MEU ENCONTRO COM JOSÉ SARAMAGO / Ruy Câmara

Não há acaso, nem coincidência, nem desígnios; o que há é circunstância e circunstância criada é fato consumado. Em sendo duas as circunstâncias que nos determinam os passos nas trilhas incertas da vida, em primeira instância, as próprias circunstâncias, e só depois, as possibilidades circunstanciais, o romancista, dramaturgo e poeta, José Saramago, autor da mais importante obra escrita em língua portuguesa neste século, inspirado no livro, A Sagrada Família, de Marx e Engels, tem bastante razão quando afirma laconicamente que compete à humanidade providenciar as suas circunstâncias mais humanamente.
 
A síntese a que fizemos menção (e que invalida o acaso e a coincidência, enquanto fixa no homem as responsabilidades por suas circunstâncias materiais e espirituais) vinha ocupando os meus pensamentos enquanto entrávamos, eu e Rossana, no Palácio São Clemente, residência oficial do cônsul de Portugal no Rio de Janeiro, na noite de 22 de abril de 1999, quando para lá fomos em companhia do Poeta Ivan Junqueira e de sua mulher, Cecília Costa, editora do caderno Prosa e Verso do Jornal O Globo, quem gentilmente fez chegar em nossas mãos o convite para um encontro mais reservado com o Nobel da Literatura.

CULTURA DO PÃO E CIRCO
"Respeitável público, com vocês o rei, Roberto Carlos!". Provavelmente será assim que a Prefeita, Luizianne Lins (PT) dará início ao show milionário que ela promove no aterro da Praia de Iracema, não se sabe se à pretexto do aniversário de Fortaleza, ou se em benefício eleitoral próprio, mas sabemos que o show engordará a poupança do ídolo da jovem-guarda com mais 1,2 milhões de Reais. 
AS IMPRESSÕES BIOGRÁFICAS DE LAUTRÉAMONT por Ruy Câmara
Prezados amigos: 

Aos interessados em assuntos literários latinoamericanos, envio uma cópia da minha comunicação proferida em Barcelona, por ocasião do VIII Colóquio Internacional sobre Lautréamont,  no dia 24.11.2006, data do aniversário de morte do "Astro negro da literatura universal", como disse Otávio Paz. 

Um abraço.

Ruy Câmara.
GERARDO MELLO MOURÃO - O poeta oracular e absoluto

Gerardo Mello Mourão, o poeta oracular e absoluto que tinha orgulho de dizer-se jagunço cearense há quatrocentos anos, foi amassado no barro das Ipueiras em 8 de janeiro de 1917, e em 09 de março de 2007 virou a última página de sua história lutando pela vida com a mesma serenidade com que enfrentou tantas mortes em plena vida.

Sua partida entristeceu o mundo intelectual e deixou-nos um vazio que precisa ser preenchido para que possamos dotar de sentido o que aparentemente não faz sentido algum, como por exemplo, a morte, essa companheira inconfiável que, num simples bater de pálpebras, vira o mundo ao avesso e desmantela tudo o que tomamos por real, insuprimível ou mesmo eterno.

Isidore Ducasse – O Conde de Lautréamont

PRÓLOGO DE RUY CÂMARA para Edição espanhola de Los Cantos de Maldoror obra de Isidore Ducasse – O Conde de Lautréamont - Tradução MANUEL SERRAT CRESPO - EDIÇÃO ESPANHOLA.

Abram Lautréamont! E aí está toda a literatura virada pelo avesso como um guarda chuva! Fechem Lautréamont e tudo volta ao seu lugar...  (Francis Ponge)

Tão estranha quanto original e fascinante é a imaginação abissal e delirante que se materializa neste livro à sombra da genialidade de Isidore Ducasse (1846-1870), autor celebrizado pelo pseudônimo, Conde de Lautréamont, um mito literário que ergue-se sozinho sobre os pilares de uma vasta bibliografia que o situa no rol de autores mais controversos, discutidos e estudados na atualidade.

Voltar Topo Indicar a um amigo Imprimir
 

AMIGOS DO LIVRO - O PORTAL DO LIVRO NO BRASIL

FALE CONOSCO

 
Nipotech