HÁ 50 ANOS ZIRALDO NOS MOSTROU QUE A LUA É FLICTS

No mesmo ano em que o homem chegou à Lua o cartunista lançou um marco da literatura infantil brasileira. Edição especial do cinquentenário de Flicts resgata a versão original da obra e traz depoimentos de Carlos Drummond de Andrade e Rachel de Queiroz

Enquanto o mundo ainda estava deslumbrado com as primeiras imagens da ida do homem à Lua, Ziraldo – sempre fascinado por astronautas, planetas, astros e estrelas – topou o desafio de fazer seu primeiro livro para o público infantil em um curto prazo. Em apenas dois dias o cartunista finalizou Flicts, um marco na história da literatura infantil brasileira. “...tanto a falta de pincéis e tintas quanto o prazo curto não foram encarados como obstáculos e sim como parâmetros criativos, norteando a busca da melhor forma de se expressar e se comunicar”, comenta Guto Lins em seu texto A Gênese do Gênio, que abre o livro.

Em 1969, o impacto da obra garantiu a admiração de muitos. Entre eles, Carlos Drummond de Andrade, cujo artigo publicado no jornal Correio da Manhã foi reproduzido na edição comemorativa do cinquentenário de Flicts, lançada pela Editora Melhoramentos. “Disse que me faltam palavras: entretanto, o próprio Ziraldo, monstro-inventor de Caratinga, soube encontrá-las, compondo com elas não uma explicação de Flicts, mas um guia lacônico de viagem, para acompanharmos o giro ansioso de Flicts pelo universo. Este guia saiu um poema exato.”

Além de Drummond, Rachel de Queiroz, Zózimo Barrozo do Amaral, Millôr Fernandes, entre outros entusiastas da época, também tiveram seus comentários impressos nesta nova edição.
O livro, que já vendeu mais de 500 mil cópias pela Melhoramentos e foi traduzido em idiomas como inglês, japonês e esperanto, conta a história de uma cor que não tinha lugar no nosso planeta: “Era uma vez uma cor muito triste que se chamava Flicts.” O nome foi escolhido a partir de uma interjeição da tirinha The Supermãe, publicada por Ziraldo no Jornal do Brasil. O cartunista queria uma palavra que pudesse ter a mesma sonoridade em diferentes idiomas.

O que Ziraldo não imaginava era que o livro pararia nas mãos do próprio Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua. O cartunista o encontrou no Rio de Janeiro e lhe deu uma versão do livro em inglês. Após ler Flicts, o astronauta o parabenizou. “Aí eu falei pra ele com meu inglesinho, o senhor está enganado, eu é que tenho que te parabenizar por subir à Lua. Ele respondeu, ‘eu apenas subi na Lua, você fez um livro’.” O cartunista, emocionado com o encontro, pediu que o astronauta autografasse a obra e escrevesse que Flicts era a cor da Lua. Foi aí que surgiu a frase: “The Moon is Flicts.” Desde então, a cópia deste bilhete está presente em todas as edições do livro.

O protótipo da obra foi feito com pedaços de papéis coloridos, utilizando um livro impresso como base; e as ilustrações, que foram criadas com tesoura e estilete, tornaram-se referência para gerações de designers e ilustradores. “Flicts talvez seja o primeiro livro infantil brasileiro em que o termo ‘original’ foi substituído por ‘arte final’”, pontua Guto Lins.

Na nova publicação, Adriana Lins – organizadora da obra e sobrinha de Ziraldo – destaca que a diagramação e a tipografia originais foram resgatadas. “É exatamente o projeto que Ziraldo pensou e fez. Mantivemos as páginas brancas, os silêncios.” O livro, que teve o número de páginas reduzidas para 40 a partir da sua segunda publicação, volta para as suas 80 páginas originais.

Flicts é um convite à degustação, como disse Rachel de Queiroz: “Flicts é como certas bebidas cujo sabor intenso se sente depois de engolido – passa pela garganta como fogo mas fica horas e horas no céu da boca – entre doce e amargo e ao mesmo tempo não é doce nem amargo, é ele mesmo, é fruta e flor, raiz ou folha... Assim é Flicts. Tem que ser devagar, cor por cor, de palavrinha em palavrinha...” Boa Leitura!

Sobre o autor:
De Caratinga, Minas Gerais, Ziraldo Alves Pinto, 86 anos, ganhou o mundo com uma atuação eclética como pintor, cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista e escritor. Iniciou sua carreira nos anos 1950, em veículos impressos como Jornal do Brasil, O Cruzeiro e Folha de Minas. O sucesso como escritor veio nos anos 1960, quando ele lançou A Turma do Pererê, a primeira revista em quadrinhos brasileira. Sua estreia na literatura infantil foi em 1969 com o livro Flicts. Seu personagem mais famoso, porém, nasceu mais tarde: foi em 1980 que ele lançou O Menino Maluquinho, um dos maiores fenômenos editoriais no Brasil, com mais de 100 edições e adaptações para o teatro, quadrinhos, ópera infantil, videogame e cinema. Entre os muitos prêmios que recebeu, destacam-se o SuperPrêmio Andersen da Itália, 2004, pela edição italiana do livro Flicts, e o Prêmio Quevedos 2009, o mais importante do humor gráfico no mundo, pelo conjunto da obra.

Sobre a Editora Melhoramentos
Há mais de 128 anos, a Editora Melhoramentos ocupa posição de destaque nas diversas áreas em que atua, sendo referência no mercado editorial por seus milhares de títulos publicados. À frente do tempo desde sua fundação, ela se distingue pelo pioneirismo de suas obras, por seus autores e pelos avanços editoriais aos quais se dedica. www.editoramelhoramentos.com.br

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3º Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica divulga programação

O Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica divulgou a grade de palestras de sua edição 2019, que ocorre no dia 22 de agosto no Espaço Milenium, em São Paulo. Em seu terceiro ano e com o tema “Impressão digital: o futuro é agora”, o evento é promovido em parceria ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica) e APS Eventos Corporativos.

A palestra de abertura será com Pat Macgrew, diretora Senior da Keypoint Intelligence, empresa de pesquisa e análise de mercado nas áreas de produção gráfica e impressão digital. Ela compartilha suas décadas de experiência no mercado em “Estado da arte e tendências das tecnologias toner e inkjet”. MacGrew vai analisar os mercados para toner e jato de tinta, os fluxos de trabalho que os suportam e o que as gráficas em todo o mundo estão comprando para crescer seus negócios.

Em seguida, o Congresso aborda o alcance criativo da impressão digital. Em “Inovando com personalização e customização em novos nichos de mercado”, Eduardo Oliveira, fundador da Tergoprint, vai mostrar como utiliza a tecnologia, imprimindo sobre substratos variados e ampliando, com sucesso, suas oportunidades de 
negócios.

A “Integração de impressão digital e analógica” será tratada pelo diretor comercial da NeoBand, Arnaldo Peres Junior, especialista com mais de 35 anos de história na indústria gráfica. As empresas têm buscado incorporar tecnologias de impressão digital e oferecer esses serviços juntamente com a impressão analógica. Arnaldo defende que para obter sucesso integrando diferentes tecnologias e portfólios de serviços, é necessário desenvolver novos modelo de negócios e novas estratégias de vendas.

Outro tema muito discutido no meio da comunicação gráfica é como agregar valor ao material impresso. A pós-impressão de qualidade pode ser a resposta. Em “Pós-impressão digital integrada”, Sandra Rosalen, pesquisadora científica na cadeira de pós-impressão e embalagens na Alemanha, explica em detalhes quais são as estratégias mercadológicas por trás da impressão digital, a estrutura tecnológica necessária para sua realização e como essas características técnicas e de mercado impactam a pós-impressão.

Para adicionar mais valor ao impresso, sua aliança criativa com o mundo digital também pode ser explorada. Em “Impressão digital integrada ao mundo digital”, o sócio-diretor da Midiograf e da Realidade Aumentada Brasil, Edson Benvenho, fala das oportunidades que surgem com a integração das mídias. Oferecer esta capacidade pode ser um primeiro passo para avançar nos negócios e fidelizar os melhores clientes.

Com o objetivo de entender na prática os benefícios de conceitos inteligentes e inovadores na indústria, o Congresso de Tecnologia Gráfica oferece cases com o tema “Estratégias para ampliação de mercados”. Três empresas de sucesso contam o que fizeram e fazem para conquistar novos clientes e fidelizar os atuais. Eles são: Paulo Estrella Fagundes, coordenador de marketing da Braspor; Felipe Augusto, gerente de operações da FuturaIM Gráfica Online; e Rodrigo Abreu, master franqueado e CEO da Master Franquia Brasileira das AlphaGraphics.

O Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica acontece no dia 22 de agosto, no Espaço Milenium, na cidade de São Paulo. A iniciativa tem o Patrocínio Institucional de AFEIGRAF, drupa, Fedrigoni e Heidelberg. O Patrocínio Ouro é da HP. O Patrocínio Prata é da Ricoh. Os Patrocinadores Bronze são Agfa, Canon, Chambril, Koenig & Bauer e Papirus.

O evento é uma realização da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica e APS Eventos Corporativos.

As inscrições estão abertas em: www.congressotecnologiagrafica.com.

Informações

Press Communications
Tiago Keese
press@presscomms.com.br
(11) 4013-7979
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DOS CHEIROS DE TUDO - MEMÓRIAS DO OLFATO

Dos Cheiros de Tudo – Memórias do Olfato é o novo livro de poesias do escritor, editor, gráfico e livreiro JOÃO SCORTECCI que será lançado no próximo dia 10 de agosto, sábado, das 17h30 às 20h30, no Espaço Scortecci (Rua Deputado Lacerda Franco, 96, Pinheiros, São Paulo/SP), no evento comemorativo dos 37 anos da Scortecci Editora e a incrível marca de 10 mil títulos lançados em primeira edição.

SOBRE A OBRA
“Dos odores do Olfato. Das propriedades e das essências no campo dos escolhidos. Das fragrâncias da pele. Das provocações! Das alucinações dos arrepios da nuca entregues aos vícios do cheiro. Das ausências, das linguagens do que não tem fim.
Nas percepções dos atos ao ventre do epitélio, no muco e nos cílios da vida o - quase – eterno. Bulbo de mantras versados por impulsos. Dos estímulos, dos viciantes sinais do cheiro no dorso fugidio da nuca.

PREFÁCIO
“A cartografia da memória oferece ao criador um manancial inesgotável de instâncias, um labirinto de galáxias que aponta para o infinito, para a vibração dos acasos e para a densidade da existência.  Em seu novo livro, intitulado “Cheiros de Tudo”, o poeta João Scortecci explora as trilhas do universo aberto pelos sentidos e busca e logra construir, com fios de linhagem concisa e precisão alimentada pela visualidade do ritmo, um projeto poético de intensa sinestesia, fecundidade e arrebatamento.”
Beatriz Helena Ramos Amaral

PROGRAMAÇÃO
- Lançamento da Antologia de poesias, contos e crônicas O CONSTRUTOR DE AMIGOS,
Coordenação: Roswyta Ribeiro.
- Sarau Lítero-musical no Jardim Literário.
- Lançamento dos Livros:
DOS CHEIROS DE TUDO - MEMÓRIAS DO OLFATO (Poesias) – João Scortecci
FLORES E BORBOLETAS EM MEIO AO SÉCULO DE POESIA (Poesias) – Adriana Silva Santiago
GRÁFICA - UMA INDÚSTRIA EM TRANSFORMAÇÃO (Técnico) – Hamilton Terni Costa
VAI CHOVER DE NOVO – Patrícia Daparé Botechia (Biografia)

SERVIÇO:
Data: dia 10 de agosto de 2019, sábado, das 17h30 às 20h30.
Local: Espaço Scortecci
Endereço: Rua Dep. Lacerda Franco, 96, Pinheiros, São Paulo/SP.
(Metrô Estação Faria Lima – saída Teodoro Sampaio)

Mais informações: eliaquim@scortecci.com.br / (11) 3032-1179


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Academia Brasileira de Letras e Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro assinam convênio para doação de livros a comunidades quilombolas

Academia Brasileira - 10/07/2019 |

A Academia Brasileira de Letras, representada pelo seu presidente, Marco Lucchesi, assinou na terça-feira, dia 9 de julho, convênio com o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (ITERJ) para a formação de bibliotecas nas comunidades quilombolas que atendem essa população.
Durante os estudos para a viabilizar a cooperação técnica entre as instituições, a Academia Brasileira de Letras fez doações, em junho deste ano, a quatro quilombos: Marina Joaquina, Preto Forro, Fazenda Espírito Santo e Quilombo Sobara.
“Foi um momento inesquecível em que fizemos como sempre doação de livros mas, principalmente, pela proximidade com essa importante parcela da população brasileira”, declarou o presidente Marco Lucchesi.
A parceria prevê que a Academia escolherá e doará livros adequados à realidade quilombola e o ITERJ será o responsável pela distribuição e implantação de bibliotecas em áreas de quilombos.

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ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS PERDE SEU DECANO: PAULO LÉBEIS BOMFIM

Academia Paulista de Letras - 10/07/2019 |

O poeta e integrante da Academia Paulista de Letras Paulo Bomfim, 93 anos, morreu no último domingo, dia 7 de julho.
A ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, que este ano completa seu 110º aniversário, lamenta a morte de seu Decano, PAULO BOMFIM. O Príncipe dos Poetas Brasileiros, eleito em 1981, como sucessor de Olavo Bilac e Guilherme de Almeida, ingressou na APL em 23.5.1963, saudado por Ibrahim Nobre.
Nesses 56 anos, foi um paradigma acadêmico: fidalgo no trato, polido, cortês, congregador. Agregar e seduzir pela palavra e pela postura heráldica era um de seus talentos. Somem-se a estes, produção poética de consistência reconhecida, preservação da memória, ardorosa defesa da Pátria e das tradições de São Paulo.
Sua casa era uma extensão da Academia e ali recebia, semanalmente, amigos velhos e amigos novos, para tertúlias bem humoradas, sempre em torno à mesa fraterna e sorvido um bom vinho.
PAULO BOMFIM descendia de bandeirantes e de fundadores de cidades, em muitas das quais está o nome de sua família, que gerou pessoas da melhor qualidade.
Serviu com devotamento idêntico o Poder Judiciário Bandeirante, que é o guardião de seu relicário memorialístico, no Espaço reservado na sede do Tribunal de Justiça para a conservação de todos os seus prêmios, medalhas, comendas e honrarias.

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Um tributo a Euclides da Cunha

Ministério da Cultura - 10/07/2019 |

Começa nesta quarta-feira (10) uma das festas mais importantes da literatura no Brasil, a 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no litoral sul do Rio de Janeiro. O evento vai até o dia 14. Com o patrocínio do Ministério da Cidadania, esta edição homenageia escritor brasileiro Euclides da Cunha, autor de Os Sertões. A festa terá 41 autores, artistas, músicos e atores nacionais e internacionais, que participarão de encontros literários, rodas de leitura, saraus, performances e entrevistas.
Entre os nomes que estarão em Paraty despontam os da escritora contemporânea inglesa Sheila Heti, da professora emérita de filosofia da Universidade de São Paulo Walnice Nogueira Galvão, além do escritor angolano Kalaf Epalanga. Participarão também a escritora portuguesa Grada Kilomba, de Carmen Maria Machado, a escritora norte-americana de origem cubana, Ayelet Gundar-Goshen, considerada revelação da literatura de Israel e a cantora e escritora brasileira Adriana Calcanhotto.
A diretora do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secretaria Especial da Cultura, Ana Cristina Araruna Melo, afirma que os investimentos numa festa como esta são fundamentais. “É função estratégica do departamento promover a literatura brasileira e fomentar processos de criação, difusão, circulação e intercâmbio literário no país”, ressaltou a diretora. A Flip 2019 conta com o patrocínio do Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Especial de Cultura, a partir do Edital de Feiras Literárias, recebendo R$ 400 mil e outros R$ 100 mil de contrapartida.
Para Ana Cristina, o estímulo à leitura enriquece e precisa ser apoiado. “Nesse sentido, torna-se essencial o apoio às feiras e eventos literários para incentivar o hábito da leitura entre crianças, jovens e adultos brasileiros, possibilitando a aproximação entre o público, autores e literatura”, disse. A diretora acrescenta que outra ferramenta importante para alavancar a cultura e a economia criativa é a Lei Federal de Incentivo à Cultura – nos últimos 27 anos, desde que foi criada, já injetou R$ 49,78 bilhões no setor produtivo. A Flip também conta com apoio por meio da legislação e a edição 2019 da feira continua em fase de captação de recursos.
A representante da política dedicada ao livro reforça que o retorno do investimento na área é significativo, tanto do ponto de vista cultural quanto financeiro para o país. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a FLIP de 2018 arrecadou R$ 46,9 milhões. Ou seja, um valor 13 vezes maior que os R$ 3,5 milhões investidos pela organização do evento.

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Mostra gratuita reúne mais de 100 livros e revistas em quadrinhos na Fundaj, no Recife

G1 - 10/07/2019 |

Uma exposição que reúne 110 livros e revistas em quadrinhos pode ser visitada pelo público, a partir desta quarta-feira (10), na Sala de Leitura da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Derby, no Centro do Recife. A entrada é gratuita.
Entre os atrativos da mostra, estão álbuns, revistas, minisséries, fanzines e mangás. Na exposição, é possível ter acesso a diversos gêneros de histórias em quadrinhos (HQs), desde a ficção científica de nomes como Moebius e Bilal, até clássicos de super-heróis da Marvel e DC, como Batman e Demolidor.
As obras ficam expostas no local até o dia 10 de agosto. A visitação acontece de segunda a sexta, das 9h às 17h.

Abertura
Na abertura da mostra, às 18h desta quarta-feira (10), o colecionador Rodrigo Bastos participa de uma roda de conversa com os visitantes. Ele doou mais de 190 exemplares de quadrinhos para a Biblioteca Blanche Knopf, da Fundaj. O público também pode ter acesso a esse material.

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“A biblioteca é de todos”, destaca coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas

Ministério da Cultura - 08/07/2019 |

Organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o programa Bate-papo desta sexta-feira (5) teve como tema as bibliotecas públicas. Para o debate, foram convidadas a coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do Ministério da Cidadania, Ana Maria da Costa, e a técnica de Cultura da CNM, Ana Clarissa de Souza. As convidadas puderam falar sobre o papel das bibliotecas e suas amplas possibilidades de trazer conhecimento e desenvolvimento social para os municípios.
Segundo Ana Maria, as bibliotecas públicas oferecem um leque de serviços diversificados. “Os municípios podem aproveitar um espaço que é bem visto pela população para fazer uma série de ações, de saúde, de formação, de inserção no mercado de trabalho”, completou. Ela também falou sobre a necessidade de os municípios elaborarem planejamentos para a área de livro e leitura, com a finalidade de auxiliar no desenvolvimento da comunidade.

Boas práticas 

Para ilustrar o quanto pode ser feito pelas bibliotecas, Ana Clarissa citou alguns projetos que são reconhecidos como boas práticas nesta área. Um deles é da biblioteca de Juína, em Mato Grosso, que, em 2017, criou o programa “Arte, Cultura e Leitura, Uma Bela Mistura”. Por meio de uma pequena biblioteca itinerante, a iniciativa promove atividades relacionadas à leitura para o público infantil e juvenil, em eventos da prefeitura, como a Festa Leiteira e a Festa do Peixe, entre outros.

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Painel da Nielsen apura que varejo fechou no azul pela primeira vez em 2019

Publishnews - 05/07/2019 |

Desde abril de 2015, a Nielsen e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) publicam mensalmente um relatório que aponta a evolução das vendas de livros em livrarias, supermercados e lojas de autoatendimento monitorados pelo instituto de pesquisa no Brasil. Até agora, o nome do estudo era Painel das Vendas de Livros no Brasil. O título suscitava muitas dúvidas. Isso porque o sistema de distribuição e comercialização de livros é bastante complexo no Brasil. Além do canal mais tradicional e natural – as livrarias – os livros conquistaram novos postos de vendas: templos religiosos, posto de gasolina, lojas de brinquedos, salão de cabeleireiros e até – e por que não – açougues e padarias. Isso sem contar no porta-a-porta que vende volumes enormes em regiões mais afastadas do País, além das importantes compras governamentais. Essas vendas não estão computadas na pesquisa da Nielsen / SNEL. Por isso, eles resolveram mudar o nome do estudo que passa a se chamar Painel do Varejo de Livros no Brasil, dando mais clareza dos seus objetivos e escopo.
Tendo feito essa explicação, vamos aos números. O período analisado neste relatório vai de 20 de maio a 16 de junho. Na comparação com igual intervalo do ano passado, os números, pela primeira vez em 2019, ficaram no azul. O faturamento saltou de R$ 107,9 milhões para R$ 112,6 milhões, aumento de 4,37%. Foram 2,85 milhões de exemplares vendidos, aumento de 2,24% em comparação com o ano passado quando foram vendidas 2,78 milhões de cópias.
No acumulado do ano – e aí a Nielsen já apresenta um consolidado do primeiro semestres –, a venda de livros nos estabelecimentos monitorados pelo instituto de pesquisa ainda está no vermelho, com queda de 14,5% em faturamento e de 15,07% em volume.

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JABUTI É LITERATURA, NÃO PALAVRÃO

Academia Paulista de Letras - 05/07/2019 |

Naquele final dos anos 1950, muitos eventos assinalavam a história: da revolução de Fidel Castro em Cuba à vitória da tenista brasileira Maria Esther Bueno em Wimbledon. Nesse mesmo momento, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) celebrava as obras vencedoras de Sergio Milliet, Jorge Medauar, Mario da Silva Brito, Carlos Bastos, Renato Sêneca Fleury, Isa Silveira Leal e Jorge Amado.
Com o país influenciado, sobretudo, pelo modernismo e com a valorização da cultura popular brasileira promovida pelas pesquisas de Mário de Andrade, Monteiro Lobato e Luís da Câmara Cascudo, o nome do prêmio foi uma escolha natural, por se tratar de um réptil bem brasileiro que, sem fazer alarde, segue firme seu percurso, confiante na carapaça a protegê-lo da predação.
A inspiração imediata do nome de nosso Prêmio vem de Monteiro Lobato, patrono do mercado editorial brasileiro, que destacou das histórias recolhidas das culturas indígenas por ele citadas em sua obra mais famosa, o personagem de um quelônio vagaroso, mas inteligente, obstinado e apto a vencer obstáculos e concorrentes e a chegar à frente ao fim da jornada.
Há 61 anos, o Prêmio Jabuti promove, valoriza e protege a literatura, e faz isso da melhor maneira, com regras claras, avaliações idôneas e comemorações festivas. Por tudo isso, aproveitamos para protestar contra o uso frequente do termo "jabuti" como sinônimo de adendos oportunistas escondidos em projetos de lei, como expressão de proposta política rasteira e imediatista, como equivalente de uma argumentação desprovida de validade.

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Secretaria Especial da Cultura participa de bate-papo sobre bibliotecas

Ministério da Cultura - 05/07/2019 |

Você sabe o que fazer para que a biblioteca pública do seu município seja mais atuante, desenvolvendo projetos e programas que beneficiem a população? Esse é o tema do programa Bate-papo com a CNM, a Confederação Nacional de Municípios, que será transmitido ao vivo a partir das 10h desta sexta-feira (5), por meio dos perfis da Confederação no Facebook e no Youtube.
O Ministério da Cidadania será representado no programa pela Coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), Ana Maria da Costa Souza. Além de suas funções na SNBP, Ana também assumiu, este ano, a presidência do Programa Ibero-americano de Bibliotecas (Iberbibliotecas). Já a CNM estará representada pela técnica da área de Cultura, Ana Clarissa Fernandes de Souza.
As convidadas irão falar sobre boas práticas em bibliotecas municipais. Nesta semana, o site da CNM publicou uma série de reportagens com casos de programas e projetos bem sucedidos nas bibliotecas públicas brasileiras. A coordenadora do SNBP também falará sobre o Sistema e como os municípios podem se favorecer das políticas de incentivo para a área.

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