Moção de solidariedade ao povo libanês

A União Brasileira de Escritores-UBE vem externar sua solidariedade aos libaneses, neste momento tão triste para a história de Beirute, seus moradores, parentes, amigos e descendentes, muitos morando no Brasil.
Tratando-se de uma entidade com um histórico na defesa dos valores republicanos e democráticos e, muito especialmente, na construção da paz, não a paz imposta mas a resultante do diálogo, a UBE não poderia calar-se ante esta tragédia fruto da imprudência, como muitas que ocorrem no Brasil.
Manifesta-se em nome dos escritores que compõem seu quadro de associados, em nome dos escritores brasileiros em geral, numa homenagem a um país que enriquece a literatura universal com nomes como Kalil Gibran, Amin Mallaouf, Joumana Haddad, Hoda Baraket, Abbas Beydoun e muitos outros.
Na certeza de que, com a fibra que os caracteriza, conseguirão, ainda que com muito sofrimento, transcender esta tragédia, enviamos a nossa solidariedade.

União Brasileira de Escritores

05.08.2020
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O Corpo que Grita o seu Cio / Renata Soares Junqueira

O livro de poemas Mulher Umedecida (Scortecci, 2020), de Maria Mortatti, insere-se numa tradição literária representativa dos primórdios da luta feminista que se vem fortalecendo sensivelmente, pelo menos desde o início do século passado.
Refiro-me à tradição amorosa da escrita de (suposta) autoria feminina, que na cultura cristã remonta ao tempo medieval em que se fazia a impostação da voz feminina nas “cantigas de amigo” da lírica galego-portuguesa, e que em português moderno transita da epistolografia extática de Sóror Mariana Alcoforado aos sonetos sensuais de Florbela Espanca. É a mulher libertando-se de imposta clausura, despindo o seu burel de freira para dar voz ao corpo, que grita o seu cio.
Por essas veredas também andou Maria Mortatti, que anteriormente já havia lançado o ‘Breviário amoroso de Sóror Beatriz’ (2019) e agora escancara o desejo da mulher umedecida neste novo livro, no qual se leem sonoros “poemas-partitura” que revelam uma especial devoção da poeta à música, com destaque para a presença inspiradora de Gustav Mahler.
A exploração lúdica da sonoridade mostra-se logo, aliás, no jogo anagramático dos títulos escolhidos para compor o que será uma trilogia literária: ao volume ‘Mulher umedecida’ devem seguir-se o dos contos de ‘Mulher emudecida’ e o da novela ‘Mulher enlouquecida’. Mulheres que, juntamente com Sóror Beatriz, vão compondo o universo ficcional feminino de Maria Mortatti.
São todas bem-vindas!

Renata Soares Junqueira
Professora Titular do Departamento de Linguística, Literatura e Letras Clássicas, FCL, Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Araraquara.
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Discurso de Posse de Goulart Gomes na AIP - POETRIX

Era uma vez um menino esquelético que mal tinha o que vestir, nem sempre tinha o que comer e morava em uma casa que não tinha nada, mas tinha um teto, sob o qual seus pais procuraram fazer o melhor que podiam pela sua “criação”. Filho adotivo de Mário, um guarda civil comunista, paraplégico, aposentado por invalidez e de Maria, uma negra semi-alfabetizada de coração gigante, diziam os médicos que o menino raquítico não iria se criar, que não adiantaria tomar Emulsão Scott nem Biotônico Fontoura.  

O golpe militar havia acontecido um ano antes e o pai adotivo – talvez por ironia, talvez por admiração – não hesitou em colocar no menino (nascido no Dia do Trabalhador) o nome do presidente deposto: João Goulart e lhe dar seu sobrenome:  de Souza Gomes.  Um ato de coragem, naqueles anos de chumbo e pólvora, nos quais pessoas desapareciam por muito menos. Não fosse por isso, o menino seria um Ferreira da Silva (sobrenome de Alice, sua mãe biológica), assim como Lampião, o rei do cangaço.  Aquele menino não tinha noção de quase nada, nunca se perguntara a que veio ao mundo, nem mesmo para que o mundo servia. Vivia. Um dia após o outro, proibido de transitar nas perigosas ruas do Centro Histórico de Salvador, Bahia, onde morava, mas que tinha permissão para ir sozinho aos cines Liceu, Guarani, Tamoio, Excelsior, Bahia e à Biblioteca Monteiro Lobato, no Largo de Nazaré, sempre andando, pois dinheiro para a passagem do ônibus não havia.

Aquele menino, que se encantou com os poucos livros de seu pai (trancados em uma velha cristaleira, pois taças também não havia), os filmes do cinema e as séries de ficção científica da TV (Jornada nas Estrelas, Viagem ao Fundo do Mar, Terra de Gigantes, Perdidos no Espaço, etc), foi o gérmen deste homem que aqui fala. Ninguém acreditaria que pudesse ser. Mas aos poucos, mais livros e filmes foram chegando. Como diria meu querido amigo, o poeta Damário da Cruz, o menino conheceu o mundo primeiro por intermédio deles. Daí, talvez, a visão equivocada, ficcional, das coisas que ele carregaria ao longo da vida. Não era um menino para integrar academias, nem de ginástica nem de letras. O escritor Antônio Torres conviveu com aquele menino e seu pai, antes de ganhar o mundo e uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Feliz coincidência: dois acadêmicos passarem por uma mesma casa.

O menino virou adolescente e foi trabalhar como office-boy do Banco Nacional do Norte, aos quatorze anos de idade. E a partir de então já não faltava dinheiro para comprar livros e mais livros, muitos deles adquiridos no sebo Casa dos Livros, de Dário, no Viaduto da Sé. Seis anos depois se casou com uma colega de trabalho (que já mudou de dimensão e lhe legou dois maravilhosos filhos: Gersínio e Leonardo), mesmo ano em que publicou suas primeiras poesias em uma coletânea. Mania de leitor voraz, que achava que podia ser escritor. E foi se inventando poeta, e foi garatujando muitas coisas. A Educação, a Cultura, o Conhecimento são os mais fortes elementos de transformação socioeconômica.

Foi um processo gradativo de mudanças de seus nomes literários: primeiro, Souza Gomes; depois, João Goulart de Souza Gomes, até afirmar-se como Goulart Gomes (por sugestão do poeta Hugo Pontes).
 
*     *     *     *     *

As minhas primeiras influências literárias foram os poetas Castro Alves e Augusto dos Anjos, como é possível perceber nos meus primeiros poemas publicados. O verso livre ainda não me era familiar. Das conversas com o poeta Manoel Messias Santiago, o Saci, (pai da cantora Mariela Santiago), nos intervalos do nosso trabalho na indústria, lendo seus poemas, fui me deixando seduzir pelo verso livre, percebendo as múltiplas possibilidades que ele me proporcionaria. Inspirado pela obra de Messias, comecei a escrever poemas naquela forma. Seu poema “Era uma vez em Beijing”, me levou a escrever “A Batalha Final” e “A Última Cruzada”, dois de meus poemas preferidos, e muitos outros naquele fértil período criativo.

Logo minhas influências mudaram. Passei a admirar autores que conseguiam inovar na expressão linguística, criando novas palavras, reinventando, dando novo significado às antigas, que construíam personagens psicologicamente intensos, marcantes, inesquecíveis:  Guimarães Rosa, Manoel de Barros, João Cabral de Melo Neto, Gabriel García Marquez e, no teatro, Bertolt Brecht e Nelson Rodrigues. Aquele que considero meu melhor livro de poesias - Linguajá, o território inimigo - é um resultado dessa transformação.

Participar de concursos literários, então, era para mim uma forma de “testar a qualidade” dos meus poemas. Participei de centenas, e acumulei dezenas de pequenos prêmios, até chegar ao maior de todos eles: obter o primeiro lugar no 12º Concurso Nacional Josué Guimarães, promovido pela Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, em 2011, com os contos “Socorro”; “A Invasão Bárbara em Paris” e “Moira, a Lenda”, cuja premiação me levaria a um intercâmbio com a Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha.

Em 1999, aos 34 anos de idade, já então com vários poemas publicados pelo mundo, trabalhando na indústria de petróleo, resolvi lançar um livro de hai-kais. Pedi opinião sobre o esboço do livro ao escritor Aníbal Beça (o avô do poetrix), que logo detonou: “pode chamar seus tercetos do que quiser, mas não de hai-kais”.  Dessa provocação surgiria o neologismo “poetrix” e o seu manifesto, publicado no primeiro livro desta nova linguagem literária: TRIX poemetos tropi-kais, lançado na Bienal Internacional do Livro da Bahia, naquele mesmo ano.
No ano seguinte, dezenas de autores que se autodeclararam escritores de poetrix – os (as) poetrixtas, como viriam a ser designados – se reuniram em um grupo virtual, no Yahoogrupos, onde foram sendo delineadas e amadurecidas as definições do poetrix, que anos depois viriam a resultar no texto Bula Poetrix, que norteia os autores no exercício desta arte poética. Ali surgiriam as formas múltiplas: duplix, triplix, multiplix, grafitrix, clonix, etc. Logo nasceria o Movimento Internacional Poetrix, entidade virtual que, ao longo de 20 anos, através da ação dos seus coordenadores, se dedicou a propagar o poetrix aos quatro cantos do Brasil e do mundo.

Hoje, em apenas um portal da internet – o Recanto das Letras – existem mais de 160.000 poetrix publicados. A Academia Internacional Poetrix é o atual momento dessa história, que contou com a adesão imediata de todos os autores convidados a integrá-la, agora acadêmicos.

Mas tudo isso começa bem antes, há quase quatro séculos, para ser exato. É inegável que o poetrix é um herdeiro do hai-kai - e “irmão” do Sijô coreano e do Ghazal árabe - por isso escolhi como patrono da minha cadeira aquele que é um grande mestre dessas duas formas poéticas pois, na minha opinião, ele já escrevia poetrix muito antes de assim chamarmos estes tercetos. Refiro-me a Matsuó Bashô, poeta japonês  nascido em 1644, em Iga, e falecido em 12 de outubro de 1694, em Osaka,  pelo qual tenho a maior reverência. As referências biobibliográficas aqui apresentadas foram extraídas de dois livros: Matsuó Bashô, de Paulo Leminski e Oku – Viajando com Bashô, de Carlos Verçosa, que acrescenta textos de Octavio Paz e Eikichi Hayashiya.

Bashô – que quer dizer “bananeira” – foi um rônin, samurai sem senhor feudal a quem servir, monge budista, se tornou funcionário público em Tóquio e abandonou tudo para ser professor de hai-kai, peregrinando por mais de vinte anos pelo Japão, sendo financiado por mais de 3.000 discípulos, amigos e admiradores. Começou a estudar poesia com Kitamura Kigin (1624-1703), dando continuidade aos estudos de  clássicos japoneses e chineses em Kioto, onde teve um romance com Juteini, sobre quem quase nada se sabe. Troca seu nome de batismo – Kinsaku – para Tosei e estuda o zen-budismo com o mestre Buccho (1643-1715). Em 1680 um de seus admiradores – Sampu – lhe presenteia com uma casa, à frente da qual será plantada uma bananeira, que lhe dará um novo codinome: Bashô. Das muitas viagens que fez, a pé, pelo Japão, resultaram seus poéticos diários, sendo o mais conhecido Oku no Hosomichi, resultado de dois anos de peregrinação. Durante sua viagem de Nara a Osaka, cai doente e falece com apenas cinquenta anos de idade. Seu corpo está enterrado em Otsu, às margens do lago Biwa. Como destaca Leminski “Bashô botou em prática, no haikai, a fé que alimentou sua alma, durante cinquenta vagabundos anos, com signos substanciais”.

A sua habilidade de transformar imagens em palavras e o criativo uso de metáforas e outras figuras de linguagem aproximam muito a sua poesia do poetrix, como se vê nesses hai-kais, em versão de  Olga Savary: “Vai-se a primavera / queixas de pássaros, lágrimas / nos olhos dos peixes.” Assim também é a sua forma narrativa, ao descrever acontecimentos: “Mãos que hoje plantam arroz, / ontem, hábeis, desenhos / imprimiam com uma pedra”.

A sua poesia não vinha apenas da Natureza, mas também do contato direto com outras pessoas. Após um diálogo com duas prostitutas, que dormiram em um quarto contíguo ao seu e de seu amigo Sora, na pousada em que estava, escreveu: “sob o mesmo teto / dormiram as mariposas / a lua e o trevo”.

Um livro fundamental para a formação de todo poetrixta é Seis Propostas para o Próximo Milênio, de Ítalo Calvino. Nesta obra ele prenuncia seis características para a literatura, especialmente a poesia, do século XXI: leveza, rapidez, exatidão, visibilidade, multiplicidade e consistência, ou seja, tudo o que um bom poetrix deve ter. Nele, há um trecho em que Calvino parece estar se referindo diretamente à poesia de Bashô: “Digamos que diversos elementos concorrem para formar a parte visual da imaginação literária: a observação direta do mundo real, a transfiguração fantasmática e onírica, o mundo figurativo transmitido pela cultura em seus vários níveis, e um processo de abstração, condensação e interiorização da experiência sensível, de importância decisiva tanto na visualização quanto na verbalização do pensamento”, assertiva que também é totalmente adequada ao poetrix.

Se Bashô percorreu os caminhos nipônicos, um longo caminho literário me trouxe até a Cadeira número 1 da Academia Internacional Poetrix que, por sinal, foi a mim atribuída pelos meus confrades, aos quais muito agradeço. Todas as demais 21 cadeiras foram ocupadas por ordem alfabética.

Comecei a escrever na adolescência. Em 1984 escrevi um cordel intitulado A Divina Comédia, paródia nordestina da obra de Dante Alighieri (por sinal, toda escrita em tercetos) com o intuito de participar de um concurso coordenado pelo mestre Rodolfo Coelho Cavalcanti. Infelizmente nem pude me inscrever, porque o cordel excedia o número limite de estrofes especificado no regulamento. Em 1985 publicaria minhas primeiras poesias na antologia Universos, organizada pelo poeta Francisco Teles, da Editora Abaeté, o que me propiciaria o contato com poetas de vários países. Decorrente disto, já em 1988 estaria participando com poemas em coletâneas organizadas nos Estados Unidos, por Teresinka Pereira, e na Coreia do Sul. Em 1987 publiquei meu primeiro livro de poesias – Anda Luz – e recebi meu primeiro prêmio em concurso literário, iniciando uma série que já chega a 71 premiações.

Nestes 35 anos de literatura, foram 15 livros individuais publicados, poesias traduzidas e publicadas em seis países, participação em 54 coletâneas e organização de outras 26. Para tanto foi fundamental a existência do Grupo Cultural Pórtico, criado em 1995 por 18 autores radicados na Bahia, do qual fui presidente por muitos anos, e que propiciou a publicação de mais de 50 livros de novos autores e inúmeros eventos. Nos últimos anos, com minha recente graduação em História, mestrado em Museologia (a concluir) e dedicação especial à numismática, também passei a produzir ensaios sobre estas áreas, publicados principalmente nas revistas da Sociedade Numismática Brasileira (SP) e da Unión Americana de Numismática, das quais sou integrante.

Para finalizar, não poderia deixar de agradecer a algumas pessoas que foram fundamentais neste percurso. Agradeço ao já citado escritor Antonio Torres, a quem importunei com meus péssimos escritos dos primeiros anos de juventude, mas que soube ter a paciência de lê-los e a generosidade de incentivar-me a que continuasse a escrever. Ao já falecido escritor mineiro Zanoto, que por muitos anos publicou meus poemas em sua coluna literária. À querida escritora Gerana Damulakis, da Academia de Letras da Bahia, pelo seu contínuo apoio ao meu trabalho. Ao escritor Hugo Pontes, que me despertou para a escolha do meu nome literário. Ao meu querido amigo e parceiro de longa data Cal Ribeiro, que transformou muitas de minhas poesias em belas canções. Aos meus colegas de diretoria do Pórtico: Júlio Andrade, Rose Rosas, Lino Chamusca e Luiz Flávio, amigos para sempre. Agradeço também a Márcia Tude, então proprietária da editora Livro.com, a primeira a investir empresarialmente em meus escritos. A Ana Cristina, companheira de todos os momentos.

E em especial a todos os amigos que desde o primeiro momento acreditaram na proposta do poetrix, que batalharam pela sua afirmação, muitos dos quais também hoje ocupam, merecidamente, cadeiras nesta Academia. Em 2011 organizei e publiquei a obra 501 poetrix para ler antes do amanhecer, em reconhecimento a mais de 80 poetrixtas que até então vinham produzindo e divulgando o poetrix.

E como “o mínimo é o máximo”, um dos lemas do poetrix, não devo me estender mais. Vivemos outra vez um tempo tirânico na história de nosso país. Mas, reafirmo aos meus companheiros de Academia que continuarei  a me dedicar à propagação do poetrix, não apenas por ser o “pai” desse jovem de 21 anos, mas em reconhecimento ao talento de todos os autores que se dedicam a esta arte minimalista, tornando-a cada vez mais popular. 
 
Poetrix e Goulart Gomes

02.08.2020
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Geraldo Dias da Cruz é um poeta que bebe em vários poços mas sem perder sua identidade

Jornal Opção - 07/07/2020 |

Geraldo Dias da Cruz, mineiro de Belo Horizonte, tem 91 anos e é um poeta com vários méritos. Adepto dos versos livres, não faz uma poesia derramada, sentimental (sim, por vezes é sentimental) — ao menos no conjunto da obra.
O bardo do Estado de Carlos Drummond de Andrade tem voz própria, com uma dicção e ritmos precisos. Merece estudos mais amplos, não apenas de aficionados, e sim de estudiosos qualificados de poesia. Os cânones nacionais precisam incorporar novos poetas, como Gabriel Nascente, Brasigóis Felício, Salomão Sousa, Delermando Vieira, Carlos Willian Leite, Yêda Schmaltz e Geraldo Dias da Cruz.
Num de seus mais belos poemas, Geraldo Dias da Cruz assinala: “Assim falo, assim fico/ tão alegre que meu olhar brilha/ cresce em mim/ como eu cresço nele,/ cheio de ternura e de vida./Minha queima com sua língua/ os sinos de amanhecer.// Em plena noite, sozinho/ com as flores da fantasia,/ entro no meu jardim./Minhas lágrimas despertam/ os meus olhos fechados/ que se quebram no vento/ com a lua que chega/ e ninguém a recebe”.
Sob a pandemia do novo coronavírus, viajar se tornou praticamente impossível, ao menos em termos físicos. Mas quem segura uma alma viajante? Quem põe uma pedra no caminho dos que imaginam?

Geraldo Dias da Cruz, como o guerreiro-aventureiro Ulisses do longo poema “Odisseia”, nos ensina caminhar, sugerindo que o sonho é uma maneira de descobrir novas paragens — reais ou imaginária. Confira: “Desejo viajar, só não sei para onde./ Procuro um viajante para seguir./ Estou perdido entre o vento e a chuva,/ buscado um oceano para singrar/e um cais para aportar. Perseguindo/ o horizonte, veja que não há nenhum mar.// O jeito é deitar na relva e sonhar/com o canto que se afina com o céu./ Nele tudo se aflora e combina,/ minha alma se aninha e sonha/com uma estrela que explode/ e faz nascer uma orla e um mar.”
“Fontes do Vento” (Scortecci Editora, 158 páginas), de Geraldo Dias da Cruz, é um belo livro de poesia. Como situar sua criação artística no contexto da literatura brasileira? Basta sugerir que está mais para Drummond de Andrade do que para o estilo seco — “uma faca só lâmina” — de João Cabral de Melo Neto.

Ler Mais: Jornal Opção

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Setor editorial brasileiro encolheu 20% entre 2006 e 2019

Coordenada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro teve sua série histórica atualizada, incluindo os dados apurados em 2019 pela Nielsen Book. Dessa forma, o estudo passa a contemplar os números de 14 anos de atividade editorial no país.
A série histórica registra um decréscimo de 20% no faturamento total de 2006 a 2019. Embora em 2019 o crescimento tenha sido de 6%, tal performance não foi suficiente para repor a perda acumulada nos últimos 14 anos, notadamente a partir de 2015, quando começou a crise econômica. Com os dados coletados, é possível constatar os impactos desse momento do país e também dividir a série em duas fases distintas: 2006-2014 e 2014-2019.
De acordo com o estudo, o subsetor mais afetado é o Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP), com queda de 41% nas vendas ao mercado no período de 2006 a 2019. Entre 2006 - 2014 o faturamento do CTP foi impulsionado pelos investimentos no Ensino Superior e o avanço do PIB, com crescimento de 17%. A partir de 2015 é o subsetor que mais sofreu com a recessão e as mudanças tecnológicas, registrando queda de 50% entre 2014 e 2019.
O subsetor Obras Gerais teve crescimento significativo de 15% nas vendas ao mercado e de 28% nas vendas totais (mercado e ao governo) no ano de 2019, mas não foi suficiente para recuperar a queda. Dessa forma, o decréscimo acumulado de 2006 a 2019 é de 37% nas vendas ao mercado e de 34% nas vendas totais.
De 2006 a 2019, o subsetor Didáticos apresentou uma queda real nas vendas ao mercado de 23% e de 8% nas vendas ao mercado e ao governo. É o segmento com maior participação das vendas ao governo, que responde por cerca de 50% do faturamento do mesmo.
Religiosos é o único subsetor com resultado positivo nos últimos 14 anos, registrando crescimento total de 2% quando se trata das vendas ao mercado.
Realizada a partir dos dados de uma amostra de editoras, a Pesquisa Produção e Vendas tem como objetivo verificar anualmente a performance do setor e de seus subsetores. Assim, para analisar o desempenho real, os dados nominais da pesquisa anual foram deflacionados, trazidos a valores de 2019 por meio da variação acumulada do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - calculado pelo IBGE).


Clique aqui e confira a pesquisa na íntegra.


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Fundação Dorina Nowill para Cegos e o Tratado de Marraqueche

Fundação Dorina Nowill para Cegos realiza painel online sobre o Tratado de Marraqueche e a acessibilidade de livros para pessoas com deficiência visual e outros públicos com incapacidade física ou dificuldade de leitura. Implantação do acordo internacional segue em discussão pública no país e evento online abordará questões como Direitos Autorais e Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Assinado na famosa cidade do Marrocos, em 28 de junho de 2013, o Tratado de Marraqueche representa um importante avanço na luta mundial pelos direitos das pessoas com deficiência visual. No Brasil, esse acordo internacional segue em consulta pública, gerando debates que vão além da acessibilidade de livros por cegos e pessoas com baixa visão ou com outras dificuldades de leitura e acesso ao conteúdo de obras originalmente impressas. Buscando promover um debate mais amplo com especialistas e sociedade, a Fundação Dorina Nowill para Cegos realiza, nesta quinta-feira, 25 de junho de 2020, um painel sobre o Tratado de Marraqueche. Gratuito, o evento será transmitido pelo canal da entidade no YouTube , a partir das 17h30min, sob a moderação de Ezequiel Mariano, da Rede de Leitura Inclusiva. Entre os participantes confirmados estão Thiago Oliveira, Coordenador-Geral de Regulação, Negociação e Análise, da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual do Ministério da Cidadania; Carlos Ferrari, Secretário de Tecnologia e Acesso à Informação da ULAC - União Latino-americana de Cegos e parte das Diretorias do Comitê Brasileiro de Organizações Representativas das Pessoas com Deficiência e da Organização Nacional de Cegos do Brasil; Moises Bauer, Assessor Jurídico do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, atualmente lotado no Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, e Alexandre Munck, Superintendente executivo da Fundação Dorina Nowill para Cegos e membro do Grupo de Trabalho pela regulamentação do Tratado de Marraqueche. O painel deverá abordar temas como o Tratado de Marraqueche como política de Estado; o debate público do acordo internacional ampliando as conversas sobre as políticas de acessibilidade e garantia de direitos; entidades, potenciais públicos beneficiados e a acessibilidade da consulta pública, e a importância da articulação e do fortalecimento da causa da pessoa com deficiência. Vale lembrar que a está aberta - pela Secretaria Especial da Cultura (SECULT) - uma consulta pública para coletar sugestões e comentários da sociedade sobre o Decreto que permitirá a adoção do Tratado de Marraqueche no Brasil. Com o evento online, a Fundação Dorina Nowill para Cegos espera contribuir para que as pessoas possam opinar e participar mais ativamente da discussão.

Sobre Fundação Dorina Nowill para Cegos

Há mais de 70 anos, A Fundação Dorina Nowill para Cegos trabalha para que crianças, jovens, adultos e idosos cegos e com baixa visão sejam incluídos em diferentes cenários sociais. A instituição oferece serviços gratuitos e especializados de habilitação e reabilitação, dentre eles orientação e mobilidade e clínica de visão subnormal, além de programas de inclusão educacional e profissional. Responsável por um dos maiores parques gráficos de braille no mundo com capacidade de impressão de até 450 mil páginas no sistema por dia, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é referência na produção e distribuição de materiais nos formatos acessíveis braille, áudio, impressão em fonte ampliada e digital acessível, incluindo o envio gratuito de livros para milhares de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil. A instituição também oferece uma gama de serviços em acessibilidade, como cursos, capacitações customizadas, sites acessíveis, audiodescrição e consultorias especializadas. Contando com o apoio fundamental de colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é reconhecida e respeitada pela seriedade de um trabalho que atravessa décadas e busca conferir independência, autonomia e dignidade às pessoas com deficiência visual.

Mais detalhes: http://www.fundacaodorina.org.br.

Mais informações sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos: 
Advice Comunicação Corporativa
Alexandre Moreno - alexandre.moreno@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5251 | (11) 98374 4664
Luana Rodriguez - luana.rodriguez@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5252
Beatriz Biasoto - beatriz.biasoto@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5251 | (11) 5102 5252
Fernanda Dabori - fernanda.dabori@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5255 | (11) 5102 5252

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TROFÉU JUCA PATO 2020

REGULAMENTO

Art. 1º – A UBE – União Brasileira de Escritores, sediada em São Paulo, promove e administra, anual e nacionalmente, a eleição da personalidade a quem caberá o prêmio “Intelectual do Ano”, conferindo-lhe o Troféu Juca Pato. O troféu é a réplica do personagem criado pelo jornalista Lélis Vieira e imortalizado pelo ilustrador e chargista Benedito Carneiro Bastos Barreto, conhecido pelo pseudônimo de Belmonte (1896-1947). O prêmio foi criado em 1962, por iniciativa do escritor Marcos Rey.

Art. 2º – O Prêmio Intelectual do Ano não é um prêmio literário, mas uma láurea conferida à personalidade que, havendo publicado livro de repercussão nacional no ano anterior, tenha se destacado em qualquer área do conhecimento e contribuído para o desenvolvimento e prestígio do País, na defesa dos valores democráticos e republicanos.

2º § 1 – Por valores democráticos entendendo-se o direito à igualdade, rejeição aos privilégios, aceitação da vontade da maioria e respeito aos direitos da minoria.

2º § 2 – Por valores republicanos entendendo-se o respeito à lei acima da vontade dos homens, ao bem público acima do interesse privado, à responsabilidade no exercício do poder, isto é, o poder visto como um serviço e não como um privilégio.

Art. 3º – Os candidatos poderão ser indicados, por escritores, leitores, professores, profissionais do livro, entidades culturais e público em geral. A indicação será por meio eletrônico, através do site da UBE (ube.org.br) restringindo-se a um voto por IP (Protocolo de Internet). Os indicados serão considerados “candidatos” após aprovação da Diretoria da entidade.

Art. 4º – As indicações poderão ser feitas através de link no site da UBE (ube.org.br) até às 23h59min do dia 31 de julho de 2020. A escolha dos candidatos - entre os indicados - será feita pela Diretoria da entidade até o dia 10 de agosto de 2020. Serão apresentados, para eleição e votação, até cinco (5) candidatos.

Art. 5º - Poderão votar na escolha do Juca Pato de 2020 (intelectual do ano) os sócios da UBE adimplentes -em dia com a entidade até a data de 31 de julho - e os sócios honorários. O período de votação para o Troféu Juca Pato será de 15 de agosto a 15 de setembro de 2020, até às 23h59min, através do site da UBE (ube.org.br). Serão computados apenas os votos válidos. A divulgação do laureado será até 20 de setembro de 2020 – no site da UBE - e nas mídias sociais da entidade, e a entrega do Troféu Juca Pato ocorrerá na primeira semana de dezembro de 2020.

Art. 6º – Os casos omissos deste regulamento serão resolvidos pela Diretoria da UBE - União Brasileira de Escritores.

CRONOGRAMA

- Indicações para o Troféu JUCA PATO 2020: Até 31 de julho de 2020.
- Candidatos selecionados pela Diretoria da UBE: Até 10 de agosto de 2020.
- Período de votação: De 15 de agosto a 15 de setembro de 2020.
- Divulgação do nome do laureado: Até 20 de setembro de 2020.
- Premiação: Dezembro de 2020 (data e local a serem confirmados).

Mais informações: através do FALE CONOSCO ou Whatsapp (11) 93418-5858.

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Setor editorial encontra novas formas de comercializar livros e fatura 10,7% a mais em 2019

Subsetores de Didáticos, Obras Gerais e Religiosos apresentam crescimento nas vendas. CTP é o único com performance negativa.
Diante da crise vivida por importantes varejistas, o mercado editorial buscou alternativas e conseguiu fechar o ano de 2019 com saldo positivo, faturando R$ 5,67 bilhões, 10,7% a mais que em 2018, o que significa um aumento real de 6,1%, considerada a variação do IPCA de 4,31% no período. Esse é um dos principais destaques da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro ano-base 2019, realizada pela Nielsen Book e coordenada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).
No ano passado, o setor reforçou outros canais de vendas e, com isso, a participação percentual das vendas em livrarias exclusivamente virtuais aumentou de 3,4% para 12,7%; escolas e colégios de 1,8% para 5,9%; e internet/Market Place de 0,74% para 5,20%. A participação percentual das vendas para livrarias e distribuidoras que, em 2018, respondiam por 50,5% e 29,5%, respectivamente, reduziram sua relevância para 41,6% e 22,9%.
Em 2019, o setor editorial brasileiro produziu 395 milhões de exemplares, o que significa um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. A pesquisa mostra que foram editados 50.331 títulos no ano, um aumento de 7,5%. Desse total, 13.671 correspondem a novos ISBNs, percentual 6,6% inferior à 2018.
Um dos fatores que impulsionou o faturamento das editoras em 2019 foram as vendas para o Governo, particularmente o PLND Literário. Com a distribuição de 53 milhões de exemplares e um volume de R$ 280 milhões, este programa foi responsável por 4,9% do total da receita do setor.
As editoras do subsetor de Obras Gerais alcançaram o melhor resultado: um crescimento nominal de 19,8%, que significa um aumento real de 14,8% em vendas para o mercado. No total, unificando as vendas para o mercado e governo, o crescimento nominal é de 33,0% e de 27,5% em termos reais.
Já o subsetor de Didáticos manteve-se estável com um aumento nominal de 3,9% das em vendas ao mercado, o que representa uma queda real de 0,4%. Considerando as vendas ao mercado e governo, o subsetor obteve um acréscimo nominal de 4,4%, ou seja, 0,1% em termos reais.
Outro destaque foi o subsetor de Religiosos, que registrou nas vendas ao mercado um aumento nominal de 12,0% (6,1% em termos reais). Já o subsetor CTP (Científicos, Técnicos e Profissionais) apresenta queda desde 2015 e nesta edição a pesquisa mostra uma variação nominal de 0,2%, gerando assim uma queda de vendas ao mercado de 8,2% em termos reais.
O estudo, que mapeou a performance do setor editorial e de seus quatro subsetores1 em 2019, ouviu 167 editoras do país.

Lis Ribeiro – Comunicação (CBL)
Tel.: (11) 3069-1300
lisribeiro@cbl.org.br

Mariana Fragoso – Comunicação (SNEL)
Tel.: (21) 2533-0399
assessoriacomunicacao@snel.org.br

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Lis Castelliano
Gerente Executiva do SNEL
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NA MORADA DO ENCANTAMENTO QUANDO PRIMAVERA HAVIDA / MARIZZIA CEZARE

Quebra-cabeça HQ adulto sobre infância e mãe num povoado o pai na Terra (1928, nome Ferrato, Monferrat, Alpes/Suiça de abóboda mágica à paleta encantada do arco-íris e a travessia sobre o abismo à luz das forças da Alma com a beleza da Pintura de Veneza o Renascimento se desvenda À CONSCIÊNCIA via exercícios dessa História de ARTETERAPIA no cenário mitológico próprio de Astrologia em Gália, de Cesar.

SOBRE A AUTORA
Arteterapia Vivências 1982 / Pinturas 2020, I. Poemas do Amor a Vida 1987, II. P do Amor a Paz 2012, Pesq. de campo Astrologia, Psico-Arquetípica, Psicol. Transpessoal 2008 ALUBRAT SP Pós-grad. TRANSDISCIPLINARIDA UNIPAZSP TRANS SÍNTESE 2013: III. Terra H de Amor 2014, IV – Terra Nav Cult de Paz 2016 V. Jornada Terra a busca Ling da Paz 2018 VI. Ópera Selvagem (Book Song /partituras, 2020 e VI. Na Morada do Encantamento quando Primavera havida 2020 Antologias Ed. Scortecci 2008 /2020.

SERVIÇO
NA MORADA DO ENCANTAMENTO QUANDO PRIMAVERA HAVIDA
Marizzia Cezare
ISBN 978-85-366-5862-9
Scortecci Editora
Arte
Formato 16 x 23 cm
2020
132 páginas

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Aumento de livros pirateados durante o mês de abril de 2020

Entidade que atua em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) constatou que houve um aumento no acesso e download de livros pirateados durante o mês de abril de 2020. Foram pesquisados 4.010 títulos com notificação de 13.528 links com conteúdos integrais de livros piratas. Isso representa um aumento de mais de 15% em relação ao mesmo mês de 2019, quando foram pesquisados 3.859 títulos e a notificação foi de 12.670 links.
De acordo com o advogado Dalton Morato, isso se deve ao fato de que com o isolamento social as pessoas recorreram, ainda mais, à internet, seja para estudos e ou lazer. “As editoras associadas aumentaram a procura pelos nossos serviços, indicando mais sites para pesquisa e notificação”, destaca Morato.
Dentre os conteúdos mais procurados pelo internauta, estão os livros da educação superior, do segmento CTP, que abrange as obras literárias científicas, técnicas e profissionais. O que pode indicar que há uma busca por ampliação do conhecimento, bem como continuidade nos estudos, nesse período de pandemia.
A ABDR atua desde 1992 com o objetivo de esclarecer e orientar a sociedade brasileira quanto ao correto cumprimento das leis e tratados de direitos autorais, especialmente quanto ao reconhecimento da importância do trabalho realizado pelos autores, gráficos e editores. Para essa tarefa é utilizado um software específico para essa ação, chamado Sistema de Direito Autoral (SDA).
As editoras associadas ao SNEL podem, através do Portal do SNEL (www.snel.org,br), solicitar à ABDR que seja feita uma pesquisa de algum livro específico ou enviar os links com conteúdos de livros piratas para que sejam tomadas as devidas providências.

Atenciosamente,
Lis Castelliano
Gerente Executiva do SNEL

SNEL - Sindicato Nacional dos Editores de Livros
Rua da Ajuda, 35/18º andar, Centro - RJ
CEP: 20040-000
Tel.: (21) 2533-0399
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CEP: 04103-000
Tel.: (11) 5051-5424
snelsp@snel.org.br

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ARETÊ obra de Claudia Gonçalves

Empresas & Negócios - 06/05/2020 |

Claudia Gonçalves – Paloma Dalbon (Ilustr) Scortecci – Uma deliciosa história medieval numa região celta. Amor, rancor, inveja, luta, resignação, muita esperança, enfim, muitos ingredientes sociais povoam as determinadas ações dessa obra, que além de brilhante criatividade, livrando-se de clichês, recebeu tratamento gráfico editorial de primeiríssima qualidade. Pura magia. Um bom conteúdo para cinematografia. Na última página, há o mapa da região onde transcorre a fascinante história. Sugiro uma vista d’olhos ao iniciar a leitura. Fará o deleite de jovens e adultos!

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"Aretê", uma luta contra o preconceito às mulheres que começa na Idade Média

Segs - 16/04/2020 |

Escrita pela advogada Claudia Gonçalves, a obra apresenta sutilmente algumas verdades doloridas sobre a vida, da ambição à agressão

Manipulação, rancor, busca por poder e amor. Em meio a sentimentos ardilosos, uma feiticeira maligna busca por vingança e deseja destruir o reino Régis e, consequentemente, os herdeiros do rei Arágon. Determinada a corromper toda a paz que se instaurou nas terras Régis, a temível e misteriosa Feiticeira do Leste pretende devastar a alma e o coração dos príncipes Shur e Maia, tornando-os mais sórdidos do que já são.

Habituado na Idade Média, o romance Aretê, escrito pela advogada e Mestre em direito do trabalho, Claudia Gonçalves, narra a história da valente princesa Raquel, que com seu coração iluminado pelo Universo, luta com todas as forças para libertar o reino e seu povo das mãos do tirano Shur, seu irmão mais velho.

“Raquel era diferente dos irmãos, amava o povo de Régis, era querida por todos e odiada pelos irmãos, tinha em si a luz do Universo [...]

- Raquel será difícil, tem consigo a virtude e o temor às leis do Universo. Não lhe poderia dissuadir, pois o Grande Mestre a protege. Onde o amor habita, o ódio não pode reinar. Terei que matá-la. - disse a Feiticeira do Leste.” (P. 26 e 27)

Mais do que um livro de contos de fadas, Aretê traz ensinamentos reais sobre a vida. Com uma escrita dinâmica e surpreendente, a autora consegue transmitir lições importantes sobre criação de estereótipos, alteridade, laços afetivos, luta por poder e questões delicadas como a agressão às mulheres.

Repleto de personagens envolventes e bem construídos, o livro é marcado por arquétipos, pela guerra e pelo amor, Aretê é a magia de se cumprir o próprio destino. Além disso, a obra cativa todos os seus leitores e os transportam para um mundo mágico, em que tudo é possível, principalmente quebrar barreiras estereotipadas que envolvem moças de todas as idades.

Ficha Técnica
Título: Aretê
Autora: Claudia Gonçalves
Gênero: Ficção e Aventura
Editora: Scortecci Editora
ISBN: 978-85-366-5729-5
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 140
Link de compra: Amazon

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CARTA ABERTA DA ABIGRAF AO MERCADO E GOVERNOS

Nós, gráficos brasileiros, não estamos de quarentena. Nossas impressoras continuam rodando jornais, livros, folhetos, rótulos e embalagens para o agronegócio e para os produtos que todo brasileiro usa em seu cotidiano, para limpeza, higiene pessoal, alimentação e, claro, medicamentos. Nossos colaboradores vão e voltam de suas casas, onde as famílias seguem abrigadas buscando proteção contra a pandemia, todos os dias expondo-se ao risco que é comum a todos os brasileiros. Nós não podemos, não queremos e não vamos parar, pois sabemos de nossa responsabilidade com o consumidor brasileiro, com nossos clientes e com nossas famílias. E prestamos aqui nossa solidariedade e agradecimento àqueles profissionais cujo trabalho é essencial à vida e a segurança da nação, em especial aos da área de Saúde, valorosos desde sempre e mais necessários do que nunca.

Desde o início da pandemia de Covid-19 a principal preocupação de nossa entidade foi manter todos os nossos associados bem informados sobre recomendações de saúde pública e as decisões fiscais e tributárias do Governo que afetam, ajudam e tentam minimizar os impactos da crise para as empresas. Cumprimos nosso papel à risca. Mesmo em home-office desde o início da semana passada, nossos departamentos Jurídico, Administrativo e de Relações com o Mercado continuam a todo vapor. Foram mais de uma dezena de comunicados distribuídos aos nossos associados para que todos tenham segurança jurídica para literalmente salvar suas empresas e os empregos de seus colaboradores no momento mais delicado da nação desde a segunda-guerra mundial.

Muito embora estejamos respeitando as orientações governamentais de manter o maior número possível de colaboradores protegidos do Coronavírus em suas casas, e parte significativa dos empresários de nosso setor tenha adotado medidas extras de proteção, como providenciar transporte exclusivo para seus colaboradores indispensáveis nas linhas de produção, precisamos que o Brasil volte ao trabalho o quanto antes. Mas com responsabilidade e de maneira que o risco de contaminação seja reduzido ao máximo possível. Sabemos que teremos pela frente mais algumas semanas extremamente difíceis e temos garra, coragem e esperança para seguir em frente, com fé em Deus e confiança nas nossas autoridades.

Mas precisamos que os governos façam mais. As medidas anunciadas na última sexta-feira, que beneficiam pequenas e médias empresas, com faturamento entre 300 mil e 10 milhões de reais por ano, são um alento à parte significativa dos empresários e trabalhadores brasileiros. Porém, no ramo gráfico, 97% das quase 18 mil empresas instaladas no território nacional e que geram mais de 170 mil empregos diretos, são micro e pequenas empresas que não atingem o patamar de faturamento para se beneficiar das concessões governamentais.
Em face disso, enviamos ao BNDES no último dia 27 de março, ofício (segue abaixo) pedindo agilidade na liberação dos benefícios para que nossos associados possam vencer essa crise da melhor maneira possível e os trabalhadores de nosso setor continuem empregados.
Essa crise certamente vai passar. Reiteramos nossa confiança nas autoridades das três esferas de poder, nossa esperança na ciência e nossa vontade de continuar trabalhando duro, como sempre fizemos, pelo bem do Brasil.

Levi Ceregato
Presidente da ABIGRAF Nacional.

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FLIPOÇOS 2020 SERÁ REALIZADO EM AGOSTO

O Festival Literário Internacional de Poços de Caldas e a Feira do Livro vão acontecer entre os dias 15 e 23 de agosto deste ano.

O Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, o Flipoços e a Feira do Livro já têm nova data para acontecer: de 15 a 23 de agosto deste ano. O evento seria realizado entre os dias 25 de abril a 03 de maio, mas foi adiado por decisão da Curadoria do Flipoços em conjunto com as Secretarias de Cultura, Educação e de Saúde de Poços e determinação do Governo do Estado de Minas Gerais. A nova data foi definida em reunião realizada na tarde desta segunda-feira, 16, entre a equipe da GSC Eventos e o secretário municipal de cultura de Poços de Caldas, Ricardo Fonseca de Oliveira para realocar a Feira e o Festival em todo Espaço Cultural da Urca. "Apesar da agenda do Espaço Cultural da Urca e do Teatro Benigno Gaiga estar ocupada para todo o ano, houve um remanejamento feito em comum acordo com os agentes culturais e outras secretarias para a realização do Flipoços, um dos eventos mais importantes de nossa cidade. Precisamos todos desse espírito de união e colaboração nesse momento", afirmou Ricardo.

A medida está sendo tomada seguindo a recomendação do Governo do Estado de Minas Gerais, que na última sexta-feira, 13 de março, anunciou a suspensão de eventos públicos com aglomeração de mais de 100 pessoas por pelo menos os próximos 30 dias. O Governador do estado, Romeu Zema, recomenda que a mesma decisão seja tomada por eventos privados.

O Festival e a Feira do Livro reúnem milhares de pessoas todos os anos durante os nove dias de realização das palestras, mesas e oficinas literárias, grande parte da programação em ambientes fechados, especialmente no Teatro Benigno Gaiga. A diretora da GSC Eventos e Curadora do Flipoços, Gisele Ferreira, afirma que mudar a data de realização do evento é o melhor a ser feito diante da pandemia do coronavírus que assola o mundo. "O público, os escritores e expositores que prestigiam o Flipoços merecem esse cuidado. Vivemos um momento em que a prevenção a novos casos da COVID-19 é fator primordial para toda a humanidade e estamos cientes dessa missão, que é de todos nós", afirma. Gisele garante que os próximos quatro meses serão de ainda mais trabalho e dedicação para que o Flipoços, nesta edição comemorativa de 15 anos, seja um marco na história e  mostrando muito mais a força da temática "Mulher e Literatura: da poesia ao poder". "Acreditamos que os avanços da ciência e medidas de todos os governos farão com que a transmissão da doença seja controlada da forma mais breve possível e em agosto estaremos prontas para realizar o Flipoços e a Feira do Livro. A literatura e a cultura são os maiores instrumentos de conhecimento e união entre os povos e com eles, continuaremos sempre de mãos dadas para vencermos esse grande desafio".

Todas as informações sobre programação, convidados e detalhes das possíveis mudanças na grade, serão devidamente informadas no site www.flipocos.com e nas redes sociais do Festival.


ACESSE:
WWW.FLIPOCOS.COM
Fale com a gente por e-mail ou ligue (35) 3697-1551.
rua Prefeito Chagas, 305 - sala 308
Centro - Poços de Caldas (MG)
(35) 3697-1551 | falecom@gsceventos.com.br
www.gsceventos.com.br

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