13 livros que os britânicos dizem que leram (mas só assistiram ao filme)

BBC Brasil - 23/04/2017 |

Trabalho, família e filhos. No tempo livre, ainda vale uma espiada nas redes sociais.

Em um mundo cada vez mais atribulado (e conectado), ler livros parece ter deixado de ser prioridade para muita gente.

Mesmo assim, o hábito continua influenciando na forma como somos vistos pela sociedade.

Atire a primeira pedra - ou o primeiro livro - quem nunca disse que leu um clássico sem nunca ter aberto uma página sequer.

Uma nova pesquisa, realizada pela ONG The Reading Agency no Reino Unido, revelou que a prática é mais comum do que se imagina nos dias de hoje.

Pior: quanto mais jovem, maior a chance de mentir.

De acordo com o levantamento, realizado com 2 mil adultos no país, dois em cada cinco britânicos (41%) confessaram ter mentido sobre o que e quanto leram recentemente.

Entre os millennials (18 a 24 anos), esse índice foi ainda maior: 64%.

Eles mentem não só o número de livros, mas também sobre que tipo de obras leram.

Um quarto deles (25%) admitiu ter dito que leu O Senhor dos Anéis, de JRR Tolkien, quando, na verdade, só assistiu ao filme.

Lamento

No entanto, a pesquisa mostrou que mais de dois terços dos entrevistados gostariam de dedicar mais tempo à leitura.

Segundo a sondagem, 67% deles afirmaram que queriam ler mais, mas praticamente a metade (48%) disse estar "muito ocupada".

E mais de 35% alegaram ter dificuldade para achar um livro de que gostem.

Confira, abaixo, a lista dos 13 livros que os britânicos dizem que leram, mas só assistiram ao filme, em ordem de popularidade:

1) Romances e contos de James Bond, Ian Fleming
2) O Senhor dos Anéis, JRR Tolkien
3) As Crônicas de Nárnia, CS Lewis
4) O Código de Da Vinci, Dan Brown
5) Jogos Vorazes, Suzanne Collins
6) Trainspotting, Irvine Welsh
7) O Mágico de Oz, L Frank Baum
8) O Diário de Bridget Jones, Helen Fielding
9) Os Homens que Não Amavam as Mulheres, Stieg Larsson
10) O Poderoso Chefão, Mario Puzo
11) Um Estranho no Ninho, Ken Kesey
12) Garota Exemplar, Gillian Flynn
13) O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini

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Livros com erros tipográficos são cobiçados por colecionadores

O Globo - Bolívar Torres - 22/04/2017 |

Já dizia Vinicius de Moraes: “Para aquele que vos ama vossos defeitos são poesia”. No coração de muitos bibliófilos, estudiosos e colecionadores, nada é mais lindo do que os erros de tipografia em publicações antigas. Maltratadas pelo descuido e pelas más condições de impressão do passado, exemplares raros de primeiras edições de obras importantes são cobiçados décadas após seus lançamentos, justamente por suas imperfeições.

Às vezes, é uma letra trocada que altera o sentido da frase de um grande autor, com consequências hilárias e pitorescas; outras, uma errata absurda, inserida de última hora. Frutos do acaso — ou não — as gralhas, como eram chamados os equívocos dos tipógrafos, merecem uma homenagem especial no Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, celebrado nesse domingo. Mais do que fontes de boas histórias, elas jogam luz sobre as dificuldades do processo de fabricação editorial.

— Como os erros são corrigidos em edições posteriores, os exemplares se tornam únicos. Mas, para ser valioso, também precisa haver um elemento que atice. Exemplares com erros famosos viraram objeto de fetiche — explica o poeta, bibliófilo e imortal da Academia Brasileira de Letras Antonio Carlos Secchin, dono de uma vasta coleção de livros raros e autor do livro "Guia dos sebos" (Lexicon).

O primeiro título lembrado pelo acadêmico é “Obras”, de Claudio Manoel da Costa, cuja gralha aparece justamente... no título. Logo na folha de rosto da primeira edição, de 1768, guardada na Biblioteca Nacional, lê-se um enorme “Orbas”, com as letras trocadas. Na literatura brasileira, o livro é a pedra de toque do arcadismo — que, pelo jeito, já começou acidentado por aqui.

— O título aparece logo na folha de rosto, em letras grandes. Como ninguém pode ter percebido? — espanta-se Secchin.

Se o “Obras” rendeu a gralha mais simbólica, a mais famosa está na segunda edição do “Poesias completas” (1902) de Machado de Assis. O Bruxo ficou arrasado ao ver que, em uma página, o tipógrafo havia trocado o “e” pelo “a” na palavra “cegará” — imprimindo um nome feio onde deveria constar um tributo. Ficou assim: “Não deixo esse prefácio, porque a afeição do meu defunto amigo a tal extremo que lhe cagará o juízo”.

Todos os exemplares que ainda não haviam saído da Garnier (editora de Machado) foram emendados a nanquim — segundo a lenda, pelo próprio Machado. Um desses exemplares se encontra à venda por quase R$ 900 na Estante Virtual. O Santo Graal dos colecionadores, no entanto, são os raros exemplares que escaparam da canetada.

O bibliófilo fluminense Luís Pio Pedro é um dos felizes proprietários da edição original, sem alterações, encontrada em uma livraria paulistana em 2000. Para adquiri-lo, contou com a boa vontade do livreiro.

— Percebi que aquela seria talvez minha única oportunidade de adquirir um exemplar tão cobiçado — conta. — Propus pagá-lo em duas vezes, no que o livreiro amigo consentiu.

Secchin tem uma teoria para o caso de “Poesias completas”. O acadêmico considera suspeito um erro dessa natureza surgir numa segunda edição. Para ele, é praticamente impossível não ter sido uma sabotagem ou fraude.

— Como pode ter uma palavra certa na primeira e ela aparecer errada na segunda? Era só botar na máquina e repetir a impressão — explica.

Há, porém, um caso bem documentado de erros surgidos em reedições. Biógrafa de Jorge Amado, a jornalista e curadora da Flip Joselia Aguiar conta que Paloma Jorge Amado, filha do escritor, realizou, nos anos 1990, um trabalho de “fixação” de texto da obra de seu pai, financiado pela Odebrecht. Com ele ainda vivo, pôde checar e tirar dúvidas.

— O que Paloma notou foi que, quanto mais reedições tinha o livro, mais erros apareciam — diz Joselia. — Os campeões eram “Capitães da Areia” e “Gabriela”.

Nem todo autor teve a sorte de consertar sua obra ainda em vida. Atormentado pela quantidade de gralhas em seu “A profissão de Jacques Pedreira”, João do Rio ganhou na justiça o direito de destruir todos os exemplares impressos. Porém, não resistiu à tentação de guardar alguns deles em casa, que foram encontrados após sua morte. Não fosse isso, o romance talvez nunca tivesse chegado aos dias de hoje. Em 1992, uma nova edição publicada pela Casa Rui Barbosa resgatou a forma pretendida por João do Rio, quase um século depois da sua abortada publicação.

Joia sem valor literário

Quando o problema era percebido antes da distribuição (mas depois da impressão), os editores recorriam a erratas. A do romance “Flor de sangue”, de Valentim Magalhães, fez um livro sem valor literário virar joia entre colecionadores. Depois de perceber que havia matado o mesmo personagem de duas formas diferentes, o autor alertou: “à página 285, 4ª linha, em vez de — ‘estourar os miolos’ — leia-se — cortar o pescoço”. Segundo Secchin, trata-se de um caso clássico em que a errata é hoje mais importante do que a própria obra. No mercado livre, a primeira edição, de 1897, é vendida por até R$ 1800.

De forma geral, erratas impressas são mais fáceis de encontrar. As que vinham em forma de etiquetas, coladas na página, são muito mais procuradas e caras. A maioria se perdeu ao longo do tempo, desgarradas de seus livros.

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Com o tempo que você gasta nas redes sociais, poderia ler 200 livros por ano

Época Negócios - 23/04/2017 |

Há três anos, Charles Chu caiu na armadilha de uma má decisão de carreira e se viu desiludido com o cotidiano daquilo que considerava o trabalho ideal. “Algo não estava certo. Eu havia seguido a prescrição: tinha boas notas, liderança, recomendações, faculdade, emprego dos sonhos. Mas as coisas estavam muito ruins.”

Foi quando encontrou uma frase do famoso investidor Warren Buffett. Questionado sobre o segredo do sucesso, Buffett apontou para uma pilha de livros e disse: “Leia 500 páginas por dia. É assim que o conhecimento funciona. Ele se acumula, como juros compostos. Todos vocês podem fazer isso, mas garanto que não são muitos que farão”.

Perdido e sem inspiração, Chu decidiu fazer parte da minoria e leu 400 livros ao longo de dois anos, uma empreitada que se tornou uma das decisões mais importantes de sua vida.

“Os livros me deram coragem para viajar, a convicção para me demitir, me deram modelos e heróis e significado em um mundo em que eu não tinha nenhum”, escreveu ele em seu site, Better Humans.

Como Buffett tinha antecipado, não é preciso ter talento extraordinário para ler em grandes quantidades. Metas e planejamento, por outro lado, podem sim ajudar. Assim, Chu criou quatro passos que qualquer um pode seguir para angariar mais conhecimentos por meio da leitura:

1. Não desista antes de começar
Antes de se desesperar e criar desculpas, Chu sugere uma avaliação direta da realidade: é realmente impossível ler 200 livros ao longo de 365 dias num ano? Não. “É como Buffett diz: qualquer um pode fazê-lo, mas a maioria das pessoas não vai fazer.”

2. Faça uma conta simples
Estatisticamente, explica Chu, americanos leem entre 200 e 400 palavras por minutos. Um livro de não ficção tem, em média, 50 mil palavras. Multiplique isso por duzentos e elas serão 10 milhões de palavras.

Em seguida, ele divide 10 milhões por 400, sua capacidade de leitura por minuto, e pronto: serão necessários 25 mil minutos, ou 417 horas. Mas como é possível ler por 417 horas?

3. Encontre tempo para leitura
Parece muito, é verdade, mas uma nova perspectiva pode ajudar. Novamente, Chu usa como exemplo o americano médio, que passa 608 horas envolvido com mídias sociais e 1642 horas vendo televisão anualmente.

“São 2250 horas por ano gastas com lixo”, enfatiza. “Se fossem gastas lendo, você poderia ler mais de mil livros por ano!”. O vício nesse tipo de entretenimento deixa essa transferência difícil, é verdade, mas não impossível. É hora de investir na execução.

4. Execute
Aqui, Chu é realista: todo mundo sabe que é mais produtivo ler um livro que ficar no feed do Instagram ou dando likes em uma página de Facebook. O problema é fazer isso de fato.

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Bairro do Santarenzinho ganha biblioteca comunitária

G1 - Sílvia Vieira - 22/04/2017 |

Disponibilizar material de pesquisa aos estudantes, principalmente aos que estão se preparando para vestibulares e processos seletivos, é o objetivo da implantação de uma biblioteca comunitária no bairro do Santarenzinho, em Santarém, no oeste do Pará.

O espaço que funciona nas dependências do Projeto Esperança e Vida na Amazônia (Peva), localizado na travessa 13 de Maio com Humberto Alves, será inaugurado neste domingo (23), às 08h.

De acordo com Ronny Lima, coordenador do Peva, a ideia de montar a biblioteca comunitária partiu de um colaborador do projeto, o designer de interiores Filipe Almeida. “Em uma visita ao nosso espaço, o Felipe viu que tínhamos área para uma biblioteca.

Ele elaborou o projeto e nós buscamos o apoio da comunidade para materializar esse sonho que agora é uma realidade para as crianças, adolescentes e jovens do Santarenzinho”, contou.
Para a construção da biblioteca, o Peva teve o apoio da Fundação de Educação Franciscana do Rosário Carvalho, além de pais de alunos, voluntários e alunos que literalmente colocaram a mão na massa.

Com a obra em andamento, o passo seguinte foi a arrecadação de livros. O trabalho for coordenado pelo advogado Paulo Humberto Oliveira. Em 30 dias, mais de 4 mil livros divididos foram doados por empresários e acadêmicos. Os exemplares estão divididos em: literatura brasileira, história regional, livros didáticos, dicionários e enciclopédias.

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Man Booker Prize divulga lista de escritores em sua final

Folha de São Paulo - 21/04/2017 |

O Man Booker International Prize, um dos principais prêmios literários do mundo, divulgou nesta quinta-feira (21) a lista de escritores em sua final.

Na lista, não há nenhum autor originalmente de língua inglesa. Concorrem os israelenses David Gross, com "Jessica Cohen", e Amós Oz, com "Judas" (Companhia das Letras), e a argentina Samanta Schweblin, por "Megan McDowell".

A noruega é representada por Roy Jacobsen, com "Don Bartlett", enquanto da Dinamarca concorre Dorthe Nors, com "Mirror, Shoulder, Signal". O francês Mathias Enard, um dos principais autores de seu país, concorre com "Charlotte Mandell".

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Concurso da Educação vai contar em vídeo vida e obra da escritora Lygia Fagundes Telles

Secretaria da Educação do Governo do Estado de São Paulo - 17/04/2017 |

Foi na antiga escola Caetano de Campos, hoje sede da Secretaria da Educação, que Lygia Fagundes Telles escreveu os primeiros textos. Décadas depois, a escritora é tema do novo concurso cultural da rede estadual de São Paulo aberto a alunos do Ensino Fundamental e Médio. Em vídeo, os candidatos vão contar a vida e obra da autora de “As meninas” e “Ciranda de Pedra”. Os primeiros colocados ganham certificados e uma visita guiada à Academia Paulista de Letras. O prazo final para envio do material é 15 de maio.

A primeira fase do concurso é local. As escolas devem escolher quais vídeos vão representar a unidade na etapa estadual. A criação deve ter, no máximo, 10 minutos e pode utilizar desenhos, trechos de vídeos e/ou áudios, imagens, fotos, sons, textos e entrevistas.

Na segunda etapa, são as Diretorias de Ensino as responsáveis por indicar os trabalhos finalistas. A Secretaria, então, selecionará 10 semifinalistas, que irão à votação online entre 21 e 30 de junho. O resultado sairá em 6 de julho. Serão avaliados fluência, conteúdo, qualidade técnica e originalidade. Clique aqui e confira o regulamento completo. As fichas de inscrições estão nesse link.

Ler Mais: Secretaria da Educação do Governo do Estado de São Paulo
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Cemitério vira espaço de leitura na zona sul de São Paulo

Isto É - 17/04/2017 |

Em uma rua sem saída no extremo sul de São Paulo, cinco mulheres e um rapaz caminham para a única propriedade daquelas bandas: o Cemitério de Colônia, fundado em 1829 em terreno cedido por Dom Pedro I no distrito de Parelheiros. Diferentemente do que a localização sinaliza, contudo, o diminuto cortejo não estava ali para participar de um rito fúnebre, mas para encorpar o vai e vem pelo terreno causado por uma insuspeita atividade: a literatura. Ali, onde costumava ser a casa do coveiro, funciona desde 2009 a Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura.

Frequentadores afirmam não estranhar a localização, que, em geral, passa despercebida. A exceção ocorre apenas na proximidade do Dia das Bruxas, quando a biblioteca promove o Sarau do Terror, espetáculo artístico que costuma arrastar 150 pessoas para o meio de sepulturas centenárias.

É nesse ambiente, que muitos associam ao medo, que Sidineia Chagas, de 23 anos, busca realizar um sonho: transformar Parelheiros em um grande polo cultural. Ativista em coletivos como o time de futebol Perifeminas, ela é a gestora da Caminhos da Leitura – que ajudou a fundar com a ONG Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac). Sobre a experiência, ela já fez relatos em eventos de Brasília a Berlim.

“A biblioteca é a minha base, aqui temos sonhos coletivos. Minha missão daqui para a frente é ajudar a fortalecer outros grupos para atender as necessidades da região”, diz a jovem, que ingressou no projeto sob protestos de familiares, especialmente por, na época, estar grávida do filho Octávio Henrique, de 8 anos.

“Hoje eles participam também, mas, no início, eu sofria muita pressão para arrumar emprego, até porque não recebia apoio financeiro. Agora, eles entendem que aqui é o meu ativismo e a minha fonte de renda”, explica a jovem.

Paulistana, a garota se mudou para o bairro Colônia em 2004 após um episódio de violência envolvendo a família. Na biblioteca, ajudou a organizar o acervo de mais de 4 mil livros, dentre os quais estão obras de autoria de sua principal referência literária, Carolina de Jesus, escritora que, assim como ela, é negra e morou na região.

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Menina de 10 anos lê mais de 100 livros em um ano em Santa Rosa

G1 - 18/04/2017 |

Maria Eduarda tem dez anos e uma paixão: livros. A moradora de Santa Rosa, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, adora ler. Em um ano, leu mais de 100 livros, como mostram os registros da biblioteca do colégio onde ela estuda. Segundo a mãe, a menina começou a ler aos 5 anos de idade.

"Eu meio que viajo sem sair do lugar, sem sair da cadeira e do sofá que eu estou. Conheço outros mundos, outras realidades. Além disso, eu aprendo palavras novas", conta Maria Eduarda sobre o gosto pela leitura.

Desde que entrou na escola e começou a frequentar a biblioteca, já são 488 livros retirados. "No livro eu aprendo a ter criatividade, a imaginar e a viajar", acrescenta.

Passando pelos príncipes e princesas das histórias infantis, aos poucos, ganham espaço na lista de obras lidas por Maria Eduarda outras narrativas, como ciência e cultura. A mãe se encanta.

"Ela gosta de ler o livro físico. Dentro de casa, da mochila dela, dentro da lancheira e dentro da sacola do vôlei tem um livro", diz Elisete Fristch.

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