'Lei Castilho' já tem novo relator

PublishNews - Leonardo Neto - 18/08/2017 |

Projeto de Lei (PL) 7752 / 2017, que quer instituir a Política Nacional de Leitura e Escrita, chegou na Comissão de Educação (CE) da Câmara dos Deputados e lá terá relatoria do deputado Waldenor Pereira (PT-BA).

O deputado terá o prazo de cinco sessões a contar a partir da próxima segunda-feira (21) para fazer emendas e apresentar o seu relatório sobre o projeto apelidado de Lei Castilho. De autoria da senadora Fátima Bezerra (PT / RN), o PL foi proposto por José Castilho Marques Neto, em maio de 2016, quando ainda era secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).

No Senado, o PL teve relatoria favorável do senador Paulo Paim (PT / RS) e, depois de aprovado, seguiu para a Câmara dos Deputados. Já na Câmara, a Lei Castilho passou pela Comissão de Cultura, onde o relatório do deputado Thiago Peixoto (PSD / GO) foi aprovado por unanimidade. Se passar pela CCult, o projeto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania.

O PL tem apreciação conclusiva pelas comissões, o que significa que não passará pelo plenário antes de seguir para a sanção presidencial.

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Drummond: 30 anos de legado

CBN - 17/08/2017 |

Três décadas depois da morte de Carlos Drummond de Andrade, a literatura brasileira celebra o legado de um dos maiores poetas do país. Com uma obra universal que dialogou com seu tempo, a herança do artista se mostra sempre atual. E para comemorar esse legado, a CBN convidou os atores Irene Ravache, Paulo Betti e Lázaro Ramos para interpretar poemas de Drummond.

'Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim.'

Carlos Drummond de Andrade. Apenas o nome já soa como poesia aos ouvidos de quem ama as palavras. Há três décadas, o Brasil se despedia do moço de Itabira que espalhou seu talento pelo vasto mundo.

A ausência não foi falta. E há 30 anos, voltamos aos seus versos em busca de respostas.

'Falou sobre uma gama de coisas e falou de uma forma que não tem data de validade. Falou com um frescor. Essa voz que parou de falar há 30 anos continua a falar sem gagueira, sem rouquidão. Uma obra que não tem ruga.'

O também mineiro Humberto Werneck, jornalista e escritor, dedica-se há quase dois anos a escrever uma biografia do poeta Drummond. Uma história que começou em 31 de outubro de 1902. Em 84 anos de vida, o escritor usou a realidade à sua volta como inspiração e definiu em palavras sentimentos e angústias até então desconhecidos - como disse à TV Globo em 1981.

'Eu vim de um Brasil quase escravocrata. Era um Brasil feudal. Os costumes eram rígidos. A gente tinha que beijar a mão do padre quando ele passava. Tudo enche a cabeça da gente de porcaria. Então, a minha poesia o que q foi? No fundo foi um processo de depuração interna. Graças a essa depuração que a poesia fez para mim eu vomitei tudo isso na minha poesia.'

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Secretaria de Cultura abre inscrições para o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2017

Secretaria de Cultura de Minas Gerais - 11/08/2017 |

A Secretaria de Estado de Cultura anuncia o lançamento de mais uma edição do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura. A iniciativa configura-se como uma das principais premiações do segmento no país. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até o dia 10 de outubro. O edital completo encontra-se disponível aqui. Formulários e Declaração de Conhecimento e Anuência podem ser acessados aqui.

O prêmio tem como objetivo divulgar a literatura brasileira, reconhecendo grandes nomes nacionais e abrindo espaço para os jovens escritores mineiros. Contempla as categorias “Poesia”, “Ficção”, “Conjunto da obra” e “Jovem Escritor Mineiro”. O valor total da premiação é de R$ 258 mil.

A Secretaria de Estado de Cultura entende que investir em literatura é fomentar o contato com as diversas formas de compreender o mundo que nos cerca, é ampliar o espaço de leitura e reflexão como via para promover uma sociedade mais plural e com capacidade de pensamento crítico, é contribuir para a melhoria da qualidade de vida por meio da educação. Por isso, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura tem revelado e reconhecido grandes fazedores da escrita. Na categoria “conjunto da obra” já foram homenageados Adélia Prado (2016), Fábio Lucas (2015), Ferreira Gullar (2013), Rui Mourão (2012), Affonso Ávila (2011), Silviano Santiago (2010), Luís Fernando Veríssimo (2009), Sérgio Sant’Anna (2008) e Antonio Candido (2007).

Em 2016, a obra vencedora na categoria “Ficção (Romance)” foi “Floresta no Fim da Rua, de Silvio Rogério Silva (SP). As menções honrosas foram para a obra “Começo em Mar”, da escritora Vanessa Maranha, e para “Pela primeira vez em muito tempo”, de Vinícius Bopprê Oliveira. Já na categoria “Poesia” a obra vencedora foi “Um Carro Capota na Lua”, do autor Tadeu de Melo Sarmento (PE). O “Jovem Escritor Mineiro” foi Jonathan Tavares Diniz (MG), que venceu com o projeto “Cólera”.

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UM CASE DE SUCESSO – 35 ANOS GRUPO SCORTECCI

CBL - 15/08/2017 |

Nasci em Fortaleza, Ceará, em 1956. Moro em São Paulo, capital, desde 1972. Fiz minha estreia literária em 1973, na Revista Poetação (FAU/USP) com a poesia Mulher de Rua. Fui membro da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, de 1997 até 2006, Diretor da União Brasileira de Escritores, em três gestões, Diretor Adjunto e Vice Presidente da Câmara Brasileira do Livro, em três gestões.

Sou Diretor-Presidente do Grupo Scortecci, Diretor do Espaço Scortecci, Diretor Editorial da Associação Brasileira da Indústria Gráfica, Membro do Conselho Editorial da Revista Abigraf, Editor do Portal Amigos do Livro e docente da Escola do Escritor.

Recebi como autor os prêmios literários: Prêmio Sesquicentenário da Independência (1972) e Prêmio Itajaí de Poesia, com o livro O Eu de Mim (1982) e como editor os prêmios Jabuti, APCA, Machado de Assis, Fundação Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras e PEN clube.
Tenho doze livros publicados, que somam mais de 40 edições, com destaque para as obras: A Morte e o Corpo, O Eu de Mim, Água e Sal, Na Linha do Cerol, A Maçã que Guardo na Boca, Guia do Profissional do Livro (coautoria com Maria Esther Mendes Perfetti), e os livros infanto-juvenis O Touro de Ouro, O Peixe Voador, A Pulga Elétrica e As Aventuras de Olga Wap.
As raízes da Scortecci estão no Poeco, grupo literário que nasceu em 1978, dentro da Universidade Mackenzie, em São Paulo. O grupo publicou quadro antologias, de nome ENSAIOS, livros individuais e coletivos, num total de 41 títulos. São dessa época são os livros Memória Interior (individual), Relógio de Sol e Papel Arroz (coautoria). Com o término do período universitário o grupo encerrou suas atividades. Na época fui o único interessado em continuar profissionalmente no negócio do livro, publicando antologias, livros de novos autores e organizando concurso e prêmios literários.

Em 1982 encerrei as atividades do Poeco, pedi demissão de Gerente Comercial da FK Equipamentos e em uma sexta-feira, no dia 13 de agosto de 1982, abri a Scortecci Editora, hoje Grupo Editorial Scortecci, com 9 mil títulos em primeira edição, 5 selos editorias, gráfica própria com tecnologia digital de ponta, livraria, central de logística, 11 sites da internet, 2 plataformas de serviços para autopublicação, espaço para eventos, lançamentos de livro, cursos, palestras e oficinais literárias.

A Scortecci em sua história conserva os mesmos objetivos e propósitos desde a sua fundação em 1982: publicar livros, organizar e apoiar concursos e prêmios literários, realizar recitais e eventos culturais, editar e coordenar antologias de novos talentos, desenvolver o mercado literário através de cursos, palestras e oficinas, trabalhar pela formação de bibliotecas e fomentar o hábito da leitura.

Viver é fazer da vida um poema sem-fim.

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Companhia de Limpeza de Niterói monta biblioteca com livros doados para seus funcionários

O Globo - Leonardo Sodré - 12/08/2017 |

Aquele livro que não serve mais pode representar um universo fascinante de descobertas e emoções para quem não tem acesso às livrarias. Em tempos de arquivos digitais, vale considerar a equação entre quem não tem mais interesse por publicações impressas e a quantidade de gente que busca acesso a elas. Em Niterói, não é difícil fechar essa conta. A partir de segunda-feira, uma nova ação passará a auxiliar a erguer a ponte que facilita o acesso à leitura: na sede da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), no Centro, será inaugurada, para os funcionários, uma biblioteca montada com livros que moradores jogam fora diariamente e que são recolhidos por meio do programa de coleta seletiva.

O espaço será destinado a todos os profissionais da limpeza urbana da cidade e tem como objetivo promover a doação dos livros que são descartados no lixo domiciliar e entregues voluntariamente nos 14 Distritos de Limpeza Urbana (DLU) da cidade. De acordo com o coordenador de reciclagem da Clin, Luiz Abelha, a expectativa é que cerca de 400 títulos, dentre livros didáticos e de literatura, sejam disponibilizados diariamente na biblioteca. Ele diz que a ideia de criar o local surgiu depois de constatar a grande quantidade de livros que chega diariamente à triagem de materiais reciclados da companhia.

— Percebemos que chegam muitos livros no galpão onde fazemos a separação do material reciclado. Então pensei em dar um destino a eles sem que fosse a reciclagem como papel, apenas. Até porque gosto muito de ler e sei que eles têm um valor muito maior que está se perdendo. Paralelamente, comecei a perceber um interesse da equipe pelos livros que chegavam. Conseguimos um espaço adequado para montar a biblioteca e vamos começar a doá-los — conta.

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7 livros essenciais para quem é apaixonado por mitologia

Galileu - Giuliana Viggiano - 13/08/2017 |

Com o passar dos séculos, cada sociedade criou um jeito próprio de viver — e sobreviver. Uma dessas maneiras é a mitologia, que ajudou os povos a entenderem a vida, os fenômenos e o significado de tudo. Muitos anos depois, a humanidade olha para o passado com interesse e curiosidade.

Se você é uma dessas pessoas que quer entender melhor o que fomos — e o que somos — os livros dessa lista são uma boa pedida. Confira:

A História da Mitologia para Quem Tem Pressa, de Mark Daniels (Editora Valentina, 200 páginas, R$ 22,90)
Curtinho e de fácil leitura, A História da Mitologia para Quem Tem Pressa traz uma visão rápida sobre algumas das mitologias mais importantes, como a egípcia, a nórdica e a grega. Ideal para quem quer saber um pouquinho de tudo.

Mitologia Nórdica, de Neil Gaiman (Intrínseca, 188 páginas, preço sob consulta)
O livro foi lançado recentemente por Gaiman e já é um sucesso. O autor, que tem um dom especial para criar histórias que envolvem mitologia, reuniu 15 contos que explicam o que existe além de Thor e Loki na mitologia nórdica.

Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi (Companhia das Letras, 624 páginas, R$70)
Em 301 relatos e histórias mitológicas, Reginaldo Prandi explica o que são e como vivem esses deuses africanos tão importantes para a formação da cultura brasileira.

Tudo o Que Precisamos Saber Mas Nunca Aprendemos sobre Mitologia, de Kenneth C. Davis (Difel, 728 páginas, preço sob consulta)
Essencial para quem deseja descobrir um pouco sobre todos os povos do mundo. Vai muito além dos mitos gregos e romanos, passando pela Índia, pela Mesopotâmia, entre outras culturas.

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FLISI - FESTA LITERÁRIA DA SERRA IMPERIAL

Flisi |

O Instituto Oldemburg de Desenvolvimento, em parceria com a Fundação Cesgranrio, o Museu Imperial, o Centro Cultural Raul de Leoni e a Casa de Educação Visconde de Mauá traz a Petrópolis eventos e personalidades da vida literária brasileira, com o objetivo de valorizar o livro como um dos agentes primordiais do desenvolvimento cultural do nosso país.

Uma característica da Festa Literária da Serra Imperial é justamente a de não se restringir ao universo das letras, ampliando a percepção do público para as férteis relações da Literatura com outras formas de comunicação humana.Este ano o grande homenageado é Machado de Assis, fundador da Academia Brasileira de Letras, que comemora 120 anos de existência. Além de palestra, será apresentada uma exposição de fotos do acervo da Biblioteca Nacional associadas a poesias do grande escritor. Outro homenageado é Antonio Callado, com a exposição Quarup, que revive o mágico romance sobre os índios do Xingu. Evento muito especial será o lançamento do livro do jovem austríaco Franz Frühbeck, que acompanhou a Imperatriz Leopoldina em sua viagem de navio ao Brasil e registrou cenas interessantes da nossa História. Intitulado Viagem ao Brasil, a publicação é inédita e foi especialmente editado pelo Instituto Oldemburg para estimular os jovens brasileiros a querer entrar para a História registrando suas próprias experiências de vida. A FLISI 2017, por meio de oficinas literárias para crianças e jovens, também homenageará o educador Paulo Freire, que revolucionou a pedagogia com seu método de despertar a consciência crítica dos alunos.

Vista no seu conjunto, a FLISI 2017 é sobretudo um instrumento de valorização da memória cultural e histórica do país, na convicção de que, sem uma visão do passado, não se pode compreender o presente nem construir o futuro.

O Instituto Oldemburg de Desenvolvimento agradece ao professor Carlos Alberto Serpa de Oliveira, pelo carinhoso e oportuno apoio que a Fundação Cesgranrio concedeu à realização deste projeto.

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Professor e historiador Arno Wehling toma posse na Cadeira 37 da ABL, na sucessão do Acadêmico e poeta Ferreira Gullar

Academia Brasileira de Letras - 11/08/2017 |

O historiador e professor carioca Arno Weling, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), tomou posse na Cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras, nesta sexta-feira, dia 11 de agosto, em solenidade no Salão Nobre do Petit Trianon. O novo Acadêmico foi eleito no dia 9 de março deste ano, na sucessão do Acadêmico e poeta Ferreira Gullar, falecido no dia 4 de dezembro de 2016.

Em nome da ABL, o Acadêmico, embaixador e historiador Alberto da Costa e Silva fez o discurso de recepção. Antes, Arno Wehling discursou na tribuna. A seguir, assinou o livro de posse. Logo após, o Presidente convidou o Acadêmico e professor Arnaldo Niskier (segundo a tradição, o decano presente) para entregar a espada (Eduarda Wehling de Toledo, neta do empossado, ficou responsável pela espada); o Acadêmico e historiador José Murilo de Carvalho para fazer a aposição do colar; e o Acadêmico e jornalista Cícero Sandroni, a entrega do diploma (Gabriela Wehling de Toledo guardou o diploma do Acadêmico avô). O Presidente, então, declarou empossado o novo Acadêmico.

Os ocupantes anteriores da cadeira 37 foram: Silva Ramos (fundador) – que escolheu como patrono Tomás Antônio Gonzaga –, Alcântara Machado, Getúlio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e Ivan Junqueira.


DISCURSO DE POSSE

Em seu discurso de posse, Arno Wehling afirmou: “Ingresso na Academia Brasileira de Letras com uma convicção, a de seu significado intelectual, simbólico e ético como grande instituição brasileira. Vejo a Academia como uma grande irmandade espiritual no tempo e sei que dela participar implica estabelecer vínculos múltiplos, antes de tudo com ela própria e o que encarna em matéria de liberdade, diversidade, humanismo e compromisso com o Brasil.

“E que cadeira desafiadora, a cadeira 37! O patrono, Tomás Antonio Gonzaga; três poetas, João Cabral de Melo Neto, Ivã Junqueira e Ferreira Gullar; um filólogo que secundariamente poetou, o fundador Silva Ramos e três homens de ação, Alcântara Machado, Getúlio Vargas e Assis Chateaubriand, um dos quais deu rica contributo à interpretação do Brasil.

 “Os ocupantes da cadeira 37 foram limítrofes de mundos diversos, não só por terem optado por diferentes formas de expressão (poesia, ensaio, análise social, discurso político, texto jornalístico, até artes plásticas, como Ferreira Gullar) mas igualmente por terem sensibilidade para captar as tensões entre natureza e cultura (como Gullar e João Cabral) , fenômeno e essência (como Ivã Junqueira) ou entre o antigo e o moderno (como Alcântara Machado, Getúlio ou Chateaubriand). Particularmente pendular e tensional foi Ferreira Gullar, com polarizações como indivíduo/ser, Sol-fogo/morte, ninguém/todo mundo, pondera/delira, almoça e janta/se espanta, permanente/de repente.

“Tiveram igualmente a preocupação com o tempo, entre a ânsia de perenidade e a consciência da finitude, além da percepção de tempos diversos, mas coetâneos, como no Poema Sujo de Gullar ou ainda nas transformações da vida nordestina em Cão sem plumas e O Rio de João Cabral.

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BELO HORIZONTE TORNA-SE CAPITAL DA LITERATURA DURANTE 3ª EDIÇÃO DO SALÃO DO LIVRO INFANTIL E JUVENIL DE MINAS – 15 A 20 DE AGOSTO

CBL - 08/08/2017 |

Leitores mineiros poderão visitar diversos expositores e participar de extensa programação preparada para o evento, realizado no Parque Municipal, e com entrada gratuita

O encantador universo da literatura poderá ser desvendado e apreciado, na capital mineira, entre os dias 15 e 20 de agosto, durante a terceira edição do Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais. Neste ano, uma das novidades se refere à localização do evento, que, pela primeira vez, será realizado no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no coração de Belo Horizonte. O Salão do Livro abrigará uma feira com mais de 30 expositores, representando diversas editoras. Além disso, contará com espaços para oficinas, apresentações artísticas, lançamentos de livros e palestras. Dentre os convidados desta edição, destaque para os ilustradores e escritores Nelson Cruz, Ronaldo Simões Coelho, Ilan Brenman, Tino Freitas, Luiz Antonio Aguiar, Mario Vale, Claudio Martins, Angela Leite de Souza, Paula Pimenta e Marilda Castanha, a grande homenageada do encontro literário. Todas as atrações são inteiramente gratuitas.

O Salão é o maior evento do Estado voltado a crianças e adolescentes, e, por isso, segundo Rosana de Mont’Alverne, presidente da Câmara Mineira do Livro, revela-se de extrema importância para a consolidação da cultura literária em Minas Gerais, assim como para o fortalecimento das cadeias criativas e produtivas do livro. “Trata-se de espaço fundamental para valorização da literatura infantil e juvenil, ampliação de seu acesso, formação de professores e mediadores de leitura, bem como para fomento de debates sobre literatura, infância, juventude, educação, cultura e cidadania”, ressalta Mont’Alverne, para quem a literatura é uma possibilidade de ampliação de horizontes. “No momento em que o país se vê afundado numa crise política, econômica, moral e ética, a literatura emerge como oportunidade de ressignificar experiências e tomar um caminho novo, com repertório renovado, que solidifique uma base para a vida de nossas crianças e adolescentes”, completa.

O evento também é realizado em momento de alta do mercado editorial. Se as pesquisas demonstram que os brasileiros deixam de ler ao envelhecer, o nível de comprometimento da nova geração segue animador. Segundo a revista Retratos do Brasil, 84% das crianças de 11 a 13 anos são leitores, do mesmo modo que 75% dos adolescentes entre 14 e 17 anos. Além disso, dados de pesquisa do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e da Nielsen, que monitora o mercado de livros no Brasil, mostram que o setor tem apresentado ligeira recuperação neste ano, ao retomar os números de 2015. Já a pesquisa Painel de Vendas do Brasil indica que, em 2017, o varejo de livros acumula mais de R$ 800 milhões em vendas, o que representa aumento de 6,81% na comparação com as 24 primeiras semanas de 2016.

A expectativa é receber mais de 100 mil visitantes durante os seis dias de evento. Entre eles, alunos das escolas públicas e da rede municipal de Belo Horizonte e região, que terão a oportunidade de escolher seus próprios livros e, ainda, de participar das diversas atrações do Salão. A Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais levará 3 mil estudantes da rede estadual para visitar o evento, e cada um deles receberá um vale-livro, assim como os professores que os acompanharem. Já a Secretaria Municipal de Educação (SMED) de Belo Horizonte levará 10 mil alunos, que também receberão vale-leitura, como parte do programa “Leituras em Conexão”, desenvolvido pela SMED.

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PROGRAMAÇÃO DA 27ª CONVENÇÃO NACIONAL DE LIVRARIAS

CBL - 08/08/2017 |

A 27ª Convenção Nacional de Livrarias, que este ano acontece nos dias 29 e 30 de agosto na cidade do Rio de Janeiro, entre seus vários temas, trará debates e cases que demonstrarão as diversas tendências comerciais, marketplaces, que hoje buscam atender eficientemente o cliente final, o leitor. Seja através de grandes, médios e pequenos players de livrarias e de sebos, virtuais ou físicos.

Para que o livreiro possa atender o cliente de maneira eficiente, seu B2B precisa estar alinhado. Distribuidores e novas plataformas de vendas tornam-se importantes ferramentas para que a venda e a entrega do livro aconteçam de forma eficaz. Embora o termo marketplace seja mais usado no comércio virtual, ele pode acontecer também em um espaço físico (real). Apesar de a loja virtual tornar-se uma facilitadora na comercialização de produtos em geral tanto no B2B como nas vendas diretas ao consumidor final, o mercado físico também se reinventa e consegue levar os leitores aos seus espaços, através de ações criativas em diversas áreas.

A ANL em sua 27ª Convenção, reunirá líderes do mercado livreiro, editorial,
empreendedores do setor e escritores, promovendo trocas de experiências, debatendo o momento atual brasileiro, contribuindo com o segmento livreiro e seu desenvolvimento estratégico para o crescimento das livrarias e, especialmente, de todos os associados.

Com o tema “O livreiro, de leitor a gestor” e abertura confirmada para as 14 horas do dia 29 de agosto, a Associação Nacional de Livrarias – ANL traz para a abertura oficial da 27ª Convenção de Nacional de Livrarias 2017 o cartunista e escritor Mauricio de Sousa, com o tema “Quando o trabalho também é paixão!”.

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