O ano do digital

Estadão - 14.10.2009 - Ubiratan Brasil - Em 2018, o livro digital deverá desbancar a tradicional versão em papel - a previsão é uma das principais conclusões de uma pesquisa feita pelos organizadores da 61ª Feira do Livro de Frankfurt, a maior no mundo do mercado literário, que abre suas portas oficialmente hoje. Foram consultadas 840 pessoas que mantêm alguma ligação com o evento, entre editores, livreiros, escritores e jornalistas, a maioria europeus. "É o momento, portanto, de se buscar novas estratégias, de esquadrinhar o mercado e de envolver o padrão internacional", comentou Jürgen Boos, diretor da Feira.

O que o Google faria se fosse uma editora?

UOL - 18/06/2009 - Claudio Soares - No último dia de maio, o New York Times noticiava que durante a BEA 2009 (BookExpo America) o Google antecipou aos editores americanos sua entrada no mercado de venda de livros digitais ainda este ano. Com o lançamento do Google Editions (este é o nome previsto da iniciativa), é bem provável que tenhamos que repensar tanto o conceito de ebooks quanto o de venda e aquisição de livros. Um dia depois, em comunicado à imprensa, Gabriel Stricker, porta-voz do Google, declarava: "Queremos construir e apoiar um ecossistema de livros digitais que permita que os nossos parceiros editores disponibilizem seus livros para compra a partir de qualquer dispositivo ligado à Web". O Google será uma livraria on-line e competirá com a Amazon (primeiro passo para a Googlezon?).

Projeto do Google Books gera polêmica

JB Online - 08.05.2009 - Juliana Krapp - Quem abre o Google Books, página virtual dedicada aos livros do buscador mais usado no mundo, depara-se com a nota: “O Google selou um acordo revolucionário com autores e editoras”. A frase solta está interligada a outra página, dedicada a explicar “o futuro da pesquisa de livros do Google”. Na semana passada, porém, o jornal New York Times anunciou que esse futuro anunciado está em xeque. O Departamento de Justiça americano, de olho na possível criação de um monopólio livreiro, abriu um inquérito para investigar o tal “acordo revolucionário” – acerto que a empresa está fazendo com editoras e autores para a reprodução de livros ou trechos de livros no Google Books.

Rede da Memória Virtual Brasileira

Rede da Memória Virtual Brasileira é um projeto tanto ambicioso quanto inédito. Primeiro, a saudável ambição de automatizar e disponibilizar no ciberespaço os acervos de todas as instituições nacionais que disponham de um patrimônio visual ou textual. Se a preservação física de um bem simbólico já assegura a permanência intergeracional de um traço valioso numa cultura consolidada, a memória digital acrescenta a promessa de ampliação do acesso a esse bem. É, por isto, um artefato poderoso de democratização do olhar e do conhecimento.

You Tube do livro

O POVO - 16.11.2007 - O livro está se reiventando. Para atrair novos leitores, o portal na Internet TV Livro divulga vídeos sobre o mundo da literatura, promovendo autores e livros. O portal funciona como uma espécie de You Tube exclusivo do livro. Para postar, é grátis. Quem costuma navegar no You Tube, sabe que o portal é um verdadeiro caldeirão de informações. Tem de tudo. Desta vez, um grupo editorial resolveu segmentar e criar um portal na Internet onde é possível postar - única e exclusivamente - vídeos ligados ao mundo da literatura. É a TV Livro que completa um mês no ar com a proposta de produzir, postar e divulgar, na Internet, vídeos sobre autores, livros, leitura e literatura.

Até agora foram 20 postagens e o dobro desse número em vídeos aguardando análise para serem publicados. Desde a estréia, foram registrados 1.000 visitantes, dos quais 75 % assistem a pelo menos um vídeo. Segundo o Diretor-Presidente do Grupo Editorial Scortecci e idealizador do projeto, João Scortecci, os números ainda são "tímidos", mas muito "entusiasmados". "Hoje não basta só o release. O livro físico passa a se utilizar de uma nova mídia para se divulgar. Para surpresa nossa, todo mundo gostou da idéia, praticamente estourou", diz.

Volume de compras pela internet aumenta 49% no primeiro semestre

Valor Online - 3/7/2007 - As compras pela internet no país cresceram 49% no primeiro semestre deste ano, e somaram R$ 2,6 bilhões. O dado foi divulgado hoje pela e-bit, empresa de pesquisa e marketing on-line, e não considera compras de passagens aéreas, automóveis e negócios realizados em sites de leilão. Considerando a quantidade de pedidos, os produtos mais vendidos pela internet são os livros, com 17% de participação, seguidos de produtos de informática, com 13%, e dos eletrônicos, com peso de 10%. Segundo a e-bit, o crescimento se deve ao aumento do número de e-consumidores, à maior freqüência de compras e a um ligeiro aumento do ticket médio.

Apocalipse ou uma nova era?

Publishing Perspectives - 16.12.2009 - M.J. Rose - Chegamos ao fim de 2009 e a única coisa que se pode concluir sobre o futuro do mercado editorial é que ele continuará a mudar. Goste você ou não, não importa em qual editora você está ou o quanto tenta se apegar ao passado, resistir às mudanças não é apenas fútil, mas também é a pior característica que uma editora pode ter. Fim do livro? Muitas pessoas ficam alarmadas diante das recentes mudanças: O Kirkus, lendário jornal norte-americano de resenhas, pode acabar: 54%  das pessoas agora sabem da existência dos livros pelos anúncios online.

Você já perdeu livros que emprestou?

Você já perdeu livros que emprestou? Tem dificuldade para encontrar todos os livros do seu interesse? Seus amigos tem livros em casa e muitas vezes você não acesso a estes livros. O tempresto é um site que vai ajudar a todos aqueles que gostam de ler. O site procura facilitar e gerenciar o empréstimo de livros entre comunidades de amigos. E tudo isso sem custos! O funcionamento é muito simples. AQUI.

Surpresa! A Internet beneficiou o mercado de livros

Reuters - Gavin Haycock - 19.10.2007 - As previsões pessimistas de que a Internet iria esmagar o setor de publicação de livros através dos leitores digitais e das vendas online de livros usados não se concretizaram. A editora Penguin anunciou esta semana que a explosão no varejo online e nas vendas de livros usados não causou os prejuízos que ela havia previsto e que, de muitas maneiras, a Internet acabou beneficiando as livrarias, funcionando como ferramenta de marketing, experimentação e aproximação com a próxima geração de leitores.

Site que facilita a venda e compra de livros chega ao Brasil

Portal Imprensa - 22/07/2008 - O site internacional lançado no início deste ano Gojaba.com, que facilita a venda e a compra de livros usados, raros e fora de circulação acaba de chegar ao Brasil - terceiro país a aderir à página virtual, depois de Rússia e Suécia. O portal ajuda amantes de livros a encontrar qualquer título, como também estimula o aumento das vendas de livreiros profissionais no Brasil e no mundo. Compradores já poderão encontrar mais de 350 mil livros na plataforma brasileira, incluindo diversos títulos raros e colecionáveis.

Site mostra as palavras mais usadas da língua portuguesa

Folha de S. Paulo - por Carlos Kauffmann - O Corpus do Português, site aberto no início de novembro de 2007, oferece um meio inédito de esquadrinhar a língua portuguesa. Ele funciona como um "quem é quem" do idioma. Mostra a popularidade de palavras ou de frases buscadas entre milhares de textos. Esse grande arquivo forma o corpus da língua, que representa as diversas variedades lingüísticas do português. O corpus reúne mais de 50 mil textos, de diversas fontes, somando 45 milhões de palavras. Há quatro registros principais: jornalístico, acadêmico, falado e de ficção.

SBRB ON LINE

SBRB ON LINE é o primeiro site brasileiro a disponibilizar registros de catalogação bibliográfica através do protocolo Z39.5. Mais de 300.000 títulos catalogados podem ser acessados por qualquer biblioteca e disponibilizado em texto ou no formato MARC. O SBRB ON LINE é uma iniciativa da Associação Cultural Basílio da Gama e do programa de gerenciamento de bibliotecas e arquivos Alexandria On Line para desenvolver a catalogação cooperativa das bibliotecas brasileiras, trocar experiências, promover ações de capacitação e desenvolvimento técnico.

Professores e alunos ganham LivroClip

O LivroClip acaba de lançar seu novo site. A partir de agora, professores, estudantes e leitores já têm acesso à nova ferramenta de incentivo à leitura e apoio ao professor na sala de aula e na Internet. O endereço virtual estréia com 15 LivroClips em sua LivroPédia – a primeira na Internet no País. Entre as obras, figuram clássicos como “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, “Os Lusíadas”, de Luís de Camões e “O Inferno”, de Dante, além de outros títulos best-sellers.

Pesquisa coloca Google como a marca mais valiosa do mundo: US$ 66,43 bi

O Globo - 23/4/2007 - A ferramenta de busca na internet Google alcançou o posto de marca mais valiosa do mundo, segundo o ranking elaborado pela consultoria Millward Brown, divulgado ontem. O segundo levantamento Brandz Top 100 das marcas mais poderosas, feito em conjunto com o jornal britânico "Financial Times", avaliou a marca Google em US$ 66,43 bilhões, à frente das tradicionais General Electric e Coca-Cola, bem como da gigante da internet Microsoft. O valor da marca Google deu um salto de 77%, enquanto o da Microsoft recuou 11%. Segundo a consultoria, o valor total das marcas cresceu 10,6% este ano, para US$ 1,6 trilhão, em comparação a US$ 1,44 trilhão em 2006.

Paulo Coelho defende internet e diz que livro durará pelo menos mais mil anos

G1 - Globo - Da EFE - Rodrigo Zuleta14.10.2008 - O escritor Paulo Coelho elogiou hoje as possibilidades que a internet abre à literatura e pediu que as editoras não vejam os novos meios como uma ameaça, se mostrando convencido de que o livro impresso durará pelo menos mais mil anos. Em discurso durante a entrevista coletiva de abertura da Feira do Livro de Frankfurt, Paulo Coelho contou suas experiências na web e também comparou as repercussões da revolução digital com a da época na qual Gutenberg, que inventou os tipos móveis, que deram um grande impulso à imprensa. "

Páginas virtuais

O Globo - 18/10/2008 - Miguel Conde - Na maior feira de livros do mundo, 30% dos produtos em exibição não podem ser folheados, pelo menos não da maneira tradicional. Quase um terço dos itens expostos na Feira do Livro de Frankfurt são digitais, e nos numerosos debates e apresentações realizados as inovações tecnológicas são de longe o assunto mais recorrente. Os mesmos empresários que fazem fila para assistir a uma palestra sobre o Kindle (leitor eletrônico lançado pela Amazon.com) e se acotovelam para dar uma mexidinha no Sony Reader ainda tentam entender como essas e outras ferramentas vão de fato transformar a indústria editorial, até hoje muito menos afetada pela revolução digital do que os mercados de música ou filmes.

ONU criará maior biblioteca on-line do mundo

Reuters - 17/10/2007 - A Unesco e Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, apoiadas pelo Google, vão desenvolver uma biblioteca digital com trabalhos de todas as partes do mundo, informou nesta quarta-feira (17/10) a Organização Cultural, Científica e Educacional das Nações Unidas. "A iniciativa da Biblioteca Digital Internacional é digitalizar materiais raros e únicos de bibliotecas e outras instituições ao redor do mundo e torná-los disponíveis de forma gratuita na Internet", informou a Unesco em um comunicado. Manuscritos, mapas, livros, partituras e gravações musicais, filmes, gravuras e fotografias serão incluídos no projeto.

O futuro das editoras universitárias e as mídias eletrônicas

Comciência - Enio Rodrigo - Deslumbrado com as novas tecnologias que fervilhavam Guillaume Apollinaire anunciou o que lhe parecia óbvio: a morte do livro. O influente poeta concreto francês do início do século fez essa afirmação face às potencialidades que vislumbrava no gramofone e no cinema mudo. Apollinaire não foi o primeiro nem o último. Atualmente, entretanto, poucos duvidam da longevidade desse objeto e a discussão se volta sobre a transcendência física do livro para o mundo da simulação digital. Os gadgets estão cada vez mais sofisticados e a migração para a era digital deverá ocorrer em breves dez anos, favorecendo a convivência de várias opções para atender à diversidade do público. O futuro não é só digital, mas sim plural.

Base de internautas pode superar 50 milhões

Valor Econômico - 06/01/2009 - Por André Borges - Depois de viver um ciclo de crescimento sem precedentes no mercado de computadores, o Brasil fechou 2008 com mais de 43 milhões de pessoas com acesso à internet, segundo dados do instituto de pesquisa Ibope/ NetRatings. No fim de 2003, esse contingente era de 22 milhões de pessoas. Por si só, o volume já excede a população total de países como Espanha e Argentina. Mas o número total certamente é ainda maior, uma vez que os dados contabilizam apenas usuários a partir dos 16 anos de idade, com acesso em qualquer tipo de ambiente - residência, trabalho, escolas, lan houses, bibliotecas e telecentros. Neste ano, mesmo se considerado o cenário econômico mais pessimista, a expectativa é de que a rede mundial quebre a fronteira dos 50 milhões de usuários no país.

Novo leitor de livros da Amazon deverá ser apresentado na segunda-feira nos EUA

Última Hora - 16.11.2007 - Isabel Coutinho - O leitor de livros em formato digital da Amazon.com, o Kindle e-book reader, deverá ser apresentado na segunda-feira no W Hotel, em Nova Iorque, com a presença do CEO da empresa americana, Jeff Bezos, anunciou a CNET News.com e o "The Wall Street Journal online". Há alguns meses que correm rumores e circulam fotografias na Internet do protótipo do Kindle, um aparelho que serve para ler livros em formato digital e que pretende vir a concorrer com o Sony Reader e com o iLiad que também serve para ler jornais em versão electrônica.

No Japão, romances saem das livrarias para as telas dos telefones

Valor Econômico - 28/5/2007 - Com a venda de livros em declínio, um novo mercado começa a surgir para as editoras japonesas. A vendas de romances para telefones celulares - livros que você pode baixar da internet e ler, geralmente em episódios, na tela do seu keitai, ou telefone móvel - saltaram de zero para mais de 10 bilhões de ienes (US$ 82 milhões) em cinco anos.

E as vendas continuam a crescer rapidamente. Pode não ser literatura, mas vende. Shin Nina, da Kadokawa, uma editora que aderiu aos romances "keitai", aponta duas razões para a crise. Um é que as editoras estão à mercê de um sistema de distribuição ineficiente. A segunda razão é o sucesso devastador de uma cadeia de livros de segunda mão chamada Book-Off.

A internet mata a cultura

JC ONLINE - 08.12.2007 - Gostaria de terminar as contribuições que venho dando a esta coluna neste primeiro ano (voltarei na primeira quinzena de janeiro próximo) sugerindo um livro super-interessante publicado este ano (não conheço ainda tradução para o português). O título acima é o de um livro que, no mínimo, podemos dizer que é bastante polêmico e provocativo. Seu título em inglês “The Cult of the Amateur: How today´s Internet is Killing our Culture”, foi escrito pelo não menos polêmico escritor Andrew Keen.

Keen nasceu na Inglaterra, formou-se em História pela University of London e obteve o mestrado em Ciência Política pela University of California, Berkeley. Mora há alguns anos na Califórnia e é considerado um autor do Silicon Valley pela imprensa americana.

Neste livro, Keen expõe as graves conseqüências da nova, e atualmente participativa, Web 2.0, e revela como ela ameaça nossos valores, economia, e, última instância a inovatividade e a criatividade que formam a fábrica da “conquista americana” (esta ênfase nos EUA se dá pelo fato de ser lá nos EUA onde a Web 2.0 mais se desenvolve).

Amazon e Google apostam no livro eletrônico

NOVA YORK (AFP) — A Amazon, líder em venda de produtos de entretenimento na internet, e o grupo Google, estão se lançando no ramo promissor do livro eletrônico, indicou nesta quinta-feira o jornal New York Times. A Amazon vai propor um leitor portátil e o Google um serviço pago de download de livros, acrescentou a publicação. 

Amazon lançará em outubro um leitor eletrônico preto e branco batizado de Kindle, uma tela plana em forma de livro, por um valor que pode variar entre 400 e 500 dólares, segundo o New York Times, que citou fontes próximas à empresa. No site da Amazon, o usuário poderá se conectar sem fio à internet e baixar livros e jornais.

Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos, diz Umberto Eco

Estadão - 13.03.2010 - O bom humor parece ser a principal característica do semiólogo, ensaísta e escritor italiano Umberto Eco. Se não, é a mais evidente. Ao pasmado visitante, boquiaberto diante de sua coleção de 30 mil volumes guardados em seu escritório/residência em Milão, ele tem duas respostas prontas quando é indagado se leu toda aquela vastidão de papel. "Não. Esses livros são apenas os que devo ler na semana que vem. Os que já li estão na universidade" - é a sua preferida. "Não li nenhum", começa a segunda. "Se não, por que os guardaria?"

E-book, o livro sem capa

Jornal do Brasil - RJ, Motoko Rich (The New Yourk Times), em 05/04/2010 - Com um número crescente de pessoas migrando para Kindles e outros leitores eletrônicos, e com a chegada do iPad da Apple ao mercado, nem sempre é possível ver o que os outros estão lendo ou mostrar nossos próprios gostos literários. Não é possível reconhecer um livro pela capa se ele não apresentar uma. Entre outras mudanças trazidas pela era do livro eletrônico, edições digitais estão acabando com as capas de livros.

Amazon lança aplicativo para sincronizar Kindle com iPhone

Reuters Brasil - 04.03.2009 - A Amazon.com está distribuindo um aplicativo que permite que os usuários de iPhones e iPods Touch, produzidos pela Apple, acessem em seus aparelhos livros eletrônicos disponívels para o Kindle, lançado pela gigante do varejo online. O aplicativo gratuito, disponível na loja online da Apple, permite que os usuários sincronizem o leitor de livros da Amazon com iPhones e iPods Touch, dando a eles acesso a mais de 240 mil livros disponíveis para o Kindle. Com o programa "Kindle for iPhone and iPod touch", um usuário pode ler algumas páginas de um livro no Kindle ou Kindle 2 e continuar lendo de onde parou no iPhone ou no iPod Touch.

Amazon se depara com obstáculos digitais

Valor Econômico - 23/04/2008 - por Mylene Mangalindan e Nick Wingfield - A Amazon tem incursionado por outras áreas fora do negócio mais maduro de venda de livros e outros artigos físicos pela internet. Nos últimos três anos, ela investiu em mídia digital em áreas como um programa de literatura eletrônica e um serviço de livros eletrônicos casado com um leitor chamado Kindle. As novas tentativas chamaram muita atenção no início, mas os sinais de sucesso têm sido escassos. Seus outros novos negócios digitais, entre eles o Kindle e o programa de textos literários curtos, são incipientes.

Aparelho lê livros em voz alta e explica figuras

iParaiba - 27/12/2007 - O inventor iraniano Ramin Sedighi criou um pequeno dispositivo que tranforma livros normais em livros falantes. O aparelho lê, traduz e explica figuras e palavras de um livro quando é tocado por uma caneta eletrônica, de acordo com a agência INSA. O dispositivo pode ser usado como forma de ensino de língua estrangeira para crianças entre 4 e 16 anos de idade. O aparelho estará disponível no início de 2008.

Digitalização de livros pelo Google segue gerando polêmica

Terra Tecnologia - 03.02.2009 - Noam Cohen - Em 2002, o Google começou a beber o milkshake do mundo dos livros. Na época, segundo a história oficial do gigante de buscas na web, ele começou um "projeto secreto de livros". Hoje, o projeto é conhecido como Pesquisa de Livros do Google e, com o suporte de um acordo jurídico, promete transformar a forma pela qual a informação é coletada: quem controla a maioria dos livros; quem tem acesso a esses livros; como o acesso será vendido e alcançado. Em outras palavras, haverá sangue. Como os barões do petróleo no final do século XIX, o Google está sedento por uma matéria-prima vital - conteúdo digital. Nas palavras de Daniel J. Clancy, diretor de engenharia da Pesquisa de Livros do Google, "o núcleo do nosso negócio é busca e descoberta, e buscas e descobertas melhoram com mais conteúdo."

EUA defendem normas de privacidade para serviço de livros do Google

Folha Online - Reuters - 04/09/2009 - O Google deveria desenvolver normas de privacidade como parte de seu plano de digitalizar milhões de livros, recomendou a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) em carta à companhia. O projeto do Google de digitalizar bibliotecas inteiras sofreu percalços devido a um processo de defesa de direitos autorais aberto em 2005 pela Authors Guild e por editoras. Um tribunal de Nova York realizará em 7 de outubro de 2009 uma audiência sobre o acordo que serviu para encerrar o processo. O acordo já foi atacado de diversos ângulos, um dos quais sendo possíveis ameaças de privacidade das pessoas que ganhem acesso aos livros por intermédio do Google.

Google e Cultura em parceria inédita no mundo

Publishnews - 18/08/2008 - por Ricardo Costa - A Livraria Cultura, de São Paulo, costuma estar à frente quando o assunto é internet. Para muitos o site da livraria é uma das principais fontes de pesquisa de livros. Nesta sexta-feira, dia 15, mais uma vez a Cultura saiu na frente, mas desta vez na frente do mundo inteiro. Numa parceria com o Google, a Livraria Cultura é a primeira do mundo a implementar a funcionalidade de pré-visualização de livros do Google em seu site. Isto significa que quando um internauta fizer uma busca no site e o resultado dessa busca retornar livros que já tenham sido disponibilizados pela editora para visualização parcial no Google Livros, os clientes da Cultura poderão, no próprio site da livraria, ver, navegar pelo livro e degustar um número limitado de suas páginas.

Era digital põe em risco 150 empregos na editora mais antiga do mundo

O Globo - LONDRES - A revolução digital, que cada vez mais substitui a impressão litográfica, pode pôr fim aos empregos de 150 trabalhadores da Cambridge University Press (CUP), a mais antiga editora do mundo, com 425 anos de história. Segundo o jornal inglês "The Guardian" , a editora, administrada por um "sindicato" de 18 acadêmicos, justifica a medida pelo impacto econômico gerado pela substituição da impressão tradicional pela digital. Segundo ela, o método atual causa perdas de até 2 milhões de libras por ano. Os funcionários alertam que essa medida pode representar o início do fim da editora criada sob os auspícios do rei Henrique VIII. A Cambridge University Press, que já publicou trabalhos de Isaac Newton, John Milton e Stephen Hawking, emprega mais de mil pessoas na Inglaterra e outras 800 em outros países.

Google lança novas ferramentas na Bienal do Livro do Rio de Janeiro

Gazeta Mercantil - 14.09.2007 - A opção de busca segmentada Google Booksearch, que faz pesquisas na base de livros digitalizados mantida pelo Google, ganhou novas ferramentas e parceiros. Durante a 13ª Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, a empresa anunciou contratos com as editoras Senac e Ediouro, além de demonstrar as utilidades "Minha Biblioteca" e "Minhas resenhas". Pelo Google Booksearch, o usuário é autorizado a visualizar até 20% dos livros disponíveis online. As obras são obtidas por duas formas: parcerias com editoras ou bibliotecas. Na primeira modalidade, o buscador aproveita as bases das editoras, incorporando informações que já dispõem em seus sites. Na segunda, escaneia os acervos.

Internet se torna a terra dos serviços e produtos grátis

O Estado de S. Paulo - 22.12.2007 - Renato Cruz - Amparados pela receita com publicidade, sites oferecem de livros eletrônicos a mapas e planilhas. A internet está se tornando a terra dos produtos e serviços gratuitos. Para isso, os sites adotam um modelo que é comum na mídia tradicional, em que a gratuidade é sustentada pela venda de espaço publicitário. O avanço tecnológico tem aumentado a capacidade das redes de banda larga, ao mesmo tempo que baixa custos de armazenamento e processamento. A rede permitiu também que pessoas de todo o mundo colaborassem em projetos coletivos, como a Wikipédia ou o próprio sistema operacional Linux. Também ajudou a tornar mais direta a relação entre artistas e o seu público, que passaram a oferecer sua produção pela rede, muitas vezes com novos tipos de licenças de direito autoral, como o Creative Commons. Sites como YouTube, MySpace e WordPress apagam a divisão entre audiência e autores, permitindo a todos se tornarem produtores de conteúdo.

Internet triplica no País, mas livrarias encolhem

Estado de S. Paulo - por Wilson Tosta - Em sete anos, a internet triplicou, mas as livrarias recuaram no Brasil, mostra a Munic 2005, pesquisa sobre municípios divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De 16,4% dos municípios com provedores em 1999, o País chegou a 2005 com 46% (2.560) de suas cidades hospedando servidores de conexão à rede mundial de computadores. O aumento foi de 206,7%, o que coloca a web como o equipamento cultural / meio de comunicação que mais se expandiu no período. Na outra ponta do ranking, ficaram as livrarias: presentes em 35,5% dos municípios em 1999, caíram para 30,93% (1.721) em 2005, diminuição de 11,4%, último lugar entre 13 itens. Para os pesquisadores do IBGE, o recuo das livrarias não significa que os brasileiros consumam menos livros. "O decréscimo (...) pode ser justificado pelo redirecionamento da distribuição de livros por diferentes formas, como lojas multimídia, supermercados, bancas de jornais, distribuição pelo governo, ou seja, o ritmo da produção de livros no País não acompanha necessariamente a evolução da presença de livrarias nos municípios brasileiros", diz o estudo.

Itaú lança enciclopédia de literatura

Folha de S. Paulo - 5/6/2007 - por Eduardo Simões - O Itaú Cultural relança hoje (05/06) sua página na internet com uma novidade: uma enciclopédia de literatura brasileira, com 130 verbetes, irmã caçula das duas enciclopédias já existentes, dedicadas às artes virtuais (que tem 3 mil verbetes) e ao teatro (que possui 700). O endereço permanece o mesmo: Itaú Cultural. A enciclopédia das letras nacionais conta com pesquisa em sete categorias. A busca por nomes dá acesso às biografias dos escritores.

Formato e direitos travam e-book no Brasil

Folha S.Paulo - 24.04.2010 - Fabio Victor - Se livrarias virtuais brasileiras já têm milhares de livros eletrônicos à venda, por que tão poucos títulos são em português? Por que esse mercado, ascendente nos EUA, não deslanchou no Brasil? As perguntas, que circulam no meio editorial e entre leitores, não têm respostas prontas nem simples, mas por ora duas surgem como mais esclarecedoras. Uma, inacreditável, é tecnológica: o país praticamente não tem mão de obra especializada para converter os livros para o formato escolhido até agora como padrão pelo mercado, o ePUB.

Leitor de livros eletrônicos gera polêmica

Estado.com - 13/02/2009 - Por Ana Freitas - Ler um livro em voz alta pode ser considerado pirataria? O novo aparelho que reproduz livros eletrônicos da Amazon, o Kindle 2, tem gerado polêmica no mercado editorial norte-americano desde seu lançamento por causa de uma função que faz algo parecido com uma leitura robótica dos livros eletrônicos. A ferramenta, que está na segunda versão, é uma espécie de "iPod dos livros". O Kindle 2 reproduz na tela uma versão eletrônica de um livro comprado pelo usuário no próprio site da Amazon.com. Como gadget também é capaz de "ler" em voz alta o texto do e-book, isso causou controvérsia entre editores e agentes literários nos EUA.

Livro eletrônico não vai criar novos leitores

Folha Online - 22.02.2010 - Entrevista com PEDRO HERZ por Fabio Victor - Segundo o livreiro, cuja rede abrirá três novas lojas neste ano e passará a vender no novo formato, poder da indústria eletrônica é a causa de tanta badalação. O DONO da Livraria Cultura, Pedro Herz, avalia que o alarido em torno dos e-readers, os leitores eletrônicos que para muitos extinguirão o livro de papel, não passa de "uma nuvem". A ameaça real ao futuro do livro, opina, é ausência de novos leitores entre os jovens. Para ele, há um apagão na educação do país que, somado à redução no tamanho das famílias instruídas, projeta uma perspectiva sombria para o livro no Brasil.

Leve a enciclopédia online Wikipedia dentro do bolso

O Estado de S. Paulo - 07.01.2008 - Já pensou ter consigo, sempre, a maior enciclopédia da internet - e tirar qualquer dúvida, a qualquer hora, mesmo estando longe do computador e sem conexão à rede? É essa a proposta da Encyclopodia, uma versão da Wikipédia especialmente adaptada para consulta, e leitura, na telinha do iPod. Com o iPod conectado ao computador, você baixa um programa especial que faz a instalação. A Wikipedia portátil, que está em inglês, toma aproximadamente 1,7 gigabyte de espaço na memória do iPod. Como o aparelho não possui teclado, não é lá muito fácil digitar as pesquisas. Mas a coisa funciona. Quer dizer: mais ou menos. As últimas versões do iPod - Nano, Video, Classic e Touch - trazem uma proteção, colocada pela Apple, que impede a instalação de softwares de terceiros (a Wikipedia inclui uma versão do sistema operacional Linux, que é usado para navegar pelos verbetes).

Livros lideram venda no comércio eletrônico

Folha Online - 12/05/2008 - O comércio eletrônico registrou crescimento de 49,6% nas vendas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da consultoria e-bit. O faturamento foi recorde em R$ 1,84 bilhão de janeiro a março deste ano, contra R$ 1,23 bilhão em 2007. Segundo a consultoria, há cerca de cinco anos o comércio eletrônico dá saltos de crescimento logo nos primeiros meses do ano, apesar de o período ser considerado pelo varejo como fraco, devido às dívidas contraídas no fim do ano. O tíquete médio das compras pela internet também subiram nos primeiros três meses deste ano ante o mesmo trimestre de 2007 - de R$ 295 para R$ 319 -, em alta de 8%. Entre os produtos mais vendidos no primeiro trimestre deste ano, a categoria de livros ficou em primeiro lugar, com 21% de representatividade, ante 19% no ano passado, quando também liderou as negociações.

Livro digital enfrenta dilema

Folha Online - 15.06.2010 - Ronaldo Lemos - UM GRUPO de editoras anunciou há alguns dias uma associação para dar início à distribuição de livros digitais no Brasil. Diferentemente das gravadoras, que demoraram para entrar no ramo digital e abriram espaço para piratas, as editoras não querem perder tempo. Estão certas. Ainda mais com o lançamento do iPad e do Kindle. No entanto, há um duplo dilema no horizonte. O primeiro é a questão do preço dos livros digitais. Imagine que você compra a cópia física de "Leite Derramado", do Chico Buarque. O preço é R$ 39. Se você não gostar, dá para vendê-lo talvez por R$ 15 ou R$ 20.

Kindle deve ter isenção de livro, diz Justiça

Folha de S.Paulo - 19.12.2009 - ÁLVARO FAGUNDES - Uma decisão da Justiça em São Paulo criou uma discussão sobre como o Kindle, o leitor digital da Amazon, deve ser tributado: como aparelho eletrônico ou como livro. Uma liminar concedida nesta semana pela Justiça Federal em São Paulo afirma que o Kindle deve ser enquadrado na mesma categoria de livros e jornais, que não pagam impostos, segundo determinação da Constituição Federal. Na prática, o brasileiro estaria isento dos US$ 266,32 que a Amazon cobra de taxa de importação -mais que o preço do próprio aparelho. A decisão da juíza Marcelle Ragazoni Carvalho, da 22ª Vara Cível, só vale para o autor da ação, mas o advogado Nelson Lacerda, do Lacerda & Lacerda Advogados, diz que é grande a chance de outras pessoas conseguirem a mesma isenção.

Livros para celular viram hit no Japão

Folha de S. Paulo - 13/10/2007 - Marco Aurélio Canônico - Para os enamorados do papel, tradicional suporte dos livros, pode parecer bizarra a perspectiva de acompanhar um bom texto em uma minúscula telinha de 160 caracteres. Mas, para a jovem geração que ganhou a alcunha de "tribo do polegar" por sua familiaridade com aparelhos portáteis, a novidade é apenas um passo lógico na evolução das coisas: literatura, agora, é lida nas telas de telefones portáteis. Como de hábito quando o assunto são fenômenos tecnológicos, a novidade dos livros para celular estourou primeiro no Japão. O primeiro best-seller do gênero, Amor Profundo, do autor conhecido apenas como Yoshi, fez tamanho sucesso nas telinhas que foi publicado como um livro tradicional (vendendo 2,6 milhões de cópias) e gerou adaptações para cinema e TV.

Na internet, quem diria, o livro impresso é campeão de vendas

O Estado de S.Paulo - 16.02.2008 - Sérgio Augusto - Qual o produto mais comprado pela internet? Música? Não. Videogames? Tampouco. Eu disse comprado, não baixado. Pornografia? Também não. Verdade que os sites de pornografia, busca e relacionamento são os mais acessados no mundo inteiro (os de golfe, só nos EUA); mas, no quesito compra, o campeão - nem dá para acreditar - continua sendo o livro.

Soube disso pelo Nielsen/NetRatings, o reputado verificador de consumo online. Dados recolhidos em 48 países revelaram que 41% dos 875 milhões de e - consumidores compram mais livros do que qualquer outro objeto de consumo. Em miúdos: oito em cada dez internautas encomendaram pelo menos um livro, nos últimos três meses, a livrarias virtuais como a Amazon e que tais. Um aumento de 20% em relação a 2005.

Brindemos! A Guttenberg, pelo livro; a Tim Berners - Lee, pela web; e a Jeffrey Bezos, pela Amazon, pioneira no comércio eletrônico.

Publicação de livro entra na era virtual / Internet dá novo fôlego a editoras especializadas em "autopublicação"

Estadão - 15.03.2009 - Mariana Barbosa - A revolução de costumes provocada pela internet - que transformou a indústria fonográfica - está chegando ao mercado editorial e invertendo a relação de poder entre editoras e escritores. Nos Estados Unidos, enquanto o bilionário mercado de livros está estagnado, o segmento chamado de "autopublicação" ou "impressão sob demanda", visto com um certo desdém pelas editoras tradicionais, não para de crescer. Atualmente, 78% dos títulos novos são de editoras que trabalham com autopublicação, segundo a Publishers Marketing Association. Confirmando a teoria da "cauda longa", de Chris Anderson, essas editoras lucram com a venda de tiragens menores de um número maior de autores. Nesse modelo, praticamente não existe rejeição. São as editoras que buscam seus autores, colocando na internet anúncios de "publique seu livro".

Divina Comédia lidera em site literário

Folha Online - 03/01/2008 - Angela Pinho - Engana-se quem pensa que é Machado de Assis, Shakespeare, Fernando Pessoa ou qualquer outro livro da lista dos obrigatórios para o vestibular o mais procurado dos que estão em domínio público. A obra com mais downloads no portal do governo que pretende reunir os livros disponíveis gratuitamente --ou, pelo menos, os mais importantes-- é do século 14, foi escrita em toscano e teve seus versos traduzidos para o português do século 19 por José Pedro Xavier Pinheiro, um baiano que morreu em 1882.

Império dos Livros

Folha Online - 09/09/2009 - GUSTAVO VILLAS BOAS / RAQUEL COZER - Google avança sobre mercado de livros on-line com controverso acordo. Um vilão a ponto de monopolizar a informação do planeta ou um herói disposto a organizar os livros do mundo? A intenção do Google, anunciada em 2004, de criar uma gigantesca biblioteca virtual ganha agora contornos dramáticos. Na sexta passada, terminou o prazo oferecido pelo Google para que editoras e autores de todo o mundo se manifestassem contra a sua proposta de digitalizar e disponibilizar, no Google Books, livros que ainda não estão em domínio público, mas que não são encontrados nas livrarias dos EUA. Milhões de títulos caem nessa categoria.

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