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| Quem Não Lê, Não Escreve / Marcia Luz |
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Nós brasileiros, não possuímos o hábito da leitura. Não vou entrar aqui no mérito da questão de porque não se lê, incluindo altos índices de analfabetismo, mas a questão é que entre os alfabetizados o prazer de ler parece não ser um traço presente em nossa cultura. Sou palestrante e instrutora e nas formações gerenciais que ministro, meus alunos tem a tarefa de casa que é ler um livro por mês e produzir um pequeno texto. No primeiro módulo é sempre a mesma choradeira de gente reclamando que não possui tempo para ler, o que sabemos ser uma falácia, pois a administração do tempo passa por estabelecer prioridades. Na verdade, o que está por tras do protesto de meus alunos é a falta do hábito da leitura, que via de regra é associada à obrigação e desprazer. |
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| A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA A PRODUÇÃO DE TEXTOS / Patrícia Ferreira Bianchini Borges |
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‘’Aprende a escrever bem ou a não escrever de jeito nenhum.’’ (Deyden) ‘’Para escrever bem deve haver uma facilidade natural e uma facilidade adquirida.’’ (Joubert)
‘’Quem me dera saber escrever!’’ (Campoamor) ‘’O ato de escrever é a arte de sentar-se numa cadeira.’’ (Sinclair Lewis)
‘’Escrever é um ócio trabalhoso.’’ (Goethe)
‘’O pensamento voa e as palavras andam a pé. Aí está o drama de quem escreve.’’ (Julien Green)
‘’A cesta de papéis é o primeiro móvel na casa de um escritor.’’ (Ernest Hemingway) ‘’Ainda que seja um intelectual das letras, não deveis supor que eu não tenha tentado ganhar a vida honradamente.’’ (George Bernard Shaw) ‘’O que se lê sem esforço foi escrito com muitas dificuldades.’’ (Enrique J. Poncela). |
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| A LEITURA E A CONSTRUÇÃO DO LEITOR EM POTENCIAL por Patrícia Ferreira Bianchini Borges
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A leitura é um dos grandes, senão o maior, elemento da civilização. De acordo com Bakthin, o ato de ler é um processo abrangente e complexo de compreensão e intelecção do mundo que envolve uma característica essencial e singular ao homem: a sua capacidade simbólica de interagir com o outro pela manifestação da palavra. (BRANDÃO:1997).
Com base na declaração de Bakthin, pode-se afirmar que ler não é unicamente decodificar os símbolos gráficos, é também interpretar o mundo em que vivemos. É, ao mesmo tempo, uma atividade ampla e livre, embora não seja uma prática neutra, pois no contato de um leitor com um texto estão envolvidas questões culturais, políticas, históricas e sociais presentes nas várias formas de tradição. Deste modo, quando lemos, associamos as informações lidas à grande bagagem de conhecimentos que temos armazenada em nosso cérebro e, naturalmente, somos capazes de interpretar, criar, imaginar e sonhar.
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Diário Catarinense - 08.12.2009 - Jacqueline Iensen - Em Sagração do Alfabeto, livro que Leonor Scliar-Cabral lança hoje em Florianópolis, a autora presta um tributo a um dos maiores feitos do homem na construção do saber: a invenção do alfabeto. Por meio de 22 sonetos traduzidos para o espanhol (Walter C. Costa), francês (Marie-Hélène C. Torres), inglês (Alex Levitin) e hebraico (Naama Siverman Forner), a doutora em linguística pela Universidade de São Paulo retoma o elo perdido entre os hieróglifos e o alfabeto fenício, assinalando dois desenvolvimentos exponenciais: por um lado o momento em que a um segmento, ou som, é fixado a um desenho para representá-lo.
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| A poesia nos ombros de Samuel Penido por Izacyl Guimarães Ferreira |
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Tem mais de um século a poesia urbana como temática plenamente estabelecida. Vem dos europeus do século XIX e Baudelaire é o nome que mais a caracterizaria. Há inúmeros outros desde então, cabendo lembrar Whitman, Alvaro de Campos, Mário, Drummond como os que de modo mais próximo a nós puseram a cidade no mapa da poesia.
Porque o mundo tornou-se urbano, sua percepção pela poesia deixou o campo e as serras e entrou na cidade, que se fez metrópole e megalópolis. Na veloz transformação, a realidade de novas formas de vida e trabalho, produção e convivência, a poesia necessariamente transformou-se, simultaneamente quando não antecipadamente articulando o choque de uma ininterrupta mutação.
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| A Prosa à luz da poesia em Carlos Drummond de Andrade por Regina Souza Vieira |
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Publicado por ocasião do centenário do autor e inserido nas manifestações comemorativas da data, procura mostrar a versatilidade lingüística do poeta, que se tornou também ensaísta, cronista e contista.
Mesmo empregando uma linguagem predominantemente poética, surgiu o autor engajado com as mudanças do seu dia-a-dia, querendo perenizar em sua obra os acontecimentos políticos, sociais e literários de seu tempo e encontrando na obra ensaística o espaço propício para que se estabeleça Este contato com autores de todos os tempos, esta intimidade que (...) entre passado e presente, desdobrável num conhecimento que (...) se torna profícuo para nosso tempo (VIEIRA, Regina Souza: 1992: pág.19). |
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| ADOÇÃO por Eliane Pisani Leite |
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Para falarmos sobre adoção precisamos entender o que isso significa em termos legais em nosso país. O Estado entende que o núcleo básico que sustenta uma sociedade organizada, equilibrada deve estar fundamentada em pequenos grupos que constituem as famílias.
Essa interpretação provém da necessidade de amparo e proteção aos menores que sem sombra de dúvidas necessitam de cuidados desde o nascimento. Para compreendermos um pouco melhor o sistema de adoção vejamos sua definição: Adoção ou adopção, no Direito Civil, é o ato jurídico no qual um indivíduo é permanentemente assumido como filho por uma pessoa ou por um casal que não são os pais biológicos do adotado.
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| ALCAPARRAS, o que são ALCAPARRAS? / Sergio Petta |
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A curiosidade, que mata e também salva, me levou à internet para saber o que seriam alcaparras. Uma semente? Um fruto? Vamos ao GOOGLE digitar o nome do condimento. ALCAPARRAS! E depois é somente clicar em IR. Que facilidade. Quando eu estava no colégio isso não existia, pudera já lá vão quase sessenta anos! A gente procurava no velho Caldas Aulete, que respondia tudo. Ainda é o melhor. Estudávamos no Instituto de Educação Fernão Dias Paes, no bairro de Pinheiros, São Paulo. Era outra época quando ainda se vendiam batatas no Largo do mesmo nome, hoje esquecido e completamente desfigurado.
Em todo aquele espaço ao redor da Escola existiam sobradinhos, às vezes geminados, e também alguns pequenos prédios assobradados que ainda lá estão perseverando em guardar a lembrança querida de tempos que não voltarão mais. Alguns professores moravam nas proximidades, outros não. O de matemática, se a memória não falha, se chamava Epinghaus. Havia uma professora, penso que de origem nórdica de nome Taguea, que dava aulas de história natural. Sua sala de aula era um verdadeiro laboratório onde nos sentíamos estar em uma universidade americana (do norte). Foi ali que aprendemos a examinar ao microscópio uma folha da tradescância e entender a classificação de Lineu. Todos os alunos do ginásio e do cientifico (e também do clássico) formavam fila antes de entrar para as aulas. Nessa hora cantávamos o Hino Nacional. Eram 40 alunos na sala, dos quais 32 descendentes de japoneses. |
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| CAMINHOS DA LIBERDADE: ANÍSIO TEIXEIRA Por Antonio Carlos Lopes |
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Através da imensidão do infinito, o olhar, o despontar da noite, o brilho das estrelas, à luz da esperança, com este pequeno início de verso poético, faz emergir em meus pensamentos, as lembranças de um homem, que dedicou-se à liberdade, cuja trajetória fora construída com bases sólidas no sonho de um país mais justo.
Em 12 julho de 1900, nasceu Anísio Spinola Teixeira, na cidade de Caetité, no sertão da Bahia, um dos maiores educadores brasileiros, formou-se em Direito na cidade do Rio de Janeiro em 1922, assumiu ao longo de sua vida vários cargos na administração pública. Estudou nos Estados Unidos no Teachers College da Universidade de Columbia, Nova York, na qual recebera o Título de Master of Arts, mantivera estreita amizade com John Dewey familiarizando-se com o pensamento e os métodos pedagógicos deste grande pensador.
Anísio Teixeira tinha como essência, o pioneirismo no processo educacional, suas ações estiveram projetadas através de medidas de vanguarda diante de um sistema que estabelecia barreiras elitistas e privilegiava uma metodologia educacional arcaica. |
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| Carlos Drummond de Andrade por Regina Souza Vieira |
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Recentemente, certo cronista do Jornal O Globo manifestando sua opinião, declarou que “uma boa definição de literatura é a seguinte: aquilo que fica”. E ao que parece nenhuma literatura, nenhuma poesia, nenhum autor tem sido mais lembrado ou mais referido do que Carlos Drummond de Andrade.
E ao se fazer tal afirmação, busca-se considerar que o poeta e escritor faleceu em 1987 e, no entanto, até os nossos dias, na maioria de crônicas ou de publicações hodiernas, surge uma referência, uma alusão, uma intertextualidade buscada no autor mineiro. Ele mesmo não atentava para o poder de sua obra, ele mesmo descria dessa resistência à força de suas palavras, podendo-se admitir que tanto quanto Platão que expulsou os poetas da República,ele se expulsou rapidamente da lembrança de seu povo.
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| CHICO BENTO: das histórias em quadrinhos para a vida - por Sandra Regina Nóia Mina |
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Através de uma linguagem interativa e feita para todas as idades, os gibis do Chico Bento retratam a história do inocente menino do campo, que fala errado (de acordo com a Gramática Normativa), tem amigos na roça em que vive, para uma melhor caracterização do personagem (espaço/campo), e um primo para caracterizar as diferenças entre campo/cidade.
Chico Bento, morador de Vila Abobrinha, é um personagem fictício, construído a partir da biografia de Mauricio de Sousa, que o espelhou em um tio-avô. Não somente Chico, mas sua Vó (Vó Dita) também faz parte dessa biografia do autor, uma vez que essa lhe contava várias histórias que por ele foram publicadas.
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| Contos Negreiros do Marcelino Freire - Por Silas Corrêa Leite |
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Palavras que falam e não agem de acordo com o que dizem, são cheques sem fundo... Marisa Raja Gabaglia.
-Marcelino Freire pega um estilete cego e enferrujado, e vai desossando o conto-narrativa feito um açougueiro de almas. Santo Deus! Fica só o sangue, o lodo, o visceral, ai de nós!
-E até atiça o fogo-fáctuo-brasil na fuça da gente. Dói como uma parede. Passa, moleque, quem quer canibalismo do palavrear duras realidades?
-Ao ler alguns contos, confesso que chorei como se atravessado por um gume narrativo seco, hepatite c que fosse ali no cromo náutico da lacrima. Contos-quase-cantos. Contracontos. Banzos proseados a golpes de palavras. Farinha em caótico angu de caroço, cacos de vidros em farinhas de ausências. Ei-los quase pretos, quase brancos, quase seres, do Haiti que Caetano cantou. Marcelino Freire sabe essa dor salteada, no machado da história injusta, dívidas impagas desde uma libertação que não indenizou e nem puniu escravocratas. |
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| Educação Bandida: do conto à realidade - por Marcos Henrique Meireles Lima |
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Resumo: Utilizando uma linguagem simples, este texto tem como objetivo, chamar a atenção para fatos que podem até terem sido transformados em corriqueiros, no dia-a-dia das grandes capitais, mas que podem abalar a realidade de uma pequena cidade. Através de um conto, tenta dramatizar uma realidade violenta que cresce a cada dia em todo país, chegando a atingir universos outrora pacatos. Palavras-chave: educação, violência, escola, família.
São 23:35h, as ruas estão vazias, os cachorros reviram os lixos em uma disputa acirrada com gatos e ratos, o bairro tem o nome de São Felix, a cidade era Valença, na Bahia, dois jovens de aproximadamente 16 anos conversam em um tom muito baixo, como sem qualquer explicação, eles sacam e empunham duas armas se dirigindo ao único estabelecimento que ainda relutava em funcionar, um barzinho, a conhecida “birosca”, ao entrarem, o aparentemente mais velho, dá a “voz” de assalto:
- Todos com as mãos para cima, não olhem para mim, passem toda grana e você que está atrás do balcão, esvazia o caixa, vamos, rápido com isso... Mas esperem um pouco, essa história não começa assim. |
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| Esquecidos e renascidos no Brasil colonial - Por Adelto Gonçalves |
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Antes mesmo de o Brasil se tornar nação independente, eruditos reuniram-se na cidade de Salvador, na Bahia, para fundar a Academia Brasílica dos Esquecidos, em 1724, e a Academia Brasílica dos Renascidos, em 1759, com a objetivo de escrever a história da América portuguesa. A criação dessas academias permitiu que a atividade historiográfica ganhasse foros de ação coletiva, já que, até então, ficara restrita a iniciativas isoladas de colonos, missionários, viajantes, militares e administradores.
O livro Esquecidos e Renascidos: Historiografia Acadêmica Luso-Americana (1724-1759), de Iris Kantor, mestre e doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP) e professora do Departamento de História dessa instituição, recupera, com objetividade de escrita e profundidade de pequisa em arquivos do Brasil e de Portugal, essas duas iniciativas coletivas que constituem a gênese da pré-história da historiografia brasileira. |
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| Iacyr Anderson ou a cristalização do poeta - Por Adelto Gonçalves |
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A Coleção Pasárgada, da Ardósia Associação Cultural, de Cascais, acaba de ganhar o seu segundo livro, o primeiro em Portugal do poeta e contista brasileiro Iacyr Anderson Freitas, Terra Além Mar, antologia que abrange trabalhos de 16 obras e outros poemas ainda inéditos.
Segundo o diretor da Coleção Pasárgada, o também poeta Ozias Filho, responsável pela seleção dos poemas da antologia, Terra Além Mar é um vôo maior, sem escalas, para algo inatingível, etéreo e que ganha uma vida física.
Até agora, em Portugal, os poemas de Iacyr Anderson Freitas haviam sido publicados em periódicos literários e em livros coletivos, tais como Reflexos da poesia contemporânea do Brasil, França, Itália e Portugal, editado em 2000 pela Universitária Editora, e ainda Quanta terra!!! —Poesia e prosa brasileira contemporânea, organizado pelo poeta português Amadeu Baptista e publicado pela Casa da Cerca-Centro de Arte Contemporânea, em 2001.
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| NOTA SOBRE A AUSÊNCIA DA CRÍTICA / João Scortecci |
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Há livros que talvez assustem a crítica, talvez pela riqueza do texto, talvez pelo volume das matérias. É o que parece estar acontecendo com a generosa "Antologia Poética" do premiado poeta Izacyl Guimarães Ferreira. Cerca de 140 poemas, quase 300 páginas. E vem até mesmo de antes o silêncio em torno de sua obra. Só ao receber o prêmio de poesia da ABL em 2008 é que obteve o poeta alguma imprensa. E já tinha 16 livros publicados!
Lançada em dezembro, sobre a Antologia só li matéria da própria editora, a Topbooks, em seu site, transcrevendo as abas do livro, texto de Ivan Junqueira. Texto magnífico, tal como o prefácio escrito por Alberto da Costa e Silva.
Creio que a excelência destes dois textos terá talvez inibido outros leitores críticos. Afinal os dois acadêmicos, pois são ambos ilustres membros da ABL, abordaram aspectos tão essenciais da obra que é difícil pensar noutros ângulos. Mas há alguns mais e creio caber à crítica, e não aos dois citados apresentadores tratar deles com mais detença.
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| O Artesanato de Enfados do Poeta Antonio Mariano - Por Silas Corrêa Leite |
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A poesia de Antonio Mariano mostra o criador torneando seus incontáveis sentidos no artesanato de seus líricos enfados que são pretéritos, dispersos, desorientações e desjardins. Tenho o feeling das pedras/Ao sabor do mar belamente canta Antonio Mariano, cabendo a ele sim, poeta de rara beleza, mostrar cada poema - a novidade - de estar vivo e respirar pela lâmina goiva de sua sensibilidade. O tear de sua solidão-cangalha, de sua solidão-albatroz?
A faca cega que acorda a palavra? A faca cega que orna dialéticas de próprio punho-prumo-(prisma). Nota-se a sua construção de águas, tocando o intocável, remando - a palo seco - contra uma noite indizível, um de-quê de si trazido à tona, quase navegações - alma nau? - vertentes, vertentos, aquários, chuvas que não se guardam num guarda-chuvas, portanto, o escrever é não esquecer, antes recontemplar-se. Lembrar dói? Existir dói. Aliás, Existir a que será que se destina? Caetano Veloso dava sua pinceladas. |
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| O ATO DE LER – Por Inajá Martins de Almeida |
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Dê-me uma meada de lã e eu teço um agasalho. Dê-me uma palavra e eu formulo uma frase. Dê-me uma frase e eu escrevo um texto. Dê-me um texto e eu componho um livro”. (1)
Definições, conceitos, significações, frases, textos, livros, são atributos de que nos valemos, quando nos predispomos a fazer uma pesquisa mais acurada de algo que queremos conhecer melhor.
Definimos, conceituamos, buscamos significados, formulamos frases, elaboramos textos, compomos livros, tudo para perpetuar nossa idéia e percebemos que:
"Os livros que em nossa vida entraram, são como a radiação de um corpo negro, apontando pra expansão do Universo, porque a frase, o conceito, o enredo, o verso (e, sem dúvida, sobretudo o verso) é o que pode lançar mundos no mundo". (4) |
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| O BRASILEIRO E O LIVRO / Marcelino Rodriguez |
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Dentre tantas as constatações que já fiz sobre a deficiência da educação no Brasil, a mais dramática é que o brasileiro não tem noção alguma da essência do livro. Ele sabe apenas que o livro é um objeto. Ele não vê o livro como uma parte do espírito da vida, e uma das mais importantes, sem dúvida.
O homem sem conhecimento e sem uma mínima cultura sabe pouco, ´pensa pouco, produz pouco e desperdiça muito. O livro na verdade é a escova de dente do espírito, se me permitem a metáfora inusitada. Como escritor, evidente que essa ignorância consentida e essa indiferença em relação ao livro, dói mais. Pude sentir na pele o desconhecimento da importância do livro por parte da população.
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| O CHICO BUARQUE DE BUDAPESTE - Por Urariano Mota |
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A notícia esteve em todos os jornais nesta última semana de agosto. Concorrendo com mais de 230 livros, o romance Budapeste, de Chico Buarque, recebeu o prêmio de melhor romance em língua portuguesa, ao fim da 11ª Jornada Nacional de Literatura.
Pelo valor em dinheiro, de 100 mil reais, e pelo nível da concorrência, que reunia nomes como José Saramago, Salim Miguel, José Nêumanne e Antonio Torres, o prêmio é de vulto. Não foi o primeiro, nem certamente será o último.
Já em 2004, Budapeste havia conseguido o Prêmio Jabuti de Livro de Ficção do ano. No exterior, a sua corrida também não é menor. Boas críticas na França, na Itália, e na Inglaterra esteve entre os seis finalistas de melhor ficção estrangeira. |
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