Biblioteca no Rio tem dicionário escrito a mão, dente de poeta e até 'fantasma'

UOL Notícias - Carolina Farias - 22/05/2017 |

Cravado no tumultuado centro do Rio, há 180 anos o Real Gabinete Português de Leitura guarda preciosidades da produção literária e histórica portuguesa.

Reúne obras raras entre seus 350 mil livros, dentro de um prédio que chama a atenção pela beleza e funciona como uma biblioteca pública.

As obras que mais se destacam são um exemplar da primeira edição de "Os Lusíadas", clássico de Luís de Camões lançado em 1572 e que chegou ao Brasil pelas mãos dos jesuítas, o "Dicionário da Língua Tupi", em versão escrita a mão pelo poeta Gonçalves Dias em 1858, e uma peça de Machado de Assis feita especialmente para o lançamento da pedra fundamental do prédio, que traz a assinatura do escritor.

Mas o "xodó" do gabinete é outro. "Nossa joia da coroa é o manuscrito de 'Amor de Perdição', de Camilo Castelo Branco. Ele o escreveu em 15 dias quando estava preso no Porto. É único no mundo. Manuscrito de autor é raro. Tem um e acabou", afirma a professora Gilda dos Santos, vice-presidente do centro de estudos do gabinete.

Há ainda na instituição um inusitado suvenir do poeta português.

"Estudando manuscritos, anos atrás, descobrimos a carta de um admirador que ganhou um dente de presente da irmã de Camilo. Ele veio junto com a coleção que foi doada por um admirador do escritor", explicou a professora. O item faz parte da coleção, mas não está exposto ao público.

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GT do Depósito Legal realiza primeira reunião

Ministério da Cultura - 19/05/2017 |

Discutir e propor novas formas de gestão do Depósito Legal e é garantir o controle bibliográfico nacional para que o Brasil conheça integralmente a sua produção bibliográfica. Essa é a finalidade do Grupo de Trabalho coordenado pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e pelo Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura (MinC), que realizou sua primeira reunião nesta quinta-feira (18/5), em Brasília.

O depósito legal é a exigência de que sejam enviados exemplares de livros ou publicações editados no Brasil à FBN, que tem a missão de preservar a memória bibliográfica do país. Tal determinação tem como base as leis nº 10.994/2004, para as obras de natureza bibliográfica, e a nº 12.192/2010, para as obras de natureza musical – partituras, fonogramas e videogramas musicais.

Além da FBN e do DLLLB, o grupo conta com representantes do Departamento de Direitos Intelectuais do MinC, da Câmara dos Deputados, da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), da Câmara Brasileira do Livro (CBL), do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) e da Biblioteca Pública Benedito Leite, de São Luís (MA), que representa as bibliotecas públicas do país.

Debates

Entre as questões debatidas na reunião estiveram como preservar produções eletrônicas como revistas on-line, e-books e sites; e em quais formatos (além da cópia impressa) essas obras poderiam valer. Outros assuntos levantados foram a regulamentação da cobrança de multas pelo não cumprimento da lei; a definição de quem seriam obrigatoriamente os responsáveis pelo depósito das obras e quais tipos de obras teriam de ser consideradas passíveis de depósito.

Com duração de 90 dias, o GT deverá entregar um relatório constando ato normativo a ser encaminhado ao Congresso Nacional para regulamentar a legislação vigente sobre depósito legal, o que deveria ter sido feito em até 90 dias após a promulgação da lei, ocorrida em 2004.

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Escola de Palmas cria projeto para incentivar estudantes a lerem mais

G1 - 19/05/2017 |

Para ocupar vazio da biblioteca, o Centro de Ensino Médio Castro Alves criou o projeto Talentos da Leitura. O objetivo é incentivar que os estudantes leiam mais. Funciona através de um esquema de premiação. Ao final de cada semestre é feita a contagem de empréstimo de cada aluno. Quem tiver lido mais, leva para casa um kit com vários livros.

Agora a biblioteca está sempre movimentada. Ambiente onde a estudante Maria da Conceição, que veio do Maranhão, se sente acolhida. "Eu comecei a pegar os livros de ficção científica, de terror, do jeito que eu gosto e acabei me identificando mais. Passei a vir mais na biblioteca, vir constantemente. Virou minha segunda casa", afirma.

Maria está sempre acompanhada da amiga Leila Silva do Nascimento, que também é apaixonada pelos livros. O suspense está entre os gêneros literários favoritos dela e por um motivo para lá de especial. "É dos que eu mais me identifiquei. Eu gosto de ler ficção, saem um pouco do normal, de sair do dia a dia. Quando eu leio é como se eu vivesse cada personagem, como se eu me visse lá e saíssem um pouco da minha rotina."

A bibliotecária Maria do Socorro Zacarias, que idealizou o Talentos da Leitura que o projeto mudou a relação que os alunos têm com a biblioteca da escola. "Começaram a procurar mais a biblioteca. Isso incentiva ao gosto pela leitura e ajuda também aos professores na realização de trabalhos. Além do interesse, o aluno muda de comportamento", afirma.

Se nós oferecermos livros, mais conhecimento e não tiver a busca do aluno não tem o que a gente comemorar. É um símbolo que escola oferece para que os alunos possam se reconhecer como buscadores de um conhecimento que é para eles", defende a diretora Maria do Carmo.

O estudante Fábio Araújo, que já gostava de ler, passou a se dedicar ainda a leitura. Principalmente ao perceber que essa atividade traz mais benefícios do que se imagina. "Trabalha o raciocínio lógico, falar bem as palavras. Para mim é você é ter conhecimento e saber aplicar", diz.

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Em Chapecó, 'casinhas da cultura' estimulam a leitura e a troca de livros

G1 - Anaísa Cattuci - 18/05/2017 |

Boas ideias chanceladas por pessoas que acreditam no bem-estar coletivo por meio do incentivo à leitura têm transformado cidades catarinenses. Os olhares mais atentos provavelmente já notaram em alguns pontos de Chapecó, no Oeste, pequenas casinhas de madeira nas cores verde e amarelo, que protegem livros.

Com a intenção de estimular a troca de obras entre os frequentadores de forma gratuita e colaborativa, a chapecoense Maria Cristina Breda Canal, de 56 anos, que cresceu em meio aos livros, decidiu adaptar uma ação de um projeto carioca que conheceu pelas redes sociais.

Com a ajuda do marido, o marceneiro Irno Merlo, de 73 anos, ela criou a “Casinha da Cultura”, que como o próprio nome sugere, disponibiliza obras literárias gratuitamente em diferentes lugares. A ideia é que esses pontos incentivem o hábito da leitura.

A porta da casinha, que funciona 24h como uma pequena biblioteca, não tem tranca. Qualquer pessoa pode pegar livremente os livros que ficam dentro dela e também colocar algum que queira no local.

“É um espaço para que as pessoas de qualquer idade e poder econômico possam ter um acesso maior ao livro e, consequentemente, à leitura. Qualquer pessoa pode pegar o livro, levar para casa, ler e devolver após alguns dias, e ainda contribuir, deixando outros”, afirma.

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Busca por livros cai 70% em bibliotecas

Isto É - 19/05/2017 |

A consulta aos livros nas bibliotecas paulistanas caiu 70% entre 2007 e 2016, passando de 2,3 milhões para 733 mil, conforme dados obtidos em relatórios do Sistema Municipal de Bibliotecas e tabulados pelo Estado. A administração municipal fez modificações no horário de funcionamento dos equipamentos e espera, com isso, ampliar o público em até 50% (mais informações nesta página).

A reportagem visitou seis bibliotecas municipais em diferentes pontos da cidade e encontrou em todas o mesmo cenário de falta de público. Por outro lado, os chamados telecentros – espécie de cyber café municipal no mesmo espaço das bibliotecas – estavam sempre lotados.

A Biblioteca Infantil Clarice Lispector, na Lapa, zona oeste da cidade, teve queda de 54% no número de consultas no período avaliado. O total de consultas despencou de 35,4 mil, em 2007, para 16,3 mil, no ano passado. Durante a visita da reportagem, por volta das 11 horas de uma quinta-feira, havia somente dois visitantes.

O estudante Lucas Oliveira, de 17 anos, acompanhava a irmã Marina, de 8 anos, que estudava no local. “Gosto de trazer ela aqui para ficar mais perto dos livros. Mas nunca foi um lugar muito cheio. Eu só venho porque é perto de casa”, contou. Um dos chamarizes para o estudante foi a chegada de Wi-Fi na biblioteca municipal. “Acho que vai atrair público.”

Na Biblioteca Arnaldo Magalhães, no Tatuapé, zona leste da cidade, que teve apenas 1,3 mil consultas a livros no ano passado – o menor índice de todo o sistema municipal -, também haviam apenas duas pessoas quando o Estado esteve no local: a dona de casa Nádia Verônica Oliveira Martins, de 29 anos, e o filho Davi, de 7 anos. “É sempre vazio assim mesmo”, contou Verônica.

Se as cadeiras da biblioteca ficam vazias, o mesmo não pode ser dito sobre o telecentro, que tinha até fila para acessar os computadores. “É sempre assim: vazio de um lado e cheio do outro. Se antes recebíamos 200 visitantes em um dia, hoje não chega a 30”, relatou um funcionário.

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'Homem da mala azul' leva livros a comunidades afastadas há 37 anos

Folha de São Paulo - Marilice Daronco - 18/05/2017 |

Resumo Em uma mala azul de madeira, decorada com adesivos de países pelos quais já passou, o promotor de leitura Maurício Leite, 63, guarda o seus maiores tesouros: livros. Nascido no Pantanal, ganhou o mundo por meio de seu projeto Malas da Leitura, que levou livros a todos os países de língua portuguesa e abre os olhos de crianças de aldeias indígenas, assentamentos e locais longínquos para o universo da leitura.

Nasci no Pantanal, em Mato Grosso. Meu irmão já ia na escola, e eu ainda não tinha idade para isso mas, mesmo assim, ia com ele. Parece poético, mas era rodeado de jacarés, garças e tuiuiús que tentavam atacar a gente.

Minha infância foi cercada de livros, de discos, de gente doida que viaja de uma hora para outra. Quando eu tinha 6 anos, já tinha vivido numas 15 cidades.

A leitura me criou muitos desejos. Eu lia muito sobre a África, a Índia, sobre o cinema de Nova York. Tinha uma vontade imensa de conhecer esses lugares, e depois morei em todos eles.

Iniciei meu trabalho com aldeias indígenas em Mato Grosso. Depois fui para o Rio de Janeiro, cursei arte e educação, e quando voltei me enfiei na floresta amazônica e lá fiquei muito tempo.

Trabalhei pelo país afora, em núcleos do sertão, na zona rural. As escolas eram precárias, telhado de palha, pegavam fogo, não sobreviviam a uma estação. Então, eu levava meus livros e os professores copiavam as ilustrações com carbono.

Teve uma professora que tinha apenas duas saias. E uma dela tinha desenhos, então ela pegou essa saia, cortou os quadradinhos das ilustrações e fez 16 livros. Eu disse para ela: "Mas agora você ficou com uma saia só", e ela me respondeu que sim, mas que agora ela tinha 16 livros.

Comecei a pensar que tinha de arranjar um jeito de os livros poderem viajar. Como uma quantidade menor de livros atinge uma quantidade maior de pessoas? Montei a primeira mala de leitura.

Em 1980, montei as primeiras 270 malas, com recursos da Unicef. Não sabia que aquilo ia me dar o mundo: fui fazer malas no Arizona, Novo México e Montana [nos EUA], trabalhei em Angola para o Itamarati e desde 2008 sou indicado pelo governo de Angola ao prêmio Astrid Lindgren Memorial (Alma), que reconhece o esforço em promover a leitura para crianças.

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Começa nesta quarta-feira (17) a II Festa Literária de Barreiras

G1 - 16/05/2017 |

Começa nesta quarta-feira (17), em Barreiras, no oeste da Bahia, a segunda edição da Festa Literária de Barreiras (Flib). O evento será realizado até domingo (21) e terá participações de escritores de diversas parte dos país, além de dois autores estrangeiros, um de Angola e outro de Portugal.

O evento, que é gratuito e será realizado no Parque de Exposições Engenheiro Geraldo Rocha, terá mesas literárias, programação infantil, apresentação de espetáculos teatrais, oficinas e lançamentos de livros.

Algumas atividades, como as apresentações teatrais, serão realizadas no Centro Cultural de Barreiras. A programação completa do evento pode ser conferida no perfil oficial do evento, no Facebook.

Esta edição da Flib terá como tema “Escrituras de fronteira”. Segundo a curadoria do evento, o tema foi escolhido "por conta do contexto geopolítico internacional cujas fronteiras pareciam ter chegado ao fim, mas que de repente, com a crise mundial e as guerras no Oriente Médio, as fronteiras têm se reerguido assustadoramente causando grandes conflitos e desestabilizado a paz mundial".

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IV Feira Literária Capixaba tem lançamento de 75 obras de escritores do ES

G1 - 15/05/2017 |

Acontece a partir desta quarta-feira (17) a IV Feira Literária Capixaba (Flic-ES), no campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A programação, que é gratuita e conta com palestras, mesa-redonda e lançamento de obras, vai até domingo (21).
Este ano, a feira homenageia a historiadora Maria Stella de Novaes. As atividades são voltadas para crianças, jovens e adultos.

Diariamente, serão lançadas obras de escritores capixabas, totalizando 75 livros durante os cinco dias de evento.

Além disso, a programação conta com o espaço Contação de Histórias. Ele funcionará durante toda a feira, das 9h às 18h. Os visitantes poderão ouvir as mais diversas histórias e lendas do estado, contadas por mais de dez escritores e contadores de história capixabas.
"A feira tem como ação permanente a prática de valorização do autor capixaba. Queremos promover essa interação entre o autor e o público, incentivar a leitura”, afirma Ester Abreu, Coordenadora-Geral da FLIC-ES.

A organização disponibiliza certificado para professores e alunos que cumprirem a carga horária mínima de 5 (cinco) horas de participação nas palestras e mesa-redonda da FLICE-ES.

Programação

MESA REDONDA - AUDITÓRIO DO CCE

DIA: 17 - 4ª FEIRA

10h - Mesa Redonda: “As Acadêmicas da AFESL: produção literária e lançamentos “ - Denise Nascimento Moraes Monteiro; Neusa Jordem; Silvana Sampaio Soares; Ester Abreu V. de Oliveira, Regina M. Loureiro; Ailse Cypreste Romanelli; Neusa Glória Santos, Wanda Walchimin, Gilceia Rosa de Souza. Mediador: Marcos Bubach

17h30min - Mesa Redonda: “A AEL seus membros e suas produções e lançamentos” Marcos Tavares, Getúlio Neves, Álvaro Santos, José Roberto Neves, Ester Abreu V. de Oliveira, Pedro Nunes. Mediador: Anaximando Amorim

DIA: 18 — 5ª feira

9h 30min - Mesa Redonda: “O soneto e a trova desenvolvidas no Espírito Santo” Wilberth Claython F. Salgueiro, Paulo Roberto Sodré, Matusalém Dias de Moura . Mediador: Casé Lontra Marques.

11h - Mesa Redonda: “Arte e Ciência na produção cultural do Estado Wilson Coelho, Cesar Cola, Erildo Denadai. Mediadora: Sonia Maria Costa Barreto.

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