SP anuncia obra de Clarice Lispector e outros títulos em formatos acessíveis

Iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência já disponibiliza mais de 10 obras literárias em libras, legenda, áudio, imagem e leitura simples.
Nesta terça, 22, a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão, irá anunciar quatro obras literárias acessíveis no seu mais variado formato (libras, legenda, áudio, imagem e leitura simples). São elas: "Come, menino", de Letícia Wierzchowski; "A Mulher que Matou os Peixes", de Clarice Lispector; "Um Sonho no Caroço de Abacate", de Moacyr Scliar e "A Aldeia Sagrada", de Francisco Marins.
Por meio de live transmitida nas redes sociais do GovernoSP, o evento online, que acontece às 10h, contará com a presença do Secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares, Secretário de Estado da Cultura, Sergio Sá Leitão, Coordenadora Geral da ONG Mais Diferenças, Carla Mauch e a intérprete de Libras Nara Oliveira.
Com o objetivo de proporcionar o acesso de pessoas com deficiência ao mundo da literatura, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) já disponibiliza em seu site 13 obras literárias acessíveis. Ação faz parte do programa Leitura Inclusiva.
As obras, que podem ser acessadas no site http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/livros-acessiveis/, contribuem com a equiparação de oportunidades e o fortalecimento das políticas, programas e projetos relativos aos direitos das pessoas com deficiência, com ênfase no acesso ao livro e à leitura, introduzindo a questão da acessibilidade e inclusão, de forma articulada e transversal. 

Leitura Inclusiva 

O programa da SEDPcD, em parceria com o Centro de Tecnologia e Inovação (CTI) e a ONG Mais Diferenças, por meio da Emenda Parlamentar nº 8246/2018 de autoria do ex-deputado Roberto Tripoli (PV), garante o acesso de todas as pessoas aos livros acessíveis, que possuem diversos recursos de acessibilidade, como narração e texto em português, audiodescrição e animação das imagens, tradução e interpretação em Libras e leitura fácil - que traz adequações em relação à linguagem, conteúdo e forma para ampliar a compreensão.
A iniciativa prevê ainda a realização de oficinas de formação e sensibilização de profissionais da educação, cultura, assistência social, bibliotecários, mediadores de leitura e outros profissionais interessados às práticas acessíveis e inclusivas voltadas à leitura. 

Serviço 
Anúncio de obras literárias acessíveis
Data e horário: terça-feira, 22 de setembro - às 10h
Transmissão online: http://www.facebook.com/governosp e http://www.youtube.com/user/governosp 

Assessoria de Imprensa 

(11) 5212-3812
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Brenda Camargo / (11) 9 9588-8837 / brendacamargo@sedpcd.sp.gov.br
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Câmara Brasileira do Livro anuncia as datas do Prêmio Jabuti 2020

A 62ª edição do Prêmio Jabuti está com o seu calendário definido. Realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Jabuti confere a autores, editores e diversos profissionais o reconhecimento dos leitores, da comunidade intelectual brasileira e do mercado editorial. Em 2020, os 10 finalistas de cada uma das 20 categorias serão anunciados no dia 22 de outubro. E os cinco finalistas, no  dia 5 de novembro. Nas duas ocasiões, as informações serão divulgadas no site www.premiojabuti.com.br, a partir das 12h. 

Cerimônia virtual

De acordo com o cenário atual, a cerimônia de premiação será totalmente online, em uma transmissão ao vivo nas redes sociais da CBL, no dia 26 de novembro. O Prêmio Jabuti 2020 contempla obras em 20 categorias e elege um vencedor do Livro do Ano. Todas as obras são analisadas de acordo com os eixos: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. Outro destaque dessa edição é a homenagem a uma das maiores escritoras e poetisas brasileiras, Adélia Prado.


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LÍDER INDÍGENA VENCE O DISPUTADO "JUCA PATO" 2020

Ailton Krenak é o vencedor da 62ª edição do Troféu Juca Pato. Em 2020, a UBE (União Brasileira de Escritores) abriu ao público a indicação de escritores para o prêmio. Pela primeira vez, a votação foi realizada exclusivamente por voto eletrônico, através do site www.ube.org.br.
Foram 54 indicados de todas as regiões do Brasil. Dentre os indicados, a entidade selecionou os escritores Ailton Krenak, Djamila Ribeiro, Eliane Brum, Laurentino Gomes e Maria Valéria Rezende para concorrer ao troféu.
Após votação realizada entre os sócios da UBE, Ailton Krenak foi escolhido para receber o Troféu Juca Pato, homenagem ao "Intelectual do Ano", uma láurea conferida à personalidade que, havendo publicado livro de repercussão nacional no ano anterior, tenha se destacado em qualquer área do conhecimento e contribuído para o desenvolvimento e prestígio do País, na defesa dos valores democráticos e republicanos. Em 2019, Krenak publicou o livro "Ideias para adiar o fim do mundo", pela editora Companhia das Letras.
A entrega do Troféu Juca Pato será realizada no mês de dezembro, em local ainda a ser definido.
O troféu é a réplica do personagem criado pelo jornalista Lélis Vieira e imortalizado pelo ilustrador e chargista Belmonte (pseudônimo de Benedito Carneiro Bastos Barreto - 1896/1947). O prêmio foi criado em 1962, por iniciativa do escritor Marcos Rey.

Sobre Ailton Krenak

Ailton Alves Lacerda Krenak, conhecido no Brasil e no mundo como Ailton Krenak, nasceu em 1953 no estado de Minas Gerais, na região do Médio Rio Doce. Aos dezessete anos de idade, mudou-se com sua família para o estado do Paraná, onde se alfabetizou e se tornou produtor gráfico e jornalista. Ativo militante e um dos líderes brasileiros da causa indígena há várias décadas, Krenak preocupa-se com o maior desastre socioambiental da História do Brasil, ocorrido em Bento Rodrigues, distrito da cidade de Mariana (MG). Considera ter sido um erro irreparável. Nele se perdeu tudo guardado na memória dos antigos povos que lá habitavam. Muitos ficaram prejudicados pelo fato de o desastre ter atingido o Rio Doce que passa no Leste Mineiro. Lá as tribos indígenas residiam e usavam o rio para além da pesca.

Sobre o Troféu Juca Pato

O Troféu Juca Pato é um dos mais importantes reconhecimentos da literatura brasileira. Já foram laureados escritores como Lygia Fagundes Telles e Carlos Drummond de Andrade, o crítico literário Antonio Candido e os ex-presidentes da República Juscelino Kubitschek e Fernando Henrique Cardoso.

Em 2019, o prêmio "Intelectual do Ano" foi concedido a Ignácio de Loyola Brandão. O escritor de "Não Verás País Nenhum", nascido em Araraquara e Imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), tem vasta produção literária, havendo publicado um ano antes o livro "Desta Terra Nada Vai Sobrar, A Não Ser O Vento Que Sopra Sobre Ela", que lhe valeu a indicação ao prêmio.

Em 2018, o premiado foi o escritor Milton Hatoum, autor do livro "A Noite da Espera" no ano anterior.

Sobre a UBE

A UBE, sociedade civil fundada em 1958, luta em defesa da liberdade de expressão, dos direitos do autor, da cadeia produtiva do livro e pela democratização do acesso à informação. Ricardo Ramos Filho é o atual presidente.

Desde sua fundação, resultante da fusão entre a Sociedade Paulista de Escritores e a Associação Brasileira de Escritores, a UBE promove atividades de ordem cultural, social e literária.

Em 2020, a UBE tem se manifestado ativamente pela manutenção e fortalecimento dos princípios democráticos que devem nortear o país. Adaptada à realidade imposta pela pandemia, promove virtualmente encontros semanais com escritores de relevante importância para a difusão da literatura e defesa dos direitos civis, bem como utiliza os meios eletrônicos e impressos para dar voz aos escritores, profissionais do livro e à sociedade brasileira.

Atendimento à imprensa - Ricardo Viveiros & Associados Oficina de Comunicação
Assessor: Ricardo Filinto
E-mail: ricardo.filinto@viveiros.com.br
Assessora: Ágata Marcelo
E-mail: agata@viveiros.com.br
Tel.: (11) 9 5460-0217 / (11) 9 4356-2352 / (11) 9 8585-6702

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A Scortecci e as Feiras do Livro

A SCORTECCI é uma editora laureada, com mais de 38 anos no mercado editorial brasileiro. Edita, imprime e comercializa livros em pequenas tiragens desde 1982. Possui gráfica própria com tecnologia digital, acabamento de qualidade, sofisticado controle de vendas e central de logística. São mais de 10 mil títulos publicados em primeira edição. Já recebeu os prêmios: Jabuti, APCA, FBN, ABL e PEN Clube.

Faz parte do seu escopo lançar livros, organizar e apoiar concursos literários, realizar recitais e leitura de textos, coordenar e publicar antologias de novos autores, promover palestras e oficinas sobre autores e livros e fomentar o hábito da leitura.

Com a pandemia da covid-19 o nosso trabalho no mundo do livro ficou prejudicado. Perdemos a energia do contato físico, ponto forte da nossa alma empresarial. Fomos obrigados a seguir a nova ordem mundial: reinventarmo-nos!

Os desafios são imensos: profissionais, empresariais e tecnológicos!

O que estamos promovendo

As livrarias ASABEÇA e DO MERCADO foram tecnologicamente modernizadas. Tornaram-se responsivas e mais eficientes. Investimos em logística e entramos, definitivamente, no market place, ampliando assim nossa visibilidade e nosso potencial de vendas.

Criamos o ZOOM LITERÁRIO, plataforma na web para lançamento de livros.

Criamos também a PÁGINA DO LIVRO, espaço para substituir, provisoriamente ou não, os saraus literários e a leitura de textos. A plataforma interage com a TV LIVRO e o YOUTUBE.

Investimos no desenvolvimento de BOOK TRAILERS, para divulgação na web dos nossos autores e seus livros, e contratamos a empresa DIGITALIZA, referência no mercado em livros eletrônicos, para gerenciar os nossos E-BOOKS.

Agora estamos diante de mais um novo desafio: as FEIRAS VIRTUAIS DE LIVROS. Não há no setor modelos ou qualquer experiência sobre o negócio. Não sabemos – de fato – o que vai realmente acontecer. Elas poderão ser um tremendo sucesso ou até um tremendo fracasso. Duas das maiores entidades do livro no Brasil, Câmara Brasileira do Livro e GSC Eventos, organizadoras da Bienal Internacional do Livro de São Paulo e FLIPOÇOS (evento de Poços de Caldas, MG) respectivamente, estão apostando e acreditando no novo modelo de eventos.

Nós também!

Criamos a plataforma FEIRAS DO LIVRO e para ela convergimos a TV LIVRO, o ZOOM LITERÁRIO, a PÁGINA DO LIVRO e uma loja moderna e responsiva, chamada GALERIA DO LIVRO, para comercializar nossos livros em feiras e bienais. Pretendemos também participar de outros eventos, como a Bienal do Livro de Pernambuco e a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro.

Precisamos do apoio e da compreensão dos nossos autores e colaboradores. Mais do que isso, precisamos que acreditem no projeto e aceitem com luta e garra os novos desafios. O livro é e continua sendo a melhor ferramenta de difusão do conhecimento, da educação e da cultura universal. Juntos somos mais fortes!

João Scortecci
feirasdolivro@scortecci.com.br

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PNLD Literário 2020

A escolha do PNLD Literário 2020 será realizada de 16 a 25 de setembro de 2020. De acordo com a portaria normativa MEC nº 7 que dispõe sobre as normas de conduta no âmbito da execução dos Programas do Livro, constituem-se proibições aos Titulares de Direitos Autorais ou aos seus representantes, cujas obras inscritas forem selecionadas:

- oferecer vantagens de qualquer espécie a pessoas ou instituições vinculadas ao processo de escolha, no âmbito dos Programas do Livro, a qualquer tempo, como contrapartida à escolha de livros ou materiais de sua titularidade;
- distribuir presentes ou brindes a pessoas ou instituições vinculadas ao processo de escolha, no âmbito dos Programas do Livro, a qualquer título, após a publicação do resultado da avaliação ou a divulgação dos guias de escolha pelo MEC/FNDE, até o final do período de escolha pela internet e pelo formulário impresso;
- produzir e distribuir catálogo, ou outro material, com características gráficas ou outras características que induzam os professores a acreditar que se trata de material oficial, produzido pelo MEC/FNDE;
- utilizar logomarcas oficiais, selos dos Programas do Livro, ou marcas e selos graficamente semelhantes, para efeito de propaganda, publicidade e divulgação, ou qualquer outro que induza ao entendimento de que se trata de material oficial do MEC/FNDE;
- distribuir exemplares de livros utilizados na divulgação, com textos ou imagens que induzam ao entendimento de que os mesmo são indicados, preferencialmente, pelo Ministério da Educação para adoção nas Escolas, em detrimento de outros;
- utilizar, nas formas de divulgação, livros de conteúdo (imagens e textos) diferente dos livros inscritos e selecionados para os programas, bem como livros com especificações técnicas diferentes daquelas estabelecidas no Edital;
- utilizar a senha de escolha ou o formulário impresso de escolha enviados pelo FNDE às Escolas;
- realizar pessoalmente a divulgação ou entrega de qualquer material de divulgação dos livros, diretamente nas Escolas, após a publicação do resultado da avaliação ou a divulgação dos guias de escolha pelo MEC/FNDE, até o final do período de escolha pela internet e pelo formulário impresso, sendo permitida, durante esse período, a divulgação pelo envio de livros, catálogos, folders e outros materiais, exclusivamente por remessa postal, definida como a entrega de materiais de forma impessoal, pelos Correios ou forma equivalente, sem a presença do Editor ou seu preposto ou outrem com vínculo funcional evidente com o Titular de Direito Autoral;
- realizar orientação pedagógica nas Escolas ou Secretarias de Educação, após a publicação do resultado da avaliação ou a divulgação dos guias de escolha pelo MEC/FNDE até o final do período de escolha pela internet e pelo formulário impresso;
- imprimir informação na quarta capa dos livros utilizados na divulgação além do Hino Nacional e do número do ISBN, e imprimir qualquer informação na segunda e terceira capas desses livros;
- transcrever para os materiais de divulgação, total ou parcialmente, os conteúdos constantes dos guias ou catálogos de escolha dos livros;
- patrocinar com qualquer quantia, material de propaganda (brindes, blocos, canetas, guardanapos, etc.), ou qualquer outro benefício, os eventos relativos aos Programas do Livro realizados pelas Escolas ou Secretarias de Educação.

Saiba mais: 

Legislação do Programa Nacional do Livro e do Material Didático - PNLD 

O PNLD está em constante aprimoramento. Com a edição do Decreto nº 9.099, de 18/07/2017, todos os Programas do Livro foram unificados. Assim as ações de aquisição e distribuição de livros didáticos e literários, anteriormente contempladas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e pelo Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), foram consolidadas em um único Programa, chamado Programa Nacional do Livro e do Material Didático - PNLD. 

Outra inovação trazida pelo referido decreto foi a possibilidade de as redes de ensino, em conjunto com suas escolas, decidirem pela unificação ou não dos materiais que serão distribuídos pelo FNDE. É importante notar que, mesmo em caso de unificação, cabe a cada escola participante do PNLD registrar suas escolhas individualmente. Finalizado o prazo para registro das coleções, o sistema identificará as redes com escolha unificada e fará o levantamento do material mais escolhido pelo conjunto de escolas para que seja adotado pelas escolas da rede de ensino. À Secretaria de Educação compete apenas orientar as escolas sobre o processo de escolha dos livros do PNLD e sobre o modelo adotado pela rede.

 Modelos de escolha

No ano de 2018 o processo de escolha mudou. Agora as redes de ensino têm três modelos possíveis de escolha e devem decidir qual pretendem adotar para cada PNLD. A rede de ensino deve informar se deseja que cada escola receba, para o PNLD Literário 2020, as obras literárias registradas no sistema pelas escolas, se deseja criar grupos de escolas que receberão as mesmas obras ou ainda se deseja adotar as mesmas obras literárias para todas as escolas da rede de ensino. Lembramos que é atribuição dos diretores de cada escola, urbana ou rural, registrar a escolha no PDDE Interativo. As Secretarias de Educação não participam do registro da escolha no sistema. É competência de cada escola registrar a escolha das obras literárias de acordo com a Ata de Escolha assinada pelos professores. 

O FNDE reitera que, ainda que a rede de ensino opte pela unificação, a escolha das obras continua sendo de responsabilidade de cada escola a partir da decisão democrática dos professores, visto que são eles que conhecem de perto a realidade dos estudantes e a proposta pedagógica da sua escola. Assim, mesmo para o caso de unificação, é fundamental que o registro de escolha de cada escola seja feito de forma autônoma no sistema disponibilizado no sistema PDDE Interativo/SIMEC para que fique documentada a decisão de cada unidade escolar. Finalizado o prazo para registro das obras, o sistema identificará as redes com escolha unificada e fará o levantamento do material mais escolhido pelo conjunto de todas as escolas para que seja adotado pelas escolas da rede de ensino.

FONTE: CBL

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Em quatro anos, o número de leitores no Brasil diminuiu cerca de 4,6 milhões, segundo Retratos da Leitura no Brasil

Única pesquisa nacional cujo objetivo é avaliar o comportamento leitor e um dos mais importantes levantamentos sobre hábitos culturais dos brasileiros, nesta quinta edição, Retratos da Leitura tem realização do Instituto Pró-Livro e Itaú Cultural e aplicação do IBOPE Inteligência. Uma das novidades é o aumento do número de entrevistas, tornando esta amostragem a maior de sua história, o que permitiu, entre outros dados, identificar o perfil do leitor das capitais brasileiras, dos leitores de literatura e sua preferência em papel ou digital.
Desde 2017, o estudo é feito a cada quatro anos pelo IPL, que, em 2019, também lançou Retratos da Leitura – Bibliotecas Escolares, para identificar o impacto das bibliotecas na aprendizagem dos alunos, e é responsável pelo Prêmio IPL – Retratos da Leitura e a Plataforma Pró-Livro, ferramenta digital colaborativa que reúne informações sobre as práticas de leitura ao redor do país e incentiva a conexão entre elas.
Para o atual levantamento, o instituto contou com a parceria e participação ativa do Itaú Cultural, que, cada vez mais, estreita sua relação com o segmento da leitura e literatura. A instituição é, também, parceira atuante do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, das Bienais Internacionais do Rio de Janeiro e de São Paulo, da Festa Literária das Periferias (FLUP-RJ), entre outras iniciativas no setor. Neste ano, ainda, concebeu O Brasil Que Lê, uma parceria com a Cátedra de Leitura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) para executar um mapeamento dos projetos de leitura criados pela sociedade civil.
Nesta edição da Retratos da Leitura no Brasil, o número de entrevistas foi ampliado de cinco mil para oito mil, permitindo a leitura dos resultados por capital, além das cinco regiões brasileiras. Esta edição também dedicou um módulo específico aos hábitos de leitura de literatura dos leitores brasileiros, com mais dados sobre os fatores e influências no interesse por literatura, autores preferidos e formatos e/ou dispositivos escolhidos.
O objetivo da pesquisa é conhecer o comportamento do leitor brasileiro, a partir dos cinco anos de idade, medindo a intensidade, forma, limitações, motivação, condições de acesso ao livro – impresso e digital – pela população, orientado para contribuir com as políticas públicas e expandir o público leitor.
A coleta de dados foi encomendada ao IBOPE Inteligência, por meio de entrevistas domiciliares, face a face, com registro das respostas em  tablets, e aconteceu entre 28 de outubro de 2019 a 13 de janeiro de 2020, ou seja, meses antes da pandemia resultante do coronavírus, não havendo, portanto, interferência dessa situação na realização ou nos resultados da pesquisa.
No total, foram realizadas 8.076 entrevistas, em 208 municípios, sendo 5.874 nas capitais de 26 estados. Os resultados da pesquisa podem ser analisados para o total do Brasil, pelas cinco regiões e por capitais. Eles foram ponderados considerando os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 2017, do IBGE. Comum intervalo de confiança estimado de 95%, a margem de erro máxima estimada é de 1,1 p.p. para mais ou para menos, sobre os resultados encontrados no total da amostra.

SERVIÇO:

5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil

Lançamento: 14 de setembro de 2020

Nas redes do Itaú Cultural: 

www.itaucultural.org.br

www.facebook.com/itaucultural

www.youtube.com/itaucultural

Com Ângelo Xavier, presidente do Instituto Pró Livro; Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, Rosi Rosendo, diretora de contas do IBOPE Inteligência, e Zoara Failla, coordenadora da pesquisa

ASSESSORIAS DE IMPRENSA

Pelo Itaú Cultural: Conteúdo Comunicação 

Cristina R. Durán: (11) 9 8860 9188  cristina.duran@conteudonet.com  

Mariana Zoboli: (11) 9 8971 0773 mariana.zoboli@conteudonet.com 

Roberta Montanari: (11) 9 9967 3292 roberta.montanari@conteudonet.com  

Vinicius Magalhães: (11) 9 9295 7997 vinicius.magalhaes@conteudonet.com 

Larissa Correa: (11) 9 9722 1137 larissa.correa@terceiros.itaucultural.org.br 

Carina Bordalo: (11) 9 8211 6595  carina.bordalo@terceiros.itaucultural.com.br 

www.conteudocomunicacao.com.br 

www.twitter.com/agenciaconteudo 

www.facebook.com/agenciaconteudo 

 

Pelo Instituto Pró Livro: Jô Ribes Comunicação

Jô Ribes: (11) 9 9998 6560 joribes@joribes.com.br

Neide Martingo (11) 97465.1990: martingo@joribes.com.br

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Ação “20 Horas de Literatura” comemora os 20 anos da FIL

Ribeirão Preto/SP, 9 de Setembro de 2020

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto promove, em parceria com o SESC SP e a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, a ação “20 Horas de Literatura” para comemorar os 20 anos da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto (FIL), entre 14 e 18 de setembro. Com a participação de autores e educadores do cenário brasileiro, a comemoração tomará espaço em uma plataforma digital recém-lançada. O canal transmitirá as atividades ao vivo direto do Theatro Pedro II – o palco mais tradicional para os debates da Feira ao longo de sua história e em alguns casos terá interação com videoconferência com os palestrantes. Na ocasião, também será lançado um e-book “20 palavras. Leituras sobre o Agora”, contendo os textos dos convidados.
Com formato 100% digital para as 20 horas de literatura, o objetivo principal é promover debates sobre literatura, educação e cultura. Para Adriana Silva, presidente interina da Fundação e curadora da FIL, o evento trará questões atuais e que refletiram nas decisões tomadas nos últimos 20 anos. “O debate é autêntico e esse tema escolhido pela Fundação deu a ele vivacidade, estando em sintonia com o que está acontecendo no mundo hoje”, afirma.
A ação literária traz uma proposta criativa: a Fundação escolheu 20 palavras que definiram os últimos 20 anos no mundo (tais como globalização, identidade, intolerância, democracia e cidadania) e 20 autores para discutirem sobre cada uma delas. A programação já está toda delineada para cinco dias de evento com carga horária de quatro horas por dia, sempre das 18 às 22 horas.
Mauro Cesar Jensen, gerente regional do SESC Ribeirão, diz que comemorar os 20 anos da FIL representa o reconhecimento da Feira do Livro de Ribeirão Preto, que se torna internacional, como um dos eventos de grande relevância cultural e social para a cidade e avalia que, os eventos literários são de extrema importância, pois, promovem conhecimento, lazer e socialização, podendo inclusive estimular o desenvolvimento do turismo no munícipio e sua região. “Tendo como missão institucional, a promoção de ações socioeducativas que contribuam para o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, de seus familiares e da comunidade em geral, objetivando o desenvolvimento de uma sociedade justa e democrática, para o Sesc, a parceria com a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, só faz reforçar esses valores”.
Para Jensen, neste momento em que a grande parte dos eventos, incluindo culturais, literários, educativos, são apresentados através das plataformas digitais, o debate promovido pelas 20 horas de literatura se faz necessário. Na opinião da gerência regional do SESC, a inclusão digital se refere justamente à tentativa de garantir a um número maior de pessoas o acesso às tecnologias, estando relacionado à acessibilidade das pessoas e isso se torna muito importante. “Essas tecnologias podem trazer benefícios à população, principalmente de maior vulnerabilidade social que para além de uma maior interação com o universo digital, podem ter acesso a um conteúdo cultural diverso”, destaca.
Os interessados em participar podem se inscrever pela nova plataforma da Fundação do Livro e Leitura: www.fundacaodolivroeleiturarp.com e após a finalização do evento terão direito a certificados online para impressão pessoal. O conteúdo também estará disponível em outras plataformas: (YouTube) e redes sociais da Fundação.

Para saber mais informações e acompanhar as novidades do evento, basta acessar os endereços eletrônicos:

Nova plataforma de conteúdo: www.fundacaodolivroeleiturarp.com

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Facebook (facebook.com/FundacaodoLivroeLeituraRP)

Linkedin (fundacaolivrorp),

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YouTube (FeiraDoLivroRibeirao)

PROGRAMAÇÃO

No dia 14/9, primeiro dia do evento, os temas discutidos são voltados para questões políticas. O docente de Relações Internacionais na Universidade Federal de Sergipe, Cairo Junqueira, discutirá o tema “Globalização”. Já o professor titular da FEA-USP de Ribeirão Preto, João Luiz Passador, falará sobre "Governança". A historiadora e ex-diretora do Patrimônio Cultural, Lilian Rosa, discutirá “Identidade”. O repórter, ativista local em transparência e controle social e coordenador no Instituto Ribeirão 2030, Cristiano Pavini, abordará “Corrupção”.

No segundo dia, 15/9, o escritor premiado Marcelino Freire, que foi autor do projeto Combinando Palavras da 19ª FIL em 2019, e conta com dois Prêmios Jabutis e um Prêmio Machado de Assis, abordará o termo "Protagonismo". O escritor e professor da etnia indígena Munduruku, Daniel Munduruku, apresentará o tema "Sustentabilidade". Juliana De Paula Bigatão, professora da Unifesp, falará sobre "Terrorismo". A última convidada do dia, Mafoane Odara, é psicóloga, gerente do Instituto Avon e lidera iniciativas de enfrentamento às violências contra mulheres – e trará sua análise sobre “Empatia”.

O dia 16/9 trará temas relacionados à tolerância e acolhimento das diferenças. Diego Souza Merigueti é advogado e participa com o tema "Refugiados". Patricia Teixeira Santos, historiadora e autora de dois livros, conversa sobre "Intolerância". Renato Janine Ribeiro já foi ministro da Educação do Brasil em 2015, é filósofo, escritor e cientista político e debate o tema "Democracia". A historiadora e autora de livros Sandra Molina discute "Cidadania”.

No quarto dia, 17/9, os temas unem o respeito às individualidades. Amara Moira, que esteve na 19ª edição da Feira do Livro e também mais recentemente marcou presença na 40tena Cultural, falará sobre “Empoderamento”. Ela já participou de um “Ted Talks”, é escritora, professora de literatura, transexual e feminista. Já a psicóloga Marlene Trivellato Ferreira participa com o tema "Resiliência" e o educador brasileiro César Nunes apresenta a palavra "Humanização". A educomunicadora Adriana Silva, presidente interina da Fundação do Livro e Leitura e ex-secretária da Cultura de Ribeirão Preto, vai falar sobre "Disruptura”.

No último dia, 18/9, a programação se dirige a temas da atualidade. Guilherme Nali é jornalista com atuação na EPTV, historiador e mestrando em políticas públicas e conta sobre o novo termo “Googlar”. O presidente interino e diretor artístico da Academia Livre de Música e Artes (Alma), Lucas E. S. Galon, conversa sobre as temidas “Fake News”. O diretor da revista Revide, Murilo Pinheiro, fala sobre "Selfie". Para finalizar as “20 Horas de Literatura”, o ex-secretário municipal de Cultura de Ribeirão Preto (e um dos fundadores da Feira do Livro), Galeno Amorim, discute o tema "Agenda”.

Além de todos os palestrantes confirmados, a Fundação do Livro também convidou o grupo Alma (Academia Livre de Música e Artes), sob a direção de José Maurício Cagno, para produzir 21 vídeos de 2 a 7 minutos. São produções artísticas que envolvem performances da música, cinema e teatro e ajudam a dar sentido às 20 palavras que movimentaram as últimas duas décadas.

Durante o evento, também será lançado um e-book de nome “20 palavras. Leituras sobre o Agora”, produzido para eternizar as celebrações dos 20 anos da Feira Internacional do Livro (FIL). A obra conta com a colaboração do Sesc SP - instituição parceira da Fundação na realização da FIL, e prefácio de Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc em São Paulo. Reúne textos dos autores convidados com o intuito de reforçar o diálogo e pensamentos sobre as palavras que norteiam o evento. O exemplar online ficará disponível na nova plataforma da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto de forma gratuita. A programação completa pode ser acessada pela nova plataforma: www.fundacaodolivroeleiturarp.com.

Feira foi remarcada para 2021

A FIL já se tornou um evento tradicional no interior de São Paulo. Nas suas 19 edições acumuladas, abrigou 5,9 milhões de pessoas, teve mais de 300 atividades oferecidas a cada ano e recebeu 3 mil escritores e 15 mil estudantes. Em 2020, ela completaria os seus 20 anos em sua primeira edição internacional, mas tais projeções tiveram de ser remodeladas em função da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

“Chegamos a pensar em realizar a Feira em um modelo virtual, mas depois desistimos: A FIL é contato, é troca de experiência. A feira é o menino pegar o livro na mão, é o menino ver o teatro. É o leitor conversar, dialogar e trocar uma ideia com o autor”, reflete a curadora do evento, Adriana Silva. Ela conta que, apesar de a troca literária ser sempre muito válida e intensa, a experiência não seria a mesma se o evento fosse feito por plataformas digitais. Por isso, a 20ª edição da FIL foi adiada para 2021.

Mas essa data histórica não poderia passar em branco. “Para comemorarmos, vamos realizar este encontro literário digital, com referência aos 20 anos de construção da FIL”, conta ela. A ação “20 horas de Literatura” será transmitida a partir da nova plataforma online da Fundação em formato streaming (www.fundacaodolivroeleiturarp.com). O canal institucional traz a história destes 20 anos, com material documental, informações, projetos, ações, eventos, fotos, vídeos e será retroalimentado semanalmente, lançando novidades e novos produtos da entidade. 

Essa intensa imersão digital será a primeira após a experiência de sucesso da Fundação com a 40tena Cultural – projeto que a instituição criou para proporcionar atividades culturais durante o período de isolamento social e chegou a atrair mais de 20 mil pessoas.

Sobre a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país. Em 2020, a Feira entraria na 20ª edição e se tornou internacional. Por isso recebeu recentemente nova identidade, apresentando-se como FIL - Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, mas foi remarcada para 2021 devido à pandemia de Coronavírus.

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e agora internacional, ao longo de seus 20 anos, a entidade ganhou experiência e atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do ProAc.

SERVIÇO

O que: “20 Horas de Literatura”

Quando: 14 a 18 de setembro

Horário: 18h às 22h

Onde: Captação de vídeos do Theatro Pedro II com transmissão (ao vivo) pela nova plataforma da Fundação do Livro e Leitura. 

Acesso pela plataforma: www.fundacaodolivroeleiturarp.com e redes sociais da instituição.

Participação: aberta e gratuita, porém, interessados em certificados devem se inscrever com antecedência.

Atendimento à Imprensa 

Verbo Nostro Comunicação Planejada: (16) 3632-6202 / 3610-8659

Jornalistas responsáveis: 

Luciana Grili (16) 99152 2707 (luciana@verbo.jor.br)

Andrea Berzotti (16) 99138 6185 (andrea@verbo.jor.br)

Valter Jossi Wagner (16) 99152 2700 (valter@verbo.jor.br)

Colaboração: Lígia de Castro (redaca@verbo.jor.br)

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Livrarias se reinventam em meio à pandemia e temem a taxação do livro

Eventos online têm sido a saída adotada pelas pequenas livrarias para fomentar o consumo literário no período de confinamento imposto pela pandemia do novo coronavírus. Clubes de leitura, vendas por whatsapp, dicas de livros, sarau digital - essas e outras estratégias criativas têm sido adotadas pelas livrarias enquanto as lojas físicas seguem fechadas.
A Livraria da Vila, que sempre priorizou a venda presencial, foi buscar novos caminhos, passando a investir fortemente no formato digital e disseminado o e-commerce como estratégia de venda. Encontros com autores, dicas de leitura, contação de história e lançamentos online são algumas das atividades realizadas nas redes sociais da livraria, que ganharam protagonismo significativo. Já passaram pela programação personalidades como o psicanalista Christian Dunker, o crítico gastronômico Luiz Américo Camargo, o criador da Balada Literária, Marcelino Freire, o comentarista e ex-jogador de futebol, Walter Casagrande Jr., a jornalista e diretora da Biblioteca Mário de Andrade de São Paulo, Joselia Aguiar e o rabino Nilton Bonder.
Hoje, as vendas online da Livraria da Vila correspondem ao volume de uma loja pequena, como a de Moema ou a do Aurora Shopping, em Londrina, por exemplo, o que garante a manutenção do quadro de colaboradores, que segue intacto. Com a flexibilização da quarentena e a reabertura de alguma unidades, em horário especial e com rígidos protocolos sanitários, a Livraria da Vila retoma aos poucos o atendimento físico especializado, sem no entanto, abrir mão da veia digital, que têm proporcionado uma nova vivência omnichannel e diminuindo a distância imposta aos seus clientes pela pandemia.
Um dos setores mais vulneráveis na pandemia do novo Coronavírus, o mercado editorial se uniu ante a decisão federal que pretende substituir tributos como PIS e Cofins pela Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços, a CBS, anulando as isenções em vigor até então. Com o fim dessa imunidade fiscal a cadeia do livro se enfraquece e o acesso à leitura se torna ainda mais difícil e elitizado.
Em resposta à proposta de taxação, entidades do universo dos livros como Associação Brasileira dos Editores de Livro (Abrelivros), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional dos Editores de Livro, o Snel redigiram um manifesto ‘Em Defesa do Livro’. Segundo Samuel Seibel, presidente da Livraria da Vila, desde a criação da lei, em 2004, houve uma diluição do preço do livro em cerca de 25%. A precificação das publicações subiu muito menos que a inflação nesses últimos 15 anos. "Hoje, as livrarias não têm margens para sacrificar e absorver esse novo imposto. O mercado não está pedindo um privilégio, é por uma necessidade de sobrevivência", afirma.
A Livraria da Vila, uma das mais tradicionais redes do Brasil, manifesta apoio ao movimento ‘Em Defesa do Livro’. 

Mais informações:

Marianna Rosalles
mariannarosalles@a4eholofote.com.br
a4&holofote comunicação
Rua cônego eugênio leite 884
05414-001 - São Paulo / SP
+55 11 98652-6930 

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Manifesto contra a tributação do livro

 Leitura é direito e não privilégio 


A alínea D do inciso Vl do Artigo 150 da Constituição do Brasil estabelece ser vetada à União, Distrito Federal, estados e municípios, a instituição de qualquer imposto sobre o livro, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão. O nível de detalhamento de como tal dispositivo apresenta-se na Lei Maior enfatiza a importância da leitura como instrumento de educação, liberdade, igualdade de oportunidades, democracia e justiça social.

Assim, a proposta de incluir a tributação do livro na reforma tributária, sinalizada pelo ministro Paulo Guedes, da Economia, conspira contra os objetivos de promover o desenvolvimento e aumentar a competitividade do País no cenário global. O êxito nessas metas depende substancialmente da capacitação profissional e formação técnica, cultural e acadêmica das presentes e futuras gerações, desafio inviável sem o acesso amplo à leitura.

Mais grave do que a própria proposição é a justificativa do ministro, de que "livros são artigos para a elite" e que o governo os dará de graça aos pobres. Repudiamos esse pensamento retrógrado, alinhado a práticas dos regimes mais nocivos da humanidade, incluindo a queima de milhares de volumes. A triste chama não pode incinerar a memória dos povos. É preciso aprender com a história.

O acesso à leitura jamais deve ser privilégio, mas uma prerrogativa de toda a população. Os cidadãos de baixa renda têm o direito de escolher o que querem ler e não podem ficar sujeitos às doações de livros pelo poder público, pois tal paternalismo implica instrumentalizar os conteúdos conforme a orientação político-ideológica do governo de plantão.

Acreditamos, sim, no dever do Estado de prover obras didáticas para os alunos das escolas públicas, desde que selecionadas, de modo democrático e autônomo, por colegiados de professores, como vem sendo feito com sucesso em nosso país há muitos anos, no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Defendemos o preço justo do livro, de modo que ele possa remunerar adequadamente todos os envolvidos na cadeia produtiva e seja viável a todas as classes sociais, cuja inclusão socioeconômica depende de políticas públicas eficazes, abrangendo uma reforma tributária que estimule investimentos, empreendedorismo e geração de empregos.

Considerando todas essas questões, manifestamos nossa indignação ante a proposta de tributação dos livros. A medida, contrária à prioridade de ampliar o acesso à educação e cultura, teria sérias consequências negativas, ameaçando de modo grave a sobrevivência de editoras, livrarias e gráficas, em especial as pequenas, e atingindo de modo contundente o mercado de trabalho e a renda de autores, tradutores, revisores, ilustradores, designers, diagramadores, capistas e todos os profissionais atuantes na cadeia de valores do setor editorial.

São Paulo, Capital, 12 de agosto de 2020.

UBE (União Brasileira de Escritores)

Presidente - Ricardo Ramos Filho

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Faturamento do setor editorial com Conteúdo Digital cresce 140% em três anos

A pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro ano-base 2019, coordenada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e executada pela Nielsen Book passa agora a ser feita anualmente, da mesma forma que a Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, divulgada em junho. No futuro, será possível também uma série histórica sobre toda a performance do conteúdo digital, o que já acontece, há 14 anos, com a Produção e Vendas. O estudo pesquisou a produção e o faturamento de e-books, audiolivros e outras plataformas de distribuição de conteúdo. A receita do mercado editorial com estes formatos em 2019 foi de R$ 103 milhões, um crescimento de 140% em três anos quando comparado com o Censo Digital de 2016. Isso significa um aumento real de 115%, considerada a variação do IPCA no período.
O conteúdo digital foi pesquisado em três categorias: Ficção (literatura infantil, juvenil, jovens adultos, literatura geral, poesia, ...), Não-ficção (biografias, ensaios, autoajuda negócios, espiritualidade, religião, ...) e Científico-Técnico- Profissional (CTP). Do faturamento total, R$ 71 milhões foram de unidades vendidas e R$ 32 milhões de outras plataformas, como assinatura e biblioteca virtual. Nas vendas em unidades, as categorias de Ficção e Não-Ficção representam 60% do total, e CTP  40%.No total, foram vendidas 4,7 milhões de unidades, sendo 96% e-books e 4% audiolivros. Sobre o faturamento de unidades vendidas, 99% foram e-books.
A pesquisa aponta que o acervo digital total é de 71 mil títulos. Em 2019, foram lançados 8,9 mil novos títulos onde 92% são e-books e 8% audiolivros.
O estudo preenche uma lacuna que havia no mercado. Com os dados pesquisados, o setor, a imprensa e até os consumidores poderão entender como se dá a produção, a venda e os principais tipos de conteúdos digitais no Brasil. São importantes considerações para a análise do presente e tendências futuras da indústria.

Lis Castelliano
Gerente Executiva do SNEL


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Resenha Do Livro "Sobreviventes"

 Leitura Enigmática - 25/08/2020 |


A vida é feita de decisões. Algumas fáceis, outras medianas, mas algumas difíceis. E para sobreviver a essas escolhas, necessitamos ser prudentes e serenos nesses momentos, para que a razão fale mais alto que a emoção. E é em “Sobreviventes”, que a autora Ana Cardilho nos apresenta essas situações inusitadas.

 O livro é composto por dezessete contos, onde a ideia central é a dos protagonistas sobreviverem aos ataques e tormentas que estão ao nosso redor e nos querem enlouquecer. São histórias curtas, mas com um enredo intenso e muito bem feito, o que não deixa em momento algum a obra cansativa ou desinteressante.

 A escritora soube construir um universo de histórias que tem o principal objetivo: sobrevivermos aos nossos problemas ou situações as quais estamos inseridos, além de nos fazer refletir um pouco sobre o que está acontecendo, pois, os contos estão bem próximos ao que acontece na realidade de muitos.

Temas polêmicos como bullying, dominação, paranoia, obsessão, entre outros, são apresentados e desencadeiam os mais diversos tipos de sentimentos no leitor, de forma que em alguns momentos nos convidam para participar da narrativa, pois na maioria desses contos, é praticamente impossível sua contextualização com a realidade.

É uma obra que possui uma escrita agradável, fluída e que faz com que se lê muito rápido, de tão prazerosa que são as leituras desses contos. Todos deveriam dar uma chance e degustar esse título, que não se arrependerá.


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#SeLigaNaLive: ex-aluno da rede lançará o segundo de sua tetralogia no Facebook, em 5 de setembro

 Governo do Estado de São Paulo - 21/08/2020 |


Matheus Antonio Siqueira é ex-aluno da Escola Estadual Walther Weiszflog, localizada em Caieiras, e é um jovem escritor, amante da escrita desde pequeno. Ele publicou seu primeiro quando tinha apenas 15 anos e, agora, aos 18, irá lançar o segundo volume da tetralogia Magnam.

“Eu sempre tive o sonho de ser escritor, desde os 5 anos de idade. Na minha adolescência comecei a escrever contos, até que aos 11 anos, comecei a desenvolver o meu lado escritor, mas o lançamento do meu primeiro livro aconteceu em 2015. O nome Magnum é uma crença mitológica, que é como se fosse um “Deus”, uma religião”, explica Matheus.

O primeiro livro da saga, “Magnam e o primeiro exército”, publicado pela Biblioteca 24horas, conta a história de um mundo fictício onde há um desequilíbrio causando extinção de espécies e uma iminente guerra entre o bem e o mal. Nele, pessoas se unem para tentar salvá-lo.

No segundo exemplar, “Magnam em busca do equilíbrio”, lançado pelo Grupo Editorial Scortecci, a história continua com outras aventuras, o ambiente se expande com novas tramas e personagens. No entanto, os caçadores planejam outras artimanhas e estão decididos a eliminar todos os que interferirem em sua caçada.

Apreciador de contos de fantasia, Mateus acredita conseguir sair da realidade e viajar através da história. As inspirações vieram das obras literárias de Harry Potter, Crônicas de Nárnia, Senhor dos Anéis, Star Wars e Game of Thrones.

Segundo o ex-aluno, a escola e o ambiente escolar foram essenciais para a motivação em escrever. “A escrita é algo que eu fui amadurecendo desde a escola, com todo o apoio. Hoje eu curso a faculdade de Direito, pela qual criei afeto no final do Ensino Médio, mas quero tentar conciliar a profissão com este meu projeto de vida de escritor”, ressalta Matheus.

O lançamento do livro será virtual, no dia 5/09, às 19h, no perfil do Facebook: “Matheus o Jovem escritor”, e também pelo Instagram @o_jovem_escritor.


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Flipoços - Feira Virtual do Livro foi apresentada ao Mercado Editorial e livreiro do País

O novo produto que atenderá ao mercado editorial e livreiro do País, foi apresentado na última quarta-feira através de reunião virtual com a participação de mais de 90 empresas do segmento do livro, leitura, literatura e educação do País. Atendendo essa nova demanda, a GSC Eventos que realiza há 15 anos a Feira Nacional do Livro e o Flipoços, apresentou esse novo formato de negócio para quem já é expositor da Feira do  Livro em Poços de Caldas e para os inúmeras empresas que agora terão também essa oportunidade.
A Feira Virtual do Livro do Flipoços, dá as boas vindas ao mundo da tecnologia e das inúmeras possibilidades para o negócio livreiro. O projeto inovador, construído em uma plataforma de fácil acesso para o público em geral, apresenta um formato novo de trabalho, network e vendas de produtos para os livreiros e empresas ligadas ao segmento em geral. A nova plataforma da Feira Virtual do Livro, contará com setorização de gêneros literários, como Infantil/Juvenil, Religiões, Lançamentos e Best Sellers, Literatura geral e comercial, Literatura Científica e Universitária, Artes/Fotografia/Música/Arquitetura e Cinema, Escritores Independentes, o que facilitará a visitação às lojas e expositores da Feira.
A base tecnológica da plataforma, propicia ainda que todos os visitantes se cadastrem para visitação à Feira e que esses sejam «rastreados» quando visitam os expositores, vejam os livros e buscam as novidades. Esse conteúdo, será disponibilizado para o expositor visitado oferecendo a ele uma importante ferramenta e base de dados para venda direta e relacionamento instantâneo e futuro.
Outro ponto importante da plataforma para o expositor e patrocinador é a grande visibilidade de marca e produto, linkando ao e-commerce da empresa e seus canais diretos de comunicação. Caso o expositor não tenha e-commerce, a organização da Feira disponibiliza uma landing page (uma página) de produtos e ofertas.
Mais uma vantagem da plataforma, é a possibilidade da «sala de negócios» especial para o expositor que quiser apresentar seus produtos e fazer negócios diretamente com interessado. Esse local, contará com uma agenda de hora marcada e exclusiva para patrocinadores.
A Flipoços Feira Virtual do Livro veio para ficar trazendo novas perspectivas, horizontes e um formato novo de trabalho e rentabilidade. Nesse momento antagônico em que vivemos, as novas oportunidades, antes pouco desbravadas, se tornam agora uma grande possibilidade. A nova plataforma - com tecnologia desenvolvida pela empresa parceira Nubbi -, abre novos caminhos para que editoras, livrarias, empresas, instituições, entidades e afins, sejam inseridas no mundo digital de forma segura, prática e acessível. Com uma grande vantagem:: participando de uma feira do livro já reconhecida e respeitada em todo Brasil!
A Flipoços Feira Virtual do Livro vai acontecer de 11 a 15 de novembro, contará ainda com uma programação intensa com mesas de debates, bate-papos, oficinas com grandes nomes da literatura nacional e internacional, além de lançamentos exclusivos e a participação de autores das empresas que estiverem dentro da Feira Virtual. Tudo de forma 100% on-line e gratuito ao público.
Para Gisele Ferreira, empresária e curadora do Flipoços, «o momento atual pode abrir novas possibilidades para o mercado do livro, tão sofrido nessa pandemia. Somos solidários à todos – editoras, livrarias e todo setor ligado ao livro. De alguma maneira, a nossa Feira Virtual, pode ser uma luz no fundo do túnel em um momento tão obscuro e pode fazer com que os empresários e profissionais desse segmento, comecem a perceber que será necessário estarem inseridos no mundo virtual e on-line. Nossa missão é ajudá-los também a enxergar essa necessidade», enfatiza ela.
Para saber mais como será a Feira Virtual do Livro os interessados podem assistir a webinar no canal Youtube do Festival (https://www.youtube.com/feira-flipocos).
Para mais informações acesse o site www.flipocos.com ou entre em contato pelo 35 3697 1551 ou 35 99132 9902, e-mail gsc@gsceventos.com.br



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São Paulo é candidata à Capital Mundial do Livro em 2022

A cidade de São Paulo é candidata à Capital Mundial do Livro (World Book Capital) em 2022, título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Por meio do programa World Book Capital, a UNESCO reconhece o compromisso das cidades em incentivar a leitura durante o período de um ano. Com o lema "DiverCity: many stories, one city!", a candidatura é orientada pela diversidade - de pessoas, de culturas, de gêneros, a diversidade étnico-racial, sexual, social, política e de pensamento - que constrói São Paulo como ela é: uma cidade aberta, inclusiva, multicultural e com uma fascinante complexidade.
Para preparar a candidatura à certificação de Capital Mundial do Livro 2022, foi instituído o Grupo de Trabalho Intersecretarial com representantes das Secretarias Municipais de Educação (SME), Cultura (SMC), Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL). O grupo é coordenado pelo Secretário de Relações Internacionais, Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes , que possui vasta experiência no mercado editorial.
A capital paulista tem desenvolvido uma série de ações e projetos com o objetivo de tornar os livros e a leitura acessível a todos. Ao concorrer para Capital Mundial do Livro, a cidade de São Paulo busca fortalecer o trabalho de formação de leitores e a potência cultural de novas linguagens. A candidatura de São Paulo é apoiada pelas cidades de Buenos Aires (Argentina) e Tbilisi (Geórgia), pela Comissão Nacional do Brasil para Unesco, pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), pela União Brasileira dos Escritores (UBE) e pela Rede Mundial de Governos e Líderes do Setor Cultural World Cities Culture Forum (WCCF).
"Desenvolver e empoderar nossos cidadãos para garantir o exercício da cidadania pela cultura, pela ciência e pela educação é prioridade para o município de São Paulo", afirmou o Prefeito Bruno Covas em carta enviada a UNESCO para a candidatura.
"A cidade de São Paulo é um território fértil para a literatura, às artes e para as manifestações culturais devido à diversidade de povos e nações que se encontram por aqui. Tornar São Paulo a Capital Mundial do Livro é uma ação para impulsionar a universalização do acesso à leitura e à cultura não só no nosso município, mas em todo país", declarou o Secretário Luiz Alvaro.
"Fortalecer o nosso mercado editorial nacional e internacionalmente é umas das principais propostas da Câmara Brasileira do Livro. São Paulo tem uma das maiores diversidades editoriais da América Latina e do mundo e é isso que queremos mostrar".  Vitor Tavares, Presidente da Câmara Brasileira do Livro.
O ano de 2022 é simbólico para São Paulo e para o Brasil, pois além do Bicentenário da Independência do país, marco histórico que ocorreu na cidade de São Paulo, o ano também celebrará o centenário da Semana de 22, evento que marcou a renovação artística brasileira e foi sediado na capital paulista. Em 2022 também está prevista a realização da 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a maior feira literária da América Latina.
A candidatura de São Paulo ao título de Capital Mundial do Livro 2022 foi enviada para a Unesco no dia 11 de agosto. 

Câmara Brasileira do Livro


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Moção de solidariedade ao povo libanês

A União Brasileira de Escritores-UBE vem externar sua solidariedade aos libaneses, neste momento tão triste para a história de Beirute, seus moradores, parentes, amigos e descendentes, muitos morando no Brasil.
Tratando-se de uma entidade com um histórico na defesa dos valores republicanos e democráticos e, muito especialmente, na construção da paz, não a paz imposta mas a resultante do diálogo, a UBE não poderia calar-se ante esta tragédia fruto da imprudência, como muitas que ocorrem no Brasil.
Manifesta-se em nome dos escritores que compõem seu quadro de associados, em nome dos escritores brasileiros em geral, numa homenagem a um país que enriquece a literatura universal com nomes como Kalil Gibran, Amin Mallaouf, Joumana Haddad, Hoda Baraket, Abbas Beydoun e muitos outros.
Na certeza de que, com a fibra que os caracteriza, conseguirão, ainda que com muito sofrimento, transcender esta tragédia, enviamos a nossa solidariedade.

União Brasileira de Escritores

05.08.2020
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O Corpo que Grita o seu Cio / Renata Soares Junqueira

O livro de poemas Mulher Umedecida (Scortecci, 2020), de Maria Mortatti, insere-se numa tradição literária representativa dos primórdios da luta feminista que se vem fortalecendo sensivelmente, pelo menos desde o início do século passado.
Refiro-me à tradição amorosa da escrita de (suposta) autoria feminina, que na cultura cristã remonta ao tempo medieval em que se fazia a impostação da voz feminina nas “cantigas de amigo” da lírica galego-portuguesa, e que em português moderno transita da epistolografia extática de Sóror Mariana Alcoforado aos sonetos sensuais de Florbela Espanca. É a mulher libertando-se de imposta clausura, despindo o seu burel de freira para dar voz ao corpo, que grita o seu cio.
Por essas veredas também andou Maria Mortatti, que anteriormente já havia lançado o ‘Breviário amoroso de Sóror Beatriz’ (2019) e agora escancara o desejo da mulher umedecida neste novo livro, no qual se leem sonoros “poemas-partitura” que revelam uma especial devoção da poeta à música, com destaque para a presença inspiradora de Gustav Mahler.
A exploração lúdica da sonoridade mostra-se logo, aliás, no jogo anagramático dos títulos escolhidos para compor o que será uma trilogia literária: ao volume ‘Mulher umedecida’ devem seguir-se o dos contos de ‘Mulher emudecida’ e o da novela ‘Mulher enlouquecida’. Mulheres que, juntamente com Sóror Beatriz, vão compondo o universo ficcional feminino de Maria Mortatti.
São todas bem-vindas!

Renata Soares Junqueira
Professora Titular do Departamento de Linguística, Literatura e Letras Clássicas, FCL, Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Araraquara.
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Discurso de Posse de Goulart Gomes na AIP - POETRIX

Era uma vez um menino esquelético que mal tinha o que vestir, nem sempre tinha o que comer e morava em uma casa que não tinha nada, mas tinha um teto, sob o qual seus pais procuraram fazer o melhor que podiam pela sua “criação”. Filho adotivo de Mário, um guarda civil comunista, paraplégico, aposentado por invalidez e de Maria, uma negra semi-alfabetizada de coração gigante, diziam os médicos que o menino raquítico não iria se criar, que não adiantaria tomar Emulsão Scott nem Biotônico Fontoura.  

O golpe militar havia acontecido um ano antes e o pai adotivo – talvez por ironia, talvez por admiração – não hesitou em colocar no menino (nascido no Dia do Trabalhador) o nome do presidente deposto: João Goulart e lhe dar seu sobrenome:  de Souza Gomes.  Um ato de coragem, naqueles anos de chumbo e pólvora, nos quais pessoas desapareciam por muito menos. Não fosse por isso, o menino seria um Ferreira da Silva (sobrenome de Alice, sua mãe biológica), assim como Lampião, o rei do cangaço.  Aquele menino não tinha noção de quase nada, nunca se perguntara a que veio ao mundo, nem mesmo para que o mundo servia. Vivia. Um dia após o outro, proibido de transitar nas perigosas ruas do Centro Histórico de Salvador, Bahia, onde morava, mas que tinha permissão para ir sozinho aos cines Liceu, Guarani, Tamoio, Excelsior, Bahia e à Biblioteca Monteiro Lobato, no Largo de Nazaré, sempre andando, pois dinheiro para a passagem do ônibus não havia.

Aquele menino, que se encantou com os poucos livros de seu pai (trancados em uma velha cristaleira, pois taças também não havia), os filmes do cinema e as séries de ficção científica da TV (Jornada nas Estrelas, Viagem ao Fundo do Mar, Terra de Gigantes, Perdidos no Espaço, etc), foi o gérmen deste homem que aqui fala. Ninguém acreditaria que pudesse ser. Mas aos poucos, mais livros e filmes foram chegando. Como diria meu querido amigo, o poeta Damário da Cruz, o menino conheceu o mundo primeiro por intermédio deles. Daí, talvez, a visão equivocada, ficcional, das coisas que ele carregaria ao longo da vida. Não era um menino para integrar academias, nem de ginástica nem de letras. O escritor Antônio Torres conviveu com aquele menino e seu pai, antes de ganhar o mundo e uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Feliz coincidência: dois acadêmicos passarem por uma mesma casa.

O menino virou adolescente e foi trabalhar como office-boy do Banco Nacional do Norte, aos quatorze anos de idade. E a partir de então já não faltava dinheiro para comprar livros e mais livros, muitos deles adquiridos no sebo Casa dos Livros, de Dário, no Viaduto da Sé. Seis anos depois se casou com uma colega de trabalho (que já mudou de dimensão e lhe legou dois maravilhosos filhos: Gersínio e Leonardo), mesmo ano em que publicou suas primeiras poesias em uma coletânea. Mania de leitor voraz, que achava que podia ser escritor. E foi se inventando poeta, e foi garatujando muitas coisas. A Educação, a Cultura, o Conhecimento são os mais fortes elementos de transformação socioeconômica.

Foi um processo gradativo de mudanças de seus nomes literários: primeiro, Souza Gomes; depois, João Goulart de Souza Gomes, até afirmar-se como Goulart Gomes (por sugestão do poeta Hugo Pontes).
 
*     *     *     *     *

As minhas primeiras influências literárias foram os poetas Castro Alves e Augusto dos Anjos, como é possível perceber nos meus primeiros poemas publicados. O verso livre ainda não me era familiar. Das conversas com o poeta Manoel Messias Santiago, o Saci, (pai da cantora Mariela Santiago), nos intervalos do nosso trabalho na indústria, lendo seus poemas, fui me deixando seduzir pelo verso livre, percebendo as múltiplas possibilidades que ele me proporcionaria. Inspirado pela obra de Messias, comecei a escrever poemas naquela forma. Seu poema “Era uma vez em Beijing”, me levou a escrever “A Batalha Final” e “A Última Cruzada”, dois de meus poemas preferidos, e muitos outros naquele fértil período criativo.

Logo minhas influências mudaram. Passei a admirar autores que conseguiam inovar na expressão linguística, criando novas palavras, reinventando, dando novo significado às antigas, que construíam personagens psicologicamente intensos, marcantes, inesquecíveis:  Guimarães Rosa, Manoel de Barros, João Cabral de Melo Neto, Gabriel García Marquez e, no teatro, Bertolt Brecht e Nelson Rodrigues. Aquele que considero meu melhor livro de poesias - Linguajá, o território inimigo - é um resultado dessa transformação.

Participar de concursos literários, então, era para mim uma forma de “testar a qualidade” dos meus poemas. Participei de centenas, e acumulei dezenas de pequenos prêmios, até chegar ao maior de todos eles: obter o primeiro lugar no 12º Concurso Nacional Josué Guimarães, promovido pela Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, em 2011, com os contos “Socorro”; “A Invasão Bárbara em Paris” e “Moira, a Lenda”, cuja premiação me levaria a um intercâmbio com a Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha.

Em 1999, aos 34 anos de idade, já então com vários poemas publicados pelo mundo, trabalhando na indústria de petróleo, resolvi lançar um livro de hai-kais. Pedi opinião sobre o esboço do livro ao escritor Aníbal Beça (o avô do poetrix), que logo detonou: “pode chamar seus tercetos do que quiser, mas não de hai-kais”.  Dessa provocação surgiria o neologismo “poetrix” e o seu manifesto, publicado no primeiro livro desta nova linguagem literária: TRIX poemetos tropi-kais, lançado na Bienal Internacional do Livro da Bahia, naquele mesmo ano.
No ano seguinte, dezenas de autores que se autodeclararam escritores de poetrix – os (as) poetrixtas, como viriam a ser designados – se reuniram em um grupo virtual, no Yahoogrupos, onde foram sendo delineadas e amadurecidas as definições do poetrix, que anos depois viriam a resultar no texto Bula Poetrix, que norteia os autores no exercício desta arte poética. Ali surgiriam as formas múltiplas: duplix, triplix, multiplix, grafitrix, clonix, etc. Logo nasceria o Movimento Internacional Poetrix, entidade virtual que, ao longo de 20 anos, através da ação dos seus coordenadores, se dedicou a propagar o poetrix aos quatro cantos do Brasil e do mundo.

Hoje, em apenas um portal da internet – o Recanto das Letras – existem mais de 160.000 poetrix publicados. A Academia Internacional Poetrix é o atual momento dessa história, que contou com a adesão imediata de todos os autores convidados a integrá-la, agora acadêmicos.

Mas tudo isso começa bem antes, há quase quatro séculos, para ser exato. É inegável que o poetrix é um herdeiro do hai-kai - e “irmão” do Sijô coreano e do Ghazal árabe - por isso escolhi como patrono da minha cadeira aquele que é um grande mestre dessas duas formas poéticas pois, na minha opinião, ele já escrevia poetrix muito antes de assim chamarmos estes tercetos. Refiro-me a Matsuó Bashô, poeta japonês  nascido em 1644, em Iga, e falecido em 12 de outubro de 1694, em Osaka,  pelo qual tenho a maior reverência. As referências biobibliográficas aqui apresentadas foram extraídas de dois livros: Matsuó Bashô, de Paulo Leminski e Oku – Viajando com Bashô, de Carlos Verçosa, que acrescenta textos de Octavio Paz e Eikichi Hayashiya.

Bashô – que quer dizer “bananeira” – foi um rônin, samurai sem senhor feudal a quem servir, monge budista, se tornou funcionário público em Tóquio e abandonou tudo para ser professor de hai-kai, peregrinando por mais de vinte anos pelo Japão, sendo financiado por mais de 3.000 discípulos, amigos e admiradores. Começou a estudar poesia com Kitamura Kigin (1624-1703), dando continuidade aos estudos de  clássicos japoneses e chineses em Kioto, onde teve um romance com Juteini, sobre quem quase nada se sabe. Troca seu nome de batismo – Kinsaku – para Tosei e estuda o zen-budismo com o mestre Buccho (1643-1715). Em 1680 um de seus admiradores – Sampu – lhe presenteia com uma casa, à frente da qual será plantada uma bananeira, que lhe dará um novo codinome: Bashô. Das muitas viagens que fez, a pé, pelo Japão, resultaram seus poéticos diários, sendo o mais conhecido Oku no Hosomichi, resultado de dois anos de peregrinação. Durante sua viagem de Nara a Osaka, cai doente e falece com apenas cinquenta anos de idade. Seu corpo está enterrado em Otsu, às margens do lago Biwa. Como destaca Leminski “Bashô botou em prática, no haikai, a fé que alimentou sua alma, durante cinquenta vagabundos anos, com signos substanciais”.

A sua habilidade de transformar imagens em palavras e o criativo uso de metáforas e outras figuras de linguagem aproximam muito a sua poesia do poetrix, como se vê nesses hai-kais, em versão de  Olga Savary: “Vai-se a primavera / queixas de pássaros, lágrimas / nos olhos dos peixes.” Assim também é a sua forma narrativa, ao descrever acontecimentos: “Mãos que hoje plantam arroz, / ontem, hábeis, desenhos / imprimiam com uma pedra”.

A sua poesia não vinha apenas da Natureza, mas também do contato direto com outras pessoas. Após um diálogo com duas prostitutas, que dormiram em um quarto contíguo ao seu e de seu amigo Sora, na pousada em que estava, escreveu: “sob o mesmo teto / dormiram as mariposas / a lua e o trevo”.

Um livro fundamental para a formação de todo poetrixta é Seis Propostas para o Próximo Milênio, de Ítalo Calvino. Nesta obra ele prenuncia seis características para a literatura, especialmente a poesia, do século XXI: leveza, rapidez, exatidão, visibilidade, multiplicidade e consistência, ou seja, tudo o que um bom poetrix deve ter. Nele, há um trecho em que Calvino parece estar se referindo diretamente à poesia de Bashô: “Digamos que diversos elementos concorrem para formar a parte visual da imaginação literária: a observação direta do mundo real, a transfiguração fantasmática e onírica, o mundo figurativo transmitido pela cultura em seus vários níveis, e um processo de abstração, condensação e interiorização da experiência sensível, de importância decisiva tanto na visualização quanto na verbalização do pensamento”, assertiva que também é totalmente adequada ao poetrix.

Se Bashô percorreu os caminhos nipônicos, um longo caminho literário me trouxe até a Cadeira número 1 da Academia Internacional Poetrix que, por sinal, foi a mim atribuída pelos meus confrades, aos quais muito agradeço. Todas as demais 21 cadeiras foram ocupadas por ordem alfabética.

Comecei a escrever na adolescência. Em 1984 escrevi um cordel intitulado A Divina Comédia, paródia nordestina da obra de Dante Alighieri (por sinal, toda escrita em tercetos) com o intuito de participar de um concurso coordenado pelo mestre Rodolfo Coelho Cavalcanti. Infelizmente nem pude me inscrever, porque o cordel excedia o número limite de estrofes especificado no regulamento. Em 1985 publicaria minhas primeiras poesias na antologia Universos, organizada pelo poeta Francisco Teles, da Editora Abaeté, o que me propiciaria o contato com poetas de vários países. Decorrente disto, já em 1988 estaria participando com poemas em coletâneas organizadas nos Estados Unidos, por Teresinka Pereira, e na Coreia do Sul. Em 1987 publiquei meu primeiro livro de poesias – Anda Luz – e recebi meu primeiro prêmio em concurso literário, iniciando uma série que já chega a 71 premiações.

Nestes 35 anos de literatura, foram 15 livros individuais publicados, poesias traduzidas e publicadas em seis países, participação em 54 coletâneas e organização de outras 26. Para tanto foi fundamental a existência do Grupo Cultural Pórtico, criado em 1995 por 18 autores radicados na Bahia, do qual fui presidente por muitos anos, e que propiciou a publicação de mais de 50 livros de novos autores e inúmeros eventos. Nos últimos anos, com minha recente graduação em História, mestrado em Museologia (a concluir) e dedicação especial à numismática, também passei a produzir ensaios sobre estas áreas, publicados principalmente nas revistas da Sociedade Numismática Brasileira (SP) e da Unión Americana de Numismática, das quais sou integrante.

Para finalizar, não poderia deixar de agradecer a algumas pessoas que foram fundamentais neste percurso. Agradeço ao já citado escritor Antonio Torres, a quem importunei com meus péssimos escritos dos primeiros anos de juventude, mas que soube ter a paciência de lê-los e a generosidade de incentivar-me a que continuasse a escrever. Ao já falecido escritor mineiro Zanoto, que por muitos anos publicou meus poemas em sua coluna literária. À querida escritora Gerana Damulakis, da Academia de Letras da Bahia, pelo seu contínuo apoio ao meu trabalho. Ao escritor Hugo Pontes, que me despertou para a escolha do meu nome literário. Ao meu querido amigo e parceiro de longa data Cal Ribeiro, que transformou muitas de minhas poesias em belas canções. Aos meus colegas de diretoria do Pórtico: Júlio Andrade, Rose Rosas, Lino Chamusca e Luiz Flávio, amigos para sempre. Agradeço também a Márcia Tude, então proprietária da editora Livro.com, a primeira a investir empresarialmente em meus escritos. A Ana Cristina, companheira de todos os momentos.

E em especial a todos os amigos que desde o primeiro momento acreditaram na proposta do poetrix, que batalharam pela sua afirmação, muitos dos quais também hoje ocupam, merecidamente, cadeiras nesta Academia. Em 2011 organizei e publiquei a obra 501 poetrix para ler antes do amanhecer, em reconhecimento a mais de 80 poetrixtas que até então vinham produzindo e divulgando o poetrix.

E como “o mínimo é o máximo”, um dos lemas do poetrix, não devo me estender mais. Vivemos outra vez um tempo tirânico na história de nosso país. Mas, reafirmo aos meus companheiros de Academia que continuarei  a me dedicar à propagação do poetrix, não apenas por ser o “pai” desse jovem de 21 anos, mas em reconhecimento ao talento de todos os autores que se dedicam a esta arte minimalista, tornando-a cada vez mais popular. 
 
Poetrix e Goulart Gomes

02.08.2020
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Geraldo Dias da Cruz é um poeta que bebe em vários poços mas sem perder sua identidade

Jornal Opção - 07/07/2020 |

Geraldo Dias da Cruz, mineiro de Belo Horizonte, tem 91 anos e é um poeta com vários méritos. Adepto dos versos livres, não faz uma poesia derramada, sentimental (sim, por vezes é sentimental) — ao menos no conjunto da obra.
O bardo do Estado de Carlos Drummond de Andrade tem voz própria, com uma dicção e ritmos precisos. Merece estudos mais amplos, não apenas de aficionados, e sim de estudiosos qualificados de poesia. Os cânones nacionais precisam incorporar novos poetas, como Gabriel Nascente, Brasigóis Felício, Salomão Sousa, Delermando Vieira, Carlos Willian Leite, Yêda Schmaltz e Geraldo Dias da Cruz.
Num de seus mais belos poemas, Geraldo Dias da Cruz assinala: “Assim falo, assim fico/ tão alegre que meu olhar brilha/ cresce em mim/ como eu cresço nele,/ cheio de ternura e de vida./Minha queima com sua língua/ os sinos de amanhecer.// Em plena noite, sozinho/ com as flores da fantasia,/ entro no meu jardim./Minhas lágrimas despertam/ os meus olhos fechados/ que se quebram no vento/ com a lua que chega/ e ninguém a recebe”.
Sob a pandemia do novo coronavírus, viajar se tornou praticamente impossível, ao menos em termos físicos. Mas quem segura uma alma viajante? Quem põe uma pedra no caminho dos que imaginam?

Geraldo Dias da Cruz, como o guerreiro-aventureiro Ulisses do longo poema “Odisseia”, nos ensina caminhar, sugerindo que o sonho é uma maneira de descobrir novas paragens — reais ou imaginária. Confira: “Desejo viajar, só não sei para onde./ Procuro um viajante para seguir./ Estou perdido entre o vento e a chuva,/ buscado um oceano para singrar/e um cais para aportar. Perseguindo/ o horizonte, veja que não há nenhum mar.// O jeito é deitar na relva e sonhar/com o canto que se afina com o céu./ Nele tudo se aflora e combina,/ minha alma se aninha e sonha/com uma estrela que explode/ e faz nascer uma orla e um mar.”
“Fontes do Vento” (Scortecci Editora, 158 páginas), de Geraldo Dias da Cruz, é um belo livro de poesia. Como situar sua criação artística no contexto da literatura brasileira? Basta sugerir que está mais para Drummond de Andrade do que para o estilo seco — “uma faca só lâmina” — de João Cabral de Melo Neto.

Ler Mais: Jornal Opção

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Setor editorial brasileiro encolheu 20% entre 2006 e 2019

Coordenada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro teve sua série histórica atualizada, incluindo os dados apurados em 2019 pela Nielsen Book. Dessa forma, o estudo passa a contemplar os números de 14 anos de atividade editorial no país.
A série histórica registra um decréscimo de 20% no faturamento total de 2006 a 2019. Embora em 2019 o crescimento tenha sido de 6%, tal performance não foi suficiente para repor a perda acumulada nos últimos 14 anos, notadamente a partir de 2015, quando começou a crise econômica. Com os dados coletados, é possível constatar os impactos desse momento do país e também dividir a série em duas fases distintas: 2006-2014 e 2014-2019.
De acordo com o estudo, o subsetor mais afetado é o Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP), com queda de 41% nas vendas ao mercado no período de 2006 a 2019. Entre 2006 - 2014 o faturamento do CTP foi impulsionado pelos investimentos no Ensino Superior e o avanço do PIB, com crescimento de 17%. A partir de 2015 é o subsetor que mais sofreu com a recessão e as mudanças tecnológicas, registrando queda de 50% entre 2014 e 2019.
O subsetor Obras Gerais teve crescimento significativo de 15% nas vendas ao mercado e de 28% nas vendas totais (mercado e ao governo) no ano de 2019, mas não foi suficiente para recuperar a queda. Dessa forma, o decréscimo acumulado de 2006 a 2019 é de 37% nas vendas ao mercado e de 34% nas vendas totais.
De 2006 a 2019, o subsetor Didáticos apresentou uma queda real nas vendas ao mercado de 23% e de 8% nas vendas ao mercado e ao governo. É o segmento com maior participação das vendas ao governo, que responde por cerca de 50% do faturamento do mesmo.
Religiosos é o único subsetor com resultado positivo nos últimos 14 anos, registrando crescimento total de 2% quando se trata das vendas ao mercado.
Realizada a partir dos dados de uma amostra de editoras, a Pesquisa Produção e Vendas tem como objetivo verificar anualmente a performance do setor e de seus subsetores. Assim, para analisar o desempenho real, os dados nominais da pesquisa anual foram deflacionados, trazidos a valores de 2019 por meio da variação acumulada do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - calculado pelo IBGE).


Clique aqui e confira a pesquisa na íntegra.


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Fundação Dorina Nowill para Cegos e o Tratado de Marraqueche

Fundação Dorina Nowill para Cegos realiza painel online sobre o Tratado de Marraqueche e a acessibilidade de livros para pessoas com deficiência visual e outros públicos com incapacidade física ou dificuldade de leitura. Implantação do acordo internacional segue em discussão pública no país e evento online abordará questões como Direitos Autorais e Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Assinado na famosa cidade do Marrocos, em 28 de junho de 2013, o Tratado de Marraqueche representa um importante avanço na luta mundial pelos direitos das pessoas com deficiência visual. No Brasil, esse acordo internacional segue em consulta pública, gerando debates que vão além da acessibilidade de livros por cegos e pessoas com baixa visão ou com outras dificuldades de leitura e acesso ao conteúdo de obras originalmente impressas. Buscando promover um debate mais amplo com especialistas e sociedade, a Fundação Dorina Nowill para Cegos realiza, nesta quinta-feira, 25 de junho de 2020, um painel sobre o Tratado de Marraqueche. Gratuito, o evento será transmitido pelo canal da entidade no YouTube , a partir das 17h30min, sob a moderação de Ezequiel Mariano, da Rede de Leitura Inclusiva. Entre os participantes confirmados estão Thiago Oliveira, Coordenador-Geral de Regulação, Negociação e Análise, da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual do Ministério da Cidadania; Carlos Ferrari, Secretário de Tecnologia e Acesso à Informação da ULAC - União Latino-americana de Cegos e parte das Diretorias do Comitê Brasileiro de Organizações Representativas das Pessoas com Deficiência e da Organização Nacional de Cegos do Brasil; Moises Bauer, Assessor Jurídico do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, atualmente lotado no Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, e Alexandre Munck, Superintendente executivo da Fundação Dorina Nowill para Cegos e membro do Grupo de Trabalho pela regulamentação do Tratado de Marraqueche. O painel deverá abordar temas como o Tratado de Marraqueche como política de Estado; o debate público do acordo internacional ampliando as conversas sobre as políticas de acessibilidade e garantia de direitos; entidades, potenciais públicos beneficiados e a acessibilidade da consulta pública, e a importância da articulação e do fortalecimento da causa da pessoa com deficiência. Vale lembrar que a está aberta - pela Secretaria Especial da Cultura (SECULT) - uma consulta pública para coletar sugestões e comentários da sociedade sobre o Decreto que permitirá a adoção do Tratado de Marraqueche no Brasil. Com o evento online, a Fundação Dorina Nowill para Cegos espera contribuir para que as pessoas possam opinar e participar mais ativamente da discussão.

Sobre Fundação Dorina Nowill para Cegos

Há mais de 70 anos, A Fundação Dorina Nowill para Cegos trabalha para que crianças, jovens, adultos e idosos cegos e com baixa visão sejam incluídos em diferentes cenários sociais. A instituição oferece serviços gratuitos e especializados de habilitação e reabilitação, dentre eles orientação e mobilidade e clínica de visão subnormal, além de programas de inclusão educacional e profissional. Responsável por um dos maiores parques gráficos de braille no mundo com capacidade de impressão de até 450 mil páginas no sistema por dia, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é referência na produção e distribuição de materiais nos formatos acessíveis braille, áudio, impressão em fonte ampliada e digital acessível, incluindo o envio gratuito de livros para milhares de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil. A instituição também oferece uma gama de serviços em acessibilidade, como cursos, capacitações customizadas, sites acessíveis, audiodescrição e consultorias especializadas. Contando com o apoio fundamental de colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é reconhecida e respeitada pela seriedade de um trabalho que atravessa décadas e busca conferir independência, autonomia e dignidade às pessoas com deficiência visual.

Mais detalhes: http://www.fundacaodorina.org.br.

Mais informações sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos: 
Advice Comunicação Corporativa
Alexandre Moreno - alexandre.moreno@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5251 | (11) 98374 4664
Luana Rodriguez - luana.rodriguez@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5252
Beatriz Biasoto - beatriz.biasoto@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5251 | (11) 5102 5252
Fernanda Dabori - fernanda.dabori@advicecc.com - Tel: (11) 5102 5255 | (11) 5102 5252

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TROFÉU JUCA PATO 2020

REGULAMENTO

Art. 1º – A UBE – União Brasileira de Escritores, sediada em São Paulo, promove e administra, anual e nacionalmente, a eleição da personalidade a quem caberá o prêmio “Intelectual do Ano”, conferindo-lhe o Troféu Juca Pato. O troféu é a réplica do personagem criado pelo jornalista Lélis Vieira e imortalizado pelo ilustrador e chargista Benedito Carneiro Bastos Barreto, conhecido pelo pseudônimo de Belmonte (1896-1947). O prêmio foi criado em 1962, por iniciativa do escritor Marcos Rey.

Art. 2º – O Prêmio Intelectual do Ano não é um prêmio literário, mas uma láurea conferida à personalidade que, havendo publicado livro de repercussão nacional no ano anterior, tenha se destacado em qualquer área do conhecimento e contribuído para o desenvolvimento e prestígio do País, na defesa dos valores democráticos e republicanos.

2º § 1 – Por valores democráticos entendendo-se o direito à igualdade, rejeição aos privilégios, aceitação da vontade da maioria e respeito aos direitos da minoria.

2º § 2 – Por valores republicanos entendendo-se o respeito à lei acima da vontade dos homens, ao bem público acima do interesse privado, à responsabilidade no exercício do poder, isto é, o poder visto como um serviço e não como um privilégio.

Art. 3º – Os candidatos poderão ser indicados, por escritores, leitores, professores, profissionais do livro, entidades culturais e público em geral. A indicação será por meio eletrônico, através do site da UBE (ube.org.br) restringindo-se a um voto por IP (Protocolo de Internet). Os indicados serão considerados “candidatos” após aprovação da Diretoria da entidade.

Art. 4º – As indicações poderão ser feitas através de link no site da UBE (ube.org.br) até às 23h59min do dia 31 de julho de 2020. A escolha dos candidatos - entre os indicados - será feita pela Diretoria da entidade até o dia 10 de agosto de 2020. Serão apresentados, para eleição e votação, até cinco (5) candidatos.

Art. 5º - Poderão votar na escolha do Juca Pato de 2020 (intelectual do ano) os sócios da UBE adimplentes -em dia com a entidade até a data de 31 de julho - e os sócios honorários. O período de votação para o Troféu Juca Pato será de 15 de agosto a 15 de setembro de 2020, até às 23h59min, através do site da UBE (ube.org.br). Serão computados apenas os votos válidos. A divulgação do laureado será até 20 de setembro de 2020 – no site da UBE - e nas mídias sociais da entidade, e a entrega do Troféu Juca Pato ocorrerá na primeira semana de dezembro de 2020.

Art. 6º – Os casos omissos deste regulamento serão resolvidos pela Diretoria da UBE - União Brasileira de Escritores.

CRONOGRAMA

- Indicações para o Troféu JUCA PATO 2020: Até 31 de julho de 2020.
- Candidatos selecionados pela Diretoria da UBE: Até 10 de agosto de 2020.
- Período de votação: De 15 de agosto a 15 de setembro de 2020.
- Divulgação do nome do laureado: Até 20 de setembro de 2020.
- Premiação: Dezembro de 2020 (data e local a serem confirmados).

Mais informações: através do FALE CONOSCO ou Whatsapp (11) 93418-5858.

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Setor editorial encontra novas formas de comercializar livros e fatura 10,7% a mais em 2019

Subsetores de Didáticos, Obras Gerais e Religiosos apresentam crescimento nas vendas. CTP é o único com performance negativa.
Diante da crise vivida por importantes varejistas, o mercado editorial buscou alternativas e conseguiu fechar o ano de 2019 com saldo positivo, faturando R$ 5,67 bilhões, 10,7% a mais que em 2018, o que significa um aumento real de 6,1%, considerada a variação do IPCA de 4,31% no período. Esse é um dos principais destaques da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro ano-base 2019, realizada pela Nielsen Book e coordenada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).
No ano passado, o setor reforçou outros canais de vendas e, com isso, a participação percentual das vendas em livrarias exclusivamente virtuais aumentou de 3,4% para 12,7%; escolas e colégios de 1,8% para 5,9%; e internet/Market Place de 0,74% para 5,20%. A participação percentual das vendas para livrarias e distribuidoras que, em 2018, respondiam por 50,5% e 29,5%, respectivamente, reduziram sua relevância para 41,6% e 22,9%.
Em 2019, o setor editorial brasileiro produziu 395 milhões de exemplares, o que significa um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. A pesquisa mostra que foram editados 50.331 títulos no ano, um aumento de 7,5%. Desse total, 13.671 correspondem a novos ISBNs, percentual 6,6% inferior à 2018.
Um dos fatores que impulsionou o faturamento das editoras em 2019 foram as vendas para o Governo, particularmente o PLND Literário. Com a distribuição de 53 milhões de exemplares e um volume de R$ 280 milhões, este programa foi responsável por 4,9% do total da receita do setor.
As editoras do subsetor de Obras Gerais alcançaram o melhor resultado: um crescimento nominal de 19,8%, que significa um aumento real de 14,8% em vendas para o mercado. No total, unificando as vendas para o mercado e governo, o crescimento nominal é de 33,0% e de 27,5% em termos reais.
Já o subsetor de Didáticos manteve-se estável com um aumento nominal de 3,9% das em vendas ao mercado, o que representa uma queda real de 0,4%. Considerando as vendas ao mercado e governo, o subsetor obteve um acréscimo nominal de 4,4%, ou seja, 0,1% em termos reais.
Outro destaque foi o subsetor de Religiosos, que registrou nas vendas ao mercado um aumento nominal de 12,0% (6,1% em termos reais). Já o subsetor CTP (Científicos, Técnicos e Profissionais) apresenta queda desde 2015 e nesta edição a pesquisa mostra uma variação nominal de 0,2%, gerando assim uma queda de vendas ao mercado de 8,2% em termos reais.
O estudo, que mapeou a performance do setor editorial e de seus quatro subsetores1 em 2019, ouviu 167 editoras do país.

Lis Ribeiro – Comunicação (CBL)
Tel.: (11) 3069-1300
lisribeiro@cbl.org.br

Mariana Fragoso – Comunicação (SNEL)
Tel.: (21) 2533-0399
assessoriacomunicacao@snel.org.br

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Lis Castelliano
Gerente Executiva do SNEL
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