O poder da leitura: escola de Manaus transforma crianças em grandes leitores

ACRÍTICA - Isabelle Valois - 19/10/2017 |

Filho de um casal de indígenas da etnia tukano, o estudante Evandro Santos, 10, aprendeu a ler ainda na alfabetização, quando tinha 6 anos de idade. No entanto, desde essa época até o mês de julho deste ano, ele nunca tinha tido a oportunidade de colocar o aprendizado em prática da forma mais simples: lendo um livro. O motivo? Muito carente, a família do pequeno não tem condições financeiras para comprar livros e permitir a ele desenvolver a prática da leitura.

Mas a realidade de Evandro mudou após o desenvolvimento do projeto piloto “Um por todos e todos pelo livro”, que foi implantado há pouco mais de três meses na escola municipal Francisca Campos Corrêa, na avenida do Cetur, bairro Tarumã, Zona Oeste, onde ele estuda. Em pouco tempo, o resultado surpreendeu os professores: Evandro se apaixonou pela leitura e concluiu a leitura de mais de 20 livros, tornando-se um exemplo para os colegas.

O garoto contou que não imaginava que poderia “viajar na imaginação” por meio das histórias, contos e fábulas dos livros. Agora que está mais íntimo das páginas, ele diz que o sonho é conhecer uma biblioteca de verdade. “Nunca entrei em uma e fico imaginando como dever ser lá dentro, cheio de livros. Durante um bom tempo meu pai esteve desempregado e por isso nunca teve condições de comprar um livro. Hoje ele se orgulha quando me vê lendo os livros que empresto da escola e os levo para ler em casa”, comentou o estudante.

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Biblioteca vai promover a primeira festa literária

Agência de Notícias do Paraná - 18/10/2017 |

A Biblioteca Pública do Paraná promove, de 23 a 28 deste mês, a primeira Festa Literária (Flibi). O evento conta com a presença de mais de 20 escritores, que participam de palestras, bate-papos e lançamentos de livros. Haverá exibição de longas-metragens (adaptações de obras literárias), apresentações musicais, teatrais e oficinas.

O homenageado é o escritor Manoel Carlos Karam (1947-2007). O curador é o escritor e jornalista Marcio Renato dos Santos. Todas as atividades são gratuitas.

A multiplicidade de linguagens, uma das marcas do evento, se evidencia na homenagem a Karam, catarinense que em 1966 se radicou em Curitiba, onde produziu uma obra literária ousada.

No dia 27 (sexta-feira), o Projeto Mesmas Coisas apresenta “A serenata”, montagem idealizada a partir do legado do autor, dirigida por Nadja Naira, com Michelle Pucci e Marc Olaf. A Cia de Teatro do Urubu lê textos de Karam durante a semana, de manhã e de tarde, em salas e espaços da Biblioteca.

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Prêmio Barco a Vapor de Literatura acontece no dia 31 de outubro em São Paulo

Segs - Lilian Comunica - 18/10/2017 |

Evento, que será conduzido pela atriz Maria Ribeiro, marcará o lançamento das obras vencedoras de 2017 e 2016 e contará com roda de conversa sobre temas ligados à educação

No próximo dia 31 de outubro (terça-feira), acontece a cerimônia do Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, criado pela Fundação SM, no Teatro Viradalata, em Perdizes. O evento, que começa às 19h30, será conduzido pela atriz Maria Ribeiro.

Na ocasião, as obras O Cometa É Um Sol Que Não Deu Certo (vencedora do Prêmio deste ano), do pernambucano Tadeu Sarmento, e Deslumbres e Assombros de Uma Jornada Fabulosa (vencedora de 2016), do carioca Lucas Carvalho, serão oficialmente lançadas. Também os finalistas do prêmio deste ano serão homenageados. São eles: Angela Maria Cardoso Lago, Yuri Pires Rodrigues, Clarisse Goldberg, Glaucia Costa Lewicki, Gabriel Amaral, Ismael Caneppele, Guilherme Semionato Silva Alves, Tadeu de Melo Sarmento, Clovis Levi Silva e Simone Ribinski da Costa Mattos.

O evento terá início com um coquetel seguido de mesa de autógrafos com os vencedores do Prêmio Barco a Vapor de 2017 e 2016. Depois, acontecerá a cerimônia em que os convidados poderão conhecer mais sobre os projetos da SM, como o projeto Myra. Na sequência, a atriz Maria Ribeiro irá intermediar roda de conversa sobre temas relacionados à educação, como censura de temas dentro da escola e reprodução de obras para o cinema, entre outros. O bate-papo contará com a presença da Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM.

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PUC faz feira literária em São Paulo com homenagem a Paulo Freire

Veja - 19/10/2017 |

A Pontifícia Universidade Católica (PUC) realizará uma festa literária em São Paulo entre os dias 23 e 25 de outubro. Intitulado FliPUC, o evento contará com uma homenagem ao filósofo e educador Paulo Freire, que foi professor da instituição durante 17 anos, entre 1980 e 1997.

Durante os três dias ocorrerão mesas de debates que abordarão as múltiplas formas de expressão e interfaces da literatura atualmente. Entre os temas de discussão estão “Literatura e Cultura Indígena”, “Literatura e Política” e “Ciência e Tecnologia na África – Racismo e Ciência”.

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Prêmio Pernambuco de Literatura é conquistado pela primeira vez por uma mulher

Folha PE - Hugo Viana - 17/10/2017 |

Foram anunciados, na noite desta terça-feira (17), no Recife, os cinco vencedores da quinta edição do Prêmio Pernambuco de Literatura. A grande vencedora foi Ezter Liu, primeira mulher a conquistar o prêmio, com o livro de contos "Das tripas coração". Os outros contemplados foram Walter Cavalcanti Filho (na categoria romance, com "O velocista"); Fred Caju (na categoria poesia, com "Nada consta"); Enoo Miranda (na categoria poesia, com "Fogo, fato"); e Amâncio Siqueira (na categoria romance, com "Absinto").

A cerimônia ocorreu no Palácio do Campo das Princesas, com presença do governador, Paulo Câmara. Na ocasião, Paulo assinou um decreto que institucionaliza o prêmio para a sexta edição, aumentando o valor e mudando o nome para Prêmio Hermilo Borba Filho, em homenagem ao centenário do escritor e dramaturgo pernambucano.

Neste ano, o prêmio será dividido da seguinte forma: R$ 15 mil, para o melhor livro dos cinco finalistas () e R$ 5 mil para cada um dos cinco autores, das cinco macrorregiões do Estado (RMR, Mata Norte, Mata Sul, Agreste e Sertão).

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ABL promove debates sobre literatura e medicina

Estadão - Andre Klojda - 17/10/2017 |

Em carta a um amigo, Chekhov escreveu, certa vez, que a medicina era sua legítima esposa, e a literatura, sua amante. O autor russo não foi caso único, nem mesmo raro ao longo da história: vários escritores de destaque também foram médicos. Além disso, há inúmeras obras que, mesmo sem terem um profissional da ciência médica como autor, entram com maestria nesse universo – O alienista, de Machado de Assis, é exemplo clássico.

Abordando a profícua relação entre as duas áreas, a Academia Brasileira de Letras (ABL) promove, neste mês de outubro, o ciclo de conferências Literatura e medicina, coordenado pelo acadêmico e jornalista Cícero Sandroni. As palestras têm entrada franca e acontecem às terças-feiras, 17h30, no Teatro Raimundo Magalhães Jr., no Centro do Rio de Janeiro.

Nesta semana, é a vez da palestra A tísica na literatura: da peste ao lirismo acadêmico, ministrada pela médica Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para a Margareth, a relação entre a literatura e a medicina é um "casamento indissolúvel e sem litígio". Entre os assuntos a serem abordados em sua conferência estão os casos de grandes escritores que passaram pela tuberculose e não viveram apenas o componente de amargura da doença, mas também descreveram o uni verso humano de um sanatório. “Poderíamos citar vários exemplos de uma riqueza humana insuperável, como Nelson Rodrigues, Roland Barthes e Manuel Bandeira”, detalha.

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Fórum discute atuação das bibliotecas públicas no Brasil

Ministério da Cultura - 17/10/2017 |

A atuação das bibliotecas públicas no Brasil e o seu papel no cumprimento das metas da Agenda 2030, estabelecida na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, serão abordados no Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas. A quinta edição do evento, organizado pelo Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do Ministério da Cultura (MinC), será realizado nesta quarta (18) e quinta-feira (19) em Fortaleza (CE).

O fórum ocorre em paralelo ao Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD). O evento tem por objetivo estimular a pesquisa na área de biblioteconomia e ciência da informação, além de divulgar práticas das bibliotecas públicas por meio de debates e seminários. Participam do evento profissionais e estudantes interessados no desenvolvimento das bibliotecas públicas brasileiras, além dos coordenadores dos Sistemas Estaduais de Biblioteca Pública. As bibliotecas públicas estão presentes em 97% dos municípios brasileiros.

As presidentes da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA), Glória Pérez-Salmeron, e da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições, Adriana Cybele Ferrari, participam da primeira rodada de debates sobre a Agenda 2030, que prevê metas para o desenvolvimento sustentável do mundo. Na sequência, o diretor do DLLLB, Guilherme Relvas, comandará a abertura oficial do fórum, às 10h desta quarta-feira.

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Venda de livros volta a subir depois de um 2016 ruim

Correio Braziliense - Lígia Vieira - 17/10/2017 |

Depois da queda registrada nas vendas de livros no ano passado, a indústria livreira se ergue novamente. Realizada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL) com a empresa de pesquisas Nielsen, entre julho e agosto deste ano, análise do mercado aponta um acréscimo de 3,3% nas vendas quando comparado ao mesmo período de 2016, o que resulta em mais de 271 mil exemplares vendidos no país. Foi o sétimo período seguido em que, confrontado com o ano passado, verificou-se uma melhora.

As editoras brasileiras, contudo, perceberam os reflexos desse crescimento de formas diferenciadas: algumas positivamente, outras, nem tanto. A editora Senac São Paulo, por exemplo, computou uma reação positiva, um incremento de 20% nas vendas de livros ao longo deste ano. Os setores que mais ajudaram a editora a alcançar esse crescimento foram gastronomia e informática.

Diretora comercial da Somos Educação, braço da editora Saraiva, Daniela Lopes observa que "o aumento notado no mercado de livros, durante 2017, refletiu também nas vendas da editora". Ela explica que a Saraiva optou por descontos maiores para aumentar a quantidade de livros vendidos e isso ajudou no resultado. "O crescimento se deu principalmente no volume total, uma vez que o faturamento não ampliou-se na mesma proporção, devido aos descontos maiores". Para a Saraiva, a linha de livros jurídicos foi a maior responsável pela expansão.

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Feira Nacional do Livro do Agreste movimenta R$ 1,5 milhão em Caruaru

G1 - 16/10/2017 |

A 2ª edição da Feira Nacional do Livro do Agreste (Fenagreste) atraiu 55 mil pessoas e movimentou R$ 1,5 milhão durante os seis dias do evento, em Caruaru. A feira contou com lançamentos de livros, palestras, mesas-redondas, oficinas, contações de histórias, espetáculos de teatro e shows.

O evento terminou no domingo (15) com show de Maciel Melo. Antes dele, o jornalista Francisco José bateu um papo descontraído com a plateia sobre a experiência dele como repórter especial premiado.

A Fenagreste já tem data para acontecer em 2018. "Estamos muito felizes por Caruaru poder contar com uma feira de livros tão rica, que permite que nossos professores se atualizem, comprem livros, participam das atividades gratuitamente. Em 2018, faremos em agosto", disse a prefeita Raquel Lyra.

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Leitura: brotou um Pé de Palavra no Centro Cultural Bom Jardim

O Povo - Mariana Amorim - 16/10/2017 |

Uma semente de leitura foi plantada no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ). Pendurados por fios coloridos nos galhos de uma grande árvore localizada no pátio, cartões postais alimentam quem tem curiosidade por literatura. É o Pé de Palavra, iniciativa de coletivo Bons Ventos Sempre Chegam, que reúne ilustrações e poesias de escritoras e busca incentivar a leitura entre jovens e adultos.

A proposta surgiu há sete anos, durante uma ação cultural no Centro Cultural da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA), no Crato. “Eu estava cansada de nunca ter espaço para a Literatura ou que ela sempre fosse contemplada ‘apenas’ com a contação de Histórias, que amo, mas não pode ser única”, explica a escritora Anna K Lima, uma das idealizadoras do projeto. “Gosto da sensação de tocar as coisas, as pessoas, as palavras. Queria as pessoas interagindo mais, daí espalhamos postais pelas árvores da cidade. Foi incrível”, completa.

Quem visita o espaço, percebe que a árvore chama a atenção de quem passa. As crianças, principalmente, olham para os postais com ares de encanto. Já os mais velhos, aproveitam o espaço embaixo do Pé de Palavra para conversar e trocar ideias. “O Pé de Palavra é uma proposta lítero-imagética que se propõe a interagir com o outro, em espaços públicos através de postais pendurados em árvores”, reforça Anna.

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Não há risco de censura ou análise de conteúdo na Lei Rouanet

Folha de S. Paulo - Sérgio Sá Leitão - 16/10/2017 |

A nova instrução normativa da Lei Rouanet, que se encontra em elaboração no Ministério da Cultura, não tem e não terá qualquer artigo que extrapole o disposto na própria Lei Rouanet ou se oponha a direitos e garantias previstos na Constituição e em outras leis atualmente em vigor no país. E não poderia ser diferente.

Como gestor público, tenho a obrigação de seguir a Constituição e as leis brasileiras; de zelar pelo seu cumprimento; e de me ater ao escopo da pasta que comando. Além disso, os que acompanham a minha trajetória sabem do meu firme compromisso com a democracia, o Estado de direito, a coisa pública e a liberdade.

Por isso, asseguro categoricamente: não há risco de censura; e não haverá análise subjetiva de conteúdo. A Constituição é clara ao apontar que não pode haver censura. E a Lei Rouanet também é clara ao determinar que não pode haver juízo prévio sobre o conteúdo dos projetos. São normas superiores ao que determina uma IN.

A análise de conteúdo pelo poder público, mesmo feita com a melhor das intenções, pode dar margem a dirigismo cultural e censura, que são próprios de ditaduras, não de democracias. É mais prudente não correr esse risco. A liberdade é um valor fundamental, não apenas na cultura. E não significa ausência de responsabilidade.

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