Oratória e retórica / Armando Alexandre dos Santos

O recente julgamento do pai e da madrasta da menina Isabella Nardoni, cruelmente assassinada, trouxe novamente à atenção o que constituía, no passado, uma das atrações da vida cultural brasileira: o enfrentamento, num tribunal, de dois grandes advogados, defendendo posições contrárias e esgrimindo argumentos jurídicos em eloquentes discursos bem planejados e ainda melhor proferidos.

Isso trouxe, também à memória a velha distinção, que se fazia, entre Oratória e Retórica. Perguntei certa vez a uma grande professora de História Antiga, que usava muito as duas expressões, qual a diferença delas. Ela, Profa. Semíramis Corsi Silva, me respondeu que Oratória era a arte de falar bonito em público, enquanto Retórica era a técnica de convencer o público de determinada convicção.

Reforma ortográfica da Língua Portuguesa: sou contra e tenho boas razões para isso.../ Armando Alexandre dos Santos

Está em curso, presentemente, a efetivação da primeira reforma ortográfica da Língua Portuguesa deste século e deste milênio. Nos últimos cem anos, houve duas grandes reformas ortográficas de nosso idioma no Brasil, e três em Portugal, sem contar outros pequenos ajustes, em ambos os países. Resumidamente, a ortografia de nossa língua teve várias fases.
           
                             Primeira fase - puramente fonética

Inicialmente, era inteiramente fonética, ou seja, cada qual escrevia como falava e como ouvia. Daí decorria, é claro, uma grande variedade de grafias, de modo que não se podia falar em modo de escrever oficial e não se podia, portanto, falar propriamente em ortografia (etimologicamente, escrita correta, do grego orto, certo e graphos, escrita). Cada qual escrevia como bem entendia.

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