mais elevado do modelo é compensado com as economias em estocagens e a compra adiantada de grandes quantidades de papel.

Sobre o seu perfil conciliador, Scortecci brinca: “não que eu não deixe de brigar, mas eu sou da paz”. E deixa claro que estudar e entender todos os lados da cadeia do livro é essencial. “Eu fico sempre tentando entender essa régua, que primeiro pela formação de leitores, que passa por encontrar novamente o preço justo de capa da obra, pelo entendimento do editor e gráficos e que passa por uma política de repensar a condição do leitor”, explica.

Na conversa que teve com André Argolo, o editor-livreiro-gráfico-autor falou ainda da sua atuação em entidades que representam cada um desses elos: está na União Brasileira de Escritores (UBE), na Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e na Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG).

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Ricardo Ramos Filho, neto de Graciliano Ramos, assumiu a presidência da organização buscando um novo relacionamento com o mundo dos livros: Abigraf e UBE/SP se unem em prol da cultura

Revista Abigraf - Tânia Galluzzi  - 20/02/2020 |

“A cultura está fragilizada, sofrendo muito nas mãos do atual governo. Precisamos nos unir.” Independente das questões intrínsecas ao mercado editorial, a necessidade de lutar contra o desmonte da cultura no Brasil é uma das principais alavancas para a aproximação da Abigraf com a União Brasileira dos Escritores, UBE, segundo João Scortecci, vice-presidente da Abigraf-SP.

Fundada em 1958, a UBE defende a liberdade de expressão, os direitos do autor, a cadeia produtiva do livro e a democratização do acesso à informação. Esvaziada e enfraquecida nos últimos anos, a entidade ganhou novo fôlego em outubro de 2019, quando o escritor Ricardo Ramos Filho, neto de Graciliano Ramos, assumiu a presidência da organização buscando um novo relacionamento com o mundo dos livros, seus sócios e colaboradores. Nesse movimento, Ricardo procurou a Abigraf, que vem auxiliando a organização a recuperar seu papel.

De acordo com Scortecci, que também ocupa a vice-presidência da UBE, as entidades trabalharão, num primeiro momento, em duas frentes: reposicionar a UBE junto aos escritores no sentido de fortalecê-los, e perante os editores. “Queremos incentivar os escritores a se reconectarem com os leitores por meio de ações como a presença deles nas livrarias, como acontecia no passado, sobretudo com a volta das livrarias independentes. O mesmo tem de acontecer em relação aos editores. Precisamos fazer com que as partes conversem, sem radicalismos”, afirma Scortecci. Frente importante é o acompanhamento da reforma da Lei de Direitos Autorais, que pretende flexibilizar a Lei 9.610, de 1998.

As entidades estão discutindo a ida da UBE para o prédio-sede da Abigraf. Já foi negociado junto à Câmara Brasileira do Livro, CBL, um estande da UBE na Bienal do Livro de São Paulo, que acontecerá entre 30 de outubro e 8 de novembro. A Abigraf também está articulando uma parceria com a Associação Brasileira para Proteção dos Direitos Editoriais, ABDR, no sentido de auxiliar os escritores associados a UBE.

Em entrevista ao jornal O Escritor, da própria UBE, Ricardo Ramos Filho afirmou que o maior desafio para sua gestão é viver no Brasil de hoje, “dirigir uma entidade voltada para os escritores e os livros, quando o status quo faz de tudo para acabar com o pensamento livre”. “A nova gestão precisará fazê-la crescer, ampliar o número de sócios, até porque quando mais vozes falam, o discurso é mais ouvido.”



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Talk Show Literário - UBE

Evandro Affonso Ferreira é um escritor raro, das vozes mais originais da atualidade. Criador nato com rara erudição. Não à toa é tão premiado. Não à toa, também, estará na Livraria Martins Fontes (Paulista), no dia 11/03, das 19h00 às 21h30, com o seu talk show literário, convidado pela UBE - União Brasileira de Escritores.
Com ousadia, imaginação e muita determinação em fazer a literatura chegar aos leitores renovada, Evandro apresentará monólogo que traz humor, poesia e reflexão, com histórias sobre grandes autores: Guimarães Rosa, Kafka, Hilda Hilst, Freud, Borges e outros. Entre uma historieta e outra, apresentará, ainda, textos de sua autoria.
Seu livro “Nunca houve tanto fim como agora”, foi ganhador do Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2018. O escritor também já foi agraciado com o Prêmio APCA 2010 por “Minha Mãe se Matou Sem Dizer Adeus” e o Prêmio Jabuti de 2013 pelo livro “O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam”. Em 2016, a revista Bravo! lhe conferiu o prêmio de melhor romance do ano por “Não tive nenhum prazer em conhecê-los”.

Talk Show Literário - com Evandro Affonso Ferreira
Data: 11 de Março de 2020
Horário: das 19h00 às 21h30
Local: Livraria Martins Fontes (Paulista)
Endereço: Av. Paulista, 509 - São Paulo/SP
Investimento:
Sócios da UBE/SP - R$ 25,00
Público em Geral - R$ 50,00

Mais informações: www.ube.org.br / ube@ube.org.br / Whatsapp (11) 93418-5858

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Vendas de livros cresceram, mas ainda estão longe do patamar do período de pré-crise

Publishnews - Leonardo Neto  -  17/02/2020 |

O Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e a Nielsen divulgaram na manhã desta quinta-feira (13), o primeiro Painel do Varejo de Livros no Brasil de 2020. Na comparação com igual período de 2019, houve aumento de 9,95% no número de exemplares vendidos e de 8% no faturamento apurado com a venda de livros nos estabelecimentos monitorados pela Nielsen. Em números absolutos, a Nielsen diz que foram vendidos 3,6 milhões de exemplares o que redundou em faturamento de R$ 180,8 milhões.

Em 2019, que serve como base de comparação, o mercado vivia o auge das incertezas que rondavam Saraiva e Cultura, que juntas detinham, segundo estimativas do mercado, cerca de 40% do varejo de livros no País. O fechamento de lojas também impactou os números negativos da época. Além disso, os livros didáticos sumiram das livrarias no período de volta às aulas: com o pedido de recuperação judicial, editoras de livros didáticos buscaram outros caminhos para chegar aos seus consumidores.

Em relação a 2019, o gênero Infantil, Juvenil e Educacional, no qual a Nielsen classifica os livros didáticos, apresentou crescimento de 0,26 pontos percentuais na sua importância dentro do faturamento geral dos estabelecimentos monitorados. O preço médio desses livros ficaram 3,74% menores na mesma base de comparação.

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2º PRÊMIO LITERÁRIO AFEIGRAF 2020

O prêmio literário tem por objetivo prestigiar a literatura brasileira e descobrir novos talentos com a publicação em antologia dos trabalhos selecionados por uma comissão julgadora. É da expertise da entidade patrocinadora, fornecedora de tecnologia para o mercado gráfico, promover através da comunicação gráfica, o conhecimento sustentável da cultura impressa.

Tema Livre. Inscrições até 31 de Julho de 2020. Ao fazer a inscrição, o AUTOR concorda com as regras do concurso, autorizando, inclusive, divulgação e a publicação da POESIA, na antologia de nome 2º PRÊMIO LITERÁRIO AFEIGRAF 2020 pela Scortecci Editora e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral.
A SCORTECCI escolherá uma Comissão Julgadora de renomado prestígio literário e uma Comissão Organizadora, que resolverá os casos omissos deste regulamento, se houver. O AUTOR poderá participar com apenas 1 (uma) POESIA, obrigatoriamente inédita. A obra terá que ter um TÍTULO e estar em língua portuguesa, o que não impede o uso de termos estrangeiros no texto. NÃO haverá cessão de direitos autorais. AUTORES brasileiros, residentes no exterior, deverão preencher o formulário de inscrição com um endereço do Brasil.

PRÊMIOS

Publicação da obra na antologia PRÊMIO AFEIGRAF 2020 com 70 (setenta) POESIAS selecionadas pela comissão julgadora, mais biografia do autor com até 500 caracteres. NÃO haverá por parte dos AUTORES nenhuma despesa ou taxa e todos os custos, inclusive de publicação, serão pagos pela Scortecci. Os Autores vencedores receberão 5 (cinco) exemplares grátis a título de direito autoral.

DADOS TÉCNICOS DA OBRA

Edição de 1000 (mil) exemplares, com aproximadamente 160 páginas, formato 14 x 20,7 cm, com orelhas, capa colorida, papel 250 gramas, laminação fosca, miolo PB e impresso em equipamento digital CANON. A Antologia será organizada por ordem alfabética de nome de Autor (nome literário), terá número de ISBN, ficha catalográfica, selo da Scortecci Editora e logomarcas dos patrocinadores e colaboradores do prêmio.

CRONOGRAMA

- Inscrições: até 31 de Julho de 2020.
- Período de seleção: até 15 de Setembro de 2020.
- Resultado: até 30 de Setembro de 2020
- Lançamento Outubro/Novembro de 2020 no estande da Scortecci, durante a 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Expo Center Norte, São Paulo/SP

Mais informações: eliaquim@scortecci.com.br (11) 3032-1179 ou (11) 3032-8848








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Bienal Mineira do Livro transformará Belo Horizonte na capital da Literatura, de 22 a 31 de maio de 2020

Com o tema "Conquiste Paixões. Leia Livros", evento promovido pela Câmara Mineira do Livro e pelo Grupo Asas será realizado no BH Shopping

Com nova proposta ainda mais completa, inclusiva e inovadora, a Bienal Mineira do Livro será realizada de 22 a 31 de maio, no BH Shopping, Piso Ouro Preto (BR 356, n.º 3.049 - Bairro Belvedere - Belo Horizonte). Com o tema “Conquiste Paixões. Leia Livros”, a iniciativa chega à 6ª edição repleta de novidades e prepara uma programação intensa com atividades para todos os públicos.
A edição de 2020 da Bienal Mineira do Livro promete, durante os dez dias de programação, transformar Belo Horizonte na capital nacional da literatura. A iniciativa é realizada pelo Grupo Asas em parceria com Câmara Mineira do Livro e é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
Para Gláucia Gonçalves, presidente da Câmara Mineira do Livro e Editora da Uni Duni e Unicult Editoras, “a Bienal Mineira do Livro 2020, maior evento literário de Minas e com uma edição inédita para o público e os expositores, reunirá grandes personalidades do mundo literário e profissionais do mercado editorial, com uma extensa programação cultural, acessibilidade para o leitor e ainda, oferecerá a oportunidade para gerar novos negócios, sem deixar de protagonizar o livro como meio principal e necessário da cultura."

Uma das principais iniciativas literárias do Brasil

Entre as novidades desta edição, a Bienal Mineira do Livro 2020 está de casa nova e será realizada no BH Shopping, no Piso Ouro Preto, em um espaço de 15 mil metros² e reunirá as mais importantes editoras e livrarias do Brasil, além da participação de autores representativos da literatura mineira, brasileira e internacional.
Com programação cultural e educativa abrangente, consistente e inovadora, a sexta edição da Bienal promoverá atividades e atrações que vão agradar os leitores de diversas faixas etárias, incluindo educandos e educadores. “Estamos inovando na construção da Bienal, um dos destaques nesse sentido é a reunião de grandes entidades mineiras, e brasileiras, que farão as curadorias dos 11 eixos temáticos e das 03 estações vivencias da programação cultural. Será uma iniciativa repleta de encontros literários enriquecedores, realizada em um local muito especial, com a meta de contribuir para o estímulo à leitura, especialmente das comunidades mais vulneráveis, e para vitalizar a cadeia econômica do livro em Minas”, afirma Marcus Ferreira, diretor presidente do Grupo Asas.

Programação

A Bienal Mineira do Livro 2020 aposta na ideia de que ler é uma atividade dinâmica, que deve despertar prazer e ser realizada com autonomia, para o pleno desenvolvimento da capacidade crítica e do repertório cultural de cada leitor. Para tanto, a iniciativa convida o público a descobrir e conquistar paixões, considerando que elas podem ser descobertas e conquistadas na bibliodiversidade, nos mais diversos temas, nas histórias, em biografias e ficções, nos quadrinhos, nos guias, na literatura, nos didáticos e em tantas outras categorias e gêneros abordados nos livros.
Além do contato direto entre escritores e seus leitores, a programação da Bienal promoverá vivências e debates em prol do desenvolvimento do setor, com valiosas oportunidades de negócios, trocas de informações e ampliação da rede de contatos entre editores, distribuidores, livreiros, autores e os diversos agentes culturais e educacionais envolvidos.
Em 2020, a programação da Bienal Mineira do Livro será composta por dois grandes conjuntos de atividades:

- Feira Literária – espaço de promoção da leitura, destacando o livro como o grande personagem da cultura nacional, estimulando a geração de novos negócios para as editoras e para os demais elos do mercado editorial.

- Programação Cultural e Educativa – serão mais de 350 horas de atividades focadas em promover a formação de leitores e intensificar o hábito da leitura.

Eixos Temáticos

Outra grande novidade da sexta edição da Bienal Mineira do Livro é a segmentação da programação por idades e interesses, pelos seguintes eixos curatoriais:

- Escolas na Bienal e Escolas do Interior na Bienal – destaques da programação, com ações formativas e culturais para estudantes, professores, bibliotecários e coordenadores pedagógicos que estimularão a interação de educandos e educadores das escolas públicas com todo o conteúdo e repertório das vivências ofertadas pela Bienal. As iniciativas visam ainda formar, atualizar e enriquecer o crescimento profissional e literário dos educadores da rede pública de ensino. Foco também na acolhida dos alunos e professores das escolas do interior de Minas, com centralidade na valorização das bibliotecas das escolas mineiras. Os educadores do interior do estado terão acesso especial a edições do "Seminário Biblioteca Viva" para coordenadores pedagógicos, bibliotecários, professores e gestores públicos das cidades do interior de Minas.

- Café Literário – Mais tradicional atração da Bienal, promove o encontro com autores em rodas de conversas para o público adulto, com curadoria da Câmara Mineira do Livro;

- Momento Jovem – Programação especial para os leitores do segmento Young Adult, conta com atividades e interações destinadas ao público de 15 a 29 anos, com curadoria do Grupo Asas;

- Espaço Eu Criança – Para promover maior interatividade entre os pais e os pequenos leitores, este ambiente especialmente desenvolvido realizará atividades para o público de 0 a 6 anos e seus acompanhantes, com curadoria da Câmara Mineira do Livro;

- Palavras com Tempero – Para proporcionar diálogo da literatura com as outras artes, este espaço contará com atividades de entretenimento para a família com temas ligados à gastronomia, às artes plásticas e à música;

- Agenda Cultural Ibero-americana – Atividades de internacionalização da Bienal através de interação com obras literárias e representantes de países da América Latina, além de Portugal e Espanha, com curadoria da Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI;

- Mais idade, Mais livros – Tema inovador da Bienal com foco para o público 60+, as produções literárias para esse segmento e as discussões sobre os desafios da longevidade, com curadoria da Rede Longevidade;

- Biblioteca Viva – Programação especialmente elaborada com oficinas de mediação e encontro com autores, voltados para o público de 07 a 15 anos, além do compartilhamento das melhores práticas e atividades de formação para bibliotecários e profissionais do setor no Seminário Biblioteca Viva, com curadoria do Instituto Pró-Livro;

- Encontro Educação – Voltado para a promoção da interação entre a literatura e os educadores, contará com atividades de formação e atualização para professores, coordenadores pedagógicos e profissionais da área de educação, com curadoria da autora, especialista em BNCC e editora Cláudia Seixas em articulação com a Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais e com a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte.

- Espaço Negócios – Para incentivar o desenvolvimento e a valorização do mercado literário, o espaço promoverá compartilhamento de informações e dados para o setor, rodas de negócios e encontros entre autores, ilustradores, editoras, livrarias e fornecedores da área, com curadoria da Fundação Dom Cabral - FDC.

Estações Vivenciais

Inseridas com destaque no espaço físico da Bienal Mineira do Livro, as estações serão dedicadas à realização de experiências lúdicas ligadas à descoberta e à afirmação do prazer proporcionado pela leitura.

- Estação Livro + Patrimônio Cultural e Turismo – Espaço que disponibilizará vivências com livros que promovem a representação do patrimônio cultural nacional e a importância da sua valorização e preservação, com foco também em disseminar e estimular o turismo cultural. A curadoria é do Projeto Conhecer Para Cuidar.

- Estação Olhos na Leitura – Realização de diagnósticos para identificação de eventuais problemas da visão, como a Síndrome de Irlen, e sugestões de tratamentos e novos hábitos que proporcionem conforto na leitura. A curadoria é da Fundação Hospital de Olhos.

- Estação Leitura Inclusiva – Espaço de partilha de experiências, de saberes e de materiais pedagógicos que proporcionam oportunidades de leitura para pessoas com necessidades especiais. A curadoria é da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais.

Na Bienal serão lançados os prêmios Prefeitura Amiga do Livro e Educador Amigo do Livro, em parceria com a Associação Mineira de Municípios e a Fundação Dom Cabral. O Prêmio Prefeitura Amiga do Livro reconhecerá as iniciativas de destaque das prefeituras que contribuíram para a valorização do livro e da leitura. Já o Prêmio Educador Amigo do Livro agraciará os educadores que criaram as melhores práticas de estímulo ao hábito de leitura. Os prêmios terão periodicidade anual e as cidades polos de Minas Gerais serão visitadas pela estrutura itinerante de divulgação.

Ingressos

Os ingressos para a Bienal Mineira do Livro 2020 custam R$ 18,00 (inteira) e R$ 9,00 (meia-entrada). Cada ingresso é válido para 1 (uma) entrada em 1 (um) dia de evento. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente através da compra online no link https://bienalmineiradolivro.com.br/compre-seu-ingresso/.

Sobre o Grupo Asas

Com o objetivo de contribuir para o enriquecimento da educação e da cultura no Brasil, surgiu, em 02 de abril de 1986, a Asas Produções. A referida entidade foi o primeiro passo para a criação de outras cinco empresas que hoje compõem o Grupo: Nos últimos cinco anos, o Grupo Asas obteve reconhecimento internacional para três de suas iniciativas: Túnel da Ciência – Sociedade Max Planck (realizado em parceria com o Governo da Alemanha); Conhecer Para Cuidar e Vem Com a Gente. Nesses mais de 33 anos de existência, o Grupo Asas realizou 40 projetos com a participação de mais de 2 milhões de crianças, jovens e adultos dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Bahia e Rio Grande do Sul.

SERVIÇO
Bienal Mineira do Livro 2020

Data: 22 a 31 de maio
Local: BH Shopping, Estacionamento Piso Ouro Preto - BR 356, nº 3.049 - Bairro Belvedere - Belo Horizonte
Site: www.bienalmineiradolivro.com.br Contato: contato@bienalmineiradolivro.com.br

Assessoria de Imprensa – Bienal Mineira do Livro:

ETC Comunicação
(31) 2535-5257
imprensa@bienalmineiradolivro.com.br
Jihan Kazzaz, Luciana d’Anunciação e Nina Rocha
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Inteligência Social – A perspectiva de um mundo sem fome(S) / Luciana Chinaglia Quintão



Luciana Quintão lança o livro Inteligência Social – a perspectiva de um mundo sem fome(s)

Com uma nova visão mais ampla e sistêmica sobre o conceito de Inteligência Social, a autora afirma que “sempre vivemos e sempre vamos viver em rede, não se tratando apenas de uma questão tecnológica. Diante desta evidente interconexão, colocamos em risco o funcionamento da engrenagem social todas as vezes que atuamos de modo não inteligente e negligente. Mais do que nunca precisamos aprender a viver em sociedade”. À frente da ONG Banco de Alimentos desde 1998, a economista Luciana Chinaglia Quintão lançou o livro Inteligência Social – A perspectiva de um mundo sem fome (s) no dia18 de dezembro, na Livraria da Vila (Pátio Higienópolis).

Certa de que as pessoas são as responsáveis pela construção do mundo à sua volta, Luciana nunca se conformou com a visão da desigualdade e da violência, de tanta pobreza em meio a tanta riqueza. Intuitivamente, já praticava o conceito de Inteligência Social, agora abordado em sua obra a partir de uma visão inovadora: a Inteligência Social “expandida para a sociedade de uma forma mais ampla, com todas as camadas que a compõem integradas e correlacionadas conscientemente, no intuito de criar um tecido social saudável”. Já na introdução, Luciana questiona: “Até quando vamos presenciar tantas fomes sem que nos permitamos virar o rosto para problemas tão graves? A fome dói, exclui, mata e constitui-se em um abuso social. Sempre entendi a fome como metáfora para todo tipo de carência. Temos fome de comida, de justiça, de amor, de transporte, de moradia e de educação. Tudo isso é fome. Tem fome, portanto, quem é privado de algo, inclusive de seus direitos sociais, como vivenciam tantos cidadãos do Brasil e de outras regiões do planeta”.

Para Luciana, a Inteligência Social é o caminho para mudar essa realidade; e a evolução social ocorre quando a inteligência coletiva está presente e atuante. Inteligência Social é transformar o que já não produz bons resultados, construir e fazer o bem e o necessário para que haja harmonia, segurança, paz, necessidades básicas atendidas, proteção ao meio ambiente e uso sustentável dos recursos naturais. É nesse contexto, a partir de um novo olhar sobre o que é a Inteligência Social e como praticá-la, que a obra se desenvolve. Com uma visão mais ampla e sistêmica, a autora vai além dos conceitos já estabelecidos na literatura, que relacionam a Inteligência Social ao âmbito pessoal e interpessoal, para demonstrar que o conceito compõe um grande sistema comunicante, que envolve o meio ambiente, ciência e tecnologia, arte e cultura, economia, cidadania, educação, espiritualidade e política. “O germe da Inteligência Social nasce dentro do indivíduo, mas se manifesta ao ser aplicado para o bem coletivo”. É esta inteligência que “permite construir uma estrutura social justa e equilibrada e, se possível, tecnologicamente avançada, em que estejam assegurados os direitos humanos e civis”. “Se o eleitor muda, o político muda. Se o consumidor muda, a indústria muda. Se o professor muda, o aluno muda. Se eu mudo, eu mudo o mundo”, destaca a autora. Há uma relação intrínseca também, entre inteligência e escolhas. ”Quanto mais consciente for o indivíduo de seus atos e de suas consequências, melhores serão as suas escolhas”, analisa Luciana.

Quando a escolha é consciente e em benefício de todos, destaca-se a presença da Inteligência Social. Entre os indicadores do descaso – exemplos de más escolhas – estão o desperdício de água, o desmatamento de florestas, o descarte irresponsável do lixo, o desperdício de alimentos... Para Luciana, é fundamental o entendimento de que “sempre vivemos em rede e sempre vamos viver, não se tratando apenas de uma questão tecnológica”. “Trata-se de um universo onde tudo e todos estão interconectados – a natureza nos mostra isso a todo momento, tal qual uma engrenagem que funciona com perfeição”. “Por essa razão”, afirma, “colocamos em risco o funcionamento da engrenagem social todas as vezes que atuamos de modo não inteligente e negligente, ou seja, quando criamos desequilíbrios que nos levam para longe de uma harmonia. Mais que nunca precisamos aprender a viver em sociedade”.  Com 253 páginas, a obra se divide em três partes: I – Inteligência Social; II – Rumo à Evolução Social; III – Inteligência Social Aplicada. No apêndice, o livro traz considerações importantes relacionadas à história da ONG Banco de Alimentos, instituição que busca alimentos onde sobre e leva onde falta, com 41 instituições assistidas que beneficiam mais de 20 mil pessoas. Relata a história da fome no Brasil, com um rico levantamento da segunda metade do século 19 até os dias atuais, que revela que a questão da negação da necessidade mais básica do ser humano, a fome, não é recente em nosso país, fruto não só do subdesenvolvimento econômico, mas, na análise de Luciana, de uma grave falta de Inteligência Social.

No Brasil, 52 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar, ou seja, passam fome em diferentes graus. Com muita informação e inspiração, Luciana destaca como é importante que cada pessoa – em todas as esferas de atuação, mesmo política e governamental – participe do grupo e do ambiente em que vive, mesmo em pequena escala, criando a melhor realidade, com empatia para com as outras pessoas, expandindo uma visão de mundo mais inteligente. Na construção deste círculo virtuoso, surgem antídotos para a desinteligência, como a boa educação e o caminho do auto-aperfeiçoamento, gerador de conhecimento e promotor de consciência. “Novos paradigmas políticos, econômicos, sociais e educacionais são necessários. Educar é muito mais que ter o antigo sistema de giz. A economia é muito mais que servir aos interesses de poderosos; e a política é muito mais do que mandar e desmandar a seu bel prazer, mas sim entregar resultados”. E como começar a praticar a Inteligência Social? A primeira atitude é não ser indiferente à realidade que nos cerca, sair da zona de conforto e crescer como indivíduo, como nação. Quando há Inteligência social, há também uma maior contribuição das pessoas em geral para o ambiente social, com base em pilares como o comprometimento, sabedoria, conhecimento, eficiência, verdade, convivência harmoniosa e formação.

É preciso também redefinir o significado de riquezas de uma sociedade e migrar para um novo modelo. Além disso, devemos nos ater ao bem verdadeiro como a  prática da Inteligência Social e investir em conhecimento dos fatos, no entendimento das relações humanas e sociais, na moral e na ética, e no conhecimento do próprio ser humano. Agirmos como médicos sociais, conhecendo a doença que acomete o nosso corpo social e seguir o caminho da cura com base no uso da inteligência sanadora aplicada aos males que se apresentam. Com muitos exemplos, práticas inspiradoras, referências e dados referentes à política, economia, educação, saneamento e gestão pública, Luciana Quintão proporciona uma leitura enriquecedora para seguirmos na prática de uma nova configuração do tecido social, com coragem e ética para fazer o bem: “O tecido social terá a configuração e a aparência de como o bordarmos, assim como da qualidade das linhas que usarmos.” A autora certamente dá aos leitores um caminho iluminado capaz de levar à prática a dedicatória estampada no início da obra: “Para todas as crianças de hoje e de amanhã, na esperança de que, por meio de uma nova consciência, possam ser melhores alimentadas e curadas de todas as fomes que tiram a paz do mundo.”

Serviço:

Inteligência Social – A perspectiva de um mundo sem fome(S) 
Autora: Luciana Chinaglia Quintão 
Páginas: 253
Dialógica Editora
Preço: R$ 55,00 
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Prêmio Sesc de Literatura abre inscrições para edição 2020

As inscrições são gratuitas e os escritores podem concorrer com obras inéditas nas categorias Conto e Romance 

Rio de Janeiro, janeiro de 2020 -- As inscrições para o Prêmio Sesc de Literatura, um dos mais importantes do país, serão abertas na próxima segunda-feira, dia 20. Os autores estreantes podem inscrever suas obras inéditas nas categorias Romance ou Conto. Os interessados têm até 20 de fevereiro para concluir o processo de inscrição, que é gratuito e online. O regulamento completo pode ser acessado em www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc.
Ao oferecer oportunidades aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura impulsiona a renovação no panorama literário brasileiro e enriquece a cultura nacional. Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, com tiragem inicial de 2 mil exemplares. Desde a sua criação, mais de 14 mil livros foram inscritos e 29 novos autores foram revelados.
A parceria com a editora Record contribui para a credibilidade e a visibilidade do projeto, pois insere os livros na cadeia produtiva do mercado livreiro. A premiação foi criada em 2003 e se consolidou como a principal do país para autores iniciantes. No ano passado, houve recorde de inscritos com 1.969 obras, sendo 1.043 romances e 926 livros de contos.
O processo de curadoria e seleção das obras é criterioso e democrático. Os livros são inscritos pela internet, gratuitamente, protegidos por pseudônimos. Isso impede que os avaliadores reconheçam os reais autores, evitando qualquer favorecimento. Os romances e contos são avaliados por escritores profissionais renomados, que selecionam as obras vencedoras pelo critério da qualidade literária.
A relevância do Prêmio Sesc também pode ser medida por meio do sucesso dos seus vencedores, que vêm sendo convidados para outros importantes eventos internacionais, como a Primavera Literária Brasileira, realizada em Paris, o Festival Literário Internacional de Óbidos, em Portugal, e a Feira do Livro de Guadalajara, no México.

Vencedores

No ano passado, o vencedor na categoria Romance foi Felipe Holloway, com ‘O legado de nossa miséria’. A obra narra a história de um crítico de literatura e professor universitário que é convidado para um evento sobre jornalismo literário, numa fictícia cidade do interior de Minas Gerais. Lá ele conhece um famoso escritor cuja obra sempre admirou. Os personagens rememoram suas respectivas carreiras, nas quais os fracassos éticos e estéticos se alternam. Natural de Canindé, no Ceará, Holloway mora desde criança em Cuiabá (MT), onde leciona Língua Portuguesa na rede estadual.
João Gabriel Paulsen foi o ganhador na categoria Conto, com o livro 'O doce e o amargo'. Ele escreveu uma coletânea de nove contos que tratam das tensões geracionais e os conflitos ocasionados pelos ritos de passagem. Paulsen nasceu em Juiz de Fora (MG), onde mora, estuda Filosofia e escreve desde os 15 anos.
Eles se juntam a um time de vencedores do Prêmio Sesc Literatura, que tem entre suas estrelas Franklin Carvalho, ganhador com o Romance “Céus e Terra”, em 2016, e vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2017; a carioca Juliana Leite em 2018, com Romance com “Entre as mãos”, que após a premiação do Sesc, ganhou o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA); a paulista Sheyla Smanioto Macedo, vencedora da edição 2015, com o Romance “Desesterro”, que conquistou o Prêmio Machado de Assis 2016; Marcos Peres, com “O Evangelho Segundo Hitler”, vencedor do Prêmio SP de Literatura 2014 na categoria estreantes; e Debora Ferraz, autora do livro “Enquanto Deus não está olhando”, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura 2015.


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Secretaria abre concurso para acessibilizar bibliotecas públicas

Bibliotecas podem enviar projetos até o dia 30 de janeiro de 2020, usuários com deficiência visual serão os principais beneficiados 

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebe até 30 de janeiro de 2020 projetos de bibliotecas públicas do Estado de São Paulo, interessadas em receber equipamentos de tecnologia assistiva capazes de assegurar o acesso à leitura para pessoas com deficiência visual.
A ação faz parte do programa São Paulo + Inclusão Bibliotecas, que tem como parceiro o Fundo de Interesse Difusos (FID) da Secretaria da Justiça e Cidadania e juntos já entregaram equipamentos há mais de 60 bibliotecas públicas.
Os interessados em participar devem indicar em formulário específico (abaixo) como pretendem aprimorar os serviços bibliotecários para as pessoas com deficiência e qual estratégia será utilizada para divulgação dos novos serviços com foco no público com deficiência visual.
As bibliotecas vencedoras receberão kits compostos pelos seguintes equipamentos: scanner leitor de mesa, linha braile e computador.
O formulário deve ser preenchido no link http://bibliotecas.sedpcd.sp.gov.br e as propostas bem como, anexos, digitalizados e devidamente assinados, devem ser enviados para o e-mail spmaisinclusaobibliotecas@sedpcd.sp.gov.br ou encaminhados pelo correio.

SERVIÇO
Abertura do edital - São Paulo + Inclusão Bibliotecas
Data de inscrição: até 30 de janeiro de 2020
Inscrições: http://bibliotecas.sedpcd.sp.gov.br
Envio de documentação: spmaisinclusaobibliotecas@sedpcd.sp.gov.br
Endereço para envio, caso haja necessidade: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10 - Barra Funda - São Paulo - SP
CEP: 01156-001

Assessoria de Imprensa 
Fernanda Ribeiro
(11) 5212-3812
fernandaribeiro@sp.gov.br
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Saraiva anuncia Luis Mario Bilenky como seu novo CEO

Executivo tem ampla experiência em varejo e perfil empreendedor com orientação a soluções inovadoras 

Luis Mario Bilenky assumirá a partir 13 de janeiro o cargo de CEO da Saraiva, uma das maiores redes varejistas de conteúdo do país, com foco em educação, cultura e entretenimento. Eleito pelo novo Conselho de Administração, o executivo terá como missão implementar e refinar as estratégias de reestruturação e crescimento econômico da companhia.
Bilenky possui extensa experiência em varejo, com atuação em companhias multinacionais e nacionais. O executivo foi presidente e CEO da Blockbuster e Fototica; e no McDonald's, onde foi diretor de marketing para a América Latina. Também atuou no Grupo Fleury, onde ocupou o cargo de diretor executivo, e no Hospital Infantil Sabará, de onde foi sócio e presidente.
“O Mercado livreiro, no Brasil e no mundo, passa por uma fase de transformação e adaptações relevantes, mas tenho convicção de que o livro tem lugar garantido no futuro!”, afirma Bilenky. “ Estou muito feliz e confiante. É uma honra estar à frente de uma empresa centenária e poder contribuir para o contínuo crescimento do hábito da leitura e sua força transformadora na vida das pessoas”, completa o executivo.
A escolha do executivo foi realizada pelo novo Conselho de Administração da Saraiva que passa a contar, a partir desse ano, com dois novos membros: Augusto Marques da Cruz Filho, com passagens pelo Grupo Pão de Açúcar, Tintas Coral, Fundação Seade e Banco Itaú. Atualmente atua como membro do conselho das empresas BRF, General Shopping e JSL; e Antonio Salvador, que atuou como Chief Digital Officer e vice-presidente de RH, Sustentabilidade e Gestão do Grupo Pão de Açúcar por quase 7 anos e também como conselheiro do grupo. Antes, teve passagem pela Hewlett-Packard, pela PwC e IBM Global -- EUA e Brasil. Os conselheiros reeleitos: Jorge Saraiva Neto, Maria Cecilia Saraiva Mendes Gonçalves e Olavo Fortes Campos Rodrigues Jr. já faziam parte do board no exercício anterior.
Com a reestruturação das lideranças -- CEO e Conselho de Administração, a Saraiva dá início a um novo momento em sua história, fortalecendo e aprimorando sua governança corporativa. A empresa reforça que, com os membros do Conselho de Administração da Companhia eleitos recentemente e o novo CEO, acredita em sua capacidade de promover a reestruturação das operações e a recuperação dos resultados econômicos necessários à perenidade do negócio.


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SNEL E CBL apresentam as novidades da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro ano-base 2019

SNEL E CBL apresentam as novidades da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro ano-base 2019

Conteúdo digital deve ganhar mais visibilidade na próxima edição da pesquisa de Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, que ainda assim seguirá com destaque para os livros físicos. O levantamento, que será apresentado em abril deste ano, terá como base os dados de 2019. Nesta 16ª edição do estudo, coordenado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e a Câmara Brasileira do Livro (CBL), a Nielsen Book será a parceira das instituições na produção do mapa da produção editorial brasileira. A Nielsen entra no lugar da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que ao longo de 15 anos ajudou as entidades na coleta e análise desses dados.
CBL e SNEL garantem que a pesquisa seguirá os mesmo critérios de antes, que continuará por ora com o mesmo modelo de questionário consolidado ao longo dos últimos anos. Segundo os coordenadores da pesquisa, a nova gestão na apuração dos dados não deverá ser sentida pelas editoras. Para garantir a continuidade do modelo de estudo, a economista Mariana Bueno passa a integrar o time da Nielsen, continuando à frente da pesquisa e em contato com as empresas do setor livreiro. Um outro ponto favorável é o fato da Nielsen ser uma empresa bastante conhecida do segmento, uma vez que já tem parceria com a SNEL na pesquisa Painel do Varejo de Livros no Brasil, que divulga, mensalmente, os números de livros vendidos e faturamento do mercado.
Vale lembrar que a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro analisa as publicações de livros no Brasil, dispondo o ano anterior como base. O estudo apresenta também a performance do mercado como um todo e de cada um dos seus quatro subsetores: Didáticos; Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP); Obras Gerais e Religiosos.
As editoras começam a responder os questionários a partir do dia 15 de janeiro. Já a  apresentação da pesquisa para toda a imprensa deverá acontecer no final do mês de abril, assim como foi em 2019.
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Estímulo às crianças pode ajudar o Brasil a criar novos leitores

EBC - 07/01/2020 |


Incentivar a leitura desde cedo pode ajudar o Brasil a aumentar o número de leitores, de acordo com especialistas entrevistados pela Agência Brasil. A estimativa é de que quase metade dos brasileiros não seja leitor regular. Entre os motivos apontados estão a falta de tempo e a falta de paciência. 

No último dia 07 foi o “Dia do Leitor”, criado em homenagem ao suplemento literário do jornal O Povo, do Ceará, que ficou famoso por divulgar o movimento modernista cearense. O jornal foi fundado em 7 de janeiro de 1928 pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha. 

Desde então, o Brasil melhorou as taxas de analfabetismo, mas ainda hoje enfrenta o desafio de fazer com que as pessoas tenham o hábito de ler. De acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, 44% dos brasileiros com mais de 5 anos de idade não são leitores, o que significa que não leram nenhum livro nos últimos três meses. 

A pesquisa mostra também que ler está ficando mais difícil para os brasileiros, seja por falta de tempo ou de paciência. O índice dos que afirmam que não têm nenhuma dificuldade para ler diminui a cada edição da pesquisa. Eram 48% dos entrevistados em 2007, passando para 33% em 2015. Entre as dificuldades está a falta de paciência. Em 2007, 11% disseram não ter paciência para ler. Em 2015, esse percentual subiu para 24%.

"Acho que o desafio da próxima década é mostrar a importância da leitura, o prazer da leitura, começar a criar uma nova sociedade leitora. É difícil convencer um adulto que nunca teve o hábito de ler a começar a ler, [o desafio] é atrair as crianças", diz o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Marcos da Veiga Pereira. 

Para chegar às crianças, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, organizada pelo Snel, iniciou, neste ano, o projeto Bienal nas Escolas, que leva autores para escolas públicas. A intenção é que os encontros ocorram também neste ano e em 2021, até a próxima Bienal. "Se quer transformar o Brasil, tem que começar a investir nas crianças", defende Pereira.

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Livros renascem com clubes de leitura e pequenas livrarias começam a tomar espaço das megastores

El País - 27/12/2019 |

O mercado editorial brasileiro lamentou neste ano um encolhimento de 25% desde 2006 ― e uma redução de faturamento de 4,5% em 2018, pelo quinto ano consecutivo. No ano passado, as editoras também registraram uma queda de 11% na produção de livros. O balanço reflete não apenas o resultado da crise econômica por que o país passou nos últimos anos, mas o ocaso das maiores redes de livrarias do país, cujos prejuízos se disseminaram pelas editoras. Em meio a demissões, fechamento de casas editoriais e pedidos de recuperação judicial de livrarias, contudo, ainda há quem trabalhe com livros no Brasil e garanta: não há crise nenhuma.

“O brasileiro nunca leu tanto”, assegura Ricardo Almeida, CEO do Clube de Autores, a maior plataforma de autopublicação da América Latina. A empresa de apenas quatro funcionários cuida da publicação de cerca de 50.000 autores ― que são conectados por meio dessa plataforma com editores, revisores, designers, gráficas e livrarias ― e trabalha atualmente na elaboração de um algoritmo capaz de identificar potenciais best sellers antes mesmo da impressão. Para Almeida, a crise está no modelo de megastore, que levou Saraiva e Livraria Cultura a pedirem recuperação judicial em 2018 ― o Clube de Autores registrou crescimento de 30% em 2018.

Os dados do último Retratos da Leitura no Brasil corroboram a percepção de Almeida, que diz ver mais pessoas lendo na rua, no transporte público. A população leitora do país subiu de 50% para 56% entre 2011 e 2015, de acordo com o relatório mais recente (uma atualização do levantamento deve ser publicada em 2020), e a quantidade média de livros lidos por anos foi de 4 para 4,96. Os critérios para chegar a esses números, todavia, são frouxos. Para entrar na pesquisa, basta ter lido um trecho de um livro nos três meses anteriores à pesquisa; além disso, da média de 4,96, apenas 2,43 foram lidos até o fim, e 2,88 foram lidos por vontade própria.

De qualquer forma, o número de livros vendidos saltou de 318,6 milhões em 2006 para 352 milhões em 2018 (o preço médio dos livros caiu 34%). E se as grandes livrarias perdem espaço nas vendas ― a participação caiu de 53,11% em 2017 para 46,25% em 2018 ―, os clubes de leitura apareceram pela primeira vez na lista, com 1,08% do mercado no ano passado. O Brasil conta atualmente com dois milhões de assinantes de clubes de leitura, uma empreitada encabeçada pela TAG no país desde 2014. “A crise não é de leitor. É do mercado do livro”, diz Arthur Dambros, diretor de marketing da TAG, que fechou seu primeiro ano, em 2015, com apenas 100 assinantes e hoje conta com 45.000.

Clubes de leitura

Todo mês, cada uma dessas 45.000 pessoas, que pagam de 45,90 a 55,90 reais mensais. recebe uma caixa com livros, que pode conter um exemplar inédito, editado pela própria TAG, ou uma indicação de personalidades como Fernanda Montenegro ou o médico estrela Patch Adams, acompanhados de clássicos curtos e de um encarte com material para discussão. “Levamos um ano e meio até angariar os primeiros assinantes. O pessoal não entendia direito. Nunca tivemos investidor, ficamos um ano e meio dando prejuízo e com dificuldades para crescer, mas logo começamos a lucrar”, conta Dambros.

E o sucesso da TAG levou milhares de pessoas a se encontrar para debater textos literários. Ao descobrir que seus assinantes começaram a interagir, a empresa sediada em Porto Alegre desenvolveu um aplicativo para ajudar a promover os encontros. A gerente administrativa Carolina Bonfim, 31 anos, coordena um desses grupos em São Paulo e frequenta outro deles em Guarulhos. E mantém contato com assinantes de Campinas. É um perfil que se repete em quase todos os outros assinantes da TAG: participam de vários clubes de leitura ao mesmo tempo. “Eu lia quando criança. Recentemente percebi que estavam faltando palavras, eu estava defasada. Minha irmã assinava a TAG e me emprestou um livro. O capricho é muito grande. Assinei em novembro de 2017. Tem mês em que a gente lê cinco livros”, diz Carolina.
No encontro promovido por ela em junho, em um Fran’s Café na região da avenida Paulista, o livro em pauta era Jude, o obscuro, de Thomas Hardy, indicado pela atriz Fernanda Montenegro. Doze assinantes da TAG se reuniram numa tarde de domingo, enquanto centenas de pessoas se mobilizavam do lado de fora do café em uma manifestação de apoio ao ministro da Justiça, Sergio Moro. Nem todos tinham conseguido terminar de ler o livro. Entre esses estava o professor Rogério Augusto Barbosa, 47 anos. Envolvido na mudança para um novo apartamento ― do qual reservaria um quarto apenas para guardar livros ―, o professor não se importou em engolir spoilers, porque queria rever os amigos.

Em comum entre os colegas, a expressiva média de 50 livros lidos por ano e o hábito de comprar livros em promoção, geralmente em feiras. Alguns dos participantes do encontro tinham acabado de chegar à capital paulista e buscavam novas amizades. Cada um se apresentou e expôs suas impressões sobre o livro em pauta, comparando com outras histórias já lidas e debatidas. A mesma dinâmica se repetiu no encontro promovido pela guia turística Patricia Smith, da TAG Inéditos, para discutir A rede de Alice, de Kate Quinn, na Livraria do Comendador, no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Um grupo de 13 mulheres ― 70% dos assinantes da TAG são mulheres e mais da metade têm pós-graduação completa ou em execução ― tirou uma tarde de sábado para se reunir ao redor de livros.

Gestora da livraria, Carol Camargo diz que a loja, que divide um casarão tombado com um café, tem recebido 32 eventos por mês, entre debates literários e saraus. O estabelecimento não cobra aluguel, mas seus administradores sabem que 38% dos frequentadores desses eventos saem da livraria com pelo menos um livro comprado. “O investimento ainda não se pagou, mas crescemos 25% acima do esperado no nosso primeiro ano”, celebra Camargo. Segundo ela, a projeção do resultado foi feita no auge da crise do mercado editorial, em outubro de 2018. “Mas as pessoas não pararam de consumir livros. Foi a má gestão dos grandes grupos que impediu que a verba voltasse para as editoras”, analisa a gestora, para quem o atendimento individualizado das livrarias independentes ganhou força.

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Jamais subestime o leitor

Gustavo Conde - 23/12/2019 |

"Com suas 'facilitações gramaticais', com seus 'títulos fáceis', com seus textos 'mastigadinhos', com suas 'caricaturas' de mundo, de política e de sociedade, eles conseguiram a proeza de criar uma legião de leitores precarizados, que mal conseguem distinguir entre democracia e ditadura", diz o linguista Gustavo Conde, sobre a precarização do texto jornalístico na grande imprensa
Há algum tempo, um amigo colunista da Folha me dizia: "eu não posso aprofundar muito, senão o leitor da Folha não entende".
Era o prenúncio do efeito-rebote que toda a imprensa brasileira experimenta hoje: ela criou subleitores.
Com suas 'facilitações gramaticais', com seus 'títulos fáceis', com seus textos 'mastigadinhos', com suas 'caricaturas' de mundo, de política e de sociedade, eles conseguiram a proeza de criar uma legião de leitores precarizados, que mal conseguem distinguir entre democracia e ditadura.

As consequências são muitas.
A primeira delas é Bolsonaro. Faça-se uma enquete entre os subleitores da Folha e descubra-se em quem eles votaram para presidente. Seria uma lavada.
Outras consequências são o mercado editorial brasileiro completamente sucateado e nivelado por baixo. O que vende é autoajuda, textos motivacionais e fofoca de subcelebridades.
Os "críticos literários" da Folha lamentam periodicamente a cena devastada do mercado editorial brasileiro, colocando a culpa no "povo brasileiro que não lê", claro (a culpa é sempre do povo, inculto e vagabundo).
Mas o grau de indigência da leitura no Brasil tem patrono: é a imprensa.
Eles querem se eximir sempre de qualquer responsabilidade por qualquer coisa. São neutros, imparciais e fazem apenas o serviço de "informar" (risos, por favor).
Ocorre que esse "serviço" que o jornalismo subdesenvolvido brasileiro nos presta com imensa paixão experimenta neste momento a amarga resposta da história e da linguagem.
Os leitores de Folha, Globo e Estadão atingiram um nível tão baixo de competência leitora (aceitando teses esdrúxulas, mentiras óbvias e textos desprovidos de coerência e coesão básicas), que os colunistas agora, a despeito de sua conhecida falta de talento, são obrigados a escrever para essa legião de débeis mentais.
Resultado: nem se o jornalista ajoelhar no milho do arrependimento cognitivo, pedir perdão aos céus e tentar escrever uma análise conjuntural ou econômica digna do nome, ele conseguirá (pois o subleitor cativo desses veículos não irá entender).
É o efeito-rebote. Criou subleitores? Agora aguenta a manutenção da clientela.
Óbvio que há exceções e nem preciso mencioná-las aqui, já que são de domínio público (Janio de Freitas e Mariele Felinto que não me deixem mentir).

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