Livro digital perde o brilho e fica com só 3% do setor

O Globo - 03/10/2016 - Roberta Scrivano - Os e-books já não são mais vistos como ameaça iminente ao mercado de livros impressos no Brasil. Num setor que faturou R$ 5,23 bilhões no ano passado, as versões digitais estacionaram e hoje representam só 3% do total, o equivalente a R$ 20,43 milhões, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). Sobre o futuro, a avaliação unânime é de que os e-books serão apenas uma complementariedade ao impresso, e não sua substituição. Até mesmo a Amazon, dona do mais tradicional dos e-readers, o Kindle, lançado em 2007, e que trouxe grande temor às editoras, admite não ver o e-book como predador. Ricardo Garrido, diretor da empresa americana no Brasil, diz que o livro digital não é um risco aos impressos e não abocanhará fatias expressivas.

STF inicia julgamento de recurso sobre imunidade tributária de livro eletrônico

PUBLISHNEWS - 30/09/2016 - Redação - O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começou, nesta quinta-feira (29), o julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 330.817, que trata da extensão da imunidade tributária, garantida pela Constituição Federal a livros, jornais, periódicos e ao papel de impressão, aos livros eletrônicos. Na sessão inicial, foram ouvidos o advogado da empresa recorrida, Elfez Edição Comércio e Serviços Ltda., os advogados do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), da Associação Nacional dos Editores de Revistas (ANER) e a Procuradoria da Fazenda Nacional. O relator, ministro Dias Toffoli, antecipou que seu voto, a ser lido na próxima sessão, será favorável à extensão aos livros digitais da imunidade já garantida pela Constituição Federal aos livros impressos.

Leitura digital torna mais difícil a absorção dos detalhes de um texto, diz pesquisa

Extra - 21/08/2014 - Lembrar detalhes de um texto pode se tornar mais fácil através da leitura em papel do que aquela feita através de um Kindle (ou qualquer outro dispositivo eletrônico). A constatação é de um estudo sobre o impacto da digitalização na leitura, apresentado na Itália, no mês passado. Leia mais: Jornal The Guardian.

Para historiador Roger Chartier, e-book jamais substituirá livro físico
O GLOBO, Leonardo Cazes - 30/07/2016 - O francês Roger Chartier, professor do Collège de France e pesquisador da história do livro e da leitura, vai abrir o 6º Congresso do Livro Digital, organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), em São Paulo, ao lado do americano Robert Darnton. O historiador afirma que primeiro é preciso definir o que se entende por livro digital para depois compreender os seus impactos. Chartier explica que há dois tipos de publicação: aquela que é a pura reprodução da forma impressa e a que não poderia existir em outro formato, ao unir texto, imagem, áudio e vídeo. Feita a definição, o professor aponta os desafios impostos pela revolução tecnológica às categorias da economia do livro, surgidas no século XVIII, e concorda que nunca se escreveu e leu tanto como agora. Contudo, ele diz não acreditar que os livros digitais, independentemente de que tipo forem, sejam capazes de tomar o lugar dos impressos. 
Vendas de e-books caem e os impressos estão longes de estarem mortos
NEW YORK TIMES - 22.09.2015 - ALEXANDRA ALTER - Há cinco anos, o mundo dos livros foi dominado pelo pânico coletivo diante do futuro incerto. À medida em que os leitores nos EUA migravam para os dispositivos digitais, as vendas de e-books cresciam vertiginosamente, crescendo de 1.260% entre 2008 e 2010, alarmando livreiros. Com isso, as vendas de livros impressos caíram, as livrarias enfrentaram dificuldades para manter suas portas abertas, e autores e editores temeram a possibilidade de os e-books, mais baratos que os livros em papel, devorassem a própria indústria. Agora, há sinais que indicam que aqueles que adotaram os e-books estão voltando para o formato impresso, ou se tornando leitores híbridos.

Isenção tributária apenas para e-readers feitos no país

Folha de S. Paulo - 20/06/2014 - Mariana Haubert - A equiparação dos e-readers a livros de papel para efeitos tributários foi derrubada pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN), relatora de um projeto de lei que atualiza o conceito do que será considerado livro no país. A deputada proporá a inclusão dos dispositivos na chamada Lei do Bem, o que garante a isenção de impostos, mas desde que os aparelhos sejam fabricados no Brasil. Sérgio Herz, proprietário da Livraria Cultura, aponta dois gargalos: a falta de demanda suficiente para que os leitores digitais sejam fabricados no país e o alto custo de produção no Brasil.

Defensor de livro digital admite recaída pelas páginas de papel

Folha de S. Paulo - NICK BILTON DO "NEW YORK TIMES"  - Eu não queria voltar a ler livros em papel, mas não tive escolha. Minha cadela Pixel me forçou a isso. O caso é que Pixel, com seus 16 quilos de energia, tem interesse obsessivo por sombras e reflexos. Na praia ou no parque, ela não persegue pássaros ou bolas de tênis, persegue suas sombras. E em casa, quando pego o iPad para ler um livro eletrônico, ela pula sobre mim, tentando apanhar o reflexo da tela.

E-books chegam a 3% das vendas de livros

Folha de S. Paulo - 04/01/2014 - Em 2013, as vendas de livros digitais nos mercados mais desenvolvidos do mundo tenderam à estagnação. Enquanto em países como França e Alemanha o segmento cresceu no mesmo ritmo acelerado dos EUA até 2011, com os digitais passando os 5% das vendas das editoras, os mercados onde os e-books já são superiores a 20% (EUA e Reino Unido) tiveram aumento quase nulo. Ainda é cedo para tirar conclusões sobre a desaceleração, mas uma tendência paralela nos países de língua inglesa chamou a atenção.

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