Prêmio Sesc de Literatura abre inscrições para edição 2020

As inscrições são gratuitas e os escritores podem concorrer com obras inéditas nas categorias Conto e Romance 

Rio de Janeiro, janeiro de 2020 -- As inscrições para o Prêmio Sesc de Literatura, um dos mais importantes do país, serão abertas na próxima segunda-feira, dia 20. Os autores estreantes podem inscrever suas obras inéditas nas categorias Romance ou Conto. Os interessados têm até 20 de fevereiro para concluir o processo de inscrição, que é gratuito e online. O regulamento completo pode ser acessado em www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc.
Ao oferecer oportunidades aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura impulsiona a renovação no panorama literário brasileiro e enriquece a cultura nacional. Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, com tiragem inicial de 2 mil exemplares. Desde a sua criação, mais de 14 mil livros foram inscritos e 29 novos autores foram revelados.
A parceria com a editora Record contribui para a credibilidade e a visibilidade do projeto, pois insere os livros na cadeia produtiva do mercado livreiro. A premiação foi criada em 2003 e se consolidou como a principal do país para autores iniciantes. No ano passado, houve recorde de inscritos com 1.969 obras, sendo 1.043 romances e 926 livros de contos.
O processo de curadoria e seleção das obras é criterioso e democrático. Os livros são inscritos pela internet, gratuitamente, protegidos por pseudônimos. Isso impede que os avaliadores reconheçam os reais autores, evitando qualquer favorecimento. Os romances e contos são avaliados por escritores profissionais renomados, que selecionam as obras vencedoras pelo critério da qualidade literária.
A relevância do Prêmio Sesc também pode ser medida por meio do sucesso dos seus vencedores, que vêm sendo convidados para outros importantes eventos internacionais, como a Primavera Literária Brasileira, realizada em Paris, o Festival Literário Internacional de Óbidos, em Portugal, e a Feira do Livro de Guadalajara, no México.

Vencedores

No ano passado, o vencedor na categoria Romance foi Felipe Holloway, com ‘O legado de nossa miséria’. A obra narra a história de um crítico de literatura e professor universitário que é convidado para um evento sobre jornalismo literário, numa fictícia cidade do interior de Minas Gerais. Lá ele conhece um famoso escritor cuja obra sempre admirou. Os personagens rememoram suas respectivas carreiras, nas quais os fracassos éticos e estéticos se alternam. Natural de Canindé, no Ceará, Holloway mora desde criança em Cuiabá (MT), onde leciona Língua Portuguesa na rede estadual.
João Gabriel Paulsen foi o ganhador na categoria Conto, com o livro 'O doce e o amargo'. Ele escreveu uma coletânea de nove contos que tratam das tensões geracionais e os conflitos ocasionados pelos ritos de passagem. Paulsen nasceu em Juiz de Fora (MG), onde mora, estuda Filosofia e escreve desde os 15 anos.
Eles se juntam a um time de vencedores do Prêmio Sesc Literatura, que tem entre suas estrelas Franklin Carvalho, ganhador com o Romance “Céus e Terra”, em 2016, e vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2017; a carioca Juliana Leite em 2018, com Romance com “Entre as mãos”, que após a premiação do Sesc, ganhou o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA); a paulista Sheyla Smanioto Macedo, vencedora da edição 2015, com o Romance “Desesterro”, que conquistou o Prêmio Machado de Assis 2016; Marcos Peres, com “O Evangelho Segundo Hitler”, vencedor do Prêmio SP de Literatura 2014 na categoria estreantes; e Debora Ferraz, autora do livro “Enquanto Deus não está olhando”, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura 2015.


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Secretaria abre concurso para acessibilizar bibliotecas públicas

Bibliotecas podem enviar projetos até o dia 30 de janeiro de 2020, usuários com deficiência visual serão os principais beneficiados 

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebe até 30 de janeiro de 2020 projetos de bibliotecas públicas do Estado de São Paulo, interessadas em receber equipamentos de tecnologia assistiva capazes de assegurar o acesso à leitura para pessoas com deficiência visual.
A ação faz parte do programa São Paulo + Inclusão Bibliotecas, que tem como parceiro o Fundo de Interesse Difusos (FID) da Secretaria da Justiça e Cidadania e juntos já entregaram equipamentos há mais de 60 bibliotecas públicas.
Os interessados em participar devem indicar em formulário específico (abaixo) como pretendem aprimorar os serviços bibliotecários para as pessoas com deficiência e qual estratégia será utilizada para divulgação dos novos serviços com foco no público com deficiência visual.
As bibliotecas vencedoras receberão kits compostos pelos seguintes equipamentos: scanner leitor de mesa, linha braile e computador.
O formulário deve ser preenchido no link http://bibliotecas.sedpcd.sp.gov.br e as propostas bem como, anexos, digitalizados e devidamente assinados, devem ser enviados para o e-mail spmaisinclusaobibliotecas@sedpcd.sp.gov.br ou encaminhados pelo correio.

SERVIÇO
Abertura do edital - São Paulo + Inclusão Bibliotecas
Data de inscrição: até 30 de janeiro de 2020
Inscrições: http://bibliotecas.sedpcd.sp.gov.br
Envio de documentação: spmaisinclusaobibliotecas@sedpcd.sp.gov.br
Endereço para envio, caso haja necessidade: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10 - Barra Funda - São Paulo - SP
CEP: 01156-001

Assessoria de Imprensa 
Fernanda Ribeiro
(11) 5212-3812
fernandaribeiro@sp.gov.br
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Saraiva anuncia Luis Mario Bilenky como seu novo CEO

Executivo tem ampla experiência em varejo e perfil empreendedor com orientação a soluções inovadoras 

Luis Mario Bilenky assumirá a partir 13 de janeiro o cargo de CEO da Saraiva, uma das maiores redes varejistas de conteúdo do país, com foco em educação, cultura e entretenimento. Eleito pelo novo Conselho de Administração, o executivo terá como missão implementar e refinar as estratégias de reestruturação e crescimento econômico da companhia.
Bilenky possui extensa experiência em varejo, com atuação em companhias multinacionais e nacionais. O executivo foi presidente e CEO da Blockbuster e Fototica; e no McDonald's, onde foi diretor de marketing para a América Latina. Também atuou no Grupo Fleury, onde ocupou o cargo de diretor executivo, e no Hospital Infantil Sabará, de onde foi sócio e presidente.
“O Mercado livreiro, no Brasil e no mundo, passa por uma fase de transformação e adaptações relevantes, mas tenho convicção de que o livro tem lugar garantido no futuro!”, afirma Bilenky. “ Estou muito feliz e confiante. É uma honra estar à frente de uma empresa centenária e poder contribuir para o contínuo crescimento do hábito da leitura e sua força transformadora na vida das pessoas”, completa o executivo.
A escolha do executivo foi realizada pelo novo Conselho de Administração da Saraiva que passa a contar, a partir desse ano, com dois novos membros: Augusto Marques da Cruz Filho, com passagens pelo Grupo Pão de Açúcar, Tintas Coral, Fundação Seade e Banco Itaú. Atualmente atua como membro do conselho das empresas BRF, General Shopping e JSL; e Antonio Salvador, que atuou como Chief Digital Officer e vice-presidente de RH, Sustentabilidade e Gestão do Grupo Pão de Açúcar por quase 7 anos e também como conselheiro do grupo. Antes, teve passagem pela Hewlett-Packard, pela PwC e IBM Global -- EUA e Brasil. Os conselheiros reeleitos: Jorge Saraiva Neto, Maria Cecilia Saraiva Mendes Gonçalves e Olavo Fortes Campos Rodrigues Jr. já faziam parte do board no exercício anterior.
Com a reestruturação das lideranças -- CEO e Conselho de Administração, a Saraiva dá início a um novo momento em sua história, fortalecendo e aprimorando sua governança corporativa. A empresa reforça que, com os membros do Conselho de Administração da Companhia eleitos recentemente e o novo CEO, acredita em sua capacidade de promover a reestruturação das operações e a recuperação dos resultados econômicos necessários à perenidade do negócio.


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SNEL E CBL apresentam as novidades da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro ano-base 2019

SNEL E CBL apresentam as novidades da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro ano-base 2019

Conteúdo digital deve ganhar mais visibilidade na próxima edição da pesquisa de Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, que ainda assim seguirá com destaque para os livros físicos. O levantamento, que será apresentado em abril deste ano, terá como base os dados de 2019. Nesta 16ª edição do estudo, coordenado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e a Câmara Brasileira do Livro (CBL), a Nielsen Book será a parceira das instituições na produção do mapa da produção editorial brasileira. A Nielsen entra no lugar da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que ao longo de 15 anos ajudou as entidades na coleta e análise desses dados.
CBL e SNEL garantem que a pesquisa seguirá os mesmo critérios de antes, que continuará por ora com o mesmo modelo de questionário consolidado ao longo dos últimos anos. Segundo os coordenadores da pesquisa, a nova gestão na apuração dos dados não deverá ser sentida pelas editoras. Para garantir a continuidade do modelo de estudo, a economista Mariana Bueno passa a integrar o time da Nielsen, continuando à frente da pesquisa e em contato com as empresas do setor livreiro. Um outro ponto favorável é o fato da Nielsen ser uma empresa bastante conhecida do segmento, uma vez que já tem parceria com a SNEL na pesquisa Painel do Varejo de Livros no Brasil, que divulga, mensalmente, os números de livros vendidos e faturamento do mercado.
Vale lembrar que a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro analisa as publicações de livros no Brasil, dispondo o ano anterior como base. O estudo apresenta também a performance do mercado como um todo e de cada um dos seus quatro subsetores: Didáticos; Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP); Obras Gerais e Religiosos.
As editoras começam a responder os questionários a partir do dia 15 de janeiro. Já a  apresentação da pesquisa para toda a imprensa deverá acontecer no final do mês de abril, assim como foi em 2019.
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Estímulo às crianças pode ajudar o Brasil a criar novos leitores

EBC - 07/01/2020 |


Incentivar a leitura desde cedo pode ajudar o Brasil a aumentar o número de leitores, de acordo com especialistas entrevistados pela Agência Brasil. A estimativa é de que quase metade dos brasileiros não seja leitor regular. Entre os motivos apontados estão a falta de tempo e a falta de paciência. 

No último dia 07 foi o “Dia do Leitor”, criado em homenagem ao suplemento literário do jornal O Povo, do Ceará, que ficou famoso por divulgar o movimento modernista cearense. O jornal foi fundado em 7 de janeiro de 1928 pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha. 

Desde então, o Brasil melhorou as taxas de analfabetismo, mas ainda hoje enfrenta o desafio de fazer com que as pessoas tenham o hábito de ler. De acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, 44% dos brasileiros com mais de 5 anos de idade não são leitores, o que significa que não leram nenhum livro nos últimos três meses. 

A pesquisa mostra também que ler está ficando mais difícil para os brasileiros, seja por falta de tempo ou de paciência. O índice dos que afirmam que não têm nenhuma dificuldade para ler diminui a cada edição da pesquisa. Eram 48% dos entrevistados em 2007, passando para 33% em 2015. Entre as dificuldades está a falta de paciência. Em 2007, 11% disseram não ter paciência para ler. Em 2015, esse percentual subiu para 24%.

"Acho que o desafio da próxima década é mostrar a importância da leitura, o prazer da leitura, começar a criar uma nova sociedade leitora. É difícil convencer um adulto que nunca teve o hábito de ler a começar a ler, [o desafio] é atrair as crianças", diz o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Marcos da Veiga Pereira. 

Para chegar às crianças, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, organizada pelo Snel, iniciou, neste ano, o projeto Bienal nas Escolas, que leva autores para escolas públicas. A intenção é que os encontros ocorram também neste ano e em 2021, até a próxima Bienal. "Se quer transformar o Brasil, tem que começar a investir nas crianças", defende Pereira.

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Livros renascem com clubes de leitura e pequenas livrarias começam a tomar espaço das megastores

El País - 27/12/2019 |

O mercado editorial brasileiro lamentou neste ano um encolhimento de 25% desde 2006 ― e uma redução de faturamento de 4,5% em 2018, pelo quinto ano consecutivo. No ano passado, as editoras também registraram uma queda de 11% na produção de livros. O balanço reflete não apenas o resultado da crise econômica por que o país passou nos últimos anos, mas o ocaso das maiores redes de livrarias do país, cujos prejuízos se disseminaram pelas editoras. Em meio a demissões, fechamento de casas editoriais e pedidos de recuperação judicial de livrarias, contudo, ainda há quem trabalhe com livros no Brasil e garanta: não há crise nenhuma.

“O brasileiro nunca leu tanto”, assegura Ricardo Almeida, CEO do Clube de Autores, a maior plataforma de autopublicação da América Latina. A empresa de apenas quatro funcionários cuida da publicação de cerca de 50.000 autores ― que são conectados por meio dessa plataforma com editores, revisores, designers, gráficas e livrarias ― e trabalha atualmente na elaboração de um algoritmo capaz de identificar potenciais best sellers antes mesmo da impressão. Para Almeida, a crise está no modelo de megastore, que levou Saraiva e Livraria Cultura a pedirem recuperação judicial em 2018 ― o Clube de Autores registrou crescimento de 30% em 2018.

Os dados do último Retratos da Leitura no Brasil corroboram a percepção de Almeida, que diz ver mais pessoas lendo na rua, no transporte público. A população leitora do país subiu de 50% para 56% entre 2011 e 2015, de acordo com o relatório mais recente (uma atualização do levantamento deve ser publicada em 2020), e a quantidade média de livros lidos por anos foi de 4 para 4,96. Os critérios para chegar a esses números, todavia, são frouxos. Para entrar na pesquisa, basta ter lido um trecho de um livro nos três meses anteriores à pesquisa; além disso, da média de 4,96, apenas 2,43 foram lidos até o fim, e 2,88 foram lidos por vontade própria.

De qualquer forma, o número de livros vendidos saltou de 318,6 milhões em 2006 para 352 milhões em 2018 (o preço médio dos livros caiu 34%). E se as grandes livrarias perdem espaço nas vendas ― a participação caiu de 53,11% em 2017 para 46,25% em 2018 ―, os clubes de leitura apareceram pela primeira vez na lista, com 1,08% do mercado no ano passado. O Brasil conta atualmente com dois milhões de assinantes de clubes de leitura, uma empreitada encabeçada pela TAG no país desde 2014. “A crise não é de leitor. É do mercado do livro”, diz Arthur Dambros, diretor de marketing da TAG, que fechou seu primeiro ano, em 2015, com apenas 100 assinantes e hoje conta com 45.000.

Clubes de leitura

Todo mês, cada uma dessas 45.000 pessoas, que pagam de 45,90 a 55,90 reais mensais. recebe uma caixa com livros, que pode conter um exemplar inédito, editado pela própria TAG, ou uma indicação de personalidades como Fernanda Montenegro ou o médico estrela Patch Adams, acompanhados de clássicos curtos e de um encarte com material para discussão. “Levamos um ano e meio até angariar os primeiros assinantes. O pessoal não entendia direito. Nunca tivemos investidor, ficamos um ano e meio dando prejuízo e com dificuldades para crescer, mas logo começamos a lucrar”, conta Dambros.

E o sucesso da TAG levou milhares de pessoas a se encontrar para debater textos literários. Ao descobrir que seus assinantes começaram a interagir, a empresa sediada em Porto Alegre desenvolveu um aplicativo para ajudar a promover os encontros. A gerente administrativa Carolina Bonfim, 31 anos, coordena um desses grupos em São Paulo e frequenta outro deles em Guarulhos. E mantém contato com assinantes de Campinas. É um perfil que se repete em quase todos os outros assinantes da TAG: participam de vários clubes de leitura ao mesmo tempo. “Eu lia quando criança. Recentemente percebi que estavam faltando palavras, eu estava defasada. Minha irmã assinava a TAG e me emprestou um livro. O capricho é muito grande. Assinei em novembro de 2017. Tem mês em que a gente lê cinco livros”, diz Carolina.
No encontro promovido por ela em junho, em um Fran’s Café na região da avenida Paulista, o livro em pauta era Jude, o obscuro, de Thomas Hardy, indicado pela atriz Fernanda Montenegro. Doze assinantes da TAG se reuniram numa tarde de domingo, enquanto centenas de pessoas se mobilizavam do lado de fora do café em uma manifestação de apoio ao ministro da Justiça, Sergio Moro. Nem todos tinham conseguido terminar de ler o livro. Entre esses estava o professor Rogério Augusto Barbosa, 47 anos. Envolvido na mudança para um novo apartamento ― do qual reservaria um quarto apenas para guardar livros ―, o professor não se importou em engolir spoilers, porque queria rever os amigos.

Em comum entre os colegas, a expressiva média de 50 livros lidos por ano e o hábito de comprar livros em promoção, geralmente em feiras. Alguns dos participantes do encontro tinham acabado de chegar à capital paulista e buscavam novas amizades. Cada um se apresentou e expôs suas impressões sobre o livro em pauta, comparando com outras histórias já lidas e debatidas. A mesma dinâmica se repetiu no encontro promovido pela guia turística Patricia Smith, da TAG Inéditos, para discutir A rede de Alice, de Kate Quinn, na Livraria do Comendador, no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Um grupo de 13 mulheres ― 70% dos assinantes da TAG são mulheres e mais da metade têm pós-graduação completa ou em execução ― tirou uma tarde de sábado para se reunir ao redor de livros.

Gestora da livraria, Carol Camargo diz que a loja, que divide um casarão tombado com um café, tem recebido 32 eventos por mês, entre debates literários e saraus. O estabelecimento não cobra aluguel, mas seus administradores sabem que 38% dos frequentadores desses eventos saem da livraria com pelo menos um livro comprado. “O investimento ainda não se pagou, mas crescemos 25% acima do esperado no nosso primeiro ano”, celebra Camargo. Segundo ela, a projeção do resultado foi feita no auge da crise do mercado editorial, em outubro de 2018. “Mas as pessoas não pararam de consumir livros. Foi a má gestão dos grandes grupos que impediu que a verba voltasse para as editoras”, analisa a gestora, para quem o atendimento individualizado das livrarias independentes ganhou força.

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Jamais subestime o leitor

Gustavo Conde - 23/12/2019 |

"Com suas 'facilitações gramaticais', com seus 'títulos fáceis', com seus textos 'mastigadinhos', com suas 'caricaturas' de mundo, de política e de sociedade, eles conseguiram a proeza de criar uma legião de leitores precarizados, que mal conseguem distinguir entre democracia e ditadura", diz o linguista Gustavo Conde, sobre a precarização do texto jornalístico na grande imprensa
Há algum tempo, um amigo colunista da Folha me dizia: "eu não posso aprofundar muito, senão o leitor da Folha não entende".
Era o prenúncio do efeito-rebote que toda a imprensa brasileira experimenta hoje: ela criou subleitores.
Com suas 'facilitações gramaticais', com seus 'títulos fáceis', com seus textos 'mastigadinhos', com suas 'caricaturas' de mundo, de política e de sociedade, eles conseguiram a proeza de criar uma legião de leitores precarizados, que mal conseguem distinguir entre democracia e ditadura.

As consequências são muitas.
A primeira delas é Bolsonaro. Faça-se uma enquete entre os subleitores da Folha e descubra-se em quem eles votaram para presidente. Seria uma lavada.
Outras consequências são o mercado editorial brasileiro completamente sucateado e nivelado por baixo. O que vende é autoajuda, textos motivacionais e fofoca de subcelebridades.
Os "críticos literários" da Folha lamentam periodicamente a cena devastada do mercado editorial brasileiro, colocando a culpa no "povo brasileiro que não lê", claro (a culpa é sempre do povo, inculto e vagabundo).
Mas o grau de indigência da leitura no Brasil tem patrono: é a imprensa.
Eles querem se eximir sempre de qualquer responsabilidade por qualquer coisa. São neutros, imparciais e fazem apenas o serviço de "informar" (risos, por favor).
Ocorre que esse "serviço" que o jornalismo subdesenvolvido brasileiro nos presta com imensa paixão experimenta neste momento a amarga resposta da história e da linguagem.
Os leitores de Folha, Globo e Estadão atingiram um nível tão baixo de competência leitora (aceitando teses esdrúxulas, mentiras óbvias e textos desprovidos de coerência e coesão básicas), que os colunistas agora, a despeito de sua conhecida falta de talento, são obrigados a escrever para essa legião de débeis mentais.
Resultado: nem se o jornalista ajoelhar no milho do arrependimento cognitivo, pedir perdão aos céus e tentar escrever uma análise conjuntural ou econômica digna do nome, ele conseguirá (pois o subleitor cativo desses veículos não irá entender).
É o efeito-rebote. Criou subleitores? Agora aguenta a manutenção da clientela.
Óbvio que há exceções e nem preciso mencioná-las aqui, já que são de domínio público (Janio de Freitas e Mariele Felinto que não me deixem mentir).

Ler Mais:  Gustavo Conde 
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CBL é a nova responsável pelo ISBN no Brasil

Em nota oficial, a Agência Internacional do ISBN comunicou que a CBL passa a realizar os serviços de ISBN no Brasil a partir de 1º de março de 2020. Confira aqui o comunicado na íntegra.

A Fundação Biblioteca Nacional (https://www.bn.gov.br) e seu parceiro, Fundação Miguel de Cervantes,  (https://fundacaomigueldecervantes.org.br/), continuarão com os serviços atuais até 28 de fevereiro de 2020.
A Fundação Biblioteca Nacional, a Fundação Miguel de Cervantes e a Câmara Brasileira do Livro estão trabalhando para garantir a continuidade dos serviços, incluindo o histórico, prestados durante o período de transição.

Até 28 de fevereiro de 2020, toda solicitação de ISBN será realizada por:

Agência Brasileira do ISBN
Fundação Miguel de Cervantes 
Rua México, 45 - 5º andar - Edifício Lumex
Centro
Rio de Janeiro - RJ
CEP 20031-144
Tel: (55 21) 2524 0276, (55 21) 2262 9724
Email: isbn@bn.gov.br
URL: http://www.isbn.bn.br

A partir de 1º de março de 2020, toda solicitação de ISBN deverá ser encaminhada para:

Câmara Brasileira do Livro
Rua Cristiano Viana, 91
São Paulo - SP
CEP 05411-000
Tel. (55 11) 3069-1300
E-mail: sac@isbn.org.br
URL: http://www.isbn.org.br (site em construção)

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Restauração do Museu da Língua Portuguesa é concluída

Publishnews - 18/12/2019 |

O Museu da Língua Portuguesa já tem a data da sua reinauguração. Atingido por um incêndio em dezembro de 2015 e em obras desde então, o museu abrirá novamente as portas no dia 25 de junho de 2020. O anúncio foi feito na tarde da última segunda (16) pelo governador do Estado de São Paulo João Doria e pelo Secretário de Cultura e Economia Criativa Sérgio Sá Leitão. Agora começa a última etapa antes da reinauguração que inclui a instalação da museografia e a seleção da organização social responsável pela gestão. “São Paulo e o Brasil ganharão um imóvel completamente restaurado, com o aparato de segurança mais avançado que existe e ampliação de sua área”, afirmou Sá Leitão. O edital de licitação para a contratação da organização social que fará a gestão do Museu também foi lançado e as instituições qualificadas como Organização Social de Cultura que possuírem interesse devem manifestar suas propostas até o dia 29 de janeiro. Com a reforma, a área ocupada pelo Museu foi expandida e a área interna inclui agora novos espaços, como um café no terraço com vista para o Parque da Luz e integração dos pátios laterais.

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Clube de Leitura engaja alunos na literatura em escola de Valparaíso

Secretaria da Educação - 18/12/2019 |

Fim de mês na Escola Estadual Vicente Barbosa, em Valparaíso-SP, é uma ocasião especial. No último sábado de cada mês, alunos e professores se reúnem, por meio doo Programa Escola da Família, e fazem uma roda de conversa sobre um livro, escolhido no início do ano. É o projeto Clube do Livro “Filhos de Vicente”, que acolhe a comunidade local por meio da literatura.
O atrativo do projeto é que apenas livros brasileiros são escolhidos. Isso para incentivar o mergulho na literatura do país. “Percebemos que há um déficit na leitura da nossa literatura. Livros clássicos e muitas vezes erroneamente são vistos pelos alunos como chatos. Buscamos  despertar o interesse de nossos alunos para essa literatura e mudar a forma que eles veem esses livros”, explica Kaique Kelvin, professor da unidade.
Livros como, Dom Casmurro, Capitães da Areia e A Hora da Estrela já foram lidos pelo Clube. Todos já estiveram em alguma ocasião num prestigiado vestibular, como USP ou UNICAMP>

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Prêmio Barco a Vapor abre inscrições

Visando estimular a criação literária nacional de textos para crianças e jovens, concurso recebe originais inéditos até o dia 31 de janeiro de 2020 

Estão abertas as inscrições para a 16ª edição do Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil. Uma iniciativa da Fundação SM em parceria com a SM Educação, o Prêmio tem como principais objetivos estimular a literatura infantojuvenil e engajar crianças e jovens com obras de ficção.
Os interessados em participar têm até o dia 31 de janeiro de 2020 para inscrever seus textos nos gêneros romance e/ou novela para crianças por meio do site http://barcoavapor.edicoessm.com.br/. O regulamento prevê que qualquer pessoa pode participar, incluindo cidadãos de outras nacionalidades, desde que os originais sejam inéditos, escritos em língua portuguesa, assinados com nome fictício (pseudônimo) - para assegurar a idoneidade do concurso - e que o autor seja maior de 18 anos e more no Brasil (confira o regulamento completo aqui). Além do prêmio de R﹩ 40 mil, o vencedor terá seu livro publicado na coleção 'Barco a Vapor', da SM Educação.

Livro vencedor em 2019 

A última edição do Prêmio Barco a Vapor no Brasil contemplou um estreante na literatura infantojuvenil. Escrito pelo ex-produtor de cinema Alexandre Rathsam, o livro "O fabuloso professor Fritz e a menina das pétalas amarelas" conta a história de um divertido professor universitário que sofre da síndrome da palavra solta e fala tudo o que lhe vem à cabeça, resultando em tiradas absurdas e hilárias. Ao ser julgado pela dificuldade de comunicação, ele é afastado da sala de aula e conhece uma garotinha com problema semelhante, construindo uma relação de amizade livre de julgamentos e repleta de companheirismo.

Sobre a SM

Nascida na Espanha, a SM está presente em 10 países, contando com mais de 2.300 profissionais e voluntários dedicados a este projeto. Responsabilidade social, inovação e proximidade com a escola pautam o trabalho da instituição, que tem como objetivo promover o desenvolvimento humano e a transformação social para a construção de uma sociedade mais competente, crítica e justa. Atuante no Brasil desde 2004, a SM oferece um amplo catálogo de serviços educacionais, conteúdos didáticos e de literatura infantil e juvenil no país.

Sobre a Fundação SM

Criada em 1977, com o intuito de devolver à sociedade os benefícios gerados pela SM Educação, a Fundação SM tem a missão de contribuir para o desenvolvimento integral dos indivíduos por meio da Educação. Nesse sentido, trabalha para fortalecer a educação pública, de forma colaborativa com os governos municipais, estaduais e federal, organismos internacionais, organizações da sociedade civil, institutos e fundações.

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