Inscrições abertas para o Prêmio Paraná de Literatura 2018

Secretaria da Cultura do Paraná - 25/05/2018 | 

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Paraná de Literatura 2018. Em sua quinta edição, o concurso da Biblioteca Pública do Paraná e da Secretaria de Estado da Cultura selecionará livros inéditos em três categorias que homenageiam escritores importantes da literatura paranaense: Romance (prêmio Manoel Carlos Karam), Contos (prêmio Newton Sampaio) e Poesia (prêmio Helena Kolody). No ano passado, com a adoção de um sistema de inscrição online e gratuito, mais de 2 mil obras foram enviadas por autores de todo o Brasil.

O vencedor de cada categoria receberá R$ 30 mil e terá sua obra publicada pelo selo Biblioteca Paraná, com tiragem de mil exemplares (que serão distribuídos gratuitamente em bibliotecas estaduais e diversos pontos de cultura do país). Os premiados também receberão 100 cópias de seus livros e poderão, mais tarde, reeditar os trabalhos por outras editoras. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 12 de julho por meio de um formulário disponível no site bpp.pr.gov.br. As obras concorrentes serão avaliadas por uma comissão julgadora formada por um presidente e nove membros (três em cada categoria). O resultado será divulgado até a primeira semana de dezembro.

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Livro mostra a amizade epistolar de Antonio Candido e Ángel Rama

Jornal da USP - Marcello Rollemberg - 25/05/2018 |

A amizade de mais de duas décadas entre o professor da USP e crítico Antonio Candido de Mello e Souza (1918-2017) e seu parceiro uruguaio Ángel Rama foi daquelas que, mais do que aproximar e unir pessoas com interesses comuns, se mostrou preponderante para arquitetar um projeto de unidade latino-americana a partir da literatura. Quando se conheceram, em 1960, a América hispânica parecia estar de costas para o Brasil – e o Brasil, sem cerimônia, retribuía, como que, além de deitado em berço esplêndido, estivesse isolado no continente. Era como se a tão aclamada latinidad não pudesse colocar uma vogal a mais em seu final e se transformasse, também ela, em latinidade. Brasil e os países de fala espanhola da América Latina estavam apartados. E foi a partir da aproximação entre Candido e Rama que essa distância começou a se desfazer, com a construção de uma ponte metafórica erguida de livros, textos e cultura. “Seja como for, os dois críticos se reconheceram próximos em convicções teórico-críticas, humanísticas e políticas, e viram que era urgente remover as barreiras do desconhecimento recíproco”, escreve o estudioso uruguaio Pablo Rocca no prólogo de Conversa Cortada – A Correspondência entre Antonio Candido e Ángel Rama, coeditado pela Editora da USP (Edusp) e pela Ouro sobre Azul. Trata-se de um livro fundamental para entender como a amizade dos dois críticos se estabeleceu entre 1960 e 1983 – ano em que Rama e sua mulher, a escritora Marta Traba, morreram em um acidente de avião – e como a profícua troca de ideias ajudou a integrar o continente não com ambiciosos projetos políticos, mas com palavras.

Ao todo, são 87 cartas até então inéditas, trocadas entre 26 de abril de 1960, quando Candido ainda estava em Assis, no interior paulista – e não a cidade italiana, berço de São Francisco, para onde o crítico de cinema e amigo de longuíssima data Paulo Emílio Salles Gomes achou que ele tivesse ido – e 18 de outubro de 1983, esta última enviada por Rama exatamente um mês e dez dias antes do acidente aéreo fatal, quando o crítico uruguaio já vivia em Paris. É interessante ver, ao longo das missivas, como uma certa formalidade cordial inicial – oriunda de relações recém-estabelecidas – vai dando lugar ao afeto e a uma espécie de cumplicidade que só os grandes amigos de fato têm. De “meu caro Rama” e “Sr. Antonio Candido, estimado amigo”, eles se tornam “querido Ángel” e “querido Antonio”. Mas nunca deixam de lado o desejo comum: integrar, culturalmente, os países latino-americanos.

Um exemplo disso é o convite que Rama faz a Candido para uma conferência na Universidad Central de Venezuela, em Caracas – onde o crítico uruguaio havia se exilado devido ao inóspito e ditatorial clima político de seu país. Segundo Rama, em carta enviada ao brasileiro em 8 de setembro de 1976, na Venezuela “não se sabe nada nada nada de literatura brasileira e você faria um grande bem à integração do continente em que estou empenhado”.

Essa integração tão cara ao crítico uruguaio, inclusive, se materializou na forma na Biblioteca Ayacucho, criada em 1974, um ambicioso projeto que tencionava publicar os principais autores latino-americanos – e Antonio Candido foi fundamental não só na indicação dos autores brasileiros (entre eles Mário de Andrade, Silvio Romero e Guimarães Rosa), mas também ao designar colaboradores e acompanhar os bastidores da produção dos títulos, corrigindo definitivamente a exclusão do Brasil da cena cultural latino-americana. Para o professor e crítico brasileiro, a ideia era “grandiosa”, como escreveu a Rama em carta de 8 de outubro de 1974, ainda nos primeiros momentos da coleção: “Quanto ao projeto Ayacucho, o Sérgio (Buarque de Holanda) não me disse nada, e tenho apenas as linhas gerais da sua carta. Parece uma empresa grandiosa e de alcance; você pode contar comigo”. Hoje, a coleção tem mais de 250 títulos publicados.

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Nova sede da biblioteca municipal é inaugurada em Resende, RJ

G1 - 25/05/2018 | 

A nova sede da Biblioteca Pública Dr. Jandyr César Sampaio será inaugurada na sexta-feira (25) em Resende, RJ. Ela vai ocupar o mesmo imóvel onde funcionou pela primeira vez há 70 anos. O imóvel fica na Praça do Centenário, no Centro. Ela vai funcionar de segunda a sexta-feira, de 8h às 19h.

Para a inauguração, às 10h, haverá jogos e brincadeiras lúdicas, além de uma edição especial do projeto Árvore do Saber, que leva a literatura para mais perto da população. Já as apresentações musicais ficarão por conta da Banda da Escola das Artes Maestro Vicente Aniceto Sena e da centenária Banda Sinfônica da Academia Militar das Agulhas Negras.

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Exposição reúne documentos do acervo pessoal de Antonio Candido

 O Globo - Alessandro Gianini -  23/05/2018 |

Logo na entrada do espaço onde está instalada a Ocupação Antonio Candido, no Itaú Cultural, em São Paulo, o visitante dá de cara com um tesouro literário. Uma fotografia em tamanho natural reproduz a estante na qual o crítico literário, sociólogo e professor, morto no ano passado, aos 98 anos, acomodou os cerca de seis mil volumes de obras que o acompanharam até o fim. A biblioteca física será doada para a Universidade de Campinas (Unicamp).

— Ele chegou a ter 30 mil livros, mas doou quase tudo e ficou com o que considerava essencial — diz a designer e editora Laura Escorel, neta de Candido e curadora da exposição que fica em cartaz de hoje até 12 de agosto, na capital paulista. — Três estantes são dedicadas a (Marcel) Proust, um dos autores preferidos dele. Também pode-se ver livros do Oswald de Andrade, do Mário de Andrade, do Guimarães Rosa e do Graciliano Ramos, todos com dedicatória.

Essa é uma pequena amostra dos cerca de 250 itens expostos, entre fotos, objetos e documentos pinçados do acervo pessoal de Candido e de sua mulher, a professora e crítica de arte Gilda de Mello e Souza (1919-2005). No total, são mais de 50 mil itens, entre imagens e textos, além de 800 discos de vinil e fitas sonoras deixados pelo casal. Todo esse material foi doado para o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP) e, com apoio técnico do Itaú Cultural, estará disponível para consulta pública a partir do próximo ano.

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Germano Almeida, de Cabo Verde, vence 30º Prêmio Camões

Ministério da Cultura - 22/05/2018 |

O escritor Germano Almeida, de Cabo Verde, é o vencedor da 30ª edição do Prêmio Camões. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (21), em Lisboa, pelo ministro da Cultura de Portugal, Luís Filipe Castro Mendes, e pela presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Helena Severo, após reunião de quase duas horas do corpo de jurados. Almeida é o segundo escritor cabo-verdiano a receber o Prêmio. O primeiro foi Arménio Vieira, em 2009.

Considerado o mais importante prêmio da língua portuguesa, o Prêmio Camões de Literatura foi instituído em 1988, com objetivo de consagrar um autor que, pelo conjunto de sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da Língua Portuguesa. Contempla anualmente autores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A comissão julgadora é composta por representantes do Brasil, de Portugal e de países africanos de língua oficial portuguesa. O vencedor recebe 100 mil euros.

Em entrevista à Agência Lusa, Germano Almeida, se disse contente com o prêmio. "Estou muito feliz por saber que o que escrevo é apreciado ao ponto de me darem um prêmio tão prestigiado como o Camões", disse.

Germano Almeida estudou Direito na Universidade de Lisboa e dedica-se à advocacia na ilha cabo-verdiana de São Vicente. Foi deputado eleito pelo Movimento para a democracia de Cabo Verde e exerceu o cargo de procurador-geral da República de Cabo Verde.

Estreou como contista no início da década de 1980. Seu primeiro romance, O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo, teve os direitos vendidos para vários países e foi adaptado ao cinema. As suas obras foram também editadas no Brasil, França, Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, Holanda, Noruega e Dinamarca.

Seus primeiros textos foram assinados com o pseudônimo de Romualdo Cruz. Esses relatos, revistos ou reescritos, juntamente com outros até então inéditos, foram publicados em 1994 sob o título A ilha fantástica, a que se juntou A família trago, publicado em 1998, obras que recriam os anos da sua infância e o ambiente social e familiar da Ilha da Boa Vista.

Entre a sua extensa obra também se destacam títulos como O meu poeta (1990), Estórias de dentro de casa (1996), A morte do meu poeta (1998), Dona Pura e os Camaradas de Abril (1999), As memórias de um espírito (2001), O mar na Lajinha (2004) e Eva (2006).

O escritor também foi um dos cofundadores da revista literária Ponto e Vírgula. Acaba de publicar o seu mais recente romance, O Fiel Defunto.

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Painel das Vendas: Mercado livreiro confirma tendência de recuperação no 4º período de 2018

Snel - 22/05/2018 | 

O quarto período do mercado livreiro analisado em 2018* manteve performance positiva em relação a 2017.

Comparadas ao mesmo intervalo no ano passado, as vendas de livros no país tiveram aumento de 13,95% em faturamento e de 11,51% em volume.

No acumulado do ano**, o mercado permanece com um bom desempenho, crescendo 9,33% em volume e 14,22% em valor, no comparativo com 2017. Um dos destaques no acumulado é a queda do desconto médio, de 3,6 p.p., que indica melhora na margem do varejo.

“Mesmo com uma política de desconto mais conservadora, as vendas de livros continuam aquecidas. O próximo período vai refletir os números do Dia das Mães, uma data importante para o varejo. O mercado deve continuar pensando em estratégias para manter esse ritmo e confirmar um primeiro semestre de crescimento acima da inflação”, comenta Ismael Borges, líder da Nielsen Bookscan Brasil.

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A leitura da geração dos 2000

Jornal da USP - 22/05/2018 |

Neste ano de 2018, a geração que entra na Universidade de São Paulo é a geração que nasceu nos anos 2000 e isso exige alguma reflexão. Quem são esses nossos alunos que vivem em uma realidade tão diferente daquela que formou seus pais? As circunstâncias políticas são outras, a vida social foi modificada, as tendências culturais, estéticas e até afetivas mudaram, mas houve, sobretudo, uma revolução no campo das tecnologias. Isso produziu o advento de uma sociedade digital, o que traz efetivamente enormes implicações educacionais. Essa sociedade digital impactou as formas de ler e de conviver. Presenciamos hoje uma geração de ‘leitores de celulares’. Uma geração profundamente familiarizada com os recursos da internet, mas com alguma dificuldade de discernimento sobre o que ‘merece’ ser lido…

É preciso meditar sobre o significado dessa nova realidade. Tal desafio supõe discutir a historicidade das atividades de leitura. A leitura, como prática social, existia já na Grécia e coincide com o letramento da sociedade. Houve uma primeira revolução da leitura, quando no princípio da era cristã, o rolo foi progressivamente substituído pelo códice. As formas de ler foram, com isso, alteradas. O rolo não permitia, por exemplo, a leitura e a escrita ao mesmo tempo. O códice já admite essa possibilidade. É preciso lembrar, entretanto, que na Alta Idade Média, perdeu-se praticamente a capacidade da leitura silenciosa. Até o século VIII não havia separação das palavras. A paragrafação foi algo que aconteceu apenas no século XIV.  Com Gutenberg temos uma nova revolução da leitura. Permanece o estilo do códice, mas amplia-se ali significativamente o conjunto de exemplares que passam a circular no cenário cultural da época. Com a cultura impressa, os livros passarão a circular em maior quantidade. Progressivamente, deixam de ser um produto raro. A Reforma protestante oferecerá um cenário no qual a leitura intensiva das obras torna-se imprescindível. No século XVIII, como se sabe, os livros serão, com o Iluminismo, um poderoso instrumento de crítica social. Os livros sempre desempenharam esse papel. Mas a crítica no século XVIII surge como uma arma de ação coletiva dos intelectuais, que falavam por textos escritos…

A partir do século XIX, os livros circulam de maneira absolutamente livre pelas populações. Porém, a alfabetização era ainda diminuta. Daí o papel que os impressos terão na produção dos livros didáticos, dos compêndios escolares que se constituirão desde que se organizaram os sistemas nacionais de ensino, tanto na Europa quanto, especialmente a partir do final do século XIX, nas Américas. A escola moderna sempre lidou de maneira desconfiada com a leitura. Daí a criação de manuais didáticos, voltados não apenas para ensinar a matéria ao aluno, mas para mostrar qual matéria deveria ser ensinada ao aluno. Com as práticas de ler didaticamente organizadas, a leitura torna-se, ela mesma, uma leitura regrada. Todavia as sociedades tinham receio do poder transgressor dos conteúdos lidos. Daí o medo que tinham do gesto de ler.  Estudos demonstram que o receio por leituras subversivas persistiu no mundo ocidental até os anos 70 do século XX, quando, com a televisão, houve um decréscimo nas práticas leitoras.

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Congresso Nacional celebra literatura piauiense

Senado Federal - 22/05/2018 |

O Congresso Nacional realizou nesta segunda-feira (21), no plenário do Senado, uma sessão em homenagem aos 100 anos de existência da Academia Piauiense de Letras (APL).
Requerente da sessão, o senador Elmano Ferrer (Pode-PI) destacou que a cultura é o maior patrimônio de uma sociedade, e que a APL tem o reconhecimento da população do Estado pelo papel que cumpre na preservação e divulgação de sua literatura e pela atuação marcante que possui no ambiente cultural piauiense.

— A história da APL imbrica-se com a história de nossa cultura durante estes 100 anos. A Academia cumpre com louvor esta missão de honrar o passado, construir o presente e semear o futuro desta cultura — pontuou Ferrer, acrescentando que passaram pela APL nomes que marcaram as letras também a nível nacional, como o economista João Paulo dos Reis Velloso e o jornalista Carlos Castello Branco, entre outros.

Livros e cordel

Durante a homenagem, a senadora Regina Sousa (PT-PI) comunicou aos acadêmicos presentes que apresentou dois projetos buscando valorizar os livros e a literatura de cordel. O primeiro determina a instalação de um pequeno acervo de livros paradidáticos e de literatura infantil em todas as salas de aula do 1º ao 5º ano do ensino fundamental (PLS 158/2016). O objetivo é incentivar o gosto pela leitura nas crianças e desburocratizar as bibliotecas.

A segunda proposta, para a qual Regina também pediu apoio, é o PLS 138/2018, que inclui o estudo da literatura de cordel, do repente e de outros cantos de improviso no currículo da educação básica.

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Morre o jornalista Alberto Dines, aos 86 anos

Jornal do Brasil - 22/05/2018 |

Faleceu Alberto Dines, jornalista, professor universitário, biógrafo e escritor brasileiro. A informação foi publicada pela página do Repórter Brasil, telejornal da TVBrasil, em rede social.

Alberto Dines nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 19 de fevereiro de 1932, filho de Israel Dines e de Raquel Di­nes, ambos de origem judaica. Fez os cursos primário e ginasial em colé­gios israelitas do Rio.

Em 1943 teve sua primeira experiência jornalística como um dos organizadores do boletim estudantil Horta da Vitória, do Ginásio Hebreu Brasileiro. Cursou o científico no Colégio Andrews.

Iniciou sua carreira em 1952 como crítico de cinema da revista A Cena Muda. No ano seguinte foi convidado por Nahum Sirotsky para trabalhar como repórter na recém-fundada revista Visão, cobrindo assuntos ligados à vida artística, ao teatro e ao cinema. Passou a fazer reportagens políticas, cobrindo as campanhas de Jânio Quadros para a prefeitura de São Paulo em 1953 e, um ano mais tarde, para o governo do Estado.

Permaneceu na Visão até 1957, quando foi levado por Nahum Sirotsky para a revista Manchete. Tornou-se assistente de direção e secretário de redação. Após desentendimentos com Adolpho Bloch, demitiu-se da empresa e tentou criar, com recursos próprios, uma revista que não chegou a ser editada.

Em 1959 assumiu a direção do segundo caderno do jornal Última Hora, depois foi diretor da edição matutina e, mais tarde, das duas edições diárias (matutina e vespertina).

No ano seguinte foi nomeado editor-chefe da recém-criada revista Fa­tos e Fotos, tendo colaborado, nessa ocasião, no jornal Tribuna da Imprensa, então pertencente ao Jornal do Brasil. Em 1960, convidado por João Calmon, dirigiu o Diário da Noite, dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, convertendo-o em tabloide vespertino. Deixou o jornal, demitido por Chateaubriand, por não obedecer a ordem de ignorar o sequestro do navio Santa Maria, em Recife, feito em protesto contra a ditadura de Antônio Salazar em Portugal.

Ingressou em janeiro de 1962 no JORNAL DO BRASIL como edi­tor-chefe, aos 30 anos e dez de profissão. Segundo o diretor M.F. do Nascimento Brito, com a entrada de Dines, a reformulação do jornal foi afinal consolidada, pois ele sistematizou as modificações que levaram o JB a ocupar outra posição na imprensa brasileira.

Em 1963 Dines criou e ocupou a cadeira de jornalismo com­parado na Faculdade de Jornalismo da PUC.  No período fundou, dirigiu e colaborou regularmente com os Cadernos de Jornalismo e Comunicação do JORNAL DO BRASIL. Em 1965, instituiu a cadeira de teoria da imprensa na PUC, onde lecionou até 1966.

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Taxa de analfabetismo fica estagnada no país, aponta pesquisa do IBGE

Folha de São Paulo - Lucas Vettorazzo - 18/05/2018 | 

A taxa de analfabetismo no país ficou estagnada entre 2016 e 2017, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (18) pelo IBGE. O Brasil encerrou o ano passado com 11,5 milhões de analfabetos, 300 mil a menos do que tinha no ano anterior.

O percentual de pessoas de 15 anos ou mais que não sabia ler ou escrever ao final de 2017 era de 7%, contra a taxa de 7,2% um ano antes. Apesar da pequena queda, estatisticamente esse movimento é de estabilidade.

Os dados fazem parte do módulo de educação da Pnad Contínua, pesquisa de abrangência nacional do IBGE, que coleta amostra de 211 mil domicílios em todo o território nacional. No ano passado, o instituto havia divulgado pesquisa com nova compilação de dados e com maior área de cobertura.

Na ocasião, não era possível comparar os resultados com os de anos anteriores. A pesquisa divulgada nesta sexta é a primeira com possibilidade de comparações anuais. A taxa de analfabetismo não apresentou grandes mudanças entre 2016 e 2017 nas cinco faixas etárias pesquisadas pelo IBGE.

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Escritor uruguaio Horacio Quiroga é tema da palestra de encerramento do ciclo ‘Literatura e loucura’, na ABL

Academia Brasileira de Letras - 18/05/2018 | 

O escritor e tradutor Eric Nepomuceno faz na Academia Brasileira de Letras, a última palestra do ciclo de Conferências Literatura e loucura, intitulada Horacio Quiroga e seus contos de amor, de loucura e de morte, sob coordenação do Acadêmico e romancista Antônio Torres. O evento está programado para quinta-feira, dia 24 de maio, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro. Entrada franca.

Serão fornecidos certificados de frequência.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2018.

Horacio Quiroga (1878-1937), segundo o palestrante, é considerado um dos fundadores do conto moderno na América Latina. “Julio Cortázar, por exemplo, considerava Quiroga um mestre”, um desses autores ‘capazes de escrever tensamente e descrever intensamente, única forma de tornar um conto eficaz’.

Contos de amor, de loucura e de morte reúne material publicado em diversas revistas, recolhidos em 1917 num livro cujo impacto inicial se tornou permanente, de acordo com Nepomuceno: “Os contos fazem jus ao título: a morte é figura central em todos eles, bem como a violência e a loucura, que faz com que personagens atuem de maneira absolutamente irracional. Também a natureza forte e perversa permeia as narrativas. A tudo isso deve ser somada a dificuldade, a quase impossibilidade de traçar limites entre o que é loucura e o que é sanidade, o que é patológico e o que pode ser considerado normal”, adiantou.

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Sebo itinerante faz campanha para arrecadar livros que serão deixados em pontos de Cuiabá

G1 - 19/05/2018 | 

O Rua Antiga, sebo itinerante que funciona em um fusca 1969, está arrecadando livros que serão espalhados em pontos de Cuiabá. A campanha faz parte do projeto 'Este Livro é Nosso', que entra na segunda edição.

No ano passado, o projeto arrecadou 100 livros que foram deixados, propositalmente, em locais da cidade.

"Para participar dessa campanha linda, que espalha poesia pela cidade, você só precisa doar um livro pelo qual tenha amor, que a gente vai deixar em alguns pontos de Cuiabá para que outra pessoa ache a beleza que você dividiu", convida o sebo.

A previsão é que os livros sejam distribuídos no dia 24 de junho. Para isso, o sebo deve arrecadar os títulos até o dia 15 de junho.

Os livros, de romance, contos e poesia, podem ser entregues:

Metade Cheio, que fica na Rua Comandante Costa, 381, de quarta-feira a domingo, entre 17h e 23h;
Secretaria do Programa de Pós-graduação em Estudos de Linguagem da UFMT, de segunda-feira a sexta-feira, entre 14h e 23h;
Cine Teatro, que fica na Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Cuiabá, entre 8h e 18h.

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