Numa crise em efeito cascata no mercado de livros, editoras encolhem

Época - 18/06/2018|

Vender livros no Brasil nunca foi uma atividade fácil, mas a situação se agravou nos últimos dois anos. A conjuntura ruim derrubou o volume de vendas em cerca de 3% por ano desde 2015 e tem feito as grandes livrarias Saraiva, Livraria Cultura e Fnac atrasarem os pagamentos às editoras. Além da crise econômica, a chegada da Amazon ao Brasil, em 2014, atraiu para o e-commerce o cliente que antes comprava no varejo tradicional.

Como num efeito cascata, os donos de editoras estão sendo obrigados a demitir, reduzir a quantidade de lançamentos e, em alguns casos, lutar contra a possibilidade de fechar as portas.

Para se ter uma ideia do impacto, as grandes livrarias representam até 50% do total do faturamento de pequenas e médias editoras, por isso a situação é considerada grave pelos donos desses negócios. No ano passado, a Livraria Cultura comprou a operação da Fnac no Brasil.

"Chegamos ao caos. Não temos entrada de recurso. A situação é grave", disse o dono de uma editora de médio porte que preferiu não se identificar.

Apesar dos calotes, pela grande representatividade nos resultados, muitas editoras continuam fornecendo seus produtos a essas livrarias de maior porte e temem tomar medidas como, por exemplo, recorrer à Justiça para receber o valor devido. É também por isso que, com receio de retaliação, o mais comum é encontrar os donos de editora reclamando da situação, mas pedindo anonimato.

Ler Mais: Época
Ler Mais

CURADOR DO PRÊMIO JABUTI RENUNCIA AO CARGO

CBL - 18/06/2018 |

Toda mudança gera desconforto, e todo desconforto gera medo!

As mudanças que propusemos para o Prêmio Jabuti este ano têm gerado muita insatisfação dentro de grupos de autores e editores que antes eram acolhidos em nichos específicos para as suas respectivas áreas de atuação e para as suas produções. O Prêmio Jabuti, ao longo de 6 décadas foi ofertado pelo mercado editorial brasileiro para os profissionais do mercado editorial brasileiro. Alguns desses profissionais se acostumaram a estabelecer e a ditar as regras do jogo a fim de atender os seus próprios interesses. Acho isto um erro! O principal foco das mudanças propostas, neste ano, foi apresentar um novo formato de prêmio, mais enxuto, mais racional, sem atender as especificidades de cada setor, de cada gênero e subgênero, porque nenhum prêmio do mundo consegue sobreviver e ter relevância desse modo, por mais justo que seja lutar pelo específico e pelo amiúde naquilo que se faz cotidianamente em cada área do universo editorial. O foco, doravante seria o leitor!  Aquele que é considerado o Nobel da literatura infantil, o Prêmio Hans Christian Andersen, que existe desde 1956, tem duas categorias apenas: “Melhor autor em literatura infantil e juvenil” (reparem, as duas juntas) e “ilustração infantil”. Não há que eu saiba atualmente nenhum manifesto ou mobilização de nossos autores, ilustradores e editores para que haja uma mudança no Hans Christian Andersen. Ao contrário deste prêmio, contudo, o Jabuti não é voltado exclusivamente seja à literatura infantil, seja à juvenil, seja à ilustração infantil. O novo prêmio Jabuti passou por diversas comissões internas da CBL, nas quais têm assento algumas das principais editoras de nosso país, além de entidades congêneres como a FNLIJ, braço do IBBY no Brasil (a organização que oferece o Hans Christian Andersen). NADA foi construído sozinho ou sem o consenso da maioria em todas essas comissões. Uma das manifestações contra o novo formato do prêmio foi publicada na forma de um artigo no último dia 11 de junho.Discordo das posições ali apresentadas, pois embora revele ter conhecimento das especificidades de cada gênero, do que é literatura infantil, do que é a juvenil (como se na CBL já não soubéssemos dessas diferenças) demonstra a mais completa ignorância de como é feito um Prêmio Jabuti, além de outras informações históricas incorretas. Não posso, como professor, deixar de corrigir alguém que afirma a existência do ‘Livro dos Mortos’, como exemplo de um “livro ilustrado”, “um dos mais antigos da humanidade”, ou qualquer coisa neste sentido. O ‘Livro dos Mortos’, egípcio, é uma invenção de um arqueólogo alemão do século 19.O conceito ‘ilustração’ também data deste século. Num mundo de muitas redes sociais, mas de pouca leitura, as pessoas compram facilmente o que corre nas redes por falsos especialistas.

Ler Mais: CBL 
Ler Mais

Evento na USP aborda a literatura produzida na periferia

Jornal da USP - 15/06/2018 |

A literatura produzida nas e pelas periferias do Brasil será o tema da primeira atividade aberta ao público da Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência sob a gestão de Eliana Sousa Silva. A cátedra é resultado de uma parceria entre o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e o Itaú Cultural.

No dia 18 de junho, segunda-feira, às 14 horas, no IEA, o encontro Centralidades Periféricas: Reflexões Sobre Literatura Periférica e Universidade reunirá os poetas Sergio Vaz e Marcio Vidal, da Cooperifa, Heloisa Buarque de Hollanda, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e idealizadora da Universidade das Quebradas, Erica Peçanha, pesquisadora de movimentos culturais de periferias, e a titular da Cátedra Olavo Setúbal em 2018, Eliana Sousa Silva. Na ocasião, Vaz e Vidal lançarão seus livros Flores de Alvenaria e 21 Gramas. Para participar presencialmente, é necessário realizar inscrição prévia.

Com transmissão ao vivo pela web, o seminário vai inaugurar a série de diálogos Centralidades Periféricas, que busca aproximar docentes, técnicos, estudantes, artistas, intelectuais e ativistas das periferias brasileiras. “As ações culturais realizadas por grupos das periferias permitem que estas afirmem um lugar na cidade para além dos tradicionais estereótipos, centrados na carência e na precariedade”, avalia Eliana, que é fundadora e diretora da Redes da Maré, no Rio de Janeiro.

Para ela, a relação da periferia com outras camadas da sociedade já se dá em parte pelo consumo da música produzida nos bairros menos centrais e nas favelas, como é o caso do funk. Mas acredita que esse processo pode ser expandido e que a literatura tem potencial para isso.

“Há, em alguns Estados do Brasil, um conjunto de artistas que já escaparam do círculo restrito dos espaços periféricos e circulam em espaços mais abrangentes. A profusão de feiras literárias e a formação continuada de novos autores vão permitindo o desenvolvimento de uma produção que escapa aos rótulos, em particular o de ‘marginal’”, afirma. A criação de meios – eventos, cursos e oficinas, por exemplo – e a abertura de espaços para novos narradores das periferias são, na opinião da titular, caminhos que podem servir para uma forte revitalização da literatura brasileira.

Ler Mais: Jornal da USP
Ler Mais

Prêmio Sesc de Literatura anuncia vencedores de 2018

Sesc - Denise Ferreira - 15/06/2018 |

Os trabalhos foram selecionados entre 1.540 inscritos, sendo 720 livros de contos e 820 romances. A avaliação final ficou por conta de uma comissão especializada formada pelos escritores e críticos literários Beatriz Resende, Flávio Carneiro, Letícia Wierzchowski e Daniel Galera. Este ano, o Prêmio Sesc de Literatura completa 15 anos de criação. O objetivo da premiação é identificar novos escritores, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação em todo o país. Além do reconhecimento nacional, os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, com tiragem inicial de 2 mil exemplares.

“O Prêmio Sesc de Literatura oferece uma oportunidade a novos escritores e cumpre um importante papel na área cultural, proporcionando uma renovação no panorama literário brasileiro” destaca Henrique Rodrigues, analista de cultura do Departamento Nacional do Sesc. “Desde a sua criação, o Prêmio teve mais de 12 mil livros inscritos e revelou 27 novos autores”, reforça.

Categoria Romance

A carioca Juliana Leite, de 35 anos, vencedora na categoria Romance com “Magdalena usa as mãos” afirma que sempre sonhou com essa premiação. “Há 4 anos, quando comecei a escrever esse romance, a circunstância mais fabulosa que me ocorria, em sonho mesmo, era ganhar o Prêmio Sesc. Era aquela espécie de farol, de rumo idealizado, da concretização mais bacana de um caminho duro e de muita persistência", declara. Seu romance trata de uma mulher que, após sofrer um acidente, desperta com o corpo marcado por cicatrizes profundas - entre elas, ausência definitiva de seu companheiro. Com a ajuda de suas tias e as sabedorias da família, parte numa jornada para reaprender a falar e redescobrir os gestos de sua própria integridade.

Categoria Contos

Ganhador da categoria Conto, com “As Coisas”, Tobias Carvalho nasceu em Porto Alegre e tem 22 anos de idade. Seu livro é composto por personagens homossexuais em todos os contos, cujas histórias se entrelaçam e se contrapõem sob diferentes gêneros e olhares. “Pra mim, ter vencido o Prêmio Sesc é começar a minha carreira literária com um aval importantíssimo, um pontapé mais que bem-vindo e muito menos que esperado. Um sonho."

Os ganhadores da 15ª edição do Prêmio Sesc de Literatura estão confirmados na programação do Sesc Paraty durante a Flip 2018, que acontece de 25 a 29 de julho, e também serão premiados em cerimônia, no segundo semestre, por ocasião do lançamento dos livros.

Ler Mais: Sesc
Ler Mais

Evento celebra os 20 anos do Prêmio Nobel de Literatura ao português José Saramago

G1 - 14/06/2018 |

Um evento na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) celebra os 20 anos do Prêmio Nobel de Literatura ao português José Saramago, que foi um dos grandes nomes da escrita contemporânea mundial. O 1º Colóquio de Estudos Saramaguianos acontece em Natal a partir desta quarta-feira (13), às 19h, e segue até a sexta (15). As inscrições são gratuitas.

O evento visa o debate em torno da obra e do pensamento de José Saramago através de mesas de discussão, mostra de filmes e palestras. Trata-se de um colóquio proposto em um território bastante fértil ao estudo da literatura saramaguiana, que é tema de diversos estudos acadêmicos brasileiros.

Autor, cronista, poeta, jornalista, romancista e intelectual público, José Saramago faleceu aos 87 anos em junho de 2010. Entre a suas principais obras literárias estão "Memorial do convento", "Ensaio sobre a cegueira" e "O evangelho segundo Jesus Cristo".

Ateu, cético e pessimista, Saramago sempre teve atuação política marcante e levantava a voz contra as injustiças, a religião constituída e os grandes poderes econômicos, que ele via como grandes doenças de seu tempo.

A conferência de abertura do colóquio será realizada pela pesquisadora Teresa Cristina Cerdeira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade Toulose II. Ela foi uma das primeiras a publicar um estudo sobre a obra do autor, o livro "José Saramago entre a história e a ficção", em 1989, quando ainda não se ventilava a possibilidade do escritor de receber o Nobel.

As inscrições para o evento devem ser feitas através de envio de nome completo e número de CPF do interessado para o e-mail coloquiosaramaguianos@gmail.com. Exceto a conferência de abertura, que acontece no auditório B do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), as atividades do colóquio acontecem no auditório do Departamento de Comunicação Social (Decom).

Ler Mais: G1
Ler Mais

Novo formato do Prêmio Jabuti - 60 anos desvaloriza a literatura para crianças e jovens

Publishnews - Volnei Canônica - 11/06/2018 |

A 60º edição do Prêmio Jabuti, lançada em 15 de maio apresentou um novo formato do prêmio. Nessa reformulação, necessária, e isso precisa ser admitido, o número de categorias diminuiu de 29 para 18, e ainda foram suprimidos, em todas as categorias, o segundo e o terceiro lugar. Todos do mercado editorial, apesar de adorarem receber sua estatueta e figurar nas redes sociais segurando o Jabuti, achavam as cerimônias longas e cansativas. O que deveria ser uma confraternização entre o mercado editorial, acabava por se tornar um chá de cadeira, em cerimônias que se arrastavam por mais de 3 horas.

O Jabuti ficou mais magro, mais slim, mas diferentes áreas do mercado reclamaram das mudanças. Algumas não se sentiram contempladas. Outras viram nisso uma perda e por aí vai. Mas a área mais atingida foi a da Literatura Infantil e Juvenil. Justamente a área responsável por formar novos leitores deste segmento essencial em si, e, além disso, segmento dos futuros consumidores da chamada “literatura adulta”. A Literatura Infantil e Juvenil, em edições anteriores, figurava em duas categorias separadas e ainda havia uma categoria específica para avaliar a ilustração, agora deslocada para “o caráter técnico” dentro do Eixo Livro.

Além da diminuição das categorias, a nova edição resolveu agrupar as 18 categorias em 4 eixos: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. Com todas essas mudanças, para facilitar o entendimento na hora da inscrição, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) colocou os critérios de avaliação no corpo do regulamento do prêmio, anteriormente era sempre um anexo. Isso me faz acreditar que há muito tempo as pessoas não liam o regulamento. As mudanças deixaram mais evidentes os critérios de avaliação e os próprios conceitos do regulamento, muito obsoletos não representando os avanços, e muito menos refletindo os estudos acadêmicos e discussões da área.

Desde o lançamento da nova edição, um grupo de mais de 300 artistas que trabalham com ficção visual e escrita para crianças e jovens se fizeram representar nas redes sociais e criaram um movimento para discutir essas mudanças. O engajamento da área mostra a preocupação de um grupo que percebe o impacto desse retrocesso dentro do mercado, com a imposição desse novo formato do Prêmio. Uma carta-manifesto foi assinada por nomes já agraciados com o Jabuti, como Ziraldo, Roger Mello, Maria Valéria Rezende e João Anzanello Carrascoza e enviada à CBL no dia 26 de maio. O conteúdo do manifesto sugeria a proposta de um encontro com a CBL e o curador para discutir três pontos: a) junção das categorias infantil e juvenil; b) categoria ilustração infantil e juvenil (narrativa visual artística) ter sido alocada para a categoria ilustração no eixo Livro (dentro do caráter técnico, e portanto, não criativo) e c) critérios dogmáticos de avaliação.

O encontro aconteceu na terça-feira da semana passada, dia 05 de junho. A solicitação da CBL era a presença de apenas três pessoas representando o grupo de mais de 300 artistas. Com o aval dos 300 artistas, uma comissão menor representada por mim, Renato Moriconi e Aline Abreu conversou com Luís Antônio Torelli (Presidente da CBL), Fernanda Gomes Garcia (Diretora-Executiva da CBL), Luiz Armando Bagolin (Curador do Prêmio Jabuti) e Evelina Fyskatoris (Comissão do Prêmio Jabuti – CBL). Dos três pontos acima, a CBL concordou em repensar somente os critérios de avaliação dogmáticos, solicitando ao grupo a sugestão de novos critérios.

Por ter participado ativamente desse processo de discussão, ouvindo todas as partes e, acreditando e respeitando na CBL como entidade importante e representativa da área, essa coluna tem a pretensão de chamar atenção para questões ligadas a Literatura Infantil e Juvenil, de como as mudanças do Prêmio Jabuti impactam o trabalho de artistas, editores, promotores de leitura e principalmente, afetando os leitores e a leitura.

Ler Mais: Publishnews
Ler Mais

O fechamento da livraria FNAC Pinheiros expõe a delicada relação entre o comércio de rua e a vitalidade do espaço público

Folha de São Paulo - Mauro Calliari - 13/06/018 |

A livraria Cultura, que havia comprado as lojas da FNAC no ano passado, confirmou hoje que vai fechar a unidade de Pinheiros.

Inaugurada em 1997, a loja é um marco arquitetônico no bairro e na cidade, em que o prédio “conversa” com a praça em frente através de uma generosa fachada de vidro, num feliz projeto dos arquitetos Paulo Bruna e Roberto Cerqueira Cesar.

O plano da antiga Editora Ática era ambicioso: o Ática Shopping Cultural teria todos os livros em catálogo no Brasil, e de fato foi lançado com incríveis 105 mil títulos. O atendimento era feito por pessoas que realmente gostavam de livros – estudantes de letras, amantes de romances, novelas, contos, ficção e até auto-ajuda. A loja virou um ponto de encontro e eventos rapidamente.

O melhor do novo projeto, porém, era a relação com a praça. A livraria, inundada de luz e de frente para as árvores, praticamente refundou a praça dos Omaguás e transformou-se num ponto turístico e num pequeno oásis na paisagem.

Ler Mais: Folha de São Paulo

Ler Mais

Academia Brasileira de Letras e Corpo de Fuzileiros Navais abrem Concurso de Crônicas

Academia Brasileira de Letras - 13/06/2018 |

A Academia Brasileira de Letras e o Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais instituíram, com inscrições abertas desde o dia 22 de maio ao 31 de agosto deste ano, o Concurso de Crônicas destinado à concessão do Prêmio ABL/CFN Rachel de Queiroz – Fuzileiros Navais – 2018.

O concurso destina-se a estudantes que estejam cursando os 8º ou 9º anos do Ensino Fundamental, no presente ano letivo, no Estado do Rio de Janeiro, devidamente orientados por um (a) Professor (a) do estabelecimento que estejam matriculados. Não serão aceitos trabalhos de parentes dos integrantes da Comissão Julgadora. Os autores das três melhores crônicas serão premiados, cada um, com um aparelho celular.

Ler Mais: Academia Brasileira de Letras 

Ler Mais

Cerca de 200 mil pessoas devem passar pela Feira do Livro de Brasília

Istoé - 11/06/2018 |

O terceiro dia de atividades da 34ª Feira Internacional do Livro de Brasília já supera a expectativa dos organizadores. Considerado um dos mais tradicionais eventos literários do país, a edição deste ano tem como tema Literatura infantil: a invenção do sonho. Vamos brincar de inventar?. A feira, que começou na última sexta-feira (8), seguirá até o próximo dia 17 de junho no Pátio Brasil Shopping, região central da cidade, é uma realização da Câmara do Livro do Distrito Federal, com a participação do Instituto Latinoamerica, do Ministério da Cultura (MinC), da Câmara Brasileira do Livro (CBL), do Sindicato Nacional de Editores de Livro (SNEL) e do Sindicato dos Escritores do DF (Sindescritores). A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também apoia e está fazendo uma cobertura especial, a partir de estúdio móvel montado no próprio evento.

“Nesses três primeiros dias, o público foi superior em relação às nossa expectativas. As atividades sempre muito cheias, com gente de pé. As famílias vieram em peso, com pais, mães e filhos aproveitando a programação, que é quase sempre muito interativa”, disse Marcos Linhares, da organização da feira.

Ao todo, cerca de 340 mil exemplares estão à venda em 68 estandes. Estão previstas mais de 100 atividades, como contação de histórias, palestras, mesas de debate, lançamento de livros, sessão de autógrafos, entrega de prêmios literários e apresentações musicais. A organização estima que o bom público do primeiro fim de semana deve consolidar a presença de 200 mil pessoas até o fim do evento. A expectativa é movimentar R$ 5 milhões em vendas.

A edição deste ano da feira conta com a participação de escritores do Urugaui e de Portugal. Serão homenageados ainda os autores Ana Maria Machado, Luci Watanabe e Milton Hatoum. Um estande exclusivo para a literatura independente também foi montado na feira.

Ler Mais: Istoé 
Ler Mais

Feira do Livro de Brasília homenageia a Acadêmica e escritora Ana Maria Machado

Acadêmia Brasileira de Letras - 08/06/2018 |

A Acadêmica da ABL e escritora Ana Maria Machado, entre outros escritores, será homenageada na 34ª Edição da Feira do Livro de Brasília. O evento começa sexta-feira, dia 8 de junho, e vai até o dia 17, domingo, no Pátio Brasil Shopping, na Asa Sul, das 10h às 22h (menos aos domingos, que vai até 20 horas). A entrada é franca.

A expectativa da Câmara do Livro do Distrito Federal é de receber mais de 200 mil visitantes, entre eles livreiros, professores, estudantes, escritores, contadores de história, editores, agentes literários, ilustradores e bibliotecários. Segundo seu Presidente, Ivan Valério, deverão ser movimentados mais de R$ 5 milhões em vendas de livros.

A ACADÊMICA

Sexta ocupante da Cadeira nº 1 da ABL, eleita em 24 de abril de 2003, na sucessão de Evandro Lins e Silva e recebida em 29 de agosto de 2003 pelo Acadêmico Tarcísio Padilha, Ana Maria Machado presidiu a Academia Brasileira de Letras em 2012 e 2013.

Estudou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no MoMa de Nova York, tendo participado de salões e exposições individuais e coletivas no país e no exterior, enquanto fazia o curso de Letras (depois de desistir do curso de Geografia). Formou-se em Letras Neolatinas, em 1964, na então Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, e fez estudos de pós-graduação na UFRJ. Deu aulas na Faculdade de Letras na UFRJ (Literatura Brasileira e Teoria Literária) e na Escola de Comunicação da UFRJ, bem como na PUC-Rio (Literatura Brasileira). Além de ensinar nos colégios Santo Inácio e Princesa Isabel, no Rio, e no Curso Alfa de preparação para o Instituto Rio Branco, também lecionou em Paris, na Sorbonne (Língua Portuguesa) e na Universidade de Berkeley, Califórnia – onde já havia sido escritora residente.

Em janeiro de 1970, deixou o Brasil e partiu para o exílio. Na bagagem, levava cópias de algumas histórias infantis que estava escrevendo, a convite da revista Recreio. Trabalhou como jornalista na revista Elle em Paris e no Serviço Brasileiro da BBC de Londres, além de se tornar professora de Língua Portuguesa na Sorbonne. Nesse período, participou de um seleto grupo de estudantes na École Pratique des Hautes Études cujo mestre era Roland Barthes, sob cuja orientação terminou sua tese de doutorado em Linguística e Semiologia, em Paris.  O trabalho resultou no livro Recado do Nome (1976), sobre a obra de Guimarães Rosa.

Como jornalista, trabalhou no Correio da Manhã, no Jornal do Brasil, no Globo, e colaborou com as revistas Realidade, IstoÉ e Veja e com os semanários O Pasquim, Opinião e Movimento. Durante sete anos, chefiou o jornalismo do Sistema Jornal do Brasil de Rádio. Criou e dirigiu por 18 anos, com duas sócias, a primeira livraria do país especializada em livros infantis, a Malasartes. Também foi editora, uma das sócias da Quinteto Editorial.  Há 35 anos vem exercendo intensa atividade na promoção da leitura e fomento do livro, tendo dado consultorias, seminários da UNESCO em diferentes países e sido vice-presidente do IBBY (International Board on Books for Young People).

Ler Mais: Acadêmia Brasileira de Letras 


Ler Mais

São Fidélis, RJ, recebe feira literária a partir desta sexta

G1 - 08/06/2018 |

A Feira Literária de São Fidélis, no Norte Fluminense, criada pela Academia Fidelense de Letras, começa nesta sexta-feira (8) e segue até domingo (10).

Segundo os organizadores, o objetivo do evento é despertar o interesse pela leitura e valorizar os escritores da cidade.

A feira vai homenagear o poeta fidelense Antônio Roberto Fernandes e o escritor José Mauro de Vasconcelos, autor de “Meu Pé de Laranja Lima”.

Confira a programação completa:
Sexta-feira (8)

Local: CESF

Atividades intercaladas a partir das 9h:

Leitura de poesia com o poeta/escritor Gustavo Polycarpo
Depoimento sobre o poeta Antônio Roberto Fernandes por Maria Lúcia
Jogral com os alunos da Escola Elvídeo Costa
Depoimento sobre o poeta Antônio Roberto Fernandes por Pedro Gaudard
Recital de poesias com os alunos da Escola Municipal Mestra Maria Firmina

Ler Mais: G1 

Ler Mais

Instituto Estadual do Livro e Instituto de Letras da UFRGS lançam Prêmio Minuano de Literatura

O Instituto Estadual do Livro – IEL, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer - SEDACTEL, em parceria com o Instituto de Letras da UFRGS lançam o Prêmio Minuano de Literatura, em dez categorias. O objetivo é ressaltar e reconhecer a produção literária de autores gaúchos, contribuindo para sua divulgação e para o incentivo à leitura e à produção escrita. As inscrições ocorrerão no período de 1° de junho a 1° de julho de 2018.

O Regulamento e seus anexos estão disponíveis no endereço eletrônico www.ielrs.blogspot.com.br. Mais informações poderão ser obtidas pelo e-mail iel@sedactel.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3314-6450.

Podem participar do Prêmio obras de autores nascidos ou residentes no Rio Grande do Sul, assim como obras publicadas por editoras sediadas no Estado. As obras inscritas devem ter sido publicadas no decorrer do ano de 2017 e podem concorrer nas seguintes categorias: Infantil, Juvenil, Poesia, Conto, Crônica, Ficção: Romance/Novela, Ilustração, História em Quadrinhos, Texto Dramático e Especial (livros de fotografia, memórias, biografias, efemérides, turismo, guias, manuais, entre outros).

A Comissão Organizadora será composta por membros do IEL e do Instituto de Letras da UFRGS. As Comissões de Seleção contarão com três membros cada, escolhidos dentre profissionais que atuam na área da literatura e/ou membros da comunidade cultural literária, os quais escolherão as três obras finalistas em cada categoria. Já as Comissões Finais contarão com três membros cada, dentre professores, alunos de pós-graduação em Letras e bibliotecários, os quais indicarão o livro vencedor nas respectivas categorias. Os vencedores serão conhecidos na cerimônia de premiação e receberão o Troféu Minuano de Literatura.


SERVIÇO:
Prazo: 1º de junho a 1º de julho de 2018.
Inscrições: www.ielrs.blogspot.com.br
Informações: e-mail iel@sedactel.rs.gov.br ou telefone (51) 3314-6450.

Ler Mais