Editora Aymará realiza adaptação e criação de livros para inclusão de crianças com deficiência visual ou com baixa visão

Literatura é uma forma eficiente e lúdica de enriquecer a infância e o aprendizado de crianças com deficiência visual ou visão subnormal. 

Dados do Ministério da Educação (MEC/Inep) de 2007 revelam que no Brasil existem, aproximadamente, 654.606 alunos matriculados na educação especial. Destes, 9.158 têm deficiência visual e 52.777 possuem baixa visão. Desde 2006, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) orienta que crianças com necessidades especiais sejam incluídas em classes periódicas.

Para reconhecer esse direito e assegurar o cumprimento da legislação vigente o Governo Federal,  por meio do MEC/FNDE, tem implementado programas para a aquisição de livros especiais, disponibilizando, nas escolas públicas, obras em formatos acessíveis para essas crianças. Pensando nisso, a Editora Aymará não só adapta como também  desenvolve, atualmente, materiais para deficientes visuais, sejam eles cegos ou com de baixa visão, além de produtos voltados para a formação de professores que trabalham com esses alunos.
 
"Quando fazemos um livro para alunos com visão subnormal, as letras devem ser ampliadas para, no mínimo, corpo 24. Não podemos usar ilustrações com muitos detalhes, as cores devem ser bastante contrastantes e os contornos bem definidos. A utilização do branco e preto é o ideal para crianças com essas características", avalia Cynthia Amaral, designer gráfica da Editora Aymará e autora de um dos livros para crianças com visão subnormal.
 
A literatura para essas crianças é essencial, pois contribui não apenas para o desenvolvimento global, mas motiva a criatividade, a imaginação e a sensibilidade. "A adaptação dos livros é importante para que os alunos se sintam realmente integrados uns com os outros, além de promover o respeito às diferenças dentro da sala de aula", analisa Ana Julia Kloeppel, supervisora pedagógica da Editora Aymará.
 
Formatos dos livros
 
Vários podem ser os formatos dos livros para esse público: em braile, áudio, caracteres ampliados, livro digital em texto, etc. A Editora Aymará possui volumes de sua coleção de livros transdidáticos que foram adaptados para o braile e para caracteres ampliados. Além deles, dois livros de literatura: Aurora: a lagarta curiosa e A árvore de Natal mais bonita do mundo. Em Aurora: a lagarta curiosa, o texto e as imagens foram concebidos com base nos estudos da autora, Cynthia Amaral, a respeito da visão subnormal.
 
No Edital do Programa Nacional para Educação Especial de 2008, a adequação temática das obras é fundamental. Serão selecionadas apenas obras com temáticas diversificadas, de diferentes contextos sociais, culturais e históricos; devem ser adequadas à faixa etária e aos interesses dos alunos. Entre as características das obras, estão: a capacidade de motivar a leitura, potencial para incitar novas leituras, adequação às expectativas do público infantil, possibilidades de ampliação das referências do universo infanto-juvenil e exploração artística dos temas.
 
Os livros adaptados pela Editora Aymará estão sendo utilizados por alunos da 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Fundamental, na rede municipal de Praia Grande (SP). Seis alunos com diagnóstico de visão subnormal e baixa visão utilizam as obras. O material em braile é utilizado pela professora Luzia Teresa Rocha Rachid, assistente técnico-pedagógica. Em Praia Grande, é ela quem orienta professores, alunos e pais nas escolas municipais em casos de deficiência visual. "Meu trabalho é realizar a orientação pedagógica ao professor. Levo sugestões de atividades para o trabalho em sala de aula não só com o aluno especial, mas também para toda a turma".
 
Isso melhora o desenvolvimento da criança portadora de necessidade especial, seja ela cega ou com visão subnormal. A professora cita, como exemplo, um aluno da 1ª série que tem visão subnormal e, conseqüentemente, dificuldades de aprendizagem e entendimento. Para auxiliá-lo, ela trabalha dobraduras relacionadas à história, interpretação oral, teatrinho, atividades mais práticas. Assim, as crianças apreendem melhor o conteúdo exposto em sala de aula. Luzia não capacita apenas professores, mas as crianças e seus familiares também. Segundo ela, as crianças adoram as histórias dos livros da Aymará, pois são atrativas e complementam o conteúdo que é trabalhado pela professora.
   
Inclusão é a palavra-chave 
 
Márcia D. T. do Nascimento Faria, chefe de divisão de Educação Especial de Praia Grande, revela que a entrega do livro "ampliado" oportunizou a igualdade de condições na aprendizagem de cada aluno, o que é preconizado na LDB. "A proposta educacional da Secretaria de Educação do município de Praia Grande é inclusiva. O aluno com deficiência é titular dos mesmos direitos que os demais, necessitando apenas de adaptações e/ou adequações curriculares para se atingir o acesso, sucesso e permanência dos alunos na escola", complementa.  
        
"Cabe a todos os envolvidos com a proposta do livro acessível desenvolver esse trabalho, para não só garantir o acesso e a permanência, mas também assegurar a qualidade da educação aos alunos que dele necessitam", revela Márcia.
 
Segundo a ortoptista e coordenadora do setor de Reabilitação Visual da Fundação Dorina Nowill, Eliana Cunha, existem três classificações que podem ser consideradas quando falamos de visão subnormal:
 
Definição legal - Acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais o somatório da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou inferior a 60°; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.

Definição educacional - Comprometimento do funcionamento visual de ambos os olhos, mesmo após tratamento ou correção. As pessoas com baixa visão possuem resíduos visuais em grau que lhes permite ler textos impressos ampliados ou com uso de recursos ópticos especiais.
Definição leiga - Pessoas que possuem 30% ou menos de visão no melhor olho após correção, cirurgia e/ou com óculos comuns.
  
Eliana Cunha revela ainda que as principais doenças causadoras da visão subnormal em crianças são a toxoplasmose ocular congênita, glaucoma congênito, catarata congênita, retinopatia da prematuridade, atrofia do nervo óptico, nistagmo congênito e albinismo. 

Os interessados nas obras em braile e com caracteres ampliados da Editora Aymará podem entrar em contato pelo e-mail aymara@aymara.com.br.

Sobre a Aymará 
 
A Editora Aymará é uma empresa criada com o objetivo de gerir de maneira inovadora e eficiente empreendimentos educacionais. Formada por uma equipe de colaboradores com vasta experiência na área editorial e no setor educacional, a editora tem sua sede instalada em Curitiba (PR) e possui unidades de negócios em Salvador, Brasília, Porto Alegre, São Carlos, Santo André e Fortaleza.
 
Baseada no desenvolvimento do indivíduo, no respeito à diversidade e na valorização da relação ensino-aprendizagem, a Aymará investe em projetos que promovem a construção do conhecimento e o aprimoramento tecnológico nos mais variados setores educacionais, da Educação Infantil ao Ensino Superior.
        
Atualmente, o principal projeto da Aymará é o Programa Cidade Educadora, focado na construção da cidadania, na formação de valores éticos e numa postura socialmente responsável. O Programa Cidade Educadora está presente em diversas escolas das redes públicas e privadas, abrangendo cerca de 80 mil estudantes do Ensino Fundamental.

Aymará Edições e Tecnologia 
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