Márcio Catunda, diplomata, nasceu em Fortaleza, em 1957, autor de mais de 50 livros de poesia e prosa, é um escritor reconhecido nos meios literários do Brasil. É membro da Associação Nacional de Escritores (Brasília-DF), do Pen Clube do Brasil (Rio de Janeiro), da Academia de Letras do Brasil (Brasília-DF), da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo (sócio correspondente), da União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) e da Associação Profissional de Poetas do Rio de Janeiro (APPERJ). Foi Presidente do Clube dos Poetas Cearenses em 1975 e fundador do Grupo Siriará em 1981, ambos em Fortaleza. Em 1984, ingressou na Associação Nacional de Escritores, de Brasília, passando a estabelecer intercâmbio com escritores de todas as regiões brasileiras. De 1991 a 1994, foi Secretário da Carreira Diplomática na Embaixada do Brasil em Lima, período durante o qual fundou, com os poetas peruanos Eduardo Rada, Regina Flores e Elí Martin, o grupo literário REME. De 1995 a 1997, foi Cônsul-Adjunto no Consulado-Geral do Brasil em Genebra, cidade onde frequentou a Associação de Escritores Genebrinos. De 1998 a 2000, foi Conselheiro na Embaixada do Brasil em Sófía, onde publicou antologia de seus poemas, traduzidos pelo poeta búlgaro Rumen Stoyanov. De 2002 a 2005, exerceu o cargo de Conselheiro na Embaixada do Brasil em São Domingos. Participou, em São Domingos, de uma associação de poetas dedicados ao estudo da metapoesia. De 2006 a 2008 foi Assessor Cultural junto Comunidade de Países de Língua Portuguesa, em Lisboa. De 2008 a 2010, Ministro-Conselheiro em Acra. De 2010 a 2013, Chefe do Setor de Imprensa e Divulgação, junto à Embaixada do Brasil em Madri. No período em que residiu e trabalhou em Madri, publicou diversos livros no idioma castelhano e manteve intercâmbio com os maiores expoentes da literatura espanhola. De 2014 a 2016, foi Chefe do Setor Comercial na Embaixada do Brasil em Argel. Escreve em diferentes periódicos brasileiros.
SOBRE O SEU NOVO LIVRO "REVÉRBEROS"
"A poesia que ilumina o Humano - Se há uma expressão que, talvez, possa resumir a obra de Márcio Catunda, é ela ter um caráter memorialístico, não desprovido de um teor analítico, crítico e irônico. Na maioria de seus poemas e ensaios perpassa uma nostalgia — lírica e elegíaca — de tempos, lugares e personagens, pois, de alguma maneira, passaram por sua existência, nem sempre de forma real, mas em uma aventura livresca e cultural, sendo o escritor e diplomata um viajante do mundo, tendo morado em diversos países, e conhecedor de várias línguas e costumes; então, seria impossível todas essas camadas de vida não habitarem sua literatura. Em seus livros, por exemplo, existe, na superfície ou não, a análise sobre a valoração da tecnologia das máquinas frias, inseridas nesses dias sombrios e tão abertamente distantes do que se pode considerar humano, a destruir o planeta. O poeta se indigna diante dessa nova realidade urbana, onde violência e solidão são uma espécie de doença contagiosa. Para ele, resta, como salvação, a poesia, a natureza, a beleza das viagens, com suas cidades históricas, seus passados de magnitude, glória e decadência. Resta-nos a Grande Arte que ficou para todos nós, mesmo com a destruição imposta pelas armas e guerras. Mas não há saudade em Catunda e, sim, constatação de que tudo poderia ser diferente, dentro de uma crença esperançosa, embora corroída. O artista ainda acredita no futuro, num sonho possível."
Tanussi
Cardoso, poeta, contista, jornalista e tradutor.
Remisson
Aniceto, escritor.
Dia 11 de março de 2026 – Quarta-feira – das 18 às 21h.
Local: Livraria Drummond
Av. Paulista, 2073 - Conjunto Nacional – loja 153 – São Paulo/SP
SERVIÇO
Revérberos
Márcio Catunda
Scortecci Editora
Poesia / ISBN 978-85-366-7241-0
Formato 14 x 21 cm / 112 páginas /
Preço: R$ 50,00

