A História da Indústria de Celulose e Papel no Brasil

Depois de três anos de pesquisa, a ABTCP está lançando o livro A História da Indústria de Celulose e Papel no Brasil. A publicação chega com histórias emocionantes sobre o setor papeleiro, distribuídas em 150 páginas, que traçam uma linha cronológica da evolução do papel no Brasil, situando o setor dentro do contexto econômico do país, desde a época do Império.

Dividido em cinco fases, relata a chegada do papel ao Brasil, o início da fabricação em solo nacional (no século 19), a fase das 1ª e 2ª Guerras Mundiais, a organização do setor a partir da década de 40 (quando foi implantada uma política de incentivo para o desenvolvimento da produção) e o boom da indústria durante os anos 50.

A partir da década de 60, houve a ampliação da produção, com investimentos em pesquisa e aprimoramento técnico dos profissionais, além da entrada no mercado internacional; nas décadas de 80 e 90, começa a globalização da economia, que traça os desafios e as perspectivas dos dias atuais.

A Trajetória do Papel: da Escrita à Impressão

Chamois Notícias - O papel, como uma base para comunicação entre pessoas, pode ser considerado o neto ou bisneto das pinturas rupestres das cavernas, papiros e pergaminhos. O formato conhecido hoje é derivado da criação do chinês T"sai Lun no ano 105 d.C., a partir da polpa de redes e trapos (posteriormente fibras vegetais).

Somente dez séculos depois, a invenção chinesa chegou à Europa. Um dos técnicos chineses fora capturado por árabes no final do século VIII e a invenção chegou à Península Ibérica quando da dominação islâmica na Idade Média.

Já no século XVI, uma máquina desenvolvida na Holanda permitiu que trapos fossem transformados em fibras, pois ainda não havia nem um método de branqueamento. A madeira foi utilizada pela primeira vez como matéria-prima apenas em 1719, a partir da experiência do francês René de Réaumur.

E novos equipamentos para produção de papel surgiram no século XIX, mais precisamente em 1821, quando os irmãos Fourdrinier criaram a mesa "formadora", precursora de um processo utilizado até hoje: a folha de papel passa por processos de prensagem e secagem em cilindros aquecidos a vapor.

Asia Pulp & Paper lança no Brasil papel especial para impressão de livros

APP - 06.11.2007 - Papel oferece maior conforto visual para leitura e permite alta qualidade de impressão. A Asia Pulp & Paper (APP) lança no mercado brasileiro o Sinar Tech Premium Color Paper, um papel offset de qualidade book paper, voltado para a produção de livros e outras publicações do mercado editorial. Segundo a empresa, o Sinar Tech favorece leitura mais confortável e maior durabilidade em relação ao papel offset convencional. Disponível nas cores Marfim, Creme, Chamoise, Marfim Real e Marfim JP.

Cade aprova compra da Ripasa por Suzano e VCP

Globo Online - 8/8/2007 - por Henrique Gomes Batista - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em decisão apertada, aprovou na noite da última quarta-feira (08/08) a aquisição, por R$ 720 milhões, da empresa de papel e celulose Ripasa pelo consórcio formado por Suzano e VCP (dois dos três maiores players do Brasil). No entanto, foram impostas restrições ao negócio para que a compra seja efetivada.

Desvio de papel imune volta à mira do governo

Valor - Stella Fontes - 02/06/2011 - O endurecimento das regras para o segmento de papéis destinados à impressão de livros, jornais e periódicos, o chamado papel imune (livre de impostos), não foi suficiente para inibir a entrada no país do produto que é desviado de sua finalidade e a indústria papeleira, com apoio de importadores, voltou à carga com pedidos de maior fiscalização por parte do governo.

Editores em pé de guerra com governo de SP

Blog do Galeno - 06.08.2010 - As editoras paulistas e o governo estadual estão em pé de guerra. A ponto de a tradicionalmente cautelosa Câmara Brasileira do Livro ter simplesmente entrado na Justiça comum para barrar um ato do governo de São Paulo. O motivo da celeuma é o início da vigência, esta semana, de uma portaria que complica ainda mais as operações com o uso do papel imune para a impressão de livros. O ponto de discórdia atende pelo nome de Recopi, como foi batizado o tal Sistema de Reconhecimento e Controle de Operações com Papel Imune.

Fabricantes de papel e celulose perdem R$ 2,7 bilhões no trimestre

Estadão - 23.10.2008 - Andrea Vialli e Alexandre Calais - Há um mês, o cenário não poderia ser mais animador para o setor de papel e celulose no Brasil. Multinacionais européias e asiáticas estudavam fechar fábricas em outros países para investir aqui, aproveitando a boa oferta de matéria-prima - o eucalipto - para produção de celulose. As empresas brasileiras também haviam anunciado investimentos em novas fábricas nos próximos anos. E a VCP fechou um acordo para unir suas operações à da Aracruz, criando uma gigante mundial do setor. A expectativa era que o Brasil passasse, em pouco tempo, da 6ª para a 3ª posição entre os maiores produtores do mundo.

Grupo Votorantim compra a Aracruz

Folha de S. Paulo - 21/01/2009 - Por Cristiane Barbieri - O grupo Votorantim anunciou nesta terça-feira a compra da Aracruz, por um valor que pode chegar a R$ 5,6 bilhões. O negócio consolidará as operações da VCP (Votorantim Celulose e Papel) com as da Aracruz e criará a maior empresa de celulose do mundo. Para fechar a operação, a VCP contará com recursos do BNDES que poderão chegar a R$ 2,4 bilhões. A VCP tinha anunciado o fechamento do negócio em setembro. Poucas semanas depois, no entanto, com o acirramento da crise financeira e perdas de R$ 1,9 bilhão por parte da Aracruz com operações financeiras atreladas ao câmbio, a negociação foi suspensa.

História do Papel no Brasil e no Mundo

Fonte: BRACELPA (Associação Brasileira de Celulose e Papel)

A primeira presença do papel no Brasil, sem dúvida, é a carta de Pero Vaz de Caminha, escrita logo do descobrimento de nosso país. Mas a primeira referência à produção nacional consta em um documento escrito em 1809 por Frei José Mariano da Conceição Velozo ao Ministro do Príncipe Regente D. João, Conde de Linhares: ... lhe remeto uma amostra do papel, bem que não alvejado, feito em primeira experiência, da nossa embira. A segunda que já está em obra se dará alvo, e em conclusão pode V.Excia. contar com esta fábrica... Este documento cujo trecho extraímos do livro: O Papel - Problemas de Conservação e Restauração de Edson Motta e Maria L.G. Salgado, encontra-se no Museu Imperial.

Na amostra encaminhada com o documento constava: O primeiro papel, que se fez no Rio de Janeiro, em 16 de novembro de 1809.

É também em 1809 que tem início a construção de uma fábrica no Rio de Janeiro cuja produção, provavelmente iniciou-se entre 1810 e 1811. Ainda no Rio de Janeiro temos notícias de mais três fábricas em 1837, 1841 e, em 1852, nas proximidades de Petrópolis, foi construída pelo Barão de Capanema a Fábrica de Orianda que produziu papel de ótima qualidade para os padrões da época até a decretação de sua falência em 1874.

Ainda em 1850, o desenvolvimento da cultura do café, traz grande progresso para a então Província de São Paulo e, com a chegada dos imigrantes europeus, passa a vivenciar um grande desenvolvimento industrial gerador de vários empreendimentos.

Um deles, idealizado pelo Barão de Piracicaba, na região de Itu, pretendia criar condições para a instalação de indústrias aproveitando a energia hidráulica possível na região em função da existência da cachoeira no rio Tietê e, é neste local que, em 1889 a empresa Melchert & Cia deu início à construção da Fábrica de Papel de Salto que funciona até hoje, devidamente modernizada, produzindo papéis especiais, sendo uma das poucas fábricas do mundo fabricante papéis para a produção de dinheiro.

Indústria de papel

Folha de S. Paulo - 06.05.2007 - por Guilherme Barros - O setor gráfico brasileiro registrou US$ 6,5 bilhões de receita em 2005 e US$ 7,4 bilhões em 2006. A indústria gráfica chinesa gerou aproximadamente US$ 21 bilhões. Na China, essa indústria cresce, em média, cerca de 20% ao ano, enquanto o setor brasileiro tem subido apenas um décimo disso, na casa de 2% ao ano, segundo dados da Abigraf (associação do setor). Entre os segmentos da indústria gráfica chinesa, o de embalagem de papel, impressão de sacolas, pacotes e outros representa mais de 60% do total da receita gerada pelo setor. O segmento editorial ocupa o terceiro lugar, com 13% da receita.

Indústria de papel e celulose recusa cota para reciclagem

Agência Câmara - 03/04/2008 - por Paula Bittar e Ana Chalub - A indústria papeleira não está preparada para atender às determinações do Projeto de Lei 2308/07, que obriga o editor a utilizar papel reciclado em pelo menos 30% de suas publicações. A opinião é do coordenador do grupo técnico de Meio Ambiente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Robinson Cannaval, em audiência pública realizada no dia 3 de abril pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Livros produzidos no Brasil passarão a ter "selo verde"

O Estado de S. Paulo - 23.05.2007 - Andrea Vialli - A Suzano Papel e Celulose iniciou um projeto que vai permitir a um grupo de gráficas brasileiras obter a certificação florestal FSC, selo internacional que reconhece o uso correto das florestas para fins econômicos. Até então, apenas as grandes papeleiras tinham acesso a essa certificação. A certificação das gráficas permitirá que mais produtos com o selo, como livros e embalagens, cheguem às mãos dos consumidores. O projeto de apoio à certificação da Suzano deverá incluir 32 gráficas e distribuidores até 2008. No mercado editorial, o selo verde começa a tomar força. A Companhia das Letras, que lançou o livro certificado de José Saramago, estendeu a certificação para outras obras do autor impressas após a obtenção do selo FSC, em 2005.

MD Papéis adquire duas fábricas

Valor Econômico - 02.08.2007 - André Vieira - A MD Papéis fechou acordo para comprar, por US$ 65 milhões, as duas unidades da Ripasa colocadas à venda pela Suzano Papel e Celulose e a Votorantim Celulose e Papel (VCP). A empresa vai assumir a fábrica de Cubatão (SP) para produção de papéis gráficos, editoriais e industriais de imprimir e escrever, cuja capacidade alcança 61 mil toneladas por ano. A outra fábrica, que fica em Limeira (SP), pode produzir 58 mil toneladas de papel-cartão por ano.

A outra fábrica, que fica em Limeira (SP), pode produzir 58 mil toneladas de papel-cartão por ano. Empresa de porte médio, a MD Papéis, com sede em Caieiras (SP), se especializou na fabricação de papéis especiais e deve crescer substancialmente de tamanho com as duas novas aquisições. Com a compra anunciada ontem, a MD deve tornar-se no maior negócio individualmente do grupo Gusmão Santos, que atua em diversas atividades como distribuição de químicos e na construção civil.

Queda na demanda por celulose pode ampliar produção de papel

Gazeta Mercantil11.10.2008 - O setor de papel e celulose passou por um processo de desintegração da produção da polpa e do papel em toda a América Latina. Nos últimos anos, a maioria dos investimentos feitos foram no aumento de produção da pasta. A maior demanda da China pela matéria-prima nos últimos anos precipitou esse descolamento entre o insumo e o produto final. A desvalorização do dólar também não tornava a fabricação do papel mais atraente. Todo esse interesse pela celulose, entretanto, acabou criando uma superoferta do produto. "Existe capacidade 10% superior, o que significa que os preços devem cair nos próximos meses no mercado mundial", afirmou Kurt Schaefer, o especialista em fibra da Risi.

Suzano e Grupo Santillana fecham parceria por três anos

Abigraf - 13.03.2009 - Maior produtora mundial de celulose de eucalipto certificada pelo FSC – Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal – e uma das maiores produtoras verticalmente integradas da América Latina, a Suzano Papel e Celulose renovou o Memorando de Entendimento Comercial com o Grupo Santillana pelos próximos três anos. Braço editorial do Grupo Prisa, principal empresa de comunicação em língua espanhola e portuguesa, o Grupo Santillana atua na Espanha e América Latina há mais de 45 anos e iniciou seus negócios no Brasil em 2001, ao adquirir as editoras Moderna e Salamandra. Em 2005, adquiriu 75% das ações da Editora Objetiva.

Uso de papel reciclado em livros poderá ser obrigatório

Agência Câmara - 13/02/2008  - A Câmara analisa o Projeto de Lei 2308/07, do deputado Eliene Lima (PP-MT), que obriga as editoras a utilizarem pelo menos 30% de papel reciclado nas suas publicações. A proposta acrescenta artigo à Lei 10.753/03, que institui a Política Nacional do Livro. De acordo com o projeto, a cota inclui tanto a utilização do papel reaproveitado de sobras de papel produzidas pelo fabricantes antes do consumo, como o uso do produto obtido a partir da coleta após o consumo. "O Brasil pode melhorar seu desempenho no setor da reciclagem, e a criação de um mercado de papel reciclado nas editoras de livros pode contribuir para isso.

VSP e Suzanense ampliam mercado com papéis de baixa gramatura

Alguns itens editoriais como bíblias, dicionários, livros técnicos e outras publicações com grandes números de páginas, necessitam de papéis de baixas gramaturas para serem viáveis quanto a seu volume e custo. Focada principalmente neste mercado, a SUZANENSE Indústria e Comércio de Papéis coligada ao grupo VSP Papéis, se especializou na produção desses papéis, sendo seu principal produto o papel bíblia (L.D.) batizado como Bíblos, referência de qualidade no mercado editorial. Bíblos é destinado principalmente à confecção de livros, revistas e periódicos. Seu grande diferencial é a alta opacidade, que permite imprimir nos dois lados do papel. A ótima formação da folha é outra característica determinante do Bíblos, que confere às publicações um manuseio mais agradável.

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