Carolina Maria de Jesus e a escrita rasurada da Literatura Brasileira / Christiane Vieira Soares Toledo

Os estudos atuais acerca das narrativas de autoria feminina nos colocam à frente de uma realidade já diagnosticada na Literatura: a marginalização da escrita feminina. Durante muito tempo, a partir das manifestações feministas, tenta-se resgatar as obras produzidas por mulheres para que possam ser lidas, analisadas e integradas ao cânone de leitores comuns, deixando de ser privilégio dos estudiosos.
Após tantos anos de pesquisas sobre a produção literária feminina isolada da circulação editorial, sabe-se que as mulheres escreveram tanto quanto os homens; entretanto, muitas obras traçadas pela pena feminina não foram publicadas e se perderam no tempo; talvez esse tenha sido um dos motivos que as deixaram longe das historiografias literárias. Sem dúvida alguma, algumas medidas foram tomadas para que fossem silenciadas, abafadas, e não viessem a público. A verdade é que, a sociedade patriarcal sempre manteve a mulher no setor privado, enquanto o homem se aventurava na esfera pública, livre para exercer todas as funções que desejasse. Presas em suas residências, sob os desmandos dos pais e maridos, as mulheres não podiam escrever publicamente, uma vez que, podiam ser comparadas às crianças: sem opinião, sem voz, sem direito de fala.

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