O Estado de S. Paulo - 15/02/2008
A Polícia Civil fez ontem (14/02/2008), na região central de São Paulo, a maior apreensão do País dos chamados livros do professor, que não podem ser vendidos e estavam sendo comercializados em sebos.
Foram recolhidos cerca de 4 mil exemplares de diferentes editoras. A blitz faz parte de campanha da Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) e da Associação Brasileira para a Proteção dos Direitos Editoriais e Autorais (ABDR) que, por meio de denúncias, já apreendeu livros em Goiânia, Belo Horizonte e Fortaleza.
Segundo o advogado da ABDR e da Abrelivros, Dalton Morato, pais ou os próprios alunos acabam comprando os livros do professor porque são vendidos cerca de 60% mais barato que o preço cobrado por livrarias para o exemplar destinado ao aluno.
As editoras estimam uma perda que pode variar entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões, por ano, com a comercialização do livro do professor, já que os exemplares do aluno deixam de ser comprados.
Fonte: O Estado de São Paulo