Eu sou um Zé Pelota!/ João Scortecci

Eu sou um Zé Pelota!

Futebol é paixão e também trejeitos de gente esquisita, cheia de maluquices, trivelas, elásticos, superstições, toques mágicos e manias de gol. Há quem diga que só se conhece de fato o coração e a alma de um Zé Pelota em uma arena, assistindo a um jogo de futebol. 

Noventa minutos cravados – mais acréscimos generosos ou surrupiados – são suficientes para se diagnosticar o grau do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade de um Zé Pelota.

Tudo – imaterial ou não – se transforma em amuleto da sorte e motivo de superstição: meia, cueca, boné, camisa, cabelo, sapato, chaveiro, bigode, corrente, cinto, medalhinha, santinho... Futebol é amor incondicional de dar nó nas tripas, balançar rede véu de noiva e embrulhar estômago de avestruz.

Descobri que sofria de TDAH por futebol no ano de 1966, no jogo de estreia da Seleção Brasileira, contra a Bulgária, na Copa do Mundo da Inglaterra. O Brasil ganhou o jogo por dois a zero, com gols de Pelé e Garrincha, ambos de falta, um em cada tempo do jogo. Foi a nossa única vitória na competição e o Brasil foi desclassificado ainda na fase de grupos, com derrotas para a Hungria e Portugal.

A Educação no Reino do Pau Brasil / João Scortecci

A Educação, velhinha lúcida e simpática, anda perdendo o seu lugar na fila. Ela conhece seus direitos, exige respeito, reclama quando é enganada, sabe melhor do que ninguém do seu valor e importância no destino do Reino. Quando criança cuida de crianças, ainda adolescente, não desgruda um só segundo do seu rebanho - sabe que é nesta época que as coisas costumam se complicar e já adulta - Senhora e Mãe, dá conselhos, orienta, relembra, ensina o caminho do conhecimento.

A Festa do Livro em São Paulo / João Scortecci

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo como ela é está morrendo. As razões são muitas. A cada ano o interesse do público leitor e do próprio mercado do livro pelo evento diminui e já começa a apresentar baixas significativas com a não presença de editoras tradicionais como Summus, Positivo, IBP/Nacional, Nobel, M.Books, Brasiliense, Cosac Naify e tantas outras. Não há culpados, erros ou responsáveis diretos. O modelo não funciona mais e precisa de mudanças. Optei em escrever diretamente a todos os 400 expositores e propor uma ideia a título de contribuição. O assunto está na mídia e nos corredores da feira. A insatisfação é geral.

A Importância da Leitura / João Scortecci

Ler é importante.

Até os que não praticam o “ler é importante” reconhecem o seu valor como modelo eficiente na busca do conhecimento individual e também coletivo, essencialmente universal.  Hoje existem diversas outras maneiras também eficazes para a obtenção do conhecimento, mas a leitura é ainda o melhor dos caminhos. O hábito, do qual tanto se fala como necessidade para o gosto pela leitura, lembra o de um corpo que aos poucos vai ganhando, com exercícios, o que chamamos de condicionamento físico.

Ler também é divertido. Ou não é? A leitura de um bom livro lembra paixão. Um bom livro não se larga, não se abandona, não se esquece. É assim que paixão vira amor. O início – como tudo na vida – não é fácil. É preciso vontade. Opções mais sedutoras acabam nos levando para o menos trabalhoso. O pecado da preguiça opera desculpas e faltas disso e daquilo, provocando em nós o aparecimento do que chamamos de silêncio cultural.

Silêncio cultural é a mesma coisa que falta de conteúdo. Corremos o risco de uma geração que só lê manchetes e links, que nem sempre, em sínteses, expressam o cerne da questão. Antes que eu esqueça, do que deve ser lembrado, é que o tal hábito da leitura passa pelo esforço das partes (mercado, profissionais do livro e governo) e de todos os agentes (professores, intelectuais e leitores).

A MÍDIA IMPRESSA DO FUTURO / João Scortecci

No próximo dia 11 de junho, em São Paulo, o GEDIGI - Grupo Empresarial de Impressão Digital da Abigraf/SP, promove no Hotel Maksoud Plaza, para discutir na 2ª Conferência Internacional de Impressão Digital, a “A Mídia Impressa do Futuro”. O evento que reúne profissionais nacionais e internacionais promete manter a discussão, troca de idéias e otimização de recursos para o desenvolvimento das aplicações com impressão digital no mercado gráfico.

Autopublicação e a Revolução de Gutenberg / João Scortecci

"Autopublicação" é a palavra da moda. Mais uma!

Nos anos 70, escritores que hoje procuram a Autopublicação, eram chamados Marginais. Nos anos 80 de Alternativos e, nos anos 90, de Independentes. Não importa a bandeira ou o cajado, eles existem e se multiplicam no Brasil e no mundo, no que venho chamando de "A Revolução de Gutenberg". Nos anos 70 formavam grupos literários (Poeco, Poetasia, Trote, Pindaiba, Sanguenovo, Picaré...) e se dividiam em pequenos movimentos. Hoje o individualismo é o perfil e a sentença. O marketing pessoal de se sobrepõe ao assunto e à própria obra. O fenômeno atinge não só os novos que buscam oportunidades e espaço, mas também profissionais liberais (advogados, médicos, professores e outros) que encontram na Autopublicação, excelente ferramenta para alavancar suas carreiras e ganhar dinheiro.

Clarice Lispector, Revista PAN e José Scortecci

A Revista PAN - Semanário de Cultura Mundial, no formato 24 x 32 cm, circulou no Brasil de 1935 até 1940, totalizando 241 edições. O primeiro número do semanário chegou às bancas em 26 de dezembro de 1935, com selo da Editorial Novidades, de propriedade de José Scortecci, filho de imigrante italiano, de Dois Córregos, interior de São Paulo. 

Tinha a pretensão de ser uma revista popular, aberta aos mais diversos ideais, procurando refletirem em suas colunas a fiel expressão do pensamento contemporâneo. O mundo vivia os embates da Segunda Guerra Mundial e a revista se propunha a consultar e traduzir jornais estrangeiros trazendo a seus leitores problemas e inquietações decorrentes deste conflito. 

Crescimento do setor Livreiro não acompanha a Inflação do período em 2011 / João Scortecci

A pesquisa é da ANL, Associação Nacional de Livrarias e MGA Comunicações. O crescimento apurado foi de 5,26% contra uma inflação no período de 6,5%. O canal de comercialização “livrarias”, segundo números da Fipe/USP representa quase a metade de livros vendidos no Brasil. O levantamento identificou que 21,88% das livrarias brasileiras tem faturamento anual inferior a R$ 1,2 milhões contra os 32,35% de 2010. A queda é reflexo direto do fechamento de livrarias pequenas, com até duas lojas. Segundo o levantamento hoje no Brasil existem 3.481 livrarias, das quais 1751 estão localizadas nas capitais brasileiras. A Região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo) soma 1.829 lojas, pouco mais de 52% do mercado. A Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) vem em segundo lugar, com 731 lojas e 20% do mercado. No Nordeste brasileiro destaque para Fortaleza, capital do Ceará, com 119 livrarias.

Dicas para quem pretende escrever um livro / João Scortecci

Qual o segredo para escrever um bom livro?

Antes de pontuar dicas "pertinentes" obrigo-me a registrar o que me parece essencial e fundamental na vida de um autor: criatividade, talento e persistência. Sem sinergia e harmonia destes três elementos básicos, não vejo qualquer possibilidade de sucesso e êxito. Lygia Fagundes Telles quando nos fala sobre a arte de escrever diz: “Rasgar, rasgar e rasgar. Eu rasguei muito.” Hoje, com o advento da ferramenta computador poderíamos dizer que o exercício de “Deletar, deletar e deletar...” explica com ciência e razão, aquilo que a dama da literatura brasileira, nos ensina como segredo.

EU SOU UM LIVRO / Para José Ephim Mindlin

Eu sou um livro.

Um exemplar do romance de nome Memórias Póstumas de Brás Cubas, do escritor Joaquim Maria Machado de Assis que nasceu no dia 21 de junho de 1839 e morreu em 29 de setembro de 1908, considerado o maior nome da literatura brasileira.

Fui impresso no ano de 1881, nas Oficinas da Tipografia Nacional, na Cidade do Rio de Janeiro.

Tenho pouco mais de 127 anos, muitas páginas e uma belíssima encadernação de luxo. Uma unanimidade em primeira edição com autógrafo e dedicatória em bico de pena. Estou catalogado no acervo da biblioteca de um importante bibliófilo apaixonado por leitura.

O Mercado de Livros no Brasil / João Scortecci

11.07.2012 - Na sede da Câmara Brasileira do Livro (Rua Cristiano Viana 91, São Paulo) as duas principais entidades do livro (CBL e SNEL), juntamente com a Fipe/USP, apresentaram os números do desempenho do setor, no ano de 2011. O mercado de livros no Brasil está menor. Apresentou queda significativa em seu faturamento, mesmo apresentando maior quantidade de títulos publicados (54.754 para 58.192) e maior número de exemplares produzidos (492 milhões para 499 milhões), de 2010 para 2011. O crescimento nominal do setor foi de 7,36%, aproximadamente de R$ 332 milhões, comparando os números de 2010 com os de 2011. Esse percentual significa um crescimento real de 0,81% considerando a variação de 6,5% do IPCA do período.

O Novo Autor e seu Público na Edição de um Livro / João Scortecci

Um livro na vida de um escritor, iniciante ou não, deve ser sempre um grande acontecimento, um sonho, um momento único, nunca um pesadelo ou uma catástrofe anunciada, que o leve ao suicídio literário e à decisão de nunca mais escrever e publicar um livro. Uma obra com erros, inverdades, bobagens, preconceitos, costuma perseguir, atormentar e assombrar o seu criador pelo resto da vida. Conheço muitas histórias. Duas delas são hilárias.

Por que o livro é caro no Brasil / João Scortecci

Pergunta certa, previsível e inevitável quando o assunto é o livro no Brasil. Na verdade o raciocínio é simples: tiragens reduzidas – vende-se pouco – para custos de produção altos e complexos. O Papel, proporcional a tiragem, representa em média 7,5% do preço de capa. As tiragens – delta da questão – são em média pequenas e caras, sem força de escala para reduzir preços e baixar o valor unitário.

O vigoroso Mercado Editorial Brasileiro (3,3 Bilhões de reais em 2008 e um dos 10 maiores do mundo) comparado com o baixo índice de leitura do brasileiro (1,8 livros/ano por habitante) causa espanto e perplexidade.

Justificativas setoriais de que o índice de leitura está melhorando não convencem e desafiam a lógica. Como é possível um índice ter crescido em um mercado estagnado por quase uma década e ainda ter acumulado encalhe, perto de 189 milhões de livros na conta Produção x Vendas?

Pseudônimo ou Nome Literário / João Scortecci

Pseudônimo (pseu-dô-ni-mo) é uma palavra composta e significa "nome falso". Trata-se do nome fictício usado por uma pessoa como alternativa ao seu nome verdadeiro. As razões são muitas. Há quem não goste do seu nome de registro por achá-lo feio, grande demais ou até desagradável dada sua ortografia ou fonética. Alguns nomes são motivos de piada e costumam atrapalhar a vida de muita gente. Hoje a lei brasileira proíbe nomes estranhos e em alguns casos, somente com autorização de um juiz. Escritores, artistas, políticos e até jogadores de futebol costumam usar pseudônimos. Não é regra. Nem sempre o pseudônimo é uma mudança total do nome. Alguns trocam ou duplicam letras ou incorporam ao nome verdadeiro, um apelido. O objetivo é torná-lo de fácil compreensão, atrativos, uma "marca".

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